MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
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 Bastardos

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Teixeira Rebelo
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MensagemAssunto: Bastardos   Qua 30 Ago - 17:15:47

Caros Senhores Tradicionalistas

Tenho lido estes fóruns relacionados com a monarquia e, por vezes, aprendo algumas coisas e noutras, fico ainda confuso. Uma das que me baralhada era o facto de os monárquicos tradicionalistas não apresentarem nenhum candidato a rei.
Neste fórum de monarquia tradicional reparo que assim é: não há apoiantes de nenhum candidato a rei e, se isso no início me perturbava, agora concordo que assim deva ser

No entanto, vejo sistematicamente a insistência de uns (um) ditos patriotas a divulgarem a propaganda de uma Senhora dita Maria Pia, pretensiosa filha de D. Carlos I, que por sua vez terá deixado “direitos sucessórios” a um italiano de nome Rosário Poidimani.

Por cá, Portugal (Nisa), há um verdadeiro mercenário que reconheço, trabalha muito bem, quer na busca de textos, quer na persuasão, quer ainda, como tenho observado nas suas manobras de camuflagem, como vi num recente Blog: um verdadeiro guerreiro só que do lado do IN. Faz jus à frase de Camões para com D. Sebastião “traidores sempre os houve, Senhor”. Sim, porque tanta energia gasta tem em vista algo, talvez, algum título, ou negócios, ou casamento, etc…

Pelo vosso lado vejo, algum incomodo desnecessário, pois o lixo limpa-se com facilidade, ou, a não ser que os administradores também já estejam na dúvida e se estejam a vender à causa de Maria Pia.

Portanto, visto a vossa incapacidade para responder a esta questão, transponho aqui algo do Fórum Genea, curiosamente sugerido por esse mercenário, que são da autoria de António Bivar e que responde como os senhores deviam ter respondido a esta camuflagem do Guerreiro (Mariz) que entretanto arranjou um João das Regras (um tal Sabóia Filho deve ser um brasileiro “chico esperto”) que de qualquer modo não assustou nem beliscou o dito autor António Bivar.

Então aqui vai, mesmo correndo o risco de ser extenso e de alguma censura por parte dos administradores do deste fórum.
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MensagemAssunto: Confusão de sucessão de títulos e da coroa   Qua 30 Ago - 17:19:09

Neste texto vem a confusão entre sucessão de títulos nobiliárquicos com a sucessão da coroa, vejam a argumentação de Sabioa

Caro Sr Bivar

1) Não sei se o título viscondal em questão era, ou não, hereditário. Se não era, mas a nobreza e o brasão foram transmitidos a neta bastarda, graças à legitimação, não vejo em que influencia na controvérsia. TODOS OS PRIVILÉGIOS só pode ter a significação mesmo de TODOS, o que inclui transmissão de direito ao uso de título,sendo de herdade, além de nobreza de linhagem e Armas.

2) Agradeceria se V Exa trouxesse ao debate o texto legal que proibiria que filho bastardo de Rei sucedesse ao pai NÃO HAVENDO DESCENDENTE LEGÍTIMO e havendo sido LEGITIMADO, tendo o rei ATRIBUIDO-LHE EXPRESSAMENTE CONDIÇÂO DE INFANTE . V Exa certamente se louva em casos em que não houve reconhecimento expresso, nem atribuição de condição principesca pelo menos.
Não creio exista. Aliás Portugal sempre tratou com nuita liberalidade questoes de bastardia, muito comuns no passado e, inclusive, o Condado Portocalense foi dote de casamento de uma filha bastarda, como certamente sabe V Exa, pelo que o primeiro rei de Portugal foi neto bastardo de Rei de Castela (por favor, que ninguém se ofenda, cito apenas fato histórico) . A Dinastia de Aviz, por sua vez, era linhagem bastarda de D Pedro I ( não estou dizendo haver se tratado de sucessão "causa mortis", sei perfeitamente a usurpação que se deu ).
Parto do princípio que D Carlos,a par de reconhecer a filha, atribui-lhe condição de Infanta, o que a colocou teóricamente na linha de sucessão.

