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 Despenalização do aborto

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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Qui 11 Jan - 19:05:11

Beladona escreveu:
Caros amigos

As mulheres que abortam até às 10 semanas (que para mim,o mais correcto seria às 12 semanas)
Um abraço da Beladona


Cara Beladona

Caso o SIM ganhe, (o que duvido que aconteça) pode ficar descansada pois estranhamente, o acórdão 617/2006 do Tribunal Constitucional, que em Novembro passado verificou a constitucionalidade do referendo, começa por apresentar os projectos de lei que foram reprovados e ignora o 19/X/1 do partido socialista, que está subjacente ao referendo, aprovado em Abril de 2005.

Acontece que nesse projecto se propõe uma alteração ao Código Penal que contempla a exclusão de ilicitude do aborto “por razões de natureza económica e social” até às 16 semanas (cf. alínea c do nº1).

É patente a armadilha estendida ao cidadão votante no referendo: se as 10 semanas vencerem, a liberalização irá na prática até às 16, uma vez que as sobreditas “razões” económicas ou sociais não excluem “pedidos” e “opções”. Isto se o processo legislativo subsequente ao referendo não alterar nada, o mais provável uma vez que este expediente satisfaz mais que amplamente o que estava proposto nos projectos dos outros partidos de esquerda.

Urge denunciar e esclarecer a situação.


Um abc


Zé Tomaz
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Qui 11 Jan - 20:35:48

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Última edição por em Qua 14 Fev - 7:26:37, editado 3 vez(es)
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Qui 11 Jan - 20:38:29

Citação :
Já vivemos numa sociedade burocrata, nas empresas existem os burocratas, e parece que existem por ai agora os políticos “sexocratas”.



Explico:

O que está em voga e é, hoje em dia, politicamente correcto discutir, principalmente pelos nossos políticos, são assuntos que têm a ver com causas ditas fracturantes, isto é, questões de valores que dividem a sociedade. Os nossos órgãos de comunicação social não se cansam de falar nas uniões de facto entre homossexuais (nalguns casos até com direito a adopção), na pílula do dia seguinte (leia-se pílula abortiva) e agora ultimamente com repetição através de referendo sobre o aborto ou, como costumam dizer mais “adocicadamente”, Interrupção Voluntária da Gravidez. Será que os problemas da Educação, da Saúde, do primeiro Emprego, da Habitação não serão assuntos muito mais importantes – que não dividem mas unem as pessoas – e que nos deverão preocupar como cidadãos portugueses?

Parece que não! O que importa – como se fosse a prioridade das prioridades – são essas questões chamadas fracturantes, como o aborto. No congresso do meu Partido, em que fui delegado – esse assunto voltou a estar na ordem do dia e dominou a actualidade política através de varias moções globais. Por vezes, fico com a sensação que parece ser usado como manobra para desviar a nossa atenção daquelas que são verdadeiras causas da esquerda.

Mas o que me entristece em tudo isto, é que as pessoas falam do aborto como se fosse uma questão de política partidária, e esquecem-se que o que está em causa é a VIDA, uma VIDA única, irrepetível e que deve ser respeitada.

Mais uma vez aqui deixo e reafirmo as convicções que me levam a dizer Não ao aborto:

- A morte nunca foi solução nem resposta para nada.

- Não posso concordar que exista o aborto livre, a simples pedido da mãe. Isto é, que até às 10 semanas um ser humano fique sem qualquer protecção legal.

- Defendo que tem que se valorizar a maternidade, promovendo redes de solidariedade social que ofereçam alternativas concretas às mulheres grávidas em situação difícil.

- O aborto não se combate legalizando, mas sim criando verdadeiras alternativas solidárias: uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma aposta decidida na prevenção.

- Ao contrário do que se diz por aí, este assunto não diz só respeito às mulheres. O pai tem um papel fundamental. Não pode nem deve demitir-se das responsabilidades, muito menos ser excluído por terceiros.

Amigos e pessoas do meu partido com responsabilidades políticas, muitas vezes já me aconselharam a não falar nestas matérias porque “estava a queimar-me“, mas respondo na mesma forma como acabo este meu texto:

Esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer, pugnarei sempre pela Vida!

