MONARQUIA TRADICIONAL

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 Dá que pensar, não dá?

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O Conjurado
Almirante
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MensagemAssunto: Dá que pensar, não dá?   Sab 27 Jan - 17:37:28

“É nosso dever denunciar a suposta evolução trazida por uma revolução (ou melhor, um golpe de estado motivado inicialmente pelo descontentamento laboral de alguns militares) que por pouco não atirou o povo português para uma ditadura socialista e que por muito menos não desencadeou uma guerra civil entre os filhos da mesma terra! O actual regime tornou o sistema educativo num sistema de ignorância com as maiores taxas de abandono e insucesso escolar da UE. Mercantilizou a saúde, colocando os lucros das corporações à frente dos direitos dos doentes. Comprometeu a economia, aniquilando as pequenas e médias empresas portuguesas. Arruinou o tecido produtivo, hipotecando-o aos interesses federalistas e às quotas de produção. Provocou o aumento da criminalidade e da insegurança. Ceifou a cultura através do abandono do nosso património histórico-cultural e do incentivo à xenofilia. Corrompeu a juventude com a descriminalização das drogas e manipulou-a através de sectores comerciais e industriais que incentivam o consumo desenfreado, potenciando mais materialismo e individualismo.
Ostracizou os idosos, colocando-os à margem da sociedade. Vai destruindo o ambiente, por meio da construção desgovernada e da falta de um ordenamento do território responsável. Corrompeu a administração local, por meio de sacos azuis, cunhas e desvios de dinheiro. Estimulou a prostituição, o lenocínio, o tráfico de droga, a imigração ilegal, as redes de pedofilia e de terrorismo internacional, com a abolição das fronteiras e os acordos de Schengen. Com a aprovação dos tratados de Maastricht e de Amesterdão, dinamitou o que restava da soberania nacional, subjugando-a à União Europeia, ao imperialismo norte-americano e ao mundialismo. Ao invés da poupança e do investimento responsável, privilegiou o consumo e o crédito, endividando gravemente as famílias. Aumentou o desemprego com a contratação de imigrantes a baixo custo em vez de portugueses. Aprisionou o país num enredo constitucional anacrónico, único no Ocidente. Conservou o sistema através de propaganda enganosa, da censura e do controlo da comunicação social, criando a ditadura do pensamento único e do politicamente correcto.
Despojou a sociedade portuguesa dos seus valores tradicionais, promovendo o culto do dinheiro, do consumo, do egoísmo, da ostentação e da negação dos princípios éticos e morais. Mantém um aparelho que se desintegra a cada dia que passa, onde procuradores gerais não se entendem com juízes, ministros que vêm a público desmentir organismos que os próprios governam, órgãos de soberania descoordenados e instituições que não se entendem. Os actores que representam no teatro da Assembleia da República insultam-se mutuamente durante o plenário para, logo de seguida, se abraçarem nos corredores do poder, independentemente do corredor ser em São Bento ou numa qualquer loja maçónica. Volvidas três décadas de “democracia”, dois milhões (2.000.000) de portugueses vivem na pobreza, dos quais mais de duzentos mil (200.000) passam diariamente fome e perto de quinhentos mil (500.000) não têm emprego.
A integração na União Europeia colocou em xeque a nossa agricultura (com a Política Agrícola Comum), as nossas pescas, a nossa indústria e permitiu a invasão do mercado português por produtos do Extremo Oriente pela livre circulação de mercadorias e o dumping consequente. O exemplo mais flagrante é o da economia chinesa que, com base em trabalho neo-escravo, consegue lançar no nosso mercado produtos com qualidade idêntica aos das empresas portuguesas mas a preços muito inferiores, fazendo desta forma concorrência desleal. O resultado é a falência de mais empresas nacionais, o desemprego de mais trabalhadores portugueses e a pauperização sistemática do tecido social e das famílias em particular. Os partidos que diariamente nos entram em casa pela televisão são, não a representação do povo português (como deviam ser), mas a face do Sistema de destruição nacional.
O CDS/PP, que se arroga defensor dos “valores tradicionais”, não é mais do que um partido ao serviço do federalismo europeu, que pactua com clientelas e lóbis, cúmplice de todas as leis anti-nacionais aprovadas no parlamento (como as permissivas leis de imigração e nacionalidade). O PSD é o representante de uma nova social-democracia tecnocrática, uma mera combinação das anacrónicas políticas sociais marxistas com a vertente mais selvagem do liberal-capitalismo. Além disso, é o partido da grande burguesia financeira, aliado fundamental da globalização, do mundialismo e do imperialismo norte-americano. Quanto ao PS, partido dito de esquerda e defensor do socialismo, não passa de um partido representante dos interesses da pequena e média burguesia e do liberalismo económico e dos interesses internacionalistas. A extrema-esquerda espelhada no BE é simplesmente uma agregação de partidos desaproveitados e outras forças políticas igualmente inúteis. Um pseudo-movimento constituído por jovens de colarinho branco vindos da esquerda caviar, ligados a certos sectores marginais da sociedade, que vivem de arquétipos socialistas do passado mas com uma roupagem nova. Interessam-se apenas pela defesa dos interesses de certas minorias sociais tais como imigrantes do Terceiro Mundo, homossexuais, drogados e criminosos – e não pelo povo português em geral.
O PCP, como ultimo bastião estalinista e anti-democrático, seguidor da teoria anacrónica marxista-leninista, é um fruto velho e podre que ainda sonha em aprisionar o povo português numa ditadura socialista ao bom estilo soviético. Se dúvidas houvessem, basta conhecer o funcionamento interno do partido, onde o comité central esmaga qualquer voz interna dissidente ou alternativa. Portugal encontra-se assim ameaçado em todas as frentes. A verdade é que, dentro do Sistema, nada nem ninguém parece ter vontade de mudar algo de substancial. Na realidade, os partidos do Sistema parecem apenas querer prevalecer nos meandros do Poder, de forma a continuar a usufruir dos imensos privilégios a que têm direito.
Perante os problemas apresentados, apenas uma solução se afigura verdadeiramente útil, válida e legítima: o combate total ao actual sistema de destruição nacional e a sua substituição por um novo Poder, nacionalista e patriótico, livre e responsável, motivado pelo interesse maior do Povo e da Nação Portuguesa. Com efeito, o actual estado da Nação não mudará com simples retoques, alterações de pormenor ou “reformas sectoriais”. Só uma revolução ao nível das mentalidades e dos métodos, imbuída de uma energia vivificadora e transformadora poderá recuperar o nosso país para o futuro.”
Aqui fica um pensamento…
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Dom 28 Jan - 4:28:59

