MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
InícioInício  FAQFAQ  BuscarBuscar  Registrar-seRegistrar-se  MembrosMembros  GruposGrupos  Login  

Compartilhe | 
 

 Olivença

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3
AutorMensagem
Diogo Ventura
Almirante da Armada
Almirante da Armada


Masculino
Número de Mensagens : 212
Idade : 59
Local/Origem: : Grandola
Data de inscrição : 13/05/2007

MensagemAssunto: Re: Olivença   Seg 25 Fev - 0:59:10

MAIS O RESULTADO DE UMA INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA: UM ALENTEJANO, DE OLIVENÇA,
ARCEBISPO DE GOA: FREI JOÃO VICENTE DA FONSECA (15??-1587)
UM ALENTEJANO, DE
OLIVENÇA, ARCEBISPO DE GOA:
FREI JOÃO VICENTE DA FONSECA (15??-1587)

Não é fácil falar de uma figura da História de que se sabe pouco. Como, tadavia,
foi importante, convém tentar fazer o melhor possível.
Frei João Vicente
da Fonseca, ou simplesmente Frei Vicente da Fonseca, nasceu em Olivença, talvez
entre 1520 e 1540. Pouco se sabe dele até 1578, salvo que veio para Lisboa e que
ingressou na Ordem dos Dominicanos. Graças a um Dominicano actual, Frei José
Carlos ( a quem só se pode agradecer ), sabemos que há em 1575 o seu nome surge
em São Domingos de Benfica, como simples Frade. Em 1578, é Leitor no Colégio da
Rainha, na m,esma freguesia. O peoblema está em saber se se fala da mesma
pessoa, pois o apelido e o nome eram (e são) muito comuns.
Encontramos (
e aqui já há certezas) Frei Domingos dea Fonseca a acompanhar a expedição de D.
Sebastião a Alcácer-Quibir (Marrocos) em 1578, e, claro, damos com ele
prisioneiro. Procurou confortar os companheiros, e sabemos que pregava aos
judeus (presume-se que de Marrocos... ), incitando-os a converterem-se ao
cristianismo. Há quem opine que o fazia por os respeitar, mas há quem defenda
que, pelo contrário, só os respeitava se convertidos.
Em 1581, já estava
de regresso a Portugal, já sob o governo de Filipe II. O seu nome aparece como
pregador régio, embora se possa tratar de um homónimo, talvez um frade de
Benfica. O mesmo nome é dado a um frade em Lisboa em 1582. O mesmo? Outro?

Em 1580, tinha sido nomeado arcebispo de Goa, mas a Bula só é publicada
em 1583, ano em que parte para a Índia, num navio em que navega também um espião
holandês que sobre ele escreverá: Jan Huygen (van Linschoten). Em 1584, convocou
o terceiro concílio provincial, em que abjuraram a sua heresia o bispo siríaco
de Augamales e o nestoriano Max Abraão. A pedido de Vicente da Fonseca, foi
determinado, por carta rágia de 1585, que em Goa se fundasse um Seminário para o
Clero da Índia. Também por essa época foram separadas muitas igrejas do
arcebispado.
Exerceu então, por algum tempo, o governo da Colónia.
Surgiram conflitos de jurisdição, a que não terão sido alheias lutas entre
facções rivais da aristocracia portuguesa local... onde, em abono da verdade,
vários casos de corrupção eram do conhecimento geral. O Arcebispo viu-se
obrigado a embarcar de volta ao Reino, curiosamente com o mesmo holandês com que
viajara para a Índia, mas faleceu na viagem, diante do Sul de África, em 1587,
suspeita-se que envenenado... talvez por se recear que contasse algo incómodo em
Lisboa para certos interesses e certos nobres em Goa.
Estremoz, 24 de
Fevereiro de 2008
Carlos Eduardo da Cruz Luna

Wink
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Diogo Ventura
Almirante da Armada
Almirante da Armada


Masculino
Número de Mensagens : 212
Idade : 59
Local/Origem: : Grandola
Data de inscrição : 13/05/2007

MensagemAssunto: Re: Olivença   Ter 26 Fev - 19:09:00

Grupo dos Amigos de Olivença

www.olivenca.org



Nota Informativa



Vai ser apresentada, no próximo dia 28 de Fevereiro, às 18h30m, no
Palácio das Necessidades (Instituto Diplomático - Ministério dos
Negócios Estrangeiros, Largo do Rilvas, Lisboa), o livro «Olivença e
Juromenha - uma história por contar», da Professora Ana Paula Fitas,
sua tese de Doutoramento.

A apresentação será feita pelo Professor Doutor Armando Marques Guedes e pelo General Loureiro dos Santos.

O tema do livro - a perenidade da Cultura Portuguesa em Olivença
após dois séculos de ocupação espanhola - é de manifesta actualidade, a
que acresce o significado e o relevo políticos da sua apresentação no
ID - Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Convidamos a Comunicação Social a acompanhar e dar notícia do acontecimento.



