MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
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 Base Comum Ideológica (BCI)

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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Base Comum Ideológica (BCI)   Seg 15 Jan - 19:16:51

Tal como já lançei num Tópico com o mesmo nome nos Fóruns da Política-Monárquica e Democracia-Real, gostava de aqui lançar o debate de modo a podermos criar um Boletim Comum a todas as Correntes Monárquicas Nacionais.

Onde é que a Monarquia faria a diferença?
Quais os argumentos que podemos usar em nosso favor?
Quais as ideias que têm de ser dismistificadas?

Desde já proponho o debate quanto aos seguintes itens.

1º O Rei, como representante político máximo livre de influências partidárias.

2º A defesa do Combate à Corrupção. Procurando fazer mais, melhor e com menos.

3º A salvaguarda e defesa da Igualdade de Direitos, entre TODOS e para TODOS.

4º A aposta nos productos Portugueses, no seu patrocínio, na sua
qualidade, procurando insistir que ao se comprar "Português" se está a
criar/manter postos de trabalho em Portugal (Portugal precisa de SI,
compre Português, por exemplo).

5º A necessidade da total
reformulação e simplificação dos Códigos Civis, Penais, do Trabalho,
etc.. Reduzam-se os "buracos" dos mesmos.

6º A aposta no diálogo
com os Portugueses para se descobrir onde se deve agir. Sabendo e
admitindo no entanto que nem tudo se poderá resolver da melhor forma
possível.

7º Assumir e respeitar os nossos compromissos com os
parceiros internacionais, mas colocar em 1º lugar Portugal e os PALOP.
Não somos pobres, mas de igual forma não somos ricos.

8º Reavaliar os Mega-Projectos existentes. Se têm interesse, são viáveis,
os benefícios que trarão. Apostar em projectos mais locais ao invés de
Mega-Projectos se possível.

9º Apostar forte na Tecnologia, em especial nas renováveis, mercado em pleno desenvolvimento.

10º Criar e aplicar Legislação respeitante à defesa do Meio Ambiente, mas
que permita manter o desenvolvimento sustentado da Nação.

11º Ser inflexível para com aqueles que não cumprem e dar o exemplo.

12º Atrair o investimento estrangeiro, capitalizar recursos e
manter/aumentar a capacidade productiva nacional. Penalizando aqueles
que não cumpram com o estipulado.

13º Investir forte e de forma séria na Educação, reabilitá-la e corrigila. Tornar a mesma avançada e livre de preconceitos.

14º Devolver o respeito às Forças Armadas.
Restruturá-las para o desempenho nos Teatros de Operações às quais as mesmas se devam integrar.

15º A necessidade da responsabilização Civil por parte dos Políticos e a
restrição vergonhosa dos direitos dos mesmos quando há tanta em
Portugal.

Gostava
de ver sugestões e/ou opiniões relativas aos diversos pontos que
apresento e quanto muito se se achar que há falta de outros pontos, que
os mesmos sejam apresentados e discutidos.


Um abraço



IzNo
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Seg 15 Jan - 22:54:49

silent


Última edição por em Qua 14 Fev - 4:54:43, editado 1 vez(es)
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Ter 16 Jan - 0:39:05

silent


Última edição por em Qua 14 Fev - 4:55:29, editado 1 vez(es)
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joe war
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Ter 16 Jan - 2:12:31

Caro Iznogood

Citação :
Onde é que a Monarquia faria a diferença?

Antes de discutirmos onde é que a Monarquia pode fazer a diferença, é importante se não bazilar, discutir onde e porquê se fazem as nossas diferenças na Monarquia.

Sem isso não faz sentido discutir mais nada.

Joe
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Ter 16 Jan - 19:25:04

joe war escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Onde é que a Monarquia faria a diferença?

Antes de discutirmos onde é que a Monarquia pode fazer a diferença, é importante se não bazilar, discutir onde e porquê se fazem as nossas diferenças na Monarquia.

Sem isso não faz sentido discutir mais nada...

Eu acho que nós é que temos de pensar no que podemos oferecer aos Portugueses e daí a minha pergunta.
Mas tudo bem, reformulo-a...

O que é a Monarquia para cada um, ou melhor, qual é o modelo de sistema Monárquico onde cada um se revê.
E antes de começarmos à batatada por este ou aquele defender um modelo que não o nosso. Dêmos tempo a todos para apresentarem o seu modelo.

Um abraço,

IzNo
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joe war
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Ter 16 Jan - 19:54:02

Caro Iznogood

Iznogood escreveu:
O que é a Monarquia para cada um, ou melhor, qual é o modelo de sistema Monárquico onde cada um se revê.

O meu está aqui expresso há um ano, É TRADICIONALISTA. Já leu a "Questão Real" e a "Declaração de Mondim"?
Pode fazer download em WWW.amt.no.sapo.pt


Iznogood escreveu:
E antes de começarmos à batatada por este ou aquele defender um modelo que não o nosso

Eu não ando "á batatada"

Iznogood escreveu:
Dêmos tempo a todos para apresentarem o seu modelo.

Sempre fomos receptivos a isso e sempre demos a toda a gente todo o tempo, respeito e atenção do mundo.
Nem sempre fomos bem entendidos ou acolhidos e julgam-nos frequentemente de uma forma apressada, mas tudo bem, como pelo menos por agora AINDA há liberdade religiosa...cada um com o seu karma!!! Laughing

Joe
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Seg 22 Jan - 17:38:32

joe war escreveu:
Caro Iznogood

Iznogood escreveu:
O que é a Monarquia para cada um, ou melhor, qual é o modelo de sistema Monárquico onde cada um se revê.

O meu está aqui expresso há um ano, É TRADICIONALISTA. Já leu a "Questão Real" e a "Declaração de Mondim"?
Pode fazer download em WWW.amt.no.sapo.pt

Caro amigo, prometo-lhe que vou ler e depois comentar.
Mas devido a uma falta de acesso à internet estável e periódica. Vou-lhe pedir que seja condescendente comigo e que me dê um período de tempo... largo Wink

IzNo
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Seg 22 Jan - 20:49:24

Leia, leia!! Leve o tempo que quizer e ponha as dúvidas que tiver! Wink
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Seg 22 Jan - 23:21:56

Caros Amigos

Apenas para lhes dizer que voltei a ler a questão Real durante o FDS e cada vez gosto mais do que leio. Só não vejo como levar à prática.


Um abc

ZT
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Valdez
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MensagemAssunto: RE   Dom 28 Jan - 11:58:55

Carops amigos,

Também estive a ler a questão real, a parte introdutória é de rasgar e deitar para o lixo, porque o braqueamento histórico é vergonhoso, só faltou dizer que o ex. infante D. Miguel era um santinho.

Felizmente inumeros livros deixaram para a posteridade relatos e testemunhos da forma ignobil e fraudulenta como foram feitas as cortes do ex. Infante. Por exemplo antes das cortes já havia cerca de 15.000 exilados politicos, a carta de convocação das cortes era mais ou menos em termos ou votas em nós ou vais ser considerado traidor e estás feito.

Uma coisa interessante é que o ex Infante e os seus apoiantes desenvolveram um sistema de comunicação muito avançado para a época, mas que infelizmente não deixaram para a posteridade. Pois conseguiram uma procuração assinada do representante de Macau e Goa em dois ou três dias, num tempo em que não havia telefone nem telegrafo em Portugal. Isto prova bem que o gognome que dão à nobre raça dos cavalos lusitanos não é em vão " Os filhos do vento" estou a imaginar o ex Infante a fazer a sua viagem de ida e volta a Goa e Macau montado no seu puro sangue Lusitano, em apenas 3 dias, tendo tido tempo ainda para convencer o pessoal de lá a assinar as procurações.

faço até a sugestão de se propor tal facanha para inscrição no Guiness Book, pois tenho a certeza que o cavalo do ex. infante D. Miguel, atingiu velocidades super sónicas, pelo que o nosso amigo Pedro Reis deveria inclusivé como veterinário, ver da possibilidade de descobrir dentro do efectivo actual os descendentes do cavalo do ex infante D. Miguel de forma a se fazer uma selecção de tais maquinas, pois podem ter excelentes aplicações na crise energética que se avisinha.

Por exemplo fazer uma roda tipo as rodinhas dos hamsters mas tamanho para cavalo ligada a um gerador, coloca-se o cavalo dentro da roda e depois da-se uma chicotada no trazeiro, com força como levou o Ex. Infante quando foi chutado daqui para fora e teve de entrar a correr no barco e tenho a certeza que com umas 20 engenhocas dessas resolvemos a crise e a dependencia energética nacional.

A segunda parte referente à organização politica é que parece ser mais interessante e aproveitavél, vou ler e reler com mais atenção, mas de uma forma geral enquadra-se nos escritos que também já havia debitado.
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Dom 28 Jan - 16:24:29

Tratar mal D. Miguel I tornou-se uma espécie de desporto nacional. Infelizmente a maior parte das pessoas que diz mal de D. Miguel conhece muito mal a história da época. A minha dissertação de mestrado - "Liberdade Vigiada" - tratou do período entre 1823 e 1834 e da influência (domínio) estrangeiro em Portugal. Estive na Inglaterra a fazer uma investigação da correspondência dos diplomatas ingleses em Lisboa com o Foreign Office nesse período - julgo que mais ninguém vivo tenha lido essa correspondência na sua totalidade - que é bem reveladora da desinformação feita relativamente a D. Miguel, que não interessava às potências europeias porque se recusou a fazer-lhes o frete. D. Miguel lutou, enquanto foi Rei, por libertar Portugal do domínio inglês e das pretensões francesas, e só isso o condenou ao exílio. Se é verdade que D. Miguel teve a ingenuidade - própria da sua idade - de que conseguiria lutar contra os abutres europeus, e cometeu o erro de nomear para o Interior uma figura tenebrosa - o Conde de Basto -, também é verdade que teve um ministro de altíssimo valor político e intelectual - o Visconde de Santarém -, e que fez um esforço quase ignorado nos dias de hoje, de recuperar a Universidade de Coimbra como instituição de excelência no ensino superior. Os abusos de D. Miguel não foram diferentes dos abusos do seu irmão, e as perseguições políticas foram em tudo equivalentes. Mas só nos lembramos dos erros do vencido, nunca dos erros do vencedor...

Vou pensar em colocar no site da AMT o texto da minha dissertação, para que se possa melhor julgar dos méritos e deméritos de D. Miguel I. E aproveito para dizer que tiva a classificação máxima, no ISCSP, nessa minha dissertação, o que significa que ela foi julgada correcta do ponto de vista científico.
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Valdez
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MensagemAssunto: RE   Dom 28 Jan - 17:30:12

Sr. Prof. Não se esqueça de relembrar que descende de uma familia de miguelistas orgulhosa de tal facto.

Quanto às construções teóricas, a lingua é como a matemática...com o devido respeito, dá para tudo!

Mas já que me "picou" vou escrever um texto para o novo site a esse respeito um pouco mais apimentado deixando os contemporaneos do Ex. Infante contarem as maravilhas porque passaram.

Mas o Sr. Prof. deixou uma dica muito interessante a respeito da derrota do ex. Infante que também irei dar umas luzinhas sobre o significado da aceitação da derrota pelo ex. Infante e quais as implicações da declaração de derrota do ex. infante quando escreve " declaro que jamais directa ou indirectamente me misturarei em negócios politicos destes reinos ou de seus dominios" .

Enfim um sem numero de surpresas que nos próximos dias traremos à luz do dia sempre guiados por aquela centelha divina que nos vai iluminando o caminho e afastando das trevas em que os monarquicos tem vivido desde os tenebrosos dias do Salazarismo. Permitindo duma vez por todas por a ridiculo o " rei faz de conta" porque parecendo que não ainda dá para brincar mais um pouco...
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Dom 28 Jan - 18:53:27

É verdade que a minha família era miguelista e que eu disso muito me orgulho. Nada mais bonito que a fidelidade a um Rei escolhido pelos portugueses, que não foi imposto pelos interesses estrangeiros. E depois, a minha família não estava na Corte e nem sequer em Lisboa, pelo que não foi por interesse que lutou pelo Rei. Foi em Portel e na guerrilha alentejana que os meus antepassados muito sacrificaram pelo Rei legítimo. Mas nada disto me tira a isenção académica na apreciação dos factos. Estivesse eu convencido da ilegitimidade da realeza da D. Miguel I ou da sua actuação enquanto Rei, e seria a primeira pessoa a reconhecê-lo.
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Dom 28 Jan - 23:47:33

Caro Valdez,

Não o entendo.
Você zomba de D. Duarte por ser o “rei faz de conta” enquanto que na verdade não passa de um republicano coroado, que anda de mãos dadas com o sistema actual.
Como não deve ter nada de mais interessante para fazer, anda a difamar um grande português que foi D. Miguel. Homem que realmente lutou para libertar o nosso país da influência estrangeira.
Mas como disse o Sr. Prof. Nuno Cardoso da Silva, ele foi ingénuo. Ingénuo ao ponto de pensar que podia derrotar, no mesmo tempo, a França, a Espanha, a Inglaterra e um grupo de portugueses afrancesados, que a estas potências interessava ter no poder, para assim poderem explorar o nosso país a seu belo prazer.

Já pensou que o nosso sistema actual tem muitas semelhanças com o regime imposto pelo imperador do Brasil, em 1834?
Que na verdade ele não queria libertar coisa alguma, apenas queria o trono garantido para a filha dele?

Já começo a ficar farto de hipocrisias.
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Valdez
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MensagemAssunto: RE   Seg 29 Jan - 0:50:23

Caro Conjurado,

O amigo não leu os meus textos e por isso está redondamente enganado, não há pessoa que mais ataque o sistema partidário a favor da democracia directa do que eu.

Ao contrário de si fi-lo dando a cara e o meu nome num forum que infelizmente está suspenso que era o conhecido portugalnoseumelhor. Os meus escritos para o mal e para o bem foram vistos por dezenas de milhares de pessoas.

Onde estão os seus brilhantes pensamentos?

PS: Para os seguidores do " Rei faz de conta" a hora aproxima-se já rufam os tambores....
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Seg 29 Jan - 17:31:48

valdez escreveu:

O amigo não leu os meus textos e por isso está redondamente enganado, não há pessoa que mais ataque o sistema partidário a favor da democracia directa do que eu.
Então neste caso andamos inutilmente desencontrados, talvez por falta de atenção minha, pois comungamos alguns princípios.

valdez escreveu:

Ao contrário de si fi-lo dando a cara e o meu nome num forum que infelizmente está suspenso que era o conhecido portugalnoseumelhor. Os meus escritos para o mal e para o bem foram vistos por dezenas de milhares de pessoas.

Onde estão os seus brilhantes pensamentos?

Os meus “brilhantes” pensamentos só há pouco começaram a ser publicados, quando comecei a escrever neste fórum, pois evito perder tempo noutros fóruns, onde seria “pregar aos peixes”.

Mas para ser mais objectivo comungo da opinião aqui explícita:

http://amt.no.sapo.pt/novaversao/novosmembros/novm017.htm

Bruno Reis
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MensagemAssunto: RE   Seg 29 Jan - 17:46:19

Caro amigo,

Pregar nunca é para os peixes, quando nós lançamos luz para os que estão um pouco mais retardados eles mais cedo ou mais tarde, procuram a luz.

Temos de pensar que a maior parte da população, tendo de vencer as dificuldades do ganha pão de todos os dias e bombardeados pela desinformação, futebol, revistas cor de rosa etc. Tem a cabeça demasiadamente ocupada e por esse motivo os politicos manobram via "opinion makers". Ora aqui está uma razão mesmo que nos achem loucos ou fora de contexto a seu tempo se a verdade estiver do nosso lado, o povo vem a ela.

Já agora e para terminar deixo aqui esta que acho deliciosa:

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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Ter 30 Jan - 2:36:21

A vida era tão mais simples se o valdez dedicasse o seu ímpeto e objectividade na forma abstracta de sucessão! Aquela que por oposição ao "Rei faz de conta" não tem cara, apenas um ideal. Não o negando nem o reconhecendo.
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Qua 31 Jan - 21:17:59

Sendo eu descendente de uma familia de "perigosos liberarais" também conhecidos no meio Miguelista como "inimigos do trono e do altar" a figura de El Rei Dom Miguel sempre me pareceu um pouco sinistra. Só muito recentementee após ter lido bastante sobre D. Miguel verifiquei que El Rei não devia ser tão mau como o pintavam.

Uu abc

Zé Tomaz
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Sex 2 Fev - 19:30:23

Um bem hajam,

Deixei a minha resposta ao que é perguntado pelo amigo VM, no fórum Política-Monárquica, no seguinte Link.

http://politica-monarquica.naturalforum.net/Visoes-Politicas-c1/Porque-a-Monarquia-tambem-e-Politica-f1/A-Monarquia-e-transversal-p2085.htm#2085

Um bem hajam,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Qui 15 Fev - 15:06:15

Tal como me foi pedido...

Aqui vem a minha opinião sobre a Declaração de Mondim.

Declaração de Mondim escreveu:


Considerando
I. Que o nosso País se encontra mergulhado numa crise política e económica estrutural, e que os governos, qualquer que seja a sua orientação ideológica, se têm mostrado incapazes de evitar a progressiva perda de soberania, de liberdade e de independência dos portugueses;

Gostava de fazer uma questão e as subsequentes questões que dela advêem.
Qual é o interesse/razão da Soberania Nacional?
Defender os Portugueses ou Portugal? E em que contexto é que tal deve acontecer?

Declaração de Mondim escreveu:
II. Que o regime político nada tem de democrático a não ser a aparência, sendo de facto uma oligarquia dominada pelo poder económico através da manipulação dos partidos políticos e da comunicação social;

Todos os Sistemas Políticos são tão Democráticos quanto a sua classe política o permita. Não houve assim uma Mudança tão grande da Monarquia para a República creio eu.
Agora, o que é que podemos fazer de modo a que um eventual regresso a uma Monarquia não seja apenas uma mudança da Chefia de Estado e novos Protocolos mas sim uma verdadeira mudança na actitude dos Monárquicos?