3) Nunca disse que D Carlos foi Rei em exílio (!!!) . A Chefe de Nome e de Armas de Casa Real de Coroa em Exílio, a que me referi, foi Da Maria Pia, e o fiz para explicar a validade da cooptação por Ato Soberano que revogou as disposiçoes em contrário .

Atenciosamente,

João Pedro de Saboia Bandeira de Mello Filho
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MensagemAssunto: Bastardos não herdam a coroa   Qua 30 Ago - 17:21:10

Ao que António Bivar contrapõe

Exmo. Senhor:

1) Infelizmente, com referi, não obstante a letra das legitimações, não se incluia a sucessão em títulos hereditários nem em morgados de sucessão regular; em qualquer caso, de facto, o que nos ocupa é a sucessão da coroa.

2) Julgo que V. Exa. não terá qualquer dificuldade, dada a sua condição de jurista, em munir-se da legislação relativa à sucessão da coroa nas diversas épocas da Monarquia portuguesa (talvez fazendo uma busca aqui neste fórum já encontre essa legislação transcrita); não me parece útil copiar para aqui todos esses textos legais, pois poderia sempre V. Exa. alegar que talvez houvesse algum texto por mim omitido e que, a partir de determinada época, tivesse passado a incluir a possibilidade de sucessão de bastardos. Parece-me mais curial que seja V. Exa. a apresentar o texto legal que fundamenta essa possibilidade, uma vez que não vi mais ninguém neste fórum ou noutro qualquer, para além de V. Exa., a defender que a Lei portuguesa tenha alguma vez contemplado a possibilidade desse tipo de sucessão da coroa. Mesmo V. Exa. até há pouco defendia essa possibilidade com base nos supostos direitos dos monarcas no exílio, de acordo com o que chamava "direito nobiliárquico internacional" e não na legislação portuguesa.

3) Eu próprio referi a liberalidade relativa a questões de bastardia, nomeadamente a possibilidade de herdar nobreza e armas (ao contrário do que se passava, por exemplo, em França); mas essa liberalidade não era evidentemente absoluta. Os exemplos que refere, como bem sabe, nada adiantam para a sua tese, pois D. Teresa recebeu o condado Portucalense em dote e não por sucessão e o caso de D. João I como também referi e V.Exa. confirma também não foi de sucessão mas de eleição em cortes (na ausência presumida de sucessor legítimo). Não o vejo comentar o exemplos que dei, onde se incluem duas das grandes Casas ducais da antiga nobreza portuguesa, uma delas descendente de um filho bastardo de D. Pedro II que teve tratamento de Alteza (que melhor reconhecimento expresso e "condição principesca" poderá haver?), e que nunca estiveram na linha de sucessão, sendo a dos Duques de Aveiro oriunda do único filho sobrevivente de D. João II. Também poderia ter referido, “a contrario” a Casa Cadaval, com direitos à sucessão por provir por via feminina legítima, da Casa de Avis, tal como a Casa de Bragança.

4) Em qualquer caso, para fundamentar a tese que V.Exa. defende, tudo se resume a procurar, na vigência do reinado de D. Carlos I, a lei votada em Cortes e assinada pelo Rei que tivesse alterado as leis de sucessão da coroa em vigor (veja o texto da Carta Constitucional) e admitido algum filho natural desse Rei a essa sucessão. Mesmo o tratamento de Infanta, para ser efectivo e o seu uso ficar defendido pelo Estado português teria de ser alvo de acto legislativo e não de simples documento particular, mesmo que fosse da mão do Rei.