Claudio Anaia

Dirigente do Partido Socialista

Militante Honorário da Juventude Socialista
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Qui 11 Jan - 20:40:47

Citação :
A APOSTA COM ROLO DUARTE, DN 9-01-2007

Pedro Vassalo



Há anos que Pedro Rolo Duarte é um jornalista conhecido. E justamente, porque Rolo Duarte tem sido responsável por projectos interessantes e inovadores no jornalismo. Daí a minha surpresa com a ligeireza do seu último editorial / opinião que escreveu no DN. Porque entre os argumentos (não o único) utilizados por Rolo Duarte para suportar a sua decisão de votar SIM, no referendo ao aborto, houve um que enfatizou e, sem querer afirmar que é falso, é pelo menos discordante com a verdade. Escreve Rolo Duarte que pouco ou nada mudou desde o último referendo e que os defensores do NÃO, após a vitória, meteram a viola no saco e foram à sua vida calma e supostamente serena. A expressão é minha.

Ora a este propósito conto uma história com um antigo colaborador do DN, Óscar Mascarenhas. Numa tarde de conversa com o Óscar, um votante SIM, argumentava ele que os apoiantes do NÃO, uma vez ganha a votação, iriam à sua vida e que tudo, afinal, voltaria à estaca zero. Numa palavra as mães desamparadas, as famílias desagregadas e sem apoios, os casos dramáticos e as situações limites para os quais a sociedade não tem resposta continuariam, sem que os apoiantes do NÃO, aconchegados nas suas casas e nas suas vidinhas, mexessem uma palha.

No fundo, uma ideia que Rolo Duarte agora, de alguma forma, subscreve.

A partir desta conversa com o Óscar saiu uma aposta…interessante. Apostámos, que independentemente do resultado do referendo, o DN fizesse uma reportagem, um ano após o referendo, sobre os movimentos que estavam a debater o assunto. A aposta consistia em perceber em que medida os movimentos, tanto do SIM, como do NÃO, naquele ano, e esquecido que foi o calor do debate, teriam feito, de facto, alguma coisa para ajudar quem precisa.

Eu ganharia se os movimentos do NÃO, na generalidade, não tivessem desaparecido do mapa, como previsto, mas construído qualquer coisa de sólido e de apoio, efectivo, às mães e famílias necessitadas. Caso contrário, perderia.

Passados 12 meses sobre o referendo, relembrei ao Óscar a nossa aposta. O Óscar cumpriu e escreveu uma peça no DN. O Pedro Rolo Duarte poderá consulta-la nos arquivos. Mas posso adiantar, desde já, que o Óscar perdeu. Nos últimos anos foram aos milhares as mães e famílias que os movimentos do NÃO, efectivamente, apoiaram. Há centenas de crianças, hoje vivas, graças a estes movimentos, suportados quase exclusivamente por voluntários, quase os mesmos que são acusados de tudo e um par de botas.

Mas faço com o Rolo Duarte uma outra aposta: que venha visitar estas instituições, converse com as mães, brinque com aquelas crianças e que faça então o seu juízo e publique o que encontrou. E aí verá que muita coisa mudou. Talvez pouco. Talvez seja insuficiente. Talvez. Mas quando falar com uma qualquer daquelas crianças verá, que para ela, para aquela criança em concreto, muita coisa mudou. Está viva, brinca, ri e chora, tem amigos e, afinal, poderá ser tão feliz como o Pedro Rolo Duarte é.
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 1:01:21

Vocês os dois metem as coisas como se a Lei fosse impedimento seja do que quer que seja.

Mas alguém em Portugal deixa de fazer um aborto por ser ilegal? O vosso Portugal deve ser diferente do meu...

A despenalização do aborto não vai influenciar em nada a taxa de natalidade nem tão pouco vai ser o expediente contracepcional que vocês temem que se torne. O aborto existe há muito tempo, vai sempre existir e não há nada que possamos fazer para o evitar.

O que eu mais acho curioso é que ainda não tenham rebatido os argumentos que apresentei, será que não arranjam forma de dar a volta ao texto ou não conseguem mesmo contrapôr o que foi escrito?

@valdez: Nós os dois concordamos em mais do que parece, temos é estilos e perspectivas diferentes!

Talvez até vá anular voto e chamar uma série de nomes a quem não querendo assumir decisões, para as quais são pagos, descarta-se com isto e vem depois dizer que o povo é soberano. Se o fosse não havia necessidade de haver 2º referendo em menos de 10 anos e tenho a certeza que se o resultado tivesse sido diferente que houvesse lugar a este 2º referendo. Por estas e por outras mais, vão barda***** e assumam que querem despenalizar o aborto na generalidade e discutam-no depois na especialidade e deixem de atirar areia para os olhos das pessoas...
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Beladona
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 1:11:40

Caro Pedro Reis

Ora,nem mais!!!!

Estou completamente de acordo com o amigo.

Um abraço da Beladona
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Beladona
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 1:26:38

Caro JTMB

Independentemente de qualquer facto que se tenha passado na minha vida pessoal,as gravidezes foram sempre para mim e o meu marido uma possibilidade,a realidade foi sempre após os partos.

Caro amigo,pode ser que não se aperceba ou seja essa a sua intenção mais directa,mas o amigo é o primeiro a dizer que as expõe para provocar uma reacção das pessoas que são confrontadas com as mesmas,e por serem imagens chocantes,sabendo o amigo porque o faz,como diz no seu post.Apesar de também dever saber,pois não acho que seja ingénuo,que o referendo se refere directamente à descriminalização da mulher,o que o amigo aponta,é,apesar de lhe parecer frieza da minha parte,o resultado de um aborto,que também como deve de saber,se faz e fará independentemente do resultado do referendo.Por isso,o achar chantagem psicológica,é a minha opinião pessoal e espero que não se ofenda,pois não é essa a minha intenção,apesar disso,respeito as suas opiniões e as das demais pessoas,todos temos o direito às nossas opções com total liberdade.

Caro amigo deixemos os aspectos legais para depois do referendo.

Um bem haja

Beladona
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Beladona
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 1:47:58

Cara Ana Rita

Acho que se está a contradizer,primeiro diz que "a maioria das mulheres abortam como quem desmarca umas férias",agora já é traumatizante,em que é que ficamos?Eu pessoalmente,pasme-se,acho que o aborto deixa sempre sequelas psicológicas em maior ou menor grau,consoante a personalidade da mulher e também pode deixar sequelas físicas.E acho-o traumatizante visto perder-se um projecto de vida,o que poderia ser um futuro ser vivo que nunca o chegará a ser,devido a problemas que dizem respeito somente à vida privada da mulher ou do casal que se encontra nesta situação.

Cara amiga,pressões são ou estão a ser feitas tanto do lado do Sim como do Não.

A amiga compara pessoas dos campos de concentração com embriões/fetos?

Lá está,vemos o problema por prismas diferentes,a amiga diz que já há vida antes do parto,eu não.

Quando fala nos animais,olhe que as fêmeas têm muito mais autonomia numa gravidez que nós,pois se não estou em erro,podem mudar o sexo das crias e até as podem matar ainda antes de nascerem caso tenham deficiências,acho que as gatas e as cadelas têm estas particularidades,mas,não tenho a certeza.

Plenamente de acordo com o seu último parágrafo e isso deve-se porque fomos desejados,amados e criados pelos nossos pais.

Um abraço da Beladona
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Valdez
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MensagemAssunto: RE   Sex 12 Jan - 2:05:24

Caro Pedro,

Essa do voto nulo é capaz de ser uma boa, mandar os fulanos do governo a um certo sitio...
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 2:15:10

Nos mamíferos não. O sexo é determinado ao momento da concepção pela regra cromossómica xy e xx, num ratio 50/50. Isso de mudar o sexo é coisa de reptéis e aparentados!

Agora o que a natureza faz é simples, protege a mãe.

Se há carência de alimentos e a gravidês põe em risco a mãe, o embrião é reabsorvido ou abortado; se simplesmente não há condições do meio ambiente para que garantam a sobrevivência, a fêmea não ovula, daí a sazonabilidade dos cios de forma as crias serem paridas nos períodos de abundância; se são paridos mais do que as tetas, os mais fracos são mortos e comidos pela mãe ou simplesmente abandonados; um recém-nascido que não reuna condições de sobrevivência, sejam elas mal-formações graves ou mera fraqueza geral...morre. Se a mãe mal tem para se sustentar a si, simplesmente não ovula de todo.

