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 Contra o Aeroporto da Ota

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Valdez
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MensagemAssunto: Contra o Aeroporto da Ota   Qui 1 Mar - 20:11:19

Caros amigos

Petição on-line contra a OTA

http://www.petitiononline.com/naoaerop/petition-sign.html?
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Qui 1 Mar - 20:56:19

BRAVO, Finalmente estamos de acordo em alguma coisa. Boa Valdez
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Valdez
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MensagemAssunto: RE   Qui 1 Mar - 23:42:49

Não hei-de morrer sem te ver gritar bem alto Viva o D. Rosário, escreve o que te digo pois já faltou mais.


A propósito uma questão meramente académica, se se provar que o Duarte é estrangeiro e ele e o pai enganaram os Portugueses e perderem a nacionalidade original, qual seria a tua posição, continuarias a apoiar essa gente?
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 0:27:15

Caro Zé

Conforme dizes é uma questão académica. Mas se eu me lembrar amanhã trago um texto que lá tenho em casa que espero esclareça de uma vez por todas esta questão. Apenas uma pergunta : Para ti um Rei no pleno exercicio das suas funções tem ou não poder para mudar qualquer situação que tenha sido criada pelos seus antepassados?

Responde apenas a esta pergunta
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 2:41:23

Possas, mas ele há coisas do demo...aeroporto, estavamos a falar do aeroporto....ainda assim, já que não vos venço...

No código penal há um artigo bem explícito, em tudo o que concerne revogações ou diminuições de penas, essas tomam efeitos retroactivos, ainda que o homem tivesse nascido ao rebolam nos alpes suíços e não na embaixada, o facto de se revogar a lei do banimento indicia que o local de nascimento é a consequência duma pena que tendo sido revogada nos indica que sem a mesma o local de nascimento seria naturalmente o território português.....finda a pena, finda o seu âmbito e as consequências do mesmo. O que faz com que NÃO TENHA INTERESSE NENHUM ONDE RAIO TENHA NASCIDO O HOMEM, POIS NÃO ESTÁ DEPENDENTE DISSO A SUA NACIONALIDADE.......
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 13:41:22

Sou a favor do Aeroporto da Ota, enquanto complemento ao Aeroporto da Portela.

Sendo que o da Portela se deve resumir às Companhias de Bandeira, onde os seus clientes pagam para ser "deixados" nas Cidades para onde viajam, enquanto que a Ota é o local ideal para as Companhias ditas Low Cost e Carga, onde de modo a minimizar os custos se opta por Aeroportos a algumas dezenas (para não dizer centena como acontece com Girona para Barcelona) de quilómentros, sendo então que se usa as infrastruturas viárias e ferroviárias para a conecção às Cidades de destino.

Um abraço,

IzNoGuud
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 13:53:12

Citação :
1 - Porque é que o estudo elaborado pela ANA em 1994 (que identifica a Base Aérea do Montijo como a melhor localização para o novo aeroporto e que classifica a Ota como a pior e mais cara opção) não se encontra disponível no site da NAER?

2 - Porque é que o estudo elaborado pela Aeroports de Paris em 1999 (que recomenda a localização do NAL no Rio Frio e que classifica a Ota como pior opção) não justifica o facto de não ter sido sequer considerada a opção recomendada no estudo anterior?

3 - Porque é que todos os estudos e documentos disponibilizados, elaborados entre 1999 e 2005, incluindo o "Plano Director de Desenvolvimento do Aeroporto", tiveram como premissa a localização na Ota, considerada nessa altura como a pior e mais cara opção?

4 - Porque é que o documento apresentado como suporte da decisão de localização na Ota é apenas um "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental", no qual questões determinantes para a localização de um aeroporto (operações aéreas, acessibilidades, impacto na economia) foram tratadas de um modo superficial, ou não foram sequer afloradas?

5 - Porque é que na ficha técnica do atrás referido "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental" não constam especialistas na áreas da aeronáutica e dos transportes?

6 - Porque é que o "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental" para o aeroporto na Ota usou os dados dos Censos de 1991 para calcular o impacto do ruído das aeronaves sobre a população, quando existiam dados de 2001 e uma das freguesias mais afectadas (Carregado) mais do que duplicou a sua população desde 1991?

7 - Em que documento é que são comparados objectivamente (com outras hipóteses de localização) os impactos económicos e ambientais associados à opção da Ota (desafectação de 517 hectares de Reserva Ecológica Nacional; abate de cerca de 5000 sobreiros; movimentação de 50 milhões de m3 de terra; "encanamento" de uma bacia de 1000 hectares a montante do aeroporto; impermeabilização de uma enorme zona húmida; necessidade de expropriar 1270 hectares)?

8 - Em que documento é que se encontra identificada a coincidência do enfiamento de uma das pistas da Ota com o parque de Aveiras da Companhia Logística de Combustíveis (a apenas 8 Km) e avaliadas as consequência de um possível desastre económico e ecológico decorrentes de desastre com uma aeronave?

9 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto da deslocalização do aeroporto no turismo e na economia da cidade e da Área Metropolitana de Lisboa?

10 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto urbanístico decorrente da deslocalização do aeroporto para um local a 45 km do centro da capital?

11 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto da deslocalização dos empregos e serviços decorrente da mudança do aeroporto para a Ota?

12 - Em que documento é que se encontra equacionado o cenário da necessidade de construir um outro aeroporto daqui a 40 anos, quando o Aeroporto da Ota se encontra saturado?

13 - Que medidas estão previstas para existir uma tributação especial das enormes mais-valias que terão os proprietários dos terrenos envolventes à zona do aeroporto (e não afectados pelas expropriações) que até ao momento estão classificados como Reserva Ecológica Nacional ou Reserva Agrícola Nacional e passarão a ser terrenos urbanizáveis?

14 - Em que documento se encontra a explicação para ter sido considerada preferível uma localização para o novo aeroporto que "roubará" mercado ao Aeroporto Sá Carneiro em detrimento de captar o mercado de Extremadura espanhola?

15 - Porque é que a localização na Base Aérea do Montijo não foi sequer considerada, quando apresenta inúmeras vantagens (14 Km ao centro da cidade, posição central na Área Metropolitana, facilmente articulável com o TGV, possibilidade de ligações fluviais, urbanisticamente controlável)?

16 - Qual é a explicação para que a articulação entre as duas infra-estruturas construídas de raiz (Aeroporto da Ota e Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto) obrigue a um transbordo de passageiros numa estação a 2 Km da aerogare?

17 - Porque é que se optou por uma localização para o aeroporto que implicará um traçado da Rede de Alta Velocidade com duas entradas distintas em Lisboa, cada uma delas avaliada num valor da ordem de mil milhões de euros (percurso Lisboa/Carregado e Terceira Travessia do Tejo), quando um aeroporto localizado na margem Sul funcionaria perfeitamente só com a nova ponte?

18 - Qual é o valor do sobre-custo do traçado da Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto na margem direita do Tejo, por oposição ao traçado pela margem esquerda, fazendo a travessia na zona de Santarém?

19 - Porque é que a ligação ao Porto de Sines será construída em bitola ibérica, quando bastava que o traçado da linha Lisboa-Madrid passasse a Sul da Serra de Monfurado (um aumento de apenas 8 Km) para que fosse viável a construção de um ramal de AV para Sines (e posteriormente para o Algarve) a partir de um nó a localizar em Santa Susana (concelho de Alcácer do Sal)?

20 - Na análise custo-benefício do investimento da Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto foi considerada a concorrência do Alfa Pendular (na actual Linha do Norte), o facto de o traçado não permitir o transporte de mercadorias e a necessidade de mudança de transporte para percorrer a distância das estações intermédias aos centro das respectivas cidades (Leiria, Coimbra, Aveiro)?

21 - Por último, em que relatório se encontra a recomendação da Ota como melhor localização para o novo aeroporto por comparação com as outras alternativas possíveis (Rio Frio, Base Aérea do Montijo, Campo de Tiro de Alcochete, Poceirão)?
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 14:16:24

IzNoGuud escreveu:
Sou a favor do Aeroporto da Ota, enquanto complemento ao Aeroporto da Portela.


IzNoGuud


Não diga asneiras. Leia este documento, e depois falamos ok?






www.maquinistas.org/pdfs_ruirodrigues/lowcostportela.pdf (duplo clique
para ler)
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 14:27:07

José Tomaz Mello Breyner escreveu:
Não diga asneiras. Leia este documento, e depois falamos ok?

Qual foi a entidade especializada em Aeronáutica que o amigo citou?

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 14:43:15

Várias. Mas leia o PDF e diga de sua justiça depois de o ler
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 15:22:55

José Tomaz Mello Breyner escreveu:
Várias. Mas leia o PDF e diga de sua justiça depois de o ler

Já li, não cita de facto nenhuma Entidade especializada em Aeronáutica e de facto para além de já conhecer o que era descrito no PDF, o mesmo em nada altera a minha forma de pensa, visto estar incomplecto.

O Aeroporto da OTA, forçosamente terá de ser para Companhias Low Cost com as implicações que tal acarreta, ou então não trará compensações para Lisboa (mas isso já eu tinha apresentado na minha 1ª intervenção) e teremos de ir a Madrid apanhar outros Aviões (tal como já acontece).

O Aeroporto da Portela, deverá ficar apenas para funções protocolares e para as Companhias de Bandeira. Sendo no entanto lógico que se deverá procurar um meio-termo quanto às tão faladas Taxas, senão a Portela correrá o risco de ficar às moscas, tal como foi muito bem dito.