Declaração de Mondim escreveu:
III. Que é urgente evitar a destruição de Portugal e a sua absorção na vizinha Espanha;

Tal creio ser uma opinião algo... irreal.
Creio ser mais Espanha que está em perigo do que Portugal, quanto à sua integridade territorial.
Em todo o caso e no âmbito da UE, creio mesmo que uma Confederação Luso-Espanhola (preferêncialmente com as Nações resultantes de um desmembramento da Espanha) seria vantajoso para Portugal.

Declaração de Mondim escreveu:
IV. Que a Monarquia Tradicional pode ser a única alternativa eficaz a este regime político corrompido, e a única solução viável para os problemas referidos;

Não conheço o que a Monarquia Tradicional defende, ainda, logo não me posso expraiar sobre este ponto.

Declaração de Mondim escreveu:
V. Que as estruturas monárquicas reunidas na chamada "Causa Real" não só não são representativas da tradição monárquica portuguesa, como são totalmente ineficazes na construção da desejada alternativa.

Idem, mas em análise por mim tal como me foi pedido para o fazer.

Declaração de Mondim escreveu:
Um grupo de monárquicos tradicionalistas propõem-se lançar um movimento para a reinstauração das liberdades dos portugueses e de uma verdadeira representatividade das instituições, que terá como alicerces os seguintes princípios:

Verdadeiramente necessário este ponto e como tal subscrevo-o totalmente.

Declaração de Mondim escreveu:
1. Nenhum governo tem legitimidade para pôr em causa a independência e a soberania de Portugal...

Mas, creio, os Portugueses deverão ter o direito de se pronunciarem sobre tal situação, optando por perder parte da sua independência/soberania SE tal for benéfico para Portugal e os Portugueses.

Declaração de Mondim escreveu:
2. O poder político não pode, em caso algum, ficar subordinado aos interesses económicos.

Razão lógica, mas que limita em muito o quanto um Governo pode fazer... Sem dinheiro não há reformas políticas e sem reformas políticas... creio que cada um percebe onde quero chegar.

Declaração de Mondim escreveu:
3. A defesa do bem comum e o respeito da vontade da comunidade nacional são as únicas fontes de legitimidade política.

Subscrevo totalmente.

Declaração de Mondim escreveu:
4. A vontade da comunidade exprime-se directamente pelo sufrágio electivo e pelo referendo, e indirectamente pela voz dos seus legítimos representantes, livremente eleitos sem recurso a intermediários.

À qual gostaria de acrescentar, que seria do interesse da Nação (pelo menos dos Portugueses) até encontrar-se uma forma de que se "salta-se" tanto quanto possivel por cima destes "representantes" (excepto em questões mais mundanas) e permitir-se que fossem OS Portugueses a se pronunciarem sobre as Reformas Políticas a serem implementadas. Olhemos a Suíça por exemplo.

Declaração de Mondim escreveu:
5. As Forças Armadas têm um papel especial como garantes da soberania e da liberdade dos portugueses, assim como da manutenção do poder político legítimo contra todas as tentativas internas ou externas para o derrubar.

Como sempre o fizeram e têm como salva-guarda a de cumprir as ordens dadas pelo Poder Político, excepto nos casos acima mencionados. No entanto sob um futuro previsível enquanto ligados à UE, qual deverá ser a relação destas sob um Comando Unido Unificado?

Declaração de Mondim escreveu:
6. O poder executivo e o poder legislativo são totalmente independentes um do outro, não estando o Governo na dependência do Parlamento nem o Parlamento na dependência do Governo.

Interessante noção. Quer dizer que deverão ocorrer 2 momentos diferentes para a eleição do Governo e para a eleição do Parlamento e não estarem estes dependentes um do outro?

Declaração de Mondim escreveu:
7. As opções políticas e económicas de Portugal deverão ser prioritariamente dirigidas para os países de língua portuguesa, devendo Portugal recuperar toda a liberdade de acção nesses campos, comprometida com a União Europeia, sem no entanto abandonar a sua participação no Espaço Económico Europeu.

Há aqui um erro qualquer (creio).

1º Portugal É parte integrante da Europa, logo não querer fazer parte dela enquanto economia é erro puro.

2º Portugal, tal como foi muito bem dito, devido à sua ligação (ainda prioritária?!) às Nações de Língua Portuguesa, deverá servir como elo de ligação entre estas e a UE, tal como a Holanda, França e Reino Unido o fazem em relação às suas ex-colónias.
Mas para isso temos de ser nós a nos mexer e não a esperar que as restantes Nações da UE nos deixem as nossas Ex-Colónias (a Itália está bem activa em Moçambique a título de exemplo).

3º Portugal já não é um território "Universalista" como o foi outrora, logo querer pensar com uma mentalidade ainda "Imperialista" é algo que não dará quaisquer resultados.
Temos sim de procurar "vender" Portugal à Europa, com o "vender" quero dizer que vender a ideia do que podemos fazer com o nosso "know-how" relativo às nossas Ex-Colónias e o quanto poderemos fazer por estas, mas que traga igualmente mais benefícios para Portugal e para a UE do que através de qualquer outra Nação da UE.

Declaração de Mondim escreveu:
8. O Chefe do Estado deverá ser um Rei fortemente apoiado no Povo português, de cujas liberdades face aos interesses políticos e económicos sectoriais, internos e externos, ele deverá ser o primeiro garante.

Isto é o mesmo que dizer que se tem de gostar de alguém apenas porque sim.
O Chefe de Estado, neste caso o Rei, deverá agir de forma a que o Povo Português se reveja no mesmo e aprenda a amá-lo.
Tem a vantagem de não estar limitado no tempo, da mesma forma como um Presidente da República o está.

Declaração de Mondim escreveu:
9. O Rei não será uma mera figura simbólica, mas participará, apoiado no Conselho de Estado, no exercício do poder, como Comandante Chefe das Forças Armadas, e pela livre designação do Primeiro Ministro.

1º Deverá ou poderá ter alguma capacidade legislativa a par do Governo (situação que teria de estar prevista na Lei/Constituíção Nacional)?

2º O 1º Ministro é escolhido pela População e designado pelo Rei, ou apenas designado pelo Rei?

Declaração de Mondim escreveu:
10. No respeito das liberdades e das leis tradicionais dos portugueses não se reconhece a ninguém quaisquer direitos ao Trono de Portugal. De acordo com essa tradição, competirá à legítima representação nacional designar aquele que será o primeiro Rei de uma 5ª Dinastia, e determinar as leis que regerão a sucessão para o futuro.

Totalmente de acordo com este ponto.

Caros amigos, deixo-vos as minhas questões.

IzNoGuud

P.S. - Sobre o resto que me pediram para Ler e comentar... virá a caminho... dê-me tempo.
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Sex 16 Fev - 20:53:35

IzNoGuud escreveu:
Gostava de fazer uma questão e as subsequentes questões que dela advêem.
Qual é o interesse/razão da Soberania Nacional?
Defender os Portugueses ou Portugal? E em que contexto é que tal deve acontecer?

Portugal e os Portugueses são duas coisas que não se podem dissociar. O primeiro ponto da Declaração de Mondim (DM) visa o lema: "Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão". Devolver Portugal aos Portugueses, para que os destinos deste país não mais sejam controladas, que não de Lisboa.

IzNoGuud escreveu:
Todos os Sistemas Políticos são tão Democráticos quanto a sua classe política o permita. Não houve assim uma Mudança tão grande da Monarquia para a República creio eu.
Agora, o que é que podemos fazer de modo a que um eventual regresso a uma Monarquia não seja apenas uma mudança da Chefia de Estado e novos Protocolos mas sim uma verdadeira mudança na actitude dos Monárquicos?

A resposta a isso passa pela leitura da "Questão Real". Já várias vezes tive oportunidade de lhe falar do municipalismo e como isso interfere na questão da representatividade directa do eleito perante o eleitor. O que o Iz aí afirma de classe política é o que a nosso ver detém poder em demasia, estando para além do controlo dos seus representados. Ao devolver-se ao eleitor o papel de "patrão" do político, o papel dos blocos de pressão, vulgo "lobbies", será cada vez menor.

IzNoGuud escreveu:
Tal creio ser uma opinião algo... irreal.
Creio ser mais Espanha que está em perigo do que Portugal, quanto à sua integridade territorial.
Em todo o caso e no âmbito da UE, creio mesmo que uma Confederação Luso-Espanhola (preferêncialmente com as Nações resultantes de um desmembramento da Espanha) seria vantajoso para Portugal.

É uma opinião. O que está a acontecer em Espanha deve servir de elemento de atenção num caso hipotético dessa Confederação. Lembre-se que o "País" Basco é uma invenção dos media pós período franquista. Na realidade as "províncias vascongadas" nunca formaram um país, sendo que essa denominação serviu e serve apenas os interesses de alguns indivíduos. A bem da verdade o "País" Basco detém mais poderes que qualquer uma das Bundas Alemãs. Mas é como lhe digo olhemos para Espanha agora e façamos uma reflexão do que de positivo nos traria num futuro uma união a este cenário.

IzNoGuud escreveu:
Não conheço o que a Monarquia Tradicional defende, ainda, logo não me posso expraiar sobre este ponto.

Confio que a seu tempo, terá o tempo necessário para ler a "Questão Real" e fazer o seu julgamento.

IzNoGuud escreveu:
Mas, creio, os Portugueses deverão ter o direito de se pronunciarem sobre tal situação, optando por perder parte da sua independência/soberania SE tal for benéfico para Portugal e os Portugueses.

Um ponto a considerar, mas até ao momento ainda nenhum português, que não tivesse poder governamental, se pronunciou sobre a perda de soberania e independência que envolve a UE.

IzNoGuud escreveu:
Razão lógica, mas que limita em muito o quanto um Governo pode fazer... Sem dinheiro não há reformas políticas e sem reformas políticas... creio que cada um percebe onde quero chegar.

Não é isso o frisado, mas antes que nenhum grupo económico poderá "ter o governo no bolso" e fazer dele seu lacaio.

IzNoGuud escreveu:
À qual gostaria de acrescentar, que seria do interesse da Nação (pelo menos dos Portugueses) até encontrar-se uma forma de que se "salta-se" tanto quanto possivel por cima destes "representantes" (excepto em questões mais mundanas) e permitir-se que fossem OS Portugueses a se pronunciarem sobre as Reformas Políticas a serem implementadas. Olhemos a Suíça por exemplo.

A democracia directa virá com o tempo. Wink

IzNoGuud escreveu:
Como sempre o fizeram e têm como salva-guarda a de cumprir as ordens dadas pelo Poder Político, excepto nos casos acima mencionados. No entanto sob um futuro previsível enquanto ligados à UE, qual deverá ser a relação destas sob um Comando Unido Unificado?

O de obedecer aos princípios para os quais foram criadas. A defesa Nacional.

IzNoGuud escreveu:
Interessante noção. Quer dizer que deverão ocorrer 2 momentos diferentes para a eleição do Governo e para a eleição do Parlamento e não estarem estes dependentes um do outro?

Não é bem isso. Tal como hoje em termos teóricos o Governo e o Paralamento não estão dependentes, tendo que se elege o parlamento e não o governo. A nomeação do governo é uma competência da chefia de Estado, atendendo aos resultados eleitorais, mas não estando vincunlada a tal.

IzNoGuud escreveu:
Há aqui um erro qualquer (creio).

1º Portugal É parte integrante da Europa, logo não querer fazer parte dela enquanto economia é erro puro.

Não é isso que ali está escrito.

IzNoGuud escreveu:
2º Portugal, tal como foi muito bem dito, devido à sua ligação (ainda prioritária?!) às Nações de Língua Portuguesa, deverá servir como elo de ligação entre estas e a UE, tal como a Holanda, França e Reino Unido o fazem em relação às suas ex-colónias.
Mas para isso temos de ser nós a nos mexer e não a esperar que as restantes Nações da UE nos deixem as nossas Ex-Colónias (a Itália está bem activa em Moçambique a título de exemplo).

Pois, exacto.

IzNoGuud escreveu:
3º Portugal já não é um território "Universalista" como o foi outrora, logo querer pensar com uma mentalidade ainda "Imperialista" é algo que não dará quaisquer resultados.
Temos sim de procurar "vender" Portugal à Europa, com o "vender" quero dizer que vender a ideia do que podemos fazer com o nosso "know-how" relativo às nossas Ex-Colónias e o quanto poderemos fazer por estas, mas que traga igualmente mais benefícios para Portugal e para a UE do que através de qualquer outra Nação da UE.

Estreitar relações comerciais, linguísticas e de mobilidade de povos e serviços temn de ser uma postura claramente assumida por Portugal relativamente às ex-colónias. Não está aqui em causa um novo período Imperialista ou de vender imagem a quem quer que seja, mas sim recuperar a cooperação entre Portugal e os Palop, que conhecemos melhor que ninguém, pelo menos enquanto alguns forem vivos!

IzNoGuud escreveu:
Isto é o mesmo que dizer que se tem de gostar de alguém apenas porque sim.
O Chefe de Estado, neste caso o Rei, deverá agir de forma a que o Povo Português se reveja no mesmo e aprenda a amá-lo.
Tem a vantagem de não estar limitado no tempo, da mesma forma como um Presidente da República o está.

É o que ali está ecrito por outras palavras.

IzNoGuud escreveu:
1º Deverá ou poderá ter alguma capacidade legislativa a par do Governo (situação que teria de estar prevista na Lei/Constituíção Nacional)?

A nomeação directa do primeiro-ministro já é, em si, um acto legislativo. A de delegar o poder.

IzNoGuud escreveu:
2º O 1º Ministro é escolhido pela População e designado pelo Rei, ou apenas designado pelo Rei?

Apenas designado pelo Rei. Que a meu ver não tem qualquer problema, porque tal como hoje a população portuguesa, não escolhe o Primeiro-Ministro nem nada na Constituição da República obriga o PR a escolher o "cabeça de cartaz" do partido vencedor das legislativas.

Se analisarmos em concreto o caso Santana Lopes, o PR tinha 3 hipóteses das quais optou por duas. Aceitar o 2º em lista partidária, dando-lhe o reconhecimento tácito da maioria parlamentar, convocar novas eleições, nomear uma qualquer outra pessoa para primeiro-ministro.

Aconteceu no caso da Eng. Maria de Lurdes Pintassilgo, nomeada na altura pelo General Ramalho Eanes.
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Qua 21 Fev - 17:13:47

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Gostava de fazer uma questão e as subsequentes questões que dela advêem.
Qual é o interesse/razão da Soberania Nacional?
Defender os Portugueses ou Portugal? E em que contexto é que tal deve acontecer?

Portugal e os Portugueses são duas coisas que não se podem dissociar. O primeiro ponto da Declaração de Mondim (DM) visa o lema: "Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão". Devolver Portugal aos Portugueses, para que os destinos deste país não mais sejam controladas, que não de Lisboa.

A minha questão surge porque, Portugal e Portugueses não é bem a mesma coisa.
Ao se defender Portugal, poder-se-á tomar posições que não sejam as melhores para os Portugueses assim como vice-versa.
Apesar de tal ser algo complicado de explicar ou de apresentar.


Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Todos os Sistemas Políticos são tão Democráticos quanto a sua classe política o permita. Não houve assim uma Mudança tão grande da Monarquia para a República creio eu.
Agora, o que é que podemos fazer de modo a que um eventual regresso a uma Monarquia não seja apenas uma mudança da Chefia de Estado e novos Protocolos mas sim uma verdadeira mudança na actitude dos Monárquicos?

A resposta a isso passa pela leitura da "Questão Real". Já várias vezes tive oportunidade de lhe falar do municipalismo e como isso interfere na questão da representatividade directa do eleito perante o eleitor. O que o Iz aí afirma de classe política é o que a nosso ver detém poder em demasia, estando para além do controlo dos seus representados. Ao devolver-se ao eleitor o papel de "patrão" do político, o papel dos blocos de pressão, vulgo "lobbies", será cada vez menor.

Está em processo de leitura caro amigo, já o tinha prometido e irei cumprir.
No entanto, tenho-lhe já mostrado as minhas reticências quanto a uma descentralização do poder. Embora seja adepto como já se apercebeu de que defendo uma maior interacção entre a base eleitoral (população) e o Governo.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Tal creio ser uma opinião algo... irreal.
Creio ser mais Espanha que está em perigo do que Portugal, quanto à sua integridade territorial.
Em todo o caso e no âmbito da UE, creio mesmo que uma Confederação Luso-Espanhola (preferêncialmente com as Nações resultantes de um desmembramento da Espanha) seria vantajoso para Portugal.

É uma opinião. O que está a acontecer em Espanha deve servir de elemento de atenção num caso hipotético dessa Confederação.

Todos os exemplos, devem servir como casos hipotéticos. Mas prefiro vê-lo como caso de estudo para a "Federação" Europeia (UE) a uma Confederação Europeia, na qual a Espanha se poderá tornar SE optar pela descentralização de poderes entregando-os aos Governos "Nacionais" da actual Espanha (que reconheceu a existência de Nações dentro de si, faço clara referência à "Nação" Catalã já reconhecida por Madrid, embora o texto apresentado em Barcelona seja algo diferente lol).
Logo é todo provável que o País Basco procure fazer o mesmo, o que já tem acontecido com o actual plano apresentado pelos Bascos e que a Galiza possa apresentar uma proposta igualmente com intenções dessa particulariedade.

Pedro Reis escreveu:
Lembre-se que o "País" Basco é uma invenção dos media pós período franquista. Na realidade as "províncias vascongadas" nunca formaram um país, sendo que essa denominação serviu e serve apenas os interesses de alguns indivíduos. A bem da verdade o "País" Basco detém mais poderes que qualquer uma das Bundas Alemãs. Mas é como lhe digo olhemos para Espanha agora e façamos uma reflexão do que de positivo nos traria num futuro uma união a este cenário.

Caro amigo, não vou dizer que o "País" Basco, como afirma, não é uma invenção de Franco.
Mas igualmente o amigo não me pode recusar que Navarra não foi uma Nação independente e que os Bascos são um Povo autónomo e totalmente diferente dos restantes Povos Penínsulares para não dizer Europeus.
A nível de Genoma o Povo mais parecido com os Bascos até era... o Português (vá-se lá perceber como).
A Espanha, como eu a vejo, é uma Nação recente. Nasceu em 1707 se não estou em erro e assume um nome que nunca foi o seu.
Até esse momento, qualquer Português se podia chamar de "Espanhol", porque "Espanhol" era sinónimo de "nascido na Hispânia", ou seja, na Península Ibérica.
A Espanha da Confederação das Nações de Castela e Aragão (a 1ª uma Federação de Nações por ter integrado Leão, Navarra e a Galiza e a 2ª entre Aragão e a Catalunha, que era apenas um Condado embora independente), onde a Andaluzia era apenas o 1º território comum às 2 Nações, do mesmo modo que se passou com a Austro-Húngria com a Bósnia-Herzegovina.
Passa portanto a ser uma Federação, onde as "Nações" são aglutinadas numa só, sem o parecer favorável, ou não, das populações das mesmas.
A Espanha torna-se um Império.

Tudo isto para dizer o quê?

Simples caro amigo. A Espanha pode desagregar-se ou não. A meu ver e devido à "Democracia", esse valor que tanto defendemos, a Espanha por NUNCA ter sido UNA, irá desagregar-se ao mesmo estilo da União Soviética.
Saudosismos e saudosistas sempre irão existir, assim como oportunidades, cabe a nós não as perdermos.

Eu nunca defendi uma "União" com Espanha. Sou totalmente contra tal situação. Portugal é uma Nação Una e como tal deve continuar.
Mas podemo-nos "juntar" ou até mesmo "Confederar" com a Espanha.
Com isto quer dizer o quê?

Não perdermos mais nenhuma parte da nossa Soberania (não se assustem).
Mas definir áreas comuns de interesses, como a Energia, a Ecologia, a Saúde e mais se assim fosse o caso e tomar então em Comum decisões que possam ser tomadas em Comum e em Comum apresentar as propostas das Nações Ibéricas a uma União Europeia. Dando assim maior credibilidade e maior força às pretensões Ibéricas.
Ou seja, fomentar a criação de um Bloco Ibérico.

O que me diz a isto?

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Mas, creio, os Portugueses deverão ter o direito de se pronunciarem sobre tal situação, optando por perder parte da sua independência/soberania SE tal for benéfico para Portugal e os Portugueses.

Um ponto a considerar, mas até ao momento ainda nenhum português, que não tivesse poder governamental, se pronunciou sobre a perda de soberania e independência que envolve a UE.

Totalmente verdade.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Razão lógica, mas que limita em muito o quanto um Governo pode fazer... Sem dinheiro não há reformas políticas e sem reformas políticas... creio que cada um percebe onde quero chegar.

Não é isso o frisado, mas antes que nenhum grupo económico poderá "ter o governo no bolso" e fazer dele seu lacaio.

Esse é o desejo de todos nós. Mas o amigo percebeu o que eu queria dizer e sabe bem que não é necessáriamente ser-se um grupo económico
para se ter capacidade de se fazer "pressão" a um Governo.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
À qual gostaria de acrescentar, que seria do interesse da Nação (pelo menos dos Portugueses) até encontrar-se uma forma de que se "salta-se" tanto quanto possivel por cima destes "representantes" (excepto em questões mais mundanas) e permitir-se que fossem OS Portugueses a se pronunciarem sobre as Reformas Políticas a serem implementadas. Olhemos a Suíça por exemplo.

A democracia directa virá com o tempo. Wink

Ah... isto demonstra que o amigo está aberto à ideia do que eu chamo de "Democracia Universal".

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Como sempre o fizeram e têm como salva-guarda a de cumprir as ordens dadas pelo Poder Político, excepto nos casos acima mencionados. No entanto sob um futuro previsível enquanto ligados à UE, qual deverá ser a relação destas sob um Comando Unido Unificado?

O de obedecer aos princípios para os quais foram criadas. A defesa Nacional.

Mas a Defesa Nacional será apenas a Integridade Nacional, a qual será a 1ª Missão/Dever das Forças Armadas e estas enquanto parte de um Comando Conjunto?

Deveremos ter nós Unidades Militares sujeitas a um Comando Europeu Centralizado ou deverá este Comando Europeu Centralizado recrutar Cidadãos Europeus (e não só) e criar Unidades próprias?

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Interessante noção. Quer dizer que deverão ocorrer 2 momentos diferentes para a eleição do Governo e para a eleição do Parlamento e não estarem estes dependentes um do outro?

Não é bem isso. Tal como hoje em termos teóricos o Governo e o Paralamento não estão dependentes, tendo que se elege o parlamento e não o governo. A nomeação do governo é uma competência da chefia de Estado, atendendo aos resultados eleitorais, mas não estando vincunlada a tal.

Smile Eu estava só a ver como o amigo "justificava" esta posição.
Ou seja... que se parte de uma "premissa" que não o é.
Os Portugueses elegem APENAS o Parlamento e não o Governo.
Sendo que o Chefe de Estado, apenas dá "autorização" a que o Partido que ganhou as Eleições forme Governo.
Sendo então, que o facto de um Presidente de um Partido que ganhe as eleições se tornar 1º Ministro ser apenas uma "tradição" e não uma obrigatoriedade.
Qualquer "Zé da Esquina" pode assim, sob o patrocínio de um qualquer Partido chegar a 1º Ministro desde que este Partido possa ter ganho as Eleições. Cabendo lógicamente ao Chefe de Estado a função de aceitar ou não tal Governo, mas na eventualidade de não o aceitar, ter de justificar o porquê de não ter aceite a proposta de um Partido o qual acabou de receber a maior parte da intenção de votos dos Portugueses.

Está correcta então a actual forma de eleição?

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Há aqui um erro qualquer (creio).

1º Portugal É parte integrante da Europa, logo não querer fazer parte dela enquanto economia é erro puro.

Não é isso que ali está escrito.

Não tinha ficado com essa intenção caro amigo.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
3º Portugal já não é um território "Universalista" como o foi outrora, logo querer pensar com uma mentalidade ainda "Imperialista" é algo que não dará quaisquer resultados.
Temos sim de procurar "vender" Portugal à Europa, com o "vender" quero dizer que vender a ideia do que podemos fazer com o nosso "know-how" relativo às nossas Ex-Colónias e o quanto poderemos fazer por estas, mas que traga igualmente mais benefícios para Portugal e para a UE do que através de qualquer outra Nação da UE.

Estreitar relações comerciais, linguísticas e de mobilidade de povos e serviços temn de ser uma postura claramente assumida por Portugal relativamente às ex-colónias. Não está aqui em causa um novo período Imperialista ou de vender imagem a quem quer que seja, mas sim recuperar a cooperação entre Portugal e os Palop, que conhecemos melhor que ninguém, pelo menos enquanto alguns forem vivos!

Mas tanto na vertente de ex potência administradora com interesses lógicos nos mesmos, como como integrante da maior UE, a qual igualmente tem interesses lógicos nessas mesmas Nações.

É claro que não está em causa novos Períodos Imperialistas, mas igualmente não podemos tentar esquecer que Portugal é uma Nação que está integrada num espaço económico maior e que SE não tem a capacidade para ser um parceiro principal dessas mesmas Nações, então que tenha o bom senso de procurar ser a Nação intermediária entre aqueles que o podem ser com as mesmas.
Procurando beneficiar TODOS os lados.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Isto é o mesmo que dizer que se tem de gostar de alguém apenas porque sim.
O Chefe de Estado, neste caso o Rei, deverá agir de forma a que o Povo Português se reveja no mesmo e aprenda a amá-lo.
Tem a vantagem de não estar limitado no tempo, da mesma forma como um Presidente da República o está.

É o que ali está ecrito por outras palavras.

lol volto a dizer, que não é bem isso que lá está a dar a entender.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
1º Deverá ou poderá ter alguma capacidade legislativa a par do Governo (situação que teria de estar prevista na Lei/Constituíção Nacional)?

A nomeação directa do primeiro-ministro já é, em si, um acto legislativo. A de delegar o poder.

Fígurativo apenas, afinal de contas, o Chefe de Estado apenas delega "poderes" (apenas uma tradição, pois os Soberanos de Estados como o que estamos a debater, recebem os seus "poderes" do Povo que "Governam"), que lhe foram "entregues" para os delegar.
Ao falar de Capacidade Legislativa, falo da capacidade de apresentar em paralelo propostas, ideias, etc.. Numa verdadeira capacidade paralela ao Governo.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
2º O 1º Ministro é escolhido pela População e designado pelo Rei, ou apenas designado pelo Rei?