Cumprimentos

António Bivar
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MensagemAssunto: Não houve mudança de leis de sucessão   Qua 30 Ago - 17:22:40

António Bivar relembra que:


Qualquer presumível filha bastarda de D. Carlos I teria nascido quando D. Carlos I era Rei reinante e portanto submetido às leis vigentes, que impediam liminarmente a sucessão de bastardos, legitimados ou não. Mesmo que o acto que legitimação tivesse existido e sido público e do conhecimento oficial de todos os poderes constituídos (o que obviamente não foi, mesmo que tivesse existido como documento particular) só uma alteração da lei de sucessão (que não teve lugar) poderia permitir a sucessão que defende.

António Bivar
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MensagemAssunto: Legislação internacional   Qua 30 Ago - 17:25:06

Em relação às fantasias da legislação internacional que se sobreporia à Nacional em direitos sucessórios António Bivar realça:

Exmo. Senhor:

Não seria certamente Visconde de Vila Nova de Cerveira por sucessão, uma vez que não era título de juro e herdade; o Rei poderia decidir dar esse título a um filho bastardo, legitimado ou não ou mesmo a alguém totalmente alheio à família, embora nunca o tivesse feito e, curiosamente, ter esse título vindo a recair precisamente na Casa dos Marqueses de Castelo Melhor que referi na minha anterior mensagem, tendo transitado para a linha da irmã do 5º Marquês, com os restantes títulos da Casa (incluindo evidentemente os de juro e herdade) em detrimento da linha da filha única legitimada do referido 5º marquês, Senhora que, não obstante, se manteve na mais Ata Nobreza do reino, tendo casado com o Chefe de uma das outras principais famílias da Corte.

A regra própria de que fala, válida para títulos de juro e herdade, na forma da lei mental ou com dispensa dela, conforme o caso, excluía da sucessão bastardos legitimados, mesmo que por carta régia, e não obstante a forma e a letra das referidas legitimações. O mesmo se passava com os morgados de sucessão regular e obviamente para a sucessão da coroa; o Senhor D. Miguel, filho legitimado de El-Rei D. Pedro II, com tratamento de Alteza, e progenitor da ilustríssima Casa de Lafões nunca foi considerado como estando na linha de sucessão, nem os Duques de Lafões ou os outros descendentes daquele Senhor, excepto os que tenham adquirido esses direitos por virtude de outras ascendências reais, essas legítimas. Do mesmo modo, o único filho sobrevivente (que se saiba) de El-Rei D. João II, progenitor dos Duques de Aveiro, não sucedeu na coroa por ser bastardo, não obstante a preferência que por ele tinha o Pai, o qual se conformou com a sucessão regular a seu primo e cunhado D. Manuel I, irmão de um homem que o próprio D. João II tinha apunhalado.

Já a transmissão de nobreza e armas a bastardos era legalmente possível em Portugal (não em França, por exemplo) , pelo que o referido abade terá com toda a legitimidade transmitido essas armas à sua descendência, juntamente com os bens que a legitimação terá permitido que o bastardo herdasse.

Não vejo como pode basear-se num suposto "Direito Nobiliário Internacional" para apreciar questões de direitos de sucessão a um trono, uma vez que as leis de sucessão da coroa variavam e variam de país para país e de época para época, bem como, aliás, as leis que regem ou regiam a nobreza dos diversos reinos. A menos que se trate de compilação das leis dos diversos países, não existe instância superior a estes que regule questões nobiliárquicas ou de sucessão nas corôas, salvo o Papado em outros tempos, mas sempre oficialmente por motivos religiosos fundados e com respeito da separação dos poderes (pelo menos em teoria).

Se quiser inventar uma lei sucessória que mais lhe agrade, quem sou eu para o impedir, mas não pode é alegar que é a lei de sucessão tradicional do Portugal histórico sem a confrontar com as leis tradicionais do Reino.

Para terminar faço-lhe notar que El-Rei D. Carlos I foi assassinado na plena vigência da Monarquia e não no exílio, pelo que todos os actos que praticou o foram na plena vigência da legislação que invoco e não como qualquer ex-monarca no exílio; julgo que mesmo o seu pretenso “Direito nobiliário Internacional” respeitará as lei vigentes em cada país, pelo que D. Carlos I não estava habilitado a usar os extraordinários poderes que V. Exª atribui aos monarcas no exílio, devendo sujeitar-se às leis do país de que ainda era Rei...