Afinal os bichos são mais espertos trazem pílula anticoncepcional incorporada, um conjunto de padrões morais bastante mais abrangente que não descurando a sua continuidade enquanto espécie previligia a manutenção dos existentes, dos mais fortes, dos mais adaptados para os locais e momentos adequados.

É certo que só os primatas superiores é que fazem sexo por diversão e sociabilização! Se tivermos por exemplo os chimpazés, aquilo vale tudo menos arrancar olhos e ninguém fica preocupado por a filha ter "dormido" com 10 parceiros no mesmo dia e ter atirado com o "rebento" ao rio por trazer menos uma pata. Não é por isso que vai contribuir menos para a sua sociedade.
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 2:44:31

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Aidé Quental
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 2:47:08

Oi pessoal


todos os que são a favor da liberalização do aborto e como muitas das mulheres dizem que não têm condições materiais para sustentar os ex-futuros filhos e os abortistas concordam, então peço que se juntem as duas condições e os abortistas devem colocar o seu lugar à disposição. Suícidem-se para dar lugar aos outros, não sejam egoistas. Devemos pensar que o Planeta é para todos e não devemos ceder a tendências de eugenia. A selecção artificial é típica de maníacos como o Winston Churchill.

xau
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 4:58:07

Aidé continue a escrever assim que a gerência agradece.

É pena é o teor ser das coisas mais absurdas que já alguma vez vi escritas.

Se as pessoas continuarem a confundir os termos e a promover a desinformação só dão a ganhar aos seus oponentes.

O que se discute não é liberalização do aborto sensus latus. O que se discute é se as mulheres que fazem aborto devem ou não ser responsabilizadas criminalmente e mandadas para a prisão, assim como os agentes do acto.

Que raio de mania esta de nunca fazer trabalhinho de casa e debitar sentenças só porque "eu acho que".

Com a despenalização do aborto na Holanda e o reencaminhamento dos actos médicos para os centros de saúde oficiais, foram inúmeras as mulheres que apenas viam esta saída, como a resolução do seu problema, que depois de informadas dos seus direitos sociais desistiram. Na realidade a taxa de abortos baixou com a despenalização do aborto e não o contrário.

Mas vocês acham realmente que se faz uma raspagem, como quem vai arranjar as unhas? É duma parvoíce pegada achar-se isso. Já ir ao ginecologista, para consultas de rotina, é o que é e tanta mulher que não põe lá os pés pelo incómodo que isso lhes causa e vocês querem-me fazer crer que despenalização vai derivar em banalização? Rolling Eyes Evil or Very Mad

Muito gostava eu de saber quando foi a última vez que as intervenientes foram ao ginecologista e como é que se sentem quando lá vão, só não pergunto directamente porque considero-o um assunto demasiado pessoal, agora a essa carga emocional juntem 2 conjuntos de forceps frios e dolorosos, a imagem mental de se estar a fazer um aborto e a sensação de vos estarem a rasgar por dentro e a arrancar coisas........mas é que ninguém no seu juízo normal vai banalizar isto, por muito masoquista que seja.
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 5:23:55

José Tomaz Mello Breyner escreveu:
Citação :
Uma mulher que é mãe de 3 filhos, tem alguma necessidade que algum cientista ou alguem lhe confirme a partir de quando é que há vida?


EXCELENTE

O que só quer dizer que cada mulher terá a sua percepção individual disso mesmo e por tal estará na melhor posição de mundo para determinar que o que está dentro de si está vivo ou não e se pode ou não ser descartado.
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 5:28:25

valdez escreveu:
Caro Pedro,

Essa do voto nulo é capaz de ser uma boa, mandar os fulanos do governo a um certo sitio...

Consigo imaginar vários, mas constou-me hoje que está à venda o Principado mais pequeno do mundo: Uma pataforma situada algures entre o UK e a Bélgica...totalmente rodeados pelo mar, com 16 quartos e aconchego q.b. seria um lugar ideal para meter todos os políticos portugueses e só. Os que caissem ao mar...tivessem-se agarrado melhor ao poleiro...
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 13:00:09

Caros amigos,

O que está a ser debatido é uma questão social.