Infelizmente já não é possível resolver este tipo de problemas à escala nacional. Se houvesse imaginação, coragem e vontade dos outros países, talvez se pudesse encontrar uma saída no quadro da lusofonia ou da comunidade ibero-americana. Mas mais provável é ter de o fazer num quadro europeu, com o isolamento económico da Europa que deveria procurar a auto-suficiencia económica. Com 500 milhões de pessoas geralmente com altas qualificações, com um sector técnico e científico de primeiro plano, a Europa poderia viver, e viver bem, sem recurso ao mercado externo ao continente. Teria isso como consequência um certo agravamento do custo de vida, mas a manutenção das empresas e dos postos de trabalho agora ameaçados, mais do que compensaria essa subida. A globalização foi um erro crasso, e a liberalização económica só pode funcionar à escala regional ou continental, com países de grau de desenvolvimento semelhante. O problema para a Europa, num tal cenário, é a energia, pelo que teremos de passar, o mais rapidamente possível, para o uso da energia nuclear, das energias renováveis, e do hidrogénio, produzido por electrólise da água com recurso à energia solar. Teremos de viver economicamente isolados durante o próximo século, até que os outros continentes atinjam níveis de desenvolvimento semelhantes ao nosso.
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Dom 4 Fev - 3:08:29

Mas Sr. Prof. O senhor que viveu o período em redor do 25 de Abril, reconhece hoje padrões de pensamento ou condutas que visem ou antecipem uma "revolução" de conceitos e valores?
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Dom 4 Fev - 6:29:45

É um assunto que merece uma resposta mais longa do que aquela que agora posso dar, mas sempre posso avançar que uma futura revolução será talvez uma revolução sem ideologia. O que move um número crescente de pessoas é a recusa do que está. O neo-liberalismo e a globalização agravam a exclusão social e ameaçam a nossa prosperidade. O consumismo extremo, a falta de valores, a falta de solidariedade, a ameaça ambiental, são fenómenos que cada vez menos são tolerados. O fosso crescente entre ricos e pobres escandaliza. A democracia degenera em oligarquia e os nossos direitos estão cada vez mais em causa. Perdeu-se completamente o sentido do bem comum. Sentimos cada vez mais de que isto não pode continuar assim. O que faltam são as respostas, e é para aí que nos devemos orientar.
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Seg 5 Fev - 5:00:04

Comungo dessa visão e vejo isso todos os dias, um sentimento crescente de que algo falta, um algo não materializado que degenerou num vazio a quem ninguém escapa.