Apenas designado pelo Rei. Que a meu ver não tem qualquer problema, porque tal como hoje a população portuguesa, não escolhe o Primeiro-Ministro nem nada na Constituição da República obriga o PR a escolher o "cabeça de cartaz" do partido vencedor das legislativas.

Se analisarmos em concreto o caso Santana Lopes, o PR tinha 3 hipóteses das quais optou por duas. Aceitar o 2º em lista partidária, dando-lhe o reconhecimento tácito da maioria parlamentar, convocar novas eleições, nomear uma qualquer outra pessoa para primeiro-ministro.

Aconteceu no caso da Eng. Maria de Lurdes Pintassilgo, nomeada na altura pelo General Ramalho Eanes.

Ou seja e embora estejamos a perpétuar o actual sistema, o qual já nem era assim tão actual, estamos a perpétuar uma situação que podia ser alterada se se descobrisse que haveria vantagens nisso é claro.

Daí cada vez mais eu achar que devem ser tidas em contas as opiniões populares aquando das tomadas de decisão governamentais.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Seg 26 Fev - 7:12:13

IzNoGuud escreveu:
A minha questão surge porque, Portugal e Portugueses não é bem a mesma coisa.
Ao se defender Portugal, poder-se-á tomar posições que não sejam as melhores para os Portugueses assim como vice-versa.
Apesar de tal ser algo complicado de explicar ou de apresentar.

Confesso que vou ter de concordar consigo. Está a ser algo complicado explicar-se!!

A meu ver há uma premissa simples. Portugal pertence aos Portugueses. Quando o que se faça de melhor para Portugal não for o melhor para os Portugueses então a hipótese de partida está errada, uma vez que o melhor para Portugal será indissociável do melhor para os Portugueses.

Se daqui tivermos que o melhor para a maioria dos Portugueses não é o melhor para todos os Portugueses, então não há falácia, há sacrifício de uns, dos seus interesses pessoais, da sua ideologia, no serviço dum bem maior, o bem comum e maioritário.

Se nos reportarmos a hoje, podemos achar que o actual governo age no sentido de sacrificar alguns portugueses para que a maioria tenha melhores condições e logo está a defender o melhor para Portugal....pena é que os sacrificados sejam os de sempre e a maiorira seja a dos amigos, mas é um ponto de vista!! Laughing

IzNoGuud escreveu:
Está em processo de leitura caro amigo, já o tinha prometido e irei cumprir.
No entanto, tenho-lhe já mostrado as minhas reticências quanto a uma descentralização do poder. Embora seja adepto como já se apercebeu de que defendo uma maior interacção entre a base eleitoral (população) e o Governo.

Leia, leia que encontrará muita coisa válida e boa.

Caro Iz, veja a descentralização transportada ao universo das empresas. As empresas à moda antiga, macrocéfalas e arcaicas, em que tudo e todos reportavam ao director geral estão ultrapassadas, por ser uma gestão inadequada e incapaz de dar respostas em tempo útil. Para além disso não havendo liberdade de decisão e estar tudo emperrado ad eternum na mesa do chefe as pessoas desanimam, desmotivam-se e desleixam-se.

A descentralização governamental é uma necessidade de sobrevivência e o municipalismo é a resposta que assenta no pressuposto ancestral de que quem vive os problemas estará em melhor posição para os resolver. Há quem diga que "para lá do Marão mandam os que lá estão" e a meu ver com toda a legitimidade de o fazerem. Qual é o grande mal que poderá advir das pessoas se pronunciarem de como querem viver nas suas terras e de terem mecanismos para tal?

IzNoGuud escreveu:
Todos os exemplos, devem servir como casos hipotéticos. Mas prefiro vê-lo como caso de estudo para a "Federação" Europeia (UE) a uma Confederação Europeia, na qual a Espanha se poderá tornar SE optar pela descentralização de poderes entregando-os aos Governos "Nacionais" da actual Espanha (que reconheceu a existência de Nações dentro de si, faço clara referência à "Nação" Catalã já reconhecida por Madrid, embora o texto apresentado em Barcelona seja algo diferente lol).
Logo é todo provável que o País Basco procure fazer o mesmo, o que já tem acontecido com o actual plano apresentado pelos Bascos e que a Galiza possa apresentar uma proposta igualmente com intenções dessa particulariedade.

Sim, mas para já ainda só temos de nos preocupar com a Madeira e o exempo que de lá advém não é um nacionalismo arreigado e cego, mas sim um reclamar de condições de governabilidade local, dentro dos condicionalismos próprios àquela região, pelo que nada de mal daí se pode aferir.

Depois, o que se está a passar em Espanha é algo, que a meu ver, não terá paralelo numa Europa onde à partida a identidade nacional e cultural dos seus estados Confederados está plenamente marcada e definida.

Pode-se argumentar que o caso espanhol é o resultado de anos de opressão cultural, de curteza de vistas política e de domínio castelhano ou pode-se encarar a coisa como um escape de gases sociológicos retidos. Um ráter fisiológico! Nuestros hermanos não pretendem a desagregação, o que está subjacente não é isso, mas sim qual das autonomias é a que ditará o destino das outras. Lido diariamente com Catalães e volta e meia tenho de lhes lembrar que isto não é Espanha e aqui fazem-se as coisas à nossa maneira, não à deles. Curiosamente vejo os responsáveis pelas outras províncias, essas sim Espanholas, a dizerem-lhes o mesmo.

Já as províncias vascongadas é um assunto que nem eles próprios sabem o que querem. O terço que pretende a independência vive em terrorismo com Madrid e em guerra com os outros 2/3 de bascos que não querem sair de Espanha....qualquer dia a coisa também lhes passa!

IzNoGuud escreveu:
Pedro Reis escreveu:
Lembre-se que o "País" Basco é uma invenção dos media pós período franquista. Na realidade as "províncias vascongadas" nunca formaram um país, sendo que essa denominação serviu e serve apenas os interesses de alguns indivíduos. A bem da verdade o "País" Basco detém mais poderes que qualquer uma das Bundas Alemãs. Mas é como lhe digo olhemos para Espanha agora e façamos uma reflexão do que de positivo nos traria num futuro uma união a este cenário.

Caro amigo, não vou dizer que o "País" Basco, como afirma, não é uma invenção de Franco.
Mas igualmente o amigo não me pode recusar que Navarra não foi uma Nação independente e que os Bascos são um Povo autónomo e totalmente diferente dos restantes Povos Penínsulares para não dizer Europeus.
A nível de Genoma o Povo mais parecido com os Bascos até era... o Português (vá-se lá perceber como).
A Espanha, como eu a vejo, é uma Nação recente. Nasceu em 1707 se não estou em erro e assume um nome que nunca foi o seu.
Até esse momento, qualquer Português se podia chamar de "Espanhol", porque "Espanhol" era sinónimo de "nascido na Hispânia", ou seja, na Península Ibérica.
A Espanha da Confederação das Nações de Castela e Aragão (a 1ª uma Federação de Nações por ter integrado Leão, Navarra e a Galiza e a 2ª entre Aragão e a Catalunha, que era apenas um Condado embora independente), onde a Andaluzia era apenas o 1º território comum às 2 Nações, do mesmo modo que se passou com a Austro-Húngria com a Bósnia-Herzegovina.
Passa portanto a ser uma Federação, onde as "Nações" são aglutinadas numa só, sem o parecer favorável, ou não, das populações das mesmas.
A Espanha torna-se um Império.

Eu disse que é uma invenção dos media não do Franco!

E ao contrário daquilo que afirma os bascos nunca tiveram uma província, sempre foram divididos entre e alguém e algo.

Depois a componente organizativa do estado "espanhol" sempre foi macrocéfala, nunca uma federação ou confederação, tendo que no tempo do domínio filipino e da casa de Habsburg, o Império Espanhol na prática vivia de Madrid, para Madrid e com Madrid e tudo o mais eram províncias, ainda que no caso Português houvesse de facto 1 coroa para 2 reinos e a organização Federativa.

Transportar esse modelo para os nossos dias ou ter medo que as coisas descambem nisso, não me parece exequível, mas não digo que não posso acontecer o que ainda mais me leva a crer que Portugal e os Portugueses deverão querer bem marcadas as fronteiras com o país ou países vizinhos! E Ainda assim lembro-me de alguém uma vez dizer (acerca de Alqueva) se não resultar, nada que uns bons quilos de dinamite não resolvam!!!

IzNoGuud escreveu:
Tudo isto para dizer o quê?

Simples caro amigo. A Espanha pode desagregar-se ou não. A meu ver e devido à "Democracia", esse valor que tanto defendemos, a Espanha por NUNCA ter sido UNA, irá desagregar-se ao mesmo estilo da União Soviética.
Saudosismos e saudosistas sempre irão existir, assim como oportunidades, cabe a nós não as perdermos.