Cumprimentos,

António Bivar
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MensagemAssunto: Tiros no pé   Qua 30 Ago - 17:40:05

O tal Sabóia ainda consegue dar uns tiros no seu próprio pé. Oh, reparem nisto: (1º ponto: D. João II concede aos outros o que para ele está interdito, que o duque de Coimbra (D. Jorge de Lancastre), lhe sucedesse mesmo sendo seu filho bastardo e ele não tivesse mais nenhum filho legítimo - tinha outra bastarda) - É Fantástico


Senhor Bivar

l) Discordo que legitimados não possam suceder em títulos de nobreza, NA INEXISTÊNCIA DE FILHOS LEGÍTIMOS . Tenho em maõs documento da Torre do Tombo reproduzindo Carta Régia que confirma a legitimação feita em Ponte de Lima, em 1487, pelo tabelião Alvaro Dias, "com todos os privilégios de nobreza e legitimidade" de FILHO DO ABADE DE POMBEIRO ! " TODOS os privilégios de nobreza" inclui, naturalmente, o de suceder em título na inexistência de filho legítimo. Passou tal carta D João II, em Santarém, aos 15.2.1487 .

2) Aos Chefes de Casas ex-reinantes é reconhecido o direito de legislar para os assuntos a ela concernentes, podendo faze-lo de forma monocrática na inexistência de Cortes ou Conselho da Coroa . Se o reconhecimento de Da Maria Pia por carta do Rei D Carlos equivale a legitimação, se tal reconhecimento se deu com todos os privilégios de Infanta (como diz o texto), morto o irmão sem descendência passou ela à Chefia da Casa Real, com poder de legislar, o que fez pelo Ato Soberano em que cooptou Sua Majestade Fidelíssima D Rosário I, revogando tácita ou expressamente todas as disposições legais em contrário .

Atenciosamente,

JP Saboia Bandeira de Mello
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MensagemAssunto: RE   Qua 30 Ago - 20:48:36

Caro Teixeira Rebelo (Sintra),

É mais que sabido que estamos em vacatura, qua cabe ao povo português decidir-se não só pelo retorno á monarquia, como pela escolha do seu Rei.

Dito isto todos sabemos que existem 3 candidatos cada um deles com as suas razões e existe ainda um 4 candidato oculto que empurra o 3º para a frente à espera que ele caia de joelhos para lhe saltar por cima.

No Brasil quando a questão foi a referendo apareceram vários candidatos, qual foi o problema?

A unica coisa que me surpreende é o vosso desespero com o facto de segundo a vossa contagem D. Rosário só ter um apoiante, se ele é só um na vossa contagem, que pode um voto contra os milhões que voçês vão conseguir para a vossa causa?

Como é que vocês que ao longo de décadas se calaram com a usurpação também por um estrangeiro, que o serviram, que lhe beijaram as mãos. Tem agora moral para levantar o dedo contra quem busca a verdade e nada mais?

Há momentos na vida, que mais vale estar calado. O amigo perdeu uma grande oportunidade de viver um desses momentos!
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Teixeira Rebelo
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MensagemAssunto: Legislação internacional   Qui 31 Ago - 13:37:05

Continuando com o tema, venho colocar uma participação recente do GENEA Portugal. Nela se pode ver que não se encontra pela Europa fora a dita Legislação que premeia os intentos do consórcio italo-brasileiro que tanto deseja para Portugal um rei estrangeiro, [isto devem ser ainda reminiscências por uma das últimas rainhas portuguesas, Maria Pia (a verdadeira) ser italiana e por o primeiro imperador do Brasil ter sido depois rei de Portugal].