Preocupa-me também que as organizações políticas da nova esquerda estejam a preencher parte desse vazio e nós pelo nosso lado estejamos a assumir uma postura de laissez faire, laissez passer.
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Seg 5 Fev - 12:14:11

Talvez nós devêssemos assumir uma posição de novíssima esquerda, com base na doutrina social da Igreja, e manifestar uma opção clara pelos mais pobres. É completamente despropositado continuar a considerarmo-nos da "direita". Que valores são hoje em dia representados por essa direita? O comércio livre gerador de exclusão social? O desmantelamento da segurança social? A precarização crescente do emprego? A Monarquia defende o bem comum, não o bem de alguns, e por isso não pode ser de direita. O bem comum inclui o bem dos mais pobres, dos mais frágeis da nossa sociedade. E há alguma política de direita que leve em conta esse segmento crescente da nossa comunidade? Em vez de combater a esquerda devemos assumir-nos de esquerda, e assim ocupar um espaço político fundamental. É claro que ser de esquerda não é concordar com o BE ou com o PCP, que nada propõem que interesse realmente aos que menos têm. O BE e o PCP não têm respostas para os problemas políticos, económicos e sociais que nos afligem. Repetem fórmulas antigas e ineficazes para problemas novos. Não é nessa esquerda decrépita que nos podemos rever, mas sim numa esquerda alicerçada em valores éticos. Há muito para pensar, há muito para fazer, e é por isso que é cada vez mais importante reunirmo-nos ao vivo, e não apenas aqui neste forum. Onde estão os projectos de reunião que de vez em quando por aqui aparecem?...
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Seg 5 Fev - 13:23:19

Para reflexão, coloco aqui alguns princípios programáticos para uma Monarquia Social:

PRINCÍPIOS PROGRAMÁTICOS DE UMA MONARQUIA SOCIAL

1. A realização do bem comum é o objectivo supremo do Estado e de qualquer organização política.

2. O bem comum e o sentido de comunidade são incompatíveis com a permanência de fenómenos de exclusão social.

3. Ao Estado compete criar as condições para o livre funcionamento da economia, condicionado às exigências do bem comum, e criar os mecanismos que promovam a inclusão social e a subsistência com dignidade de todos os cidadãos.

4. O direito à saúde e à educação são direitos universais, mas a sua gratuitidade só deve ser garantida a quem não tiver meios próprios para as pagar.

5. O Estado promoverá e privilegiará a organização cooperativa das empresas e a auto-gestão, como forma de melhorar a participação de quem trabalha no fruto do seu trabalho, e como forma de contrariar a permanência e domínio de estruturas oligárquicas no seio do Estado.

6. O Estado promoverá a defesa do ambiente e dos equilíbrios ecológicos, assim como a utilização prioritária de recursos renováveis na actividade económica.

7. O Estado promoverá e premiará a qualidade e a excelência no ensino, a investigação científica e tecnológica, as artes e a produção artística.

8. A nível externo o Estado privilegiará as relações com os países lusófonos e latino-americanos, e participará na construção da Europa num quadro de um projecto bem definido e institucionalmente democrático que não ameace a identidade nacional.

9. O Estado promoverá e garantirá o acesso à justiça em pé de igualdade a todos os cidadãos, independentemente do seu rendimento, garantindo a gratuitidade dos actos jurídicos a quem os não puder pagar.

10. O Estado instituirá um serviço nacional de dois anos, obrigatório para todos os jovens de ambos os sexos, com uma vertente dirigida à defesa e uma vertente dirigida à assistência social e a serviços de relevância para a comunidade.
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Ter 6 Fev - 2:37:16

Aplaudo de pé Sr. Prof. cheers cheers
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Seg 12 Fev - 20:50:13

Agora que o referendo sobre a liberalização do aborto já se realizou, poderemos voltar a pensar no que significaria ter uma Monarquia em Portugal? Volto a solicitar comentários à minha proposta de Pontos Programáticos de uma Monarquia Social...
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Ter 13 Fev - 2:52:08

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Última edição por em Qua 14 Fev - 4:16:58, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Dá que pensar, não dá?   Ter 13 Fev - 4:05:35

Efectivamente o Sr. Prof. honra-nos com a sua presença, visão e o pragmatismo com que enumera os pontos críticos da nossa sociedade. Não menos brilhante é a análise feita pela Ana Rita que levanta algumas questões de extrema relevância.

Gostaria também que o Sr. Prof. nos desse a sua perspectiva sobre a reinante falta de "cultura de trabalho" a que a sociedade portuguesa se dedicou.

Mais tarde irei comentar o seu plano.
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