Os amigos usam e abusam de textos e imagens que procuram demonstrar o que acontece quando se aborta. Posso afiançar-lhes que pelo menos uma das imagens usadas, não neste fórum mas noutro, não correspondem à realidade mas esse não é de facto o caso em debate.

Imagens também os defensores do Sim podem usar. Basta relembrar as fotos dos bebés abandonados à nascença em caixotes do lixo ou sanitas, ou fotos da Etiópia, Índia, das Câmaras da Morte na China, etc.

QUANDO os defensores do Não me conseguírem provar e demonstrar que TODAS as crianças serão adoptadas, ou que não irão nascer em lares onde os pais as violam, agridem ou maltratam, então aí sim teremos motivos para falar. Antes disso? Prefiro que se descriminalize a mulher que procura o aborto saber que não tem condições para ter esse filho que carrega dentro de sim.

Não, não estou de acordo com que se trate o aborto como método contraceptivo, mas de igual forma não acredito que tudo corre bem para aquelas mães que optam por levar as suas gravidezes até ao término, sabendo que não têm a mínima condição para as terem.
Isto no fundo demonstra apenas um profundo desprezo pelos cuidados que os mesmos (pais) podem dar aos seus filhos.
Não, não temos condições para que todas as mães possam dar à luz e que os filhos destas possam receber os cuidados adequados e enquanto isso não acontecer, então eu votarei SIM.

IzNo
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 13:02:36

José Tomaz Mello Breyner escreveu:
Citação :
Uma mulher que é mãe de 3 filhos, tem alguma necessidade que algum cientista ou alguem lhe confirme a partir de quando é que há vida?


EXCELENTE

De igual forma eu diria, se alguma mulher precisa da opinião de terceiros para optar se quer ou não ter o filho que tem dentro de si. Alguém terá essa mesma necessidade de escolher por ela?

IzNo
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 14:24:19

IzNoGuud escreveu:

De igual forma eu diria, se alguma mulher precisa da opinião de terceiros para optar se quer ou não ter o filho que tem dentro de si. Alguém terá essa mesma necessidade de escolher por ela?

IzNo


E pode optar por ASSASSINÁ-LO à sua vontade...

E o Pai não tem uma palavra a dizer??????
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 15:07:23

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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 17:21:04

José Tomaz Mello Breyner escreveu:
IzNoGuud escreveu:

De igual forma eu diria, se alguma mulher precisa da opinião de terceiros para optar se quer ou não ter o filho que tem dentro de si. Alguém terá essa mesma necessidade de escolher por ela?

IzNo


E pode optar por ASSASSINÁ-LO à sua vontade...

E o Pai não tem uma palavra a dizer??????

Pois aparentemente o pai não é visto nem achado nesta estória, mas também não é na amamentação nem na custódia após divórcio.

Curiosamente conheço mais pais que não cumprem com as suas obrigações paternais que mães. Também conheço uma comandita de "betinhos" que zarparam a todo o gás quando a namorada disse que estava grávida. As que não abortaram foram mães solteiras, tendo o apoio da família, as que não tiveram apoio da família abortaram, mas dos "betinhos" nunca mais ninguém ouviu falar, se caso for necessário, até dizem que não é deles. Alguns com quem me cruzo são pelo não ao aborto....eita santa hipocrisia!

Este é efectivamente o ponto em que eu concordo, mas na perspectiva do Pai que efectivamente o quer ser. Mas Zé Tomás quantos homens seremos? Um em cada 10, 20, 30,...?

Essa sua e minha preocupação terá sentido quando a natureza da relação não for consistente. Julgo que a decisão duma mulher em abortar é sempre posterior a uma conversa com o companheiro e seja numa grande maioria o resultado disso mesmo. Subjacente a isto pode-se afirmar que que o aborto é maioritariamente uma decisão masculina traduzida materialmente pela mulher.

A não ser que o nosso Estado suporte a família monoparental de forma a não se dar conta da inexistência do input paternal, penso que a taxa de aborto se manterá com ou sem a despenalização.