Lx., 25-02-08.Wink
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Diogo Ventura
Almirante da Armada
Almirante da Armada


Masculino
Número de Mensagens : 212
Idade : 59
Local/Origem: : Grandola
Data de inscrição : 13/05/2007

MensagemAssunto: Re: Olivença   Seg 10 Mar - 18:09:03

Caros Amigos

Já está nas Bancas o Magazine Grande Informação de Março/Abril



Consulta rápida em http://www.magazine.com.pt/new/











PS: Sou descendente de Gonçalo Zarco*1275(via colateral)Mas não quero o Titulo de "dom"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Joemax
Marinheiro
Marinheiro


Masculino
Número de Mensagens : 2
Idade : 51
Data de inscrição : 15/03/2008

MensagemAssunto: Como resolver o caso de Olivença   Sab 15 Mar - 8:37:56

Existem algumas regiões dentro da Europa, que não são países, nem sequer nações.
2011 vai ser um bom ano, para resolver o caso Olivença, e assim poder ser uma verdadeira república, entre duas nações monárquicas.
Está na altura de perdoar, e não de lutar.

Reino de Portugal - República de Olivença - Reino de Espanha.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://br.answers.yahoo.com
Diogo Ventura
Almirante da Armada
Almirante da Armada


Masculino
Número de Mensagens : 212
Idade : 59
Local/Origem: : Grandola
Data de inscrição : 13/05/2007

MensagemAssunto: Re: Olivença   Sab 15 Mar - 12:20:19

Joemax escreveu:
Existem algumas regiões dentro da Europa, que não são países, nem sequer nações.
2011 vai ser um bom ano, para resolver o caso Olivença, e assim poder ser uma verdadeira república, entre duas nações monárquicas.
Está na altura de perdoar, e não de lutar.

Reino de Portugal - República de Olivença - Reino de Espanha.


Deus o Oiça
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Diogo Ventura
Almirante da Armada
Almirante da Armada


Masculino
Número de Mensagens : 212
Idade : 59
Local/Origem: : Grandola
Data de inscrição : 13/05/2007

MensagemAssunto: Re: Olivença   Sab 15 Mar - 12:20:45

Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org




Divulgação
03-2008



Por iniciativa do «ATRIUM CHABY», em mais uma «À
Conversa Sobre...», realiza-se no próximo dia 15 de Março, Sábado, às 21:00
horas, nas suas instalações em Praça Maria Almira Medina, Mem Martins, Sintra,
uma Tertúlia-Debate sobre a Cultura Portuguesa em Olivença.

O Presidente
do GAO, Dr. António Marques, desenvolverá o tema «O Sequestro de Olivença:
Ofensa á História, à Cultura e ao Direito», enquanto o Prof. Carlos Consiglieri,
se debruçará sobre «A Colonização Espanhola em Olivença: Continuidade Cultural e
Mudança Social».

O Grupo dos Amigos de Olivença convida todos os seus
apoiantes e todos os que se interessam pela «Questão de Olivença» a comparecer e
participar nesta iniciativa.

Contamos com a sua
presença!



Lx., 05-03-08.

SI/Grupo dos Amigos de
Olivença


_________________ _
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do
Alentejo), 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org
olivenca@olivenca.org
Tlm. 96 743 17
69 - Fax. 21 259 05 77
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Diogo Ventura
Almirante da Armada
Almirante da Armada


Masculino
Número de Mensagens : 212
Idade : 59
Local/Origem: : Grandola
Data de inscrição : 13/05/2007

MensagemAssunto: Re: Olivença   Qui 10 Abr - 16:58:55

Diário do Sul, 09 de Abril de 2008
IMPORTANTE ESTUDO EDITADO EM LIVRO
A
ETERNA QUESTÃO DE OLIVENÇA/AS AMBIGUIDADES POLÍTICAS E DIPLOMÁTICAS
António
Luiz Rafael
(gravura com a capa do livro)
(no final, notas sobre algumas
declarações feitas no artigo, à margem do mesmo)
Ana Paula Fitas,
professora universitária, e natural de Évora, acaba de dar à estampa o volume
intitulado "Olivença e Juromenha - Uma História por Contar". Trata-se de um
texto que serviu de tese para o doutoramento da autora, e sumariado "para uma
mais fácil leitura", a partir de um original totalizando mil e duzentas
páginas.
Para levar a cabo este trabalho, Ana Paula Fitas assentou
arraiais nas localidades a estudar para assim estar confrontada "ao vivo" com a
história (e histórias), sentimentos, lembranças, marcas do passado e realidades
actuais. E assim nos é aberta a porta deste livro, seguindo-se o percurso
iniciado em 1164, quando D. Afonso Henriques, pela primeira vez, toma a região
de Olivença (que assim passa a ser domínio português), seguindo-se depois os
diversos episódios históricos decorridos até ao ano de 1801, quando, na
sequência da chamada "Guerra das Laranjas", aquela parte do território ( e após
a assinatura do Tratado de Badajoz ) transitou para a posse de Espanha.