O Aeroporto do Montijo, acarreta 2 grandes problemas. Um muito maior risco a nível Ambiental e devido à sua proximidade excessiva ao Aeroporto de Lisboa, com a óbvia saturação das Rotas Aéreas daí advindas.
Sendo que somente por estas 2 razões foi o Montijo posto de parte da corrida para o Novo Aeroporto de Lisboa.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 16:18:57

Ok Já vi que não entende nada disto, e por outro lado não me apetece discutir consigo.Como eu não vou estar no actvo quando este aeroporto abrir, se é que vai abrir, como nenhum dos meus filho escolheu a minha profissão tb me estou um pouco marimbando para o assunto. Mas que nessa altura a ocupação dos hoteis de lisboa vai descer em flecha, disso não tenha a menor duvida. Mas conforme disse nessa altura eu já não estarei no activo.
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 16:26:36

Ok Já vi que não entende nada disto, e por outro lado não me apetece discutir consigo.Como eu não vou estar no actvo quando este aeroporto abrir, se é que vai abrir, como nenhum dos meus filho escolheu a minha profissão tb me estou um pouco marimbando para o assunto. Mas que nessa altura a ocupação dos hoteis de lisboa vai descer em flecha, disso não tenha a menor duvida. Mas conforme disse nessa altura eu já não estarei no activo. No entanto e para que ABRA ESSA CABEÇA DURA (com instintos assassinos, sim eu não me esqueço) leia este texto:

Citação :
Com uma discrição absolutamente inusitada, foi agora lançado o concurso para elaboração do projecto do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL). Passado mais de um ano sobre a tomada de decisão sobre localização do NAL, é altura de olhar para trás e procurar entender como é que foi possível que esta opção recaísse sobre a Ota, tendo contra ela a maioria dos estudos técnicos (que poucas pessoas leram) e a generalidade dos especialistas e operadores.



Nos últimos quinze anos foram elaborados dois estudos comparativos de diferentes localizações para NAL: um de 1994 da responsabilidade da ANA - Aeroportos e Navegação Aérea S.A., a pedido do Ministério das Obras Públicas; e um segundo em 1999, produzido pelo consórcio Aéroports de Paris / Profabril, para a NAER - Novo Aeroporto S.A. O estudo de 2005, apresentado como o documento definitivo, é apenas um Estudo Preliminar de Impacto Ambiental (EPIA).



O estudo de 1994 comparava quatro alternativas possíveis: Montijo A (orientação das pistas Norte/Sul), Montijo B (orientação das pistas Este/Oeste), Rio Frio e Ota. Na conclusão, as opções foram assim hierarquizadas: Montijo B, Montijo A, Rio Frio e por último a Ota, considerada simultaneamente a mais cara e a pior das localizações. Apesar da orientação do Governo no sentido da "transparência e divulgação pública", este estudo não figura no rol de 26 documentos disponíveis para consulta no site da NAER. A posterior decisão de avançar com a rede ferroviária de alta velocidade (AV) e a terceira travessia do Tejo (TTT), entre Chelas e o Barreiro veio reforçar drasticamente as vantagens das localizações na margem sul do Tejo, em particular a opção do Montijo.



O estudo posterior, apresentado em 1999, comparava outras quatro alternativas: a SuperPortela (considerando a construção de uma nova pista paralela à existente), Rio Frio 17-35 (orientação das pistas Norte/Sul), Rio Frio 08-26 (orientação das pistas Este/Oeste) e Ota, não apresentando qualquer explicação para o facto de não ter sido considerada a localização mais bem classificada no estudo produzido apenas 5 anos antes.



Estas quatro opções foram classificadas, numa escala de 0 a 1000, à luz de diferentes critérios (operação aérea, acessibilidade terrestre, ambiente, custos de investimento, custo de exploração, etc.). As duas soluções para o Rio Frio obtiveram 728 pontos (E/O) e 675 pontos (N/S), tendo a Ota obtido a pior classificação (616 pontos), à semelhança do que tinha sucedido no estudo de 1994. A SuperPortela não chegou a ser valorizada por ter sido considerada um projecto com um impacto ambiental desmedido.



Entre 1999 e 2005 foram produzidos vários estudos (geológicos, geotécnicos, hidrológicos, movimentos de aves, caracterização da flora, etc.) para além do próprio "Plano Director de Referência de Desenvolvimento Conceptual do Aeroporto". No entanto, todos estes documentos usaram, como premissa, a localização do NAL na Ota, apesar de esta ter sido, até então, sempre considerada a pior opção. Se outros estudos foram feitos, não foram divulgados.



Em 2005, são elaborados os EPIA para as localizações do NAL na Ota e em Rio Frio. Apesar de apresentada como a melhor localização, a lista de problemas associados à opção do NAL na Ota não deixa de impressionar:

- desafectação de 517 hectares de Reserva Ecológica Nacional (REN);

- destruição do coberto vegetal, incluindo o abate de cerca de 5000 sobreiros;

- movimentação de 50 milhões de m3 de terra (equivalente a cobrir o concelho de Lisboa com uma camada de 60 cm);

- desvio e "encanamento" da Ribeira do Alvarinho, com uma bacia de 1000 hectares a montante do aeroporto;

- destruição do Paúl da Ota e impermeabilização de uma enorme zona húmida que regularmente alaga durante o Inverno;

- necessidade de expropriar 1270 hectares.



Pelo facto de se tratar de um estudo de impacto ambiental, algumas questões determinantes para a localização de um aeroporto (operações aéreas, acessibilidades, impacto na economia) foram tratadas de um modo superficial, ou não foram sequer afloradas. Por essa razão vários problemas da localização na Ota não foram devidamente valorizados ou sequer identificados:

- aumento dos riscos operacionais das operações aéreas, decorrente da re-orientação das pistas a nor-nordeste, com a consequente existência de ventos laterais (os ventos dominantes são nor-noroeste);

- coincidência do enfiamento de uma das suas pistas com o parque de Aveiras da Companhia Logística de Combustíveis, com o risco de uma enorme catástrofe ecológica e económica em caso de acidente;

- continuação do sobrevoo a baixa altitude de áreas densamente povoadas da Área Metropolitana de Lisboa (AML);

- aumento da distância do aeroporto ao centro de Lisboa para 46 Km (pela actual A1, actualmente já muito congestionada), ou 56 Km (pela A10/A9/A8);

- aumento da distância média ponderada do aeroporto aos concelhos da AML para 56 Km por via rodoviária, e para 54 Km por via ferroviária;

- impossibilidade de incluir um serviço eficaz de shuttle através da actual Linha do Norte, que se encontra completamente saturada.

- deslocação de um grande número de pessoas afectas ao funcionamento do aeroporto e às actividades complementares;

- enorme aumento da pressão urbanística sobre a zona envolvente, pela necessidade de construir edifícios de serviços que complementem a actividade aeroportuária e para albergar os respectivos trabalhadores e os funcionários do aeroporto;

- quebra acentuada no "turismo de fim-de-semana" com consequências em várias actividades do sector (congressos, hotelaria, etc...);



Os problemas do erro da escolha da Ota já estão patentes no documento "Orientações Estratégicas - Sector Ferroviário", apresentado pelo Ministro das Obras Públicas:

- os 30 km iniciais da linha de AV para o Porto atravessarão um canal profundamente urbanizado e muito acidentado cuja realização custará aproximadamente mil milhões de euros (um custo equivalente à TTT ou um terço do NAL);

- o percurso do TGV até Leiria terá de atravessar uma zona de tal modo acidentada que impossibilitará a utilização de comboios de mercadorias (um aeroporto a sul de Lisboa permitiria usar a margem esquerda do Tejo, muito mais plana e menos urbanizada e rentabilizar o investimento da TTT);

- um passageiro que saia de Lisboa utilizando um combóio de AV terá percorrer 45 km (distância que será gasta a arrancar e a travar a composição) e fazer um transbordo para percorrer os dois km entre a estação e a aerogare;

- será provocada uma concorrência lesiva ao aeroporto Sá Carneiro, acabando com os voos triangulares;

- será inviável a pretensão de conquistar, para o NAL, o mercado da Extremadura espanhola;

- será impossível articular o NAL, sob o ponto de vista logístico, com o Porto de Sines.



A alternativa de localização do NAL na actual Base Aérea n.º 6 do Montijo apresenta vantagens que justificariam, pelo menos, um estudo definitivo para comparação com as opção da Ota e de Rio Frio:

- permite a instalação de duas pistas paralelas de 3600 metros de comprimento (um layout semelhante ao proposto para a Ota), sem expropriações, utilizando a superfície da base aérea actual, à qual teriam apenas de ser acrescentadas plataformas para os extremos das pistas;

- essa orientação seria igual à da pista 18-36 da Portela, ideal sob o ponto de vista dos ventos dominantes;

- as rotas de aproximação e descolagem seriam compatíveis com a configuração da Ponte Vasco da Gama (conforme as normas do ICAO) e com a área restrita D10 do Campo de Tiro de Alcochete;

- os seus terrenos são praticamente planos, não têm cursos de água e estão incultos, resultando num reduzido impacto ambiental sobre o local;

- as infra-estruturas rodoviárias existentes (ou com execução prevista) colocariam o NAL a 12 Km do centro de Lisboa pela TTT, possuindo duas alternativas: a Ponte Vasco da Gama (24 km) e a Ponte 25 de Abril (40 Km), colocando o NAL a 32 Km de distância média ponderada aos concelhos da AML;