Efectivamente estive a reflectir sobre este assunto, dos casos que conheço e da regra de abandono subjacente ao mesmo, vou fazer uma introspecção mais detalhada até me decidir completamente sobre o meu estado de abstencionista.
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 17:41:35

Ana Rita Bivar escreveu:
Caro Pedro Reis,

Só para o esclarecer, de facto não é agradavel ir ao ginecologista, da mesma forma que não é agradavel ir ao dentista.
Mas não se iluda, para uma grande parte das mulheres, fazer um aborto, faz parte de mais um dos "sacrificios" a que as mulhere se submetem para manterem a boa forma fisica e a vida de eterna teenager.
Neste ponto todos sabemos que o conhecido espirito de sacrificio das mulheres, hoje está mais vocacionado para a parte estética do que para a maternidade.
Sinais dos tempos...

Ana Rita compreendo e aceito o argumento, mas na realidade quantas tótós dessas conhece que não tenham um DIU (sim a pílulazinha engorda!!) ou usem doutro método contraceptivo? Eu não conheço nenhuma ou então não sei de nenhuma. Conheço é muitas que não querem ter filhos por causa da carreira, mas ficava um pouco mal mandar de volta as mulheres à cozinha e aos bordados para sequer me permitir a tais considerações.

Se olharmos a nossa sociedade, o factor aparência e manutenção da mesma está ainda muito intrincada com certos níveis sociais, ditos altos, e por essas bandas a informação, os recursos e os meios abundam. Falaremos de que percentagem desses casos, que refere, 0,01%? Desculpe Ana Rita, não se choque, mas esse número é irrelevante e não justificativo de se julgar por aí os outros 99,99%. Será o mal necessário? Não lhe sei responder, esta situação que refere está bem para além do meu entendimento.
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 19:38:33

Não li tudo, mas apeteceu-me meter a colherada.

Com toda a informação que existe sobre a contracepção, engravidar sem querer deve ser, em 99,9% dos casos, um acto de profunda estupidez. Quem não quer ter filhos que os não faça. Abortar porque alguém se distraiu, porque é chato estar grávida no Verão, porque a carreira vem primeiro, porque dá muito trabalho tomar conta de um filho, não pode tornar-se aceitável numa sociedade onde houver o menor lugar para a ética. Ressalvadas as pouquíssimas excepções em que se engravida por falha de um método anticonceptivo não se pode argumentar com gravidezes indesejadas. Salvo as situações já previstas pela lei, de violação ou de malformação fetal, ou ainda de risco grave para a vida da mãe, não pode haver defesa para o aborto, e muito menos para a sua total liberalização, mesmo que seja só até às 10 semanas. A defesa do aborto nestas circunstâncias é um acto maléfico, diria mesmo demoníaco. É a promoção de uma cultura de morte sem perdão. Se há justiça na Terra ou no Céu, os que promovem esta abominação pagarão bem caro o seu crime.

Desculpem. Eu raramente me excedo, mas isto é demasiado fundamental para deixar passar em claro...
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 19:40:03

silent


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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 20:50:00

Ana Rita o que lhe posso dizer é que nos tempos em que uma mulher gozava do pleno direito a sê-lo, os abortos já existiam. Não é uma invenção da sociedade moderna, nem tão pouco pós-humanismo. Tal como a prostituição já vem dos tempos ainda antes de Cristo.

Penso que o que devíamos estar a discutir é a relação risco/benefício da despenalização e não o aborto em si. O único consenso que temos é que de facto existe o aborto e é um problema. Já temos como facto provado que a sua proibição não resulta, aplique-se então a regra do uso e do costume e regulamente-se de forma a poder-se ter um controlo efectivo sobre todas as situações e tentar aconselhar/dissuadir os casos onde isso seja possível.

Será isto tão ilógico?
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António Matos
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MensagemAssunto: Re: Despenalização do aborto   Sex 12 Jan - 21:40:31

Caro Dr. Nuno Cardoso da Silva

Raramente participo, mas a sua mensagem levou-me a passar da simples leitura aos actos. Então aqui vai:

Dr. Nuno Cardoso da Silva escreveu:
Com toda a informação que existe sobre a contracepção, engravidar sem querer deve ser, em 99,9% dos casos, um acto de profunda estupidez. Quem não quer ter filhos que os não faça.

Concordo totalmente consigo. E se dizer que apoio a 200% o que disse, estou a mentir, porque apoio a 300%.

O aborto é no fundo uma questão civilizacional e não uma mera questão política ou teológica.

Valeu a pena essa rapidinha.

Um bem haja

António Matos
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Despenalização do aborto
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