Eu nunca defendi uma "União" com Espanha. Sou totalmente contra tal situação. Portugal é uma Nação Una e como tal deve continuar.
Mas podemo-nos "juntar" ou até mesmo "Confederar" com a Espanha.
Com isto quer dizer o quê?

Não perdermos mais nenhuma parte da nossa Soberania (não se assustem).
Mas definir áreas comuns de interesses, como a Energia, a Ecologia, a Saúde e mais se assim fosse o caso e tomar então em Comum decisões que possam ser tomadas em Comum e em Comum apresentar as propostas das Nações Ibéricas a uma União Europeia. Dando assim maior credibilidade e maior força às pretensões Ibéricas.
Ou seja, fomentar a criação de um Bloco Ibérico.

O que me diz a isto?

Fomentar um bloco Ibérico de pressão dentro da UE? Concerteza
Fomentar um bloco Ibérico de exclusão de Portugal da UE? Não.

Para que um bloco desses funcione é preciso que Portugal encare Espanha como um mercado a explorar e não como até há bem pouco tempo um "gap" geográfico de economia comunitária.

Politicamente qualquer tipo de aproximação a Madrid só nos tira crédito e autonomia, o que está aí a propôr é em súmula o princípia da perda ponderada de independência, para a qual eu pessoalmente não estou disponível para participar. Mas isto será todo um outro tópico.

IzNoGuud escreveu:
Esse é o desejo de todos nós. Mas o amigo percebeu o que eu queria dizer e sabe bem que não é necessáriamente ser-se um grupo económico para se ter capacidade de se fazer "pressão" a um Governo.

Será que um Governo que tenha que efectivamente de prestar contas a um Soberano cairá na tentação de ceder a pressões, por parte de terceiros? E se esse soberano for uma componente desinteressado do negócio, mas com poder de intervenção, será que o equilíbrio e a destrinça entre pressão e coacção não ficarão asseguradas?

IzNoGuud escreveu:
Ah... isto demonstra que o amigo está aberto à ideia do que eu chamo de "Democracia Universal".

Sempre estive e estarei, desde que as pessoas saibam o que estão a fazer e pelo que pude ver com a campanha para o último referendo...não, ainda não sabem o que andam a fazer.

IzNoGuud escreveu:
Mas a Defesa Nacional será apenas a Integridade Nacional, a qual será a 1ª Missão/Dever das Forças Armadas e estas enquanto parte de um Comando Conjunto?

Deveremos ter nós Unidades Militares sujeitas a um Comando Europeu Centralizado ou deverá este Comando Europeu Centralizado recrutar Cidadãos Europeus (e não só) e criar Unidades próprias?

Penso que a segunda possibilidade é aquela que tem mais lógica. Se a UE quer ter um exército, que o crie e o sustente com fundos próprios. O exército Português tem uma missão claramente definida e a sua participação conjunta em operações da NATO, ONU, etc obedece ao princípio de que Portugal cede esses seus elementos, mas que estes sejam pagos por esse serviço extra.

IzNoGuud escreveu:
Smile Eu estava só a ver como o amigo "justificava" esta posição.
Ou seja... que se parte de uma "premissa" que não o é.
Os Portugueses elegem APENAS o Parlamento e não o Governo.
Sendo que o Chefe de Estado, apenas dá "autorização" a que o Partido que ganhou as Eleições forme Governo.
Sendo então, que o facto de um Presidente de um Partido que ganhe as eleições se tornar 1º Ministro ser apenas uma "tradição" e não uma obrigatoriedade.
Qualquer "Zé da Esquina" pode assim, sob o patrocínio de um qualquer Partido chegar a 1º Ministro desde que este Partido possa ter ganho as Eleições. Cabendo lógicamente ao Chefe de Estado a função de aceitar ou não tal Governo, mas na eventualidade de não o aceitar, ter de justificar o porquê de não ter aceite a proposta de um Partido o qual acabou de receber a maior parte da intenção de votos dos Portugueses.

Está correcta então a actual forma de eleição?

No seu todo e assente no pressuposto do actual regime de partidos, sim não lhe encontro grandes falhas. Agora assente num regime onde os partidos políticos não tenham o enfaze que têm e onde a individualidade dos eleitos será mais consubstanciada, não haverá uma inerência, ainda que por tradição, de nomeação sem antes haver o aval explícito do parlamento para uma determinada figura e daí advir uma recomendação ao Rei que este livremente aceita ou não.

IzNoGuud escreveu:
Não tinha ficado com essa intenção caro amigo.

Então qual foi a parte de : "...sem no entanto abandonar a sua participação no Espaço Económico Europeu." que ficou por esclarecer?

IzNoGuud escreveu:
Mas tanto na vertente de ex potência administradora com interesses lógicos nos mesmos, como como integrante da maior UE, a qual igualmente tem interesses lógicos nessas mesmas Nações.

É claro que não está em causa novos Períodos Imperialistas, mas igualmente não podemos tentar esquecer que Portugal é uma Nação que está integrada num espaço económico maior e que SE não tem a capacidade para ser um parceiro principal dessas mesmas Nações, então que tenha o bom senso de procurar ser a Nação intermediária entre aqueles que o podem ser com as mesmas.
Procurando beneficiar TODOS os lados.

Mas quem é que não tem capacidade? Continua-se a cometer o mesmo erro que o Salazar cometeu. Esse na altura tinha razões que só o próprio é que via, mas hoje continuamos a favorecer a imigração para a França, Luxemburgo, Suiça etc etc etc e temos ali as ex-colónias ávidas de know-how a pagar bastante bem e o Estado Português em nada está a favorecer o retrocesso há 33 anos atrás.

O que não se tem é vontade, porque capacidade há-a hoje como a havia há 33 anos.

IzNoGuud escreveu:
lol volto a dizer, que não é bem isso que lá está a dar a entender.

Então o que é que lá está escrito?

IzNoGuud escreveu:
Fígurativo apenas, afinal de contas, o Chefe de Estado apenas delega "poderes" (apenas uma tradição, pois os Soberanos de Estados como o que estamos a debater, recebem os seus "poderes" do Povo que "Governam"), que lhe foram "entregues" para os delegar.
Ao falar de Capacidade Legislativa, falo da capacidade de apresentar em paralelo propostas, ideias, etc.. Numa verdadeira capacidade paralela ao Governo.

A nosso ver, sim o papel pode e deve ser mais interventivo.

IzNoGuud escreveu:
Ou seja e embora estejamos a perpétuar o actual sistema, o qual já nem era assim tão actual, estamos a perpétuar uma situação que podia ser alterada se se descobrisse que haveria vantagens nisso é claro.

Daí cada vez mais eu achar que devem ser tidas em contas as opiniões populares aquando das tomadas de decisão governamentais.

Estaríamos a perpétuar o actual sistema se quizessemos apenas mudar o Prof. Cavaco pelo D. Duarte, como alguns querem.

Não estamos a perpetuar o mesmo sistema quando dizemos que o papel do parlamento tem de ser mais próximo ao cidadão, quando dizemos que os municípios têm de ser mais autónomos, quando dizemos que a vontade da comunidade se exprime com recurso ao referendo e ao voto directo universal, quando dizemos que o papel do Rei tem de ser mais interventivo, reforçando o seu papel de garante da identidade nacional e não meramente um adereço regimental.

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MensagemAssunto: Re: Base Comum Ideológica (BCI)   Ter 27 Fev - 17:37:57

Pedro Reis escreveu:
A meu ver há uma premissa simples. Portugal pertence aos Portugueses. Quando o que se faça de melhor para Portugal não for o melhor para os Portugueses então a hipótese de partida está errada, uma vez que o melhor para Portugal será indissociável do melhor para os Portugueses.

Se daqui tivermos que o melhor para a maioria dos Portugueses não é o melhor para todos os Portugueses, então não há falácia, há sacrifício de uns, dos seus interesses pessoais, da sua ideologia, no serviço dum bem maior, o bem comum e maioritário.

Se nos reportarmos a hoje, podemos achar que o actual governo age no sentido de sacrificar alguns portugueses para que a maioria tenha melhores condições e logo está a defender o melhor para Portugal....pena é que os sacrificados sejam os de sempre e a maiorira seja a dos amigos, mas é um ponto de vista!! Laughing

O que eu queria no fundo dizer é que podemos procurar defender o que poderá melhor defender o que é "Portugal", mas tal não implica que seja o mesmo que é necessáriamente para os Portugueses.

A título de exemplo, podemos procurar manter tudo quanto temos a nível cultural e procurar blindar a nossa cultura, mais ou menos como os Espanhóis fazem com a sua.
E dessa forma defender a ideia ou imagem de Portugal, pelo menos mantendo a sua imagem/ideia mais definida.

Outra coisa é por exemplo, não procurarmos fechar a nossa cultura, integrando na mesma situações de outras culturas e adaptando-a, no fundo mesclando-a com outras. É certo que a mesma passará a ser uma versão mais esbatida da mesma, mas por ventura melhor representará os Portugueses de hoje.