- o aproveitamento das infra-estruturas ferroviárias existentes (ou com execução prevista) permitiria integrar o aeroporto num anel abrangendo as duas margens do Tejo, colocando o NAL a 25 Km de distância média ponderada aos concelhos da AML;

- permitiria uma perfeita integração da rede do nacional do TGV com o aeroporto, pois a distância de 13 Km à Gare do Oriente transformaria a sua estação num novo centro direccional;

- reduziria o custo da construção da rede de TGV a construir, quer por uma questão de redução da extensão da linha para o Porto, quer pela oportunidade de desenvolver uma parte substancial do seu percurso na margem sul do Tejo, menos acidentada e menos povoada;

- a população afectada pelo ruído do sobrevoo das aeronaves seria sempre em número inferior à opção da Ota, independentemente do sentido de utilização das pistas e do volume de tráfego;

- a localização junto ao rio permitiria a construção de uma estação fluvial com ligações para Lisboa, fundamental para os períodos de congestionamento de trânsito;

- a sua localização numa península permitiria mais facilmente o controlo da pressão urbanística e aumentar a segurança do aeroporto;

- a chegada de avião a Lisboa em pleno estuário de Tejo seria um notável cartão de visita para o turismo da capital;

- a construção e existência de um equipamento com esta importância próximo de áreas urbanas deprimidas, permitiria usar o aeroporto como estímulo de reconversão e de desenvolvimento, abrindo a possibilidade de Lisboa passar a ser verdadeiramente uma cidade de duas margens.



Claro que a opção do NAL no Montijo apresenta também problemas com alguma relevância, nomeadamente:

- realojamento" da Base Aérea n.º 6 (mas mais económica que as expropriações e a modelação dos terrenos da Ota);

- impacto ambiental decorrente do sobrevoo do Estuário do Tejo (o que também acontecerá na Ota, ainda que com menos intensidade);

- desafectação de uma área da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, integrada na Rede Natura 2000 (mas muito inferior à área de REN necessária destruir no caso da Ota);

- existência de problemas relacionados com as aves (no entanto, o histórico de "incidentes" indicia um risco, para o Montijo, inferior ou equivalente ao da Ota);

- impossibilidade de recorrer a financiamento comunitário para o projecto (no entanto, o sobre custo global da solução na Ota, por comparação com o Montijo, será sempre muito superior ao montante da comparticipação Europeia);

- impossibilidade de expansão do aeroporto, por não existir hipótese de aumentar o número de pistas, como acontece na Ota. No entanto, se se verificar que dentro de 40 anos é necessário construir um novo aeroporto, será possível manter o Montijo como segundo aeroporto junto do centro da cidade, algo inviável no caso da Ota.



Por todas estas razões, é inevitável ficar com a sensação de que o desafio lançado pelo Primeiro Ministro aquando da apresentação da decisão definitiva - "Quem critica a Ota deve apresentar alternativas e estudos" - foi apenas uma questão de retórica. As alternativas e os estudos estão há muito na posse do Governo e a decisão política tomada foi contra todos esses mesmos estudos, valorizando a opção que, sobretudo, beneficiará todos aqueles que nos últimos anos compraram terrenos, classificados como REN, e que agora serão fundamentais para a gigantesca operação urbanística que se adivinha à volta do novo aeroporto.
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 16:59:55

José Tomaz Mello Breyner escreveu:
Ok Já vi que não entende nada disto...

Caro amigo, a minha família tem estado no Ramo desde o início da Aeronáutica em Portugal Wink

José Tomaz Mello Breyner escreveu:
No entanto e para que ABRA ESSA CABEÇA DURA (com instintos assassinos, sim eu não me esqueço)...

Caro amigo, sei que o mesmo conseguirá por certo ter mais capacidades do que ser resumir às tristezas com que costuma atacar os seus opositores.
No entanto exige desculpas quando são os outros a atacá-lo a si.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Sex 2 Mar - 19:31:13

IzNoGuud escreveu:


Caro amigo, a minha família tem estado no Ramo desde o início da Aeronáutica em Portugal Wink



Pois... não parece
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Beladona
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Dom 4 Mar - 3:06:23

Caros amigos

Na minha modesta opinião Portugal não está em condições financeiras propícias para gastar o balúrdio que vai gastar com o novo Aeroporto da Ota.
É certo que o Aeroporto da Portela (Lisboa),já está a arrebentar pelas costuras e já muito dentro da cidade,com os inconvenientes desse facto e da poluição sonora que se está a tornar preocupante,segundo algumas opiniões de especialistas,mas poder-se-ia utilizar este aeroporto só para voos VIPs e distribuir os outros voos,os intitulados Low Cost para outros aeroportos e aeródromos já existentes e com os quais não se faria um gasto financeiro tão exorbitante,com alguns melhoramentos que se tivessem de efectuar nos mesmos.