Ana Paula Fitas praticou uma pesquisa minuciosa, algo a justificar totalmente a
frase final do título: uma história por contar, pois na verdade ali são
interpretadas relevantes situações que nos levam a um melhor entendimento desta
"Eterna Questão". Juromenha ( a irmã de Olivença, mas na margem oposta do
Guadiana ) é igualmente analisada, estabelecendo-se assim a correlação das duas
Praças, e o seu protagonismo ao longo dos séculos. Indiscutivelmente um livro a
não perder.
Em Évora o lançamento desta obra aconteceu na Livraria D.
Pepe, onde diversas personalidades usaram da palavra no decorrer da sessão,
primeiramente Fernando Mão de Ferro da Editorial Colibri, e depois a Dr.ª Lina
Jan, responsável na CCDR/Alentejo pela Cooperação Transfronteiriça; o jurista
António Teixeira Marques, Presidente do Grupo doa Amigos de Olivença, e o
Professor Moisés Espírito Santo, Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas.
Este último convidado (1)desenvolveu, numa lúcida explanação, o
seu pensamento relativamente à questão/Olivença, analisando o aspecto político e
jurídico, e afirmando em determinado momento que "Olivença politicamente é
espanhola, mas culturalmente é portuguesa". Aparentemente não pareceu muito
convicto de um dia se verificar o "regresso" de Olivença à posse portuguesa.
Acha antes mais plausível fomentar a fraternidade popular transfronteiriça com a
responsabilidade partilhada e independente dos Estados, e isto "porque às vezes
os "factos" sobrepõem-se mais que o Direito"(2).
O Professor Moisés
Espírito Santo Santo alvitrou mesmo (a exemplo de Vilar de Mouros ou Zambujeira
do Mar)...porque não promover um Festival naquela zona fronteiriça de modo a que
os jovens oliventinos e os alentejanos pudessem confraternizar(3)?

Finalmente, a Professora Ana Paula Fitas a gradeceu a presença de tantas pessoas
naquele espaço livreiro, e fez votos para que o seu livro contribua para um
melhor conhecimento do tema, e sirva igualmente como mola dinamizadora nas
regiões da raia, eliminando uma parte da monotonia existente. À pendência
histórica limitou-se a afirmar que se foi diluindo um pouco graças ao bom
relacionamento das autarquias de ambos os lados do rio. E acrescentou:"a
situação manteve-se ao longo dos séculos, sobretudo devido às ambiguidades
políticas e diplomáticas do nosso país".
Deste modo se encerrou este acto
de apresentação de novo lançamento de uma obra literária, seguindo-se depois a
habitual sessão de autógrafos.
Assim, ae a bom ritmo, Évora vai recebendo
a visita de vários autores, o que é extremamente benéfico para um melhor
conhecimento dos seus trabalhos e bem assim quanto ao pensamento de quem os
escreve.
ANTÓNIO LUIZ RAFAEL
FIM

________________________
NOTAS
( DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DE CARLOS LUNA)
(1)Provavelmente por falta de
espaço, o jornal não se refere aos tópicos desenvolvidos pelo Jurista Teixeira
Marques sobre os aspectos jurídicos da "Questão". Uma pena, pois a notícia fica
muito pouco imparcial!
(2) O Professor Moisés Espírito Santo desenvolve aqui
uma idéia aparentemente generosa, mas muito perigosa! Se as situações "de
facto", em Direito Internacional, fossem aceitáveis, teríamos várias agressões
de estados poderosos a territórios de estados vizinha mais fracos, ou a estados
inteiros, que, após algum tempo, porque eram situações "de facto", se tornariam
"legais". Imagine-se o Inferno! Ou imagine-se o que teria sido este princípio
aplicado a Timor. Ou, já agora, pergunte-se o que leva Madrid a não encarar esta
hipótese sobre Gibraltar, ou a Argentina sobre as Malvinas... A idéia é, pois,
um contra-senso...
(3) Mais uma vez, por detrás de uma idéia generosa de
fraternidade, verifica-se uma falácia! NÂO HÀ SITUAÇÔES DE DISPUTA TERRITORIAL
EM Vilar de Mouros ou Zambujeira do Mar. A proposta do Prof. Moisés Espírito
Santo corresponde a propor a Madrid que celebre a Amizade Hispano-britânica em
...Gibraltar... continuando este território sob administração britânica.
Imagine-se a resposta de Madrid a uma tal proposta. Parece também que o
Professor desconhece o absoluto branqueamento ( e falsificação) da História que
prossegue em Olivença. Em 9 de Abril de 2008, no maior super-mercado de
Olivença, três jovens funcionários oliventinos insistiram, uma e outra vez, que
Olivença fora trocada por Campo Maior Na Guerra das Laranjas. Perante um livro
de História (ESPANHOL) onde tal era desmentido (um dos poucos que o faz),
replicaram que "o livro estava errado", porque "toda a gente em Olivença sabia
que assim [a troca] fora, e não havia mais conversa!" Perante este "quadro",
como é possív
el sustentar "encontros culturais apolíticos"?



Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Olivença   Hoje à(s) 0:50:17

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Olivença
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 3 de 3Ir à página : Anterior  1, 2, 3

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
MONARQUIA TRADICIONAL :: GERAL-
Ir para: