MONARQUIA TRADICIONAL

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 A Monarquia é transversal?

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vm
Capitão de Mar e Guerra
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MensagemAssunto: A Monarquia é transversal?   Sex 19 Jan - 18:06:18

Um dos debates que mais polémica cria entre os próprios monárquicos, a par de questões de sucessão ( e talvez até haja alguma relação), é a da transversalidade, ou não, da Monarquia, e se estende, ou não da Esquerda à Direita.

Pois bem, logo aqui temos um primeiro problema, o da definição de tipo de monarquia que se pretende, com consequências directas, e incontornáveis a meu ver, para o apoio ou recusa do sistema pelas diferentes forças políticas ao longo de todo o espectro político nacional.

Se bem que eu acredite que em certa medida, a monarquia pode ser compatível com ideias de Direita e Centro (e aqui incluo o PS, na sua ala mais moderada e central), dificilmente acredito na possibilidade de existência de um Comunista Monárquico(pelo menos se for de facto um comunista, seguindo todos os preceitos e doutrinas do partido) ou mesmo da ‘facção soarista’ do PS apoiar a Monarquia como solução para Portugal.

Tudo isto não é novidade e a questão que se coloca é, como podemos contornar esta situação e juntar os que estão mais à esquerda e mais à direita num único esforço restauracionista? Será que é viável criar um único movimento agregador, como a Causa Real tenta sem sucesso, ou será que devem existir diferentes grupos, que fieis às suas doutrinas procurem alcançar aqueles que se revêm nas cores desse mesmo movimento?

Um movimento único, ou uma Junta, poderia ser criada como solução para colocar em comunicação todos os diferentes grupos, como um elemento aglutinador de vontades e criador de consensos, mas nunca como estrutura de coordenação única com poderes executivos ou de decisão sobre acções a desenvolver.

Podíamos sempre dizer que o Chefe da Casa Real poderia servir de elemento conciliador e em redor dele se estabelecer a tal ‘Junta’, mas de facto temos o eterno problema da sucessão e até o do reconhecimento, ou não de um qualquer pretendente como líder’ antes da sua aclamação como definido por Lei.

Resta então a ‘Junta’ que independentemente de cores políticas e herdeiros procure coordenar esforços para que se restaure a monarquia, deixando as questões de pormenor para o momento em que elas sejam apropriadas, ou seja após a restauração e reunião de Assembleia Constituinte para definição de uma nova Lei Fundamental e definição do sistema de Aclamação.

O problema que encontro é como podemos aliciar o povo português para a apoiar a Causa Monárquica sem uma clara definição do que se pretende? Como podemos advogar por este sistema, de uma forma coesa sem um fundo comum? A mudança de um Presidente por um Rei, por si só não chega. Exige-se de Portugal e dos monárquicos portugueses algo mais do que ‘coroar a República’ e substituir os chamados ‘boys’.

Devemos esperar que uma facção monárquica ganhe tal relevância que acabe por ofuscar as demais ou devemos antes procurar a união que nos escapa à tanto tempo…talvez desde 1910…
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: A Monarquia é transversal?   Sex 19 Jan - 23:21:09

Caro vm,

A monarquia não tem de ser transversal, não tem que se estender da esquerda à direita. Tem sim, de ser superior a toda e qualquer ideologia política.

E é um erro em moldarmos a monarquia à vontade de certos senhores para que esta seja aceite pelos “nossos” deputados.

O objectivo não é dar um rei à república, mas sim derruba-la, e ao sistema que a suporta. Só assim teremos o ponto de partida para começarmos a construir as bases de um novo Portugal.

Não se esqueça que a união dos monárquicos é uma falsa questão.

Há demasiadas diferenças para se construir alguma coisa em conjunto.
Por exemplo, o projecto político dos republicanos coroados nada tem de compatível com o projecto político dos monárquicos.

“Devemos esperar que uma facção monárquica ganhe tal relevância que acabe por ofuscar as demais…”

Talvez tenha de ser mesmo por este método.
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vm
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MensagemAssunto: Re: A Monarquia é transversal?   Sab 20 Jan - 14:49:16

Também eu acho, devido à natureza do próprio sistema, que a monarquia não pode ser transversal.

Daí a questão de como articular ( e não unir) os vários grupos.
Sinceramente acho que a actual campanha do aborto dá umas luzes sobre como proceder. Os movimentos do não, apesar de unidos numa única frente, cujo objectivo é lutar contra o sim, estão a fazê-lo de forma diferente, argumentando de forma diferente e captando diferentes públicos. Não poderá passar por aí?
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: A Monarquia é transversal?   Dom 21 Jan - 0:43:11

Façamos a questão ao contrário.

Será a República transversal?
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MensagemAssunto: Re: A Monarquia é transversal?   Hoje à(s) 0:50:27

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