No estrangeiro,as pessoas que viajam nestes voos (Low Cost),ficam a distâncias do centro das cidades principais uns bons quilómetros, e não é por isso que esses países vão fazer novos aeroportos.Por isso mesmo,sendo um dos factores para essas viagens serem muitíssimo mais baratas.

Para um país do nosso tamanho,os aeroportos de Faro e Porto, e os aeródromos de Tires ou Torres Vedras,para não falar nos aeródromos de outras localidades um pouco mais longe,poderiam servir para este tipo de voos fazendo-lhes alguns melhoramentos, e as distâncias para Lisboa,não seriam maiores que as existentes no estrangeiro entre os aeroportos secundários e o centro das respectivas cidades.

Devendo isso sim,fazer uma correcta linha de comboios de alta velocidade (AV) entre Faro/Lisboa/Porto.Fazendo também uma 3ª Ponte que ligue o Centro ao Sul,julgo mesmo,que não se gastaria tanto como fazendo o novo aeroporto da Ota,apesar de já existirem as pistas que é uma das coisas que encarece um projecto desta natureza,penso eu.

Mas,de qualquer maneira,entre os 3 aeroportos propostos:Ota,Rio Frio e Montijo,e se este projecto megalómano seguir em frente,sou pela Ota,devido à sua localização,e às infraestruturas já existentes.Os outros têm o inconveniente de estar muito perto do aeroporto da Portela com a inconveniente saturação das rotas aéreas e outros impactos ambientais.

Um abraço da Beladona
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Dom 4 Mar - 3:21:43

A questão que ponho e sempre pus foi a da necessidade.

Temos necessidade de um novo aeroporto?

A meu ver, temos 3 aeroportos: 1 bom, 1 assim-assim e outro bastante mau. Será que com, digamos, 1/4 do investimento não ficaríamos com 3 aeroportos excepcionais?

Tudo isto a mim parece-me medidas de Lei Marshall. Face à crise, tem de se fazer algo grandioso para que a economia recupere....mas porquê 1 grande obra e não 3 médias obras, mais 1 pequena ponte e uns dinheiritos para o TGV e uns acessos em condições?

E já agora porque não um aeroporto em pleno Alentejo, digamos Vendas Novas? É perto de Lisboa, vai fomentar a economia da 2ª região mais pobre do país e tem logo ali a A6 e a linha do TGV...não sei estou apenas a pensar...
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Beladona
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Seg 5 Mar - 0:37:09

Caro Pedro Reis

A necessidade existe,visto o Aeroporto da Portela estar mais que saturado,caso contrário os voos Low Cost irão parar a Espanha,isto segundo depreendo do que tenho ouvido e lido.

Agora,o nosso Governo podia era ser mais poupadinho ou moderado,até porque os apoios da UE (União Europeia) só englobam metade dos gastos calculados para o Aeroporto da Ota e o TGV,ou seja,segundo percebi,a UE só contribui para o Aeroporto da Ota ou para o TGV e nesta altura,no futuro não se sabe se haverá verbas disponíveis.

No Alentejo,há já a Base Aérea nº11 de Beja que faria um belíssimo Aeroporto,espaço não lhe faltando,mas iria tirar funcionalidade ao Aeroporto de Faro, que por sua vez a tirou ao de Sevilha,interesses que também temos de ter em conta,pois o Aeroporto de Sevilha está presentemente às moscas,sendo que todas as rotas destes voos Low Cost vão para Faro,segundo me disseram.

Portanto,do que depreendo,é que temos um apoio financeiro da UE para pelo menos um destes empreendimentos nesta altura,visto a UE estar interessada no intercâmbio entre diversos países que a compõem através do TGV,no mais curto espaço de tempo.

Temos todo o interesse em ter Aeroportos Secundários,ou fora dos centros principais do país para voos Low Cost e para isso temos de estudar o ou os locais que poderão ser mais interessantes e que não impliquem contrariedades quanto aos ecosistemas existentes,poluição sonora e saturação das rotas aéreas e é claro,ter também em conta as infraestruturas já existentes locais e ou circundantes.Caso contrário perderemos estas Companhias de voos Low Cost em benefício de Espanha,que é claro,nos agradecerá.

Um abraço da Beladona
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Qua 14 Mar - 15:17:39

Considerações em relação ao novo Aeroporto de Lisboa.

É um facto incontestável de que Lisboa necessita de um novo Aeroporto, assim como quaisqueres ampliações ou restruturações do Aeroporto da Portela apenas serão limitadas e aumentarão o nível de perigosidade na Àrea de Lisboa.