RE: Fim da linha 31-08-2006, 03:27
Autor: mgorjaoh [responder para o fórum]
Caro Lourenço,

Ficou óbvio, das intervenções que teve, mas também das do António Bivar Weinholtz ou da Maria Benedita, por exemplo (lembro-me de outros, mas não intervieram aqui), que não há da parte "italo-brasileira" qualquer argumento sério, do ponto de vista do direito nobiliárquico português, para obrigar a qualquer nova reflexão ou mesmo a uma reponderação das opções até hoje feitas pela generalidade dos Portugueses e, em particular, pelos monárquicos. Se e quando for preciso, lá estará quem for chamado...

No entanto, sempre aprendemos algo: ficámos a saber que alguns italianos e brasileiro se acham no "direito" de criar direito português ou, quando muito, "para Portugal", com base numa totalmente nova categoria do direito internacional público à luz da dogmática constitucional portuguesa, pelo menos desde a Constituição de 1822 até à actual Constituição: o "direito nobiliário internacional consuetudinário" de que não se conhece também fundamento para ser considerado "direito", "internacional" ou "consuetudinário". Será ius cogens? será costume universal? será direito natural? (nem sei o que seja "direito nobiliário": deve ser o direito do nobiliário de Felgueiras Gayo).

Também aprendemos que, além das Leis de Deus, também o poder legislativo produz leis perpétuas, mesmo que leis posteriores, até de dignidade igual ou superior, as contradigam expressamente.

As Côrtes em Monarquia: que interessam?

As leis de sucessão na Coroa: são o que o Rei (qualquer que se assuma enquanto tal) no exílio o declarar. Quase que apostava que já estará pronta em Itália, no Brasil ou em qualquer recanto, a nova Constituição do Reino de Portugal. Quase que vislumbro já ao longe, mesmo na noite algarvia, a bandeira de sabóia ou de qualquer outro ser travesso a proclamá-la!!

Legitimidade, legitimação, perfilhação, cooptação, é tudo a mesma coisa!!

Direito nobiliárquico português, incluindo todas as leis e demais actos jurídicos promulgados por Reis de Portugal durante a Monarquia: quando muito de aplicação subsidiária (ou nem isso...), a não ser que tenham a perfeição que os torne pétreos (novo conceito jurídico, este do "acto jurídico perfeito" e eterno, para o qual só há remédio primário emanado dum legislador infantilóide, tudo o resto é nada...).

Tantas coisas novas! Para mim foi muito útil. Foi uma boa reciclagem. Só espero que o dito senhor não tenha sido meu aluno, em alguma das ocasiões em que leccionei para juízes federais (mas não só) no Brasil...
Um forte abraço, até outras guerras (que para este peditório só acedi uma vez e agora a segunda, por o meu muito prezado Colega - em tempos, até de escritório - me ter convocado).
Miguel Gorjão-Henriques
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Qui 31 Ago - 16:14:21

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Última edição por em Qua 14 Fev - 6:55:42, editado 1 vez(es)
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Nuno Caldeira
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Sex 1 Set - 1:54:04

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Última edição por Nuno Caldeira em Dom 28 Dez - 18:06:19, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: de quatro passa a zero   Sex 1 Set - 20:17:16

Caro Mariz (Nisa)

Em relação, à comunicação do confrade sobre o número de pretendentes serem 4, eu reduzia-os a zero (salvaguardando apenas a posição ultra confortável de Pedro de Loulé), porque:

Primeiro, terminou a monarquia e como não há sucessão do que não existe, só “juristas de banca” é que se entretêm com estes assuntos (que é o que por vezes fazemos) que em nada terão parecer vinculativo quando um dia refundemos a monarquia.

Segundo, considerando que qualquer escolha de agora fosse vinculativa à decisão soberana das Cortes Gerais, então a questão da discussão da sucessão teria todo o interesse.

Terceiro, admitindo o segundo ponto, todos os pretendentes, filhos bastardos, estão automaticamente eliminados da corrida pelas razões já sobejamente conhecidas e apresentadas por António Bivar: que em vida de D. Carlos I as Cortes Gerais não alteraram a linha de Sucessão e este não tinha competência para num acto particular alterar a mesma sucessão, incluindo ou eliminando a seu belo prazer quem quer que fosse. Portanto, Maria Pia (ou Ilda Toledano?) está totalmente posta de parte nem Infanta podia ser.