Onde parar ou até onde ir. Este é somente um exemplo é claro.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Todos os exemplos, devem servir como casos hipotéticos. Mas prefiro vê-lo como caso de estudo para a "Federação" Europeia (UE) a uma Confederação Europeia, na qual a Espanha se poderá tornar SE optar pela descentralização de poderes entregando-os aos Governos "Nacionais" da actual Espanha (que reconheceu a existência de Nações dentro de si, faço clara referência à "Nação" Catalã já reconhecida por Madrid, embora o texto apresentado em Barcelona seja algo diferente lol).
Logo é todo provável que o País Basco procure fazer o mesmo, o que já tem acontecido com o actual plano apresentado pelos Bascos e que a Galiza possa apresentar uma proposta igualmente com intenções dessa particulariedade.

Sim, mas para já ainda só temos de nos preocupar com a Madeira e o exempo que de lá advém não é um nacionalismo arreigado e cego, mas sim um reclamar de condições de governabilidade local, dentro dos condicionalismos próprios àquela região, pelo que nada de mal daí se pode aferir.

Não o creio. Vivi já em diversos pontos de Portugal, mais ou menos citadinos e tenho uma ideia do que é reclamar condições para uma Governabilidade local.
A Madeira de hoje, já não está a "anos luz" do Continente, quando os problemas desta não conseguiam ser resolvidos pelo Governo Central e por isso mesmo necessitavam de um Governador (que hoje em dia ainda existe mas já não detém o mínimo poder real).

O que é que os Açores e a Madeira têm de assim tão diferente que não possam ser considerados como meros Distritos? Quando o Algarve (Distrito de Faro) enquanto distrito toma uma decisão e a apresenta ao Governo Central para apreciação está a ser em algo diferente do que aconteceria caso fosse a Madeira ou os Açores a fazê-lo?

Não... por muito que eu respeite o Sr. João Jardim, não estou de acordo com a manutenção da Autonomia Regional actualmente entregue aos Governos Insulares. Nem estou disposto a que sejam dados iguais poderes aos Distritos do Continente.
Pois o descentralizar no fundo é isso mesmo, definir até onde é que o Governo Central deve ou pode ir e já que estamos a falar de descentralizar porque não irmos até ao máximo, que é o de dar uma Autonomia Regional a cada uma das Regiões ou Distritos? Não seria essa a forma mais correcta no pensar de aqueles que defendem o Municipalismo? (estarei a misturar conceitos é certo, mas por certo perceberão onde quero chegar).

Pedro Reis escreveu:
Depois, o que se está a passar em Espanha é algo, que a meu ver, não terá paralelo numa Europa onde à partida a identidade nacional e cultural dos seus estados Confederados está plenamente marcada e definida.

Pode-se argumentar que o caso espanhol é o resultado de anos de opressão cultural, de curteza de vistas política e de domínio castelhano ou pode-se encarar a coisa como um escape de gases sociológicos retidos. Um ráter fisiológico! Nuestros hermanos não pretendem a desagregação, o que está subjacente não é isso, mas sim qual das autonomias é a que ditará o destino das outras. Lido diariamente com Catalães e volta e meia tenho de lhes lembrar que isto não é Espanha e aqui fazem-se as coisas à nossa maneira, não à deles. Curiosamente vejo os responsáveis pelas outras províncias, essas sim Espanholas, a dizerem-lhes o mesmo.

Já as províncias vascongadas é um assunto que nem eles próprios sabem o que querem. O terço que pretende a independência vive em terrorismo com Madrid e em guerra com os outros 2/3 de bascos que não querem sair de Espanha....qualquer dia a coisa também lhes passa!

Adoro a Catalunha e a Galiza Wink
Acho que eles sonham com o Período Republicano lá pela Catalunha e por um retorno a um período onde os mesmos sejam auto-governados (totalmente).
Já as outras regiões... há as mais espanholas e as menos espanholas... a diferença é que umas não se importam em continuar espanholas e outras preferiam não o ser Wink

Pedro Reis escreveu:
Eu disse que é uma invenção dos media não do Franco!

Reconheço que me troquei Wink

Pedro Reis escreveu:
E ao contrário daquilo que afirma os bascos nunca tiveram uma província, sempre foram divididos entre e alguém e algo.

Navarra foi o que mais parecido os mesmos tiveram com uma Nação.
A Galiza também é Portugal (Eramos a mesma Nação até que o Condado Portucalense foi separado da mesma).
Para além de que, por diversas vezes os Bascos dominaram zonas nas Astúrias e Pirinéus, onde não existia nenhum Governo Central.
Ou seja, tal como acontecia com a Lusitânia antes de os Romanos a terem subjugado.

Pedro Reis escreveu:
Depois a componente organizativa do estado "espanhol" sempre foi macrocéfala, nunca uma federação ou confederação, tendo que no tempo do domínio filipino e da casa de Habsburg, o Império Espanhol na prática vivia de Madrid, para Madrid e com Madrid e tudo o mais eram províncias, ainda que no caso Português houvesse de facto 1 coroa para 2 reinos e a organização Federativa.

Mas aí estamos a falar de outra coisa. De uma Nação Dual, onde aparentemente há 2 Nações mas onde a Nação que de facto Governa procura integrar cada vez mais a Nação subjugada.
A ideia era fazer em Portugal aquilo que Castela-Leão fizeram a Aragão.

O que eu tenho defendido é totalmente diferente.
Eu falo de uma concertação de ideias políticas, de uma estrutura conjunta para as tomar e não de uma União entre Nações.

Pedro Reis escreveu:
Transportar esse modelo para os nossos dias ou ter medo que as coisas descambem nisso, não me parece exequível...

Claro que se estivermos a falar de uma União (federal ou não) mas onde as Nacionalidades se misturem, então é claro que não. É claro que a grande maioria das pessoas de ambos os Países se insurgirão contra esse processo.
Até eu, que sou e sempre serei Português.

Pedro Reis escreveu:
Fomentar um bloco Ibérico de pressão dentro da UE? Concerteza

Aqui o amigo consegue perceber o que eu quero dizer e o que se pode fazer com este Bloco Ibérico.

Pedro Reis escreveu:
Fomentar um bloco Ibérico de exclusão de Portugal da UE? Não.

LOL... O que é um Bloco Ibérico de exclusão de Portugal da UE?
As decisões a serem tomadas terão de ser sempre ratificadas por ambas as partes e de modo a que não se encontrem situações onde um dos intervenientes avance às custas do outro.

Pedro Reis escreveu:
Para que um bloco desses funcione é preciso que Portugal encare Espanha como um mercado a explorar e não como até há bem pouco tempo um "gap" geográfico de economia comunitária.

Também, também deveria ser um dos nossos mercados prioritários.

Pedro Reis escreveu:
Politicamente qualquer tipo de aproximação a Madrid só nos tira crédito e autonomia, o que está aí a propôr é em súmula o princípia da perda ponderada de independência, para a qual eu pessoalmente não estou disponível para participar. Mas isto será todo um outro tópico.

Bah... O que é que é uma UE, o que é um transformar da CPLP em algo estilo Commonwealth ou mesmo numa CEE Lusa, o que é pertencer à NATO/OTAN, à ONU ou a outras organizações?
TUDO onde nos inserimos e onde existem Regras implica sempre uma qualquer perda de Soberania, mesmo que limitada ou não aparente.
Porque assumimos obrigações para com outras Nações e estas igualmente para connosco.

Perder Soberania? O que é "Perder Soberania"? É ser-se o Mónaco do Mundo e esperar que num Mundo em Convulsão este se esqueça de nós?
É um regresso ao "Estarmos Orgulhosamente Sós"? Quem nos dias de hoje tem a capacidade de agir dessa forma? Nem os EUA o conseguem hoje em dia.

Caro amigo, por isso é que eu digo que nem sempre o que é melhor para os Portugueses poderá coincidir com o que é melhor para Portugal.
Não quero que Portugal deixe de existir, mas se para que eu como Português e o meu Povo possa prosperar tiver de aceitar integrar um aglumerado de Nações Europeias. Então irei aceitá-lo mas sob as minhas regras.
Agora, fechar os olhos a algo que vai acontecer e esperar que não aconteça! Isso não. Não irei aceitar os "restos" que me deixarem só porque quis ser orgulhoso e não quis ver o inevitável.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Esse é o desejo de todos nós. Mas o amigo percebeu o que eu queria dizer e sabe bem que não é necessáriamente ser-se um grupo económico para se ter capacidade de se fazer "pressão" a um Governo.

Será que um Governo que tenha que efectivamente de prestar contas a um Soberano cairá na tentação de ceder a pressões, por parte de terceiros? E se esse soberano for uma componente desinteressado do negócio, mas com poder de intervenção, será que o equilíbrio e a destrinça entre pressão e coacção não ficarão asseguradas?

Mas para isso acontecer o Soberano terá de ter poder o suficiente para poder influênciar na governação da Nação e não ser apenas um "jogador" passivo. Até onde estaremos nós prontos a ir, sem que tenhamos medo de perder a Democracia dos Governos escolhidos pelo Povo?
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