Foram propostas N localizações para novos Aeroportos, sendo que a maioria delas é impraticável por N outras razões.
As duas mais viáveis são a Ota e Rio Frio.
Muito tem sido escrito e falado, mas o certo é que em pelo menos um dos Projectos (Ota) temos pontos em comum com outros Projectos ou Infra-estruturas já existentes e no outro, tanto quanto eu saiba, não há nada disso.

Na Ota, temos já uma Base Aérea, ou seja uma estrutura semelhante quanto ao funcionamento, havendo assim já uma experiência aeronáutica da zona, linhas férreas e rodoviárias perto da área do futuro aeroporto, sendo que um dos possíveis traçados da Linha de Alta Velocidade (TGV) passa na área, ou seja que se consegue conciliar de forma relativamente fácil as várias ligações necessárias.
Já para o outro projecto, tanto quanto eu sei volto a frisar, ter-se-á de efectuar estudos e projectar alterações de modo a que o projecto da Linha de Alta Velocidade passe no mesmo (desconheço da existência de algum traçado pela mesma área), mais uma restruturação das redes férreas e viárias (o que neste caso não deve ser muito complicado).

Quanto aos fundos comunitários, as informações que possuía indicavam um apoio financeiro bem acima dos 5% que vi recentemente serem notícia nos media, logo uma informação errónea que reconheço ter prestado e desde já apresento as minhas desculpas.

Creio que a grande maioria dos pontos pelos quais a opção Ota é refutada são no mínimo extrapolados.
Por exemplo, porque é que os nossos caças estão em Monte Real e não na Ota é no mínimo uma questão caricata.
Isso é o mesmo que perguntar porque foi desactivada a nossa esquadra sita em Espinho e foi mantida noutros lugares.

Quanto a este exemplo, muito simplesmente porque no contexto da 2ª Guerra Mundial, nós implementámos as Bases Aéreas e Aeródromos Base (se não estou em erro) por Portugal e que com o fim da 2ª G. M. e o advento dos Caças a Reacção, o número de Aeroportos (tanto BA como AB) foi sendo reduzido.
Por necessidade, a transformação de uma dessas Bases em Base de Treino e Formação foi decidida, sendo que a localização, acessibilidade, etc. justificou a escolha da Ota.

Há ou poderão haver situações que diminuam de facto a localização do novo Aeroporto de Lisboa na Ota, mas outras situações que têm sido usadas, efectivamente, não serão motivo ou razão para isso.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Seg 19 Mar - 12:32:57

O aeroporto da OTA é a pior asneira que o governo de Guterres nos deixou
Havia um estudo que apontava como opção a zona da OTA para o novo aeroporto o problema é que alguem falou que era certo e muitos grupos económicos começaram a comprar terrenos inflaccionados, agora exigem do governo uma solução e este não tem outra solução senão consentir e adiar

Um aeroporto tão longe da capital só pode ser ideia de loucos!

Bem haja, obrigado pela atenção
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Seg 19 Mar - 15:20:17

Eram tantas as vozes a criticar a Ota, que resolveu juntar, em livro, a opinião de especialistas. Conclusão é clara: novo aeroporto de Lisboa apresenta deficiências, sob uma «campanha de desinformação total»

O interesse pela Ota nasceu há pouco tempo e Mendo Castro Henriques deixou-se seduzir pela grande oposição em torno do novo aeroporto de Lisboa. «A comunidade científica tomou uma posição de cidadania - contra - e isso é uma novidade», confessa ao PortugalDiário.

Quanto mais falava com engenheiros, geólogos ou ambientalistas mais este director do Instituto de Defesa percebia que «a Ota é um caroço muito desagradável, quase um tumor. Por todas as deficiências e desvantagens que apresenta em relação à Portela e às outras possibilidades de localização» a Ota parece-lhe que devia ter sido a última escolha. «Porquê esta fixação na Ota?», pergunta.

Mendo Castro Henriques é doutorado na área da Filosofia, docente da Universidade Católica e, desde 2003, dirige o Departamento de Investigação de Defesa, do Instituto de Defesa Nacional. Para Abril, está prevista a publicação, pela editora Tribuna, do seu livro provisoriamente intitulado «Ota não! Portugal sim!». Um trabalho que vai reunir pareceres de toda a comunidade científica sobre o projecto.

Navegabilidade

«Por que é que a Força Aérea nunca aproveitou a Ota e mandou as esquadras de caças para Monte Real? Por que é que a Ota tem a pista mais comprida do país, 3600 metros?». «Pelas dificuldades de navegabilidade», em muito originadas pelo Monte Redondo explicou ao docente da Católica o Major General Kruz Abecassis, licenciado em engenharia e ligado à Força Aérea, onde desenvolveu vários estudos sobre navegabilidade dos aeroportos militares.

O professor Castro Henriques explicou também ao PortugalDiário que «nunca foi instalada uma estação meteorológica para conhecer os dados exactos da região». O que se sabe é por fontes indirectas e estas são claras: «A Ota tem um regime de ventos complicados, tem nevoeiros e uma exposição de luz solar incomparavelmente inferior à Portela».

E a insegurança dos aviões sobrevoarem zonas de Lisboa a baixa altitude? «Falso argumento». De acordo com o actual projecto do novo aeroporto da Ota «os aviões vão passar no Carregado como passam agora em Lisboa. A cidade tem já 30 mil habitantes, que podem duplicar, e prédios de 12 andares. Aí já não há perigo de queda?», questiona.

«Preparem os hidroaviões»

«Mas a Ota tem mais problemas», continua o professor, «um estudo de António Brotas, engenheiro do Instituto Superior Técnico, mostra que as pistas vão precisar de drenagem». A área é pluviosa, com uma concavidade. «Os poços de brita costumam ser usados nestas situações, mas aqui as três ribeiras em redor não desaparecem e pode acontecer como no túnel do Terreiro do Paço. O lodo sobe pelos poços e a água não desce. Ou seja, preparem os hidroaviões», afirma ironicamente.

Em seguida, o autor do livro recorda que o aeroporto vai ser construído «em leito de cheias o que vai exigir a remoção de um volume de terras equivalente a um campo de futebol com 13 km de altura».

«Estão a vender-nos uma mentira e é preciso que as pessoas saibam isso», acusa o professor. Há especialistas que defendem que «a saturação da Portela é uma campanha de desinformação total e que esta tem possibilidades de expansão» continua.

«Na Ota conseguiu-se fazer tudo errado, o que só mostra os interesses brutais que estão lá e aqui para a urbanização da portela».

in Portugal Diário
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Seg 19 Mar - 15:26:04

Devemos também pensar nas emergências.

Lembram-se há uns anos daquele L1011-500 da TAP que aterrou já com 2 motores, momentos depois perdeu o 2º motor e quando estava a sair da pista 03 perdeu o 3º motor, isto tudo num espaço de poucos minutos?

Pois... se fosse na (B)Ota, já havia a possibilidade de que a aeronave caisse sobre o parque de combustíveis de Aveiras. Laughing Laughing

Ou se fosse uma situação tipo Concorde em França, em vez de cair no mar depois da Caparica ou numa das "vastas áreas" que diz existirem no Carregado (ao sair da Portela), iria acabar contra uma serra ... ou em cima da cidade de Lisboa (saindo da (B)Ota). Laughing Laughing Laughing Laughing

E já agora ... onde está a tal "vasta àrea" onde fazer aterrar uma aeronave de emergência no Carregado ? No Tejo ?
E se for a Norte/Oeste ? Na serra ?

E trazendo o estudo da NAV à baila, quais serão as "contingências contornáveis" que trazem para 13 anos a "vida útil" de um aeroporto que deveria (e mal) "durar" 30 ? Ou a redução do número máximo de movimentos ?
E os "corredores" de Monte Real ? Será que vão fechar essa base para que a (B)Ota possa existir ? Já nada me admirava ...

E onde está esse estudo para que os cidadãos que vão pagar a (B)Ota e que tem direito a ser informados de forma transparente o possam consultar ?
Ou a NAER/Governo só divulga os relatórios "favoráveis" ?

Vá lá que há quem "os tenha no sítio" para trazer o assunto à generalidade da população... pode ser que as verdades sejam finalmente repostas e que o elefante branco que é a (B)Ota possa ser evitado. Ainda vamos a tempo...
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MensagemAssunto: OTA   Sab 24 Mar - 1:30:39

Para quem acredita na proposta de Mudança de Sistema da AMT, tem na OTA, um caso concreto da necessidade de dar voz aos representantes da Ordem dos Engenheiros, através do seu assento nas Cortes Gerais, concretamente, na Câmara dos Procuradores.

Poderão ver aqui as alternativas à OTA sugeridas pelos Engenheiros.

Aeroporto da OTA
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Seg 26 Mar - 15:17:36

Caro António

Estou perfeitamente convencido e pelo que ouvi ontem dos comentários do Professor Marcelo Rebelo de Sousa que esta localização ainda vai mudar para uma mais lógica.


Um abc


Zé Tomaz
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MensagemAssunto: Donos dos terrenos, quem são?   Ter 27 Mar - 23:44:36

Caro Zé Tomaz

Permita-me que lhe faça uma pergunta ingénua, que com certeza não tem nada a ver com a questão técnica do aeroporto.

De quem são os terrenos, onde estes democratas pretendem instalar o aeroporto da OTA?


Um abraço,

António Matos
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MensagemAssunto: Re: Contra o Aeroporto da Ota   Hoje à(s) 10:52:07

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