Quarto, mas na mesma altura em vida de D. Carlos I e do seu sucessor D. Manuel II, as leis de sucessão também eliminavam qualquer descendente de D. Miguel I, pela mesma razão de que eram essas as leis em vigor e nunca tendo sido alteradas em vigência da Monarquia, estão também totalmente eliminadas quaisquer pretensões dos miguelistas, que por vezes são tratados de por uma forma extremamente exageradíssima por legítimos herdeiros da coroa, por principezinhos, por duques, e por outras formas ilegais, que só são desculpáveis devido ao estado emocional em que se encontra o autor de tais iniciativas. Portanto, qualquer manifestação de apoio aos foras da lei, que até poderão atribuir-lhe qualquer legitimidade, não deixa de ser um acto de desprovido de toda e qualquer legalidade à luz das leis vigentes em 1910.

Quinto, em relação a Pedro de Loulé, se a monarquia tivesse continuado provavelmente este senhor seria actualmente o rei de Portugal porque receberia de sua avó, D. Constança, e de seu pai, D. Alberto, os direitos que seguir-se-iam por si para a sua descendência, mas a sua posição nesta questão da sucessão é tão confortável, que nem deseja entrar nela e afasta-se até do próprio movimento monárquico para que não acha aproveitamento da sua imagem com outros intentos que não sejam os da monarquia. Por outro lado, compreendeu que não poderia manter-se na sua posição ultra confortável, por induzir à inanição alguns monárquicos, mais próximos, que com facilidade de lhe poderia “atirar à cara” que se ele, que seria o provável rei de Portugal, estava quieto e mudo, então os outros que familiarmente tinham menos obrigações para com Portugal teriam uma boa desculpa para ficarem ainda mais quietos. Talvez tenha entendido que era “melhor dar a cara” com o cuidado de não ser usado numa luta sem sentido, a da sucessão. Portanto, este pretendente é-o e não o quer ser, pois também Pedro de Loulé o sabe como muito bem o sabia D. Manuel II no tratado de Dover, compete às Cortes Gerais tudo decidir.

Sexto, resta um candidato, que não tendo uma posição na linha de sucessão e não querendo discutir tal assunto, tem no entanto, pelas leis da monarquia até 1910, um enquadramento legal, é que extintas as linhas de D. Maria II e as colaterais, competia às Cortes Gerias escolher um português. Portanto, dos 4 pretendentes que apresenta e pelas leis da monarquia até 1910, restavam 2, destes 2 um tanto lhe faz, ou melhor deixa que os outros escolham, resta só um pretendente, mas como obviamente se vê, há mais 10 milhões na situação deste quarto pretendente, o que por um lado deita logo abaixo a sua contabilidade.

Sétimo, por este número elevadíssimo de pretendentes, rapidamente concluímos pelo menos duas coisas: primeira, continuaremos em república a escolher entres os 10 milhões ou, segunda, será rei quem lá chegar primeiro, não fazendo nenhum sentido discutir quem é, ou deixa de ser, pelas teses dos mais ilustres juristas que na realidade nem sempre estão tão empenhados na busca da verdade como Mariz e os seus clones, mas estão ao serviço dum senhor qualquer, tal qual nos momentos historicamente decisivos.


Vem a propósito da mudança de agulhas na sentido da discussão monárquica, um breve texto encontrado no fórum Genea que pelas opiniões parecidas com as dos tradicionalistas, o partilho convosco pois parece estar em sintonia com a vossa linha de orientação e é da autoria dum famosíssimo participante destes fóruns, José António Travassos Valdez, que com certeza já ouviram falar.
RE: codigo da vinci em portugal 31-08-2006, 07:
«Caro Miguel Ribeiro,

O caminho não passa pelos partidos, mas por criar-mos um movimento que obrigue os partidos a cederem criando a possibilidade da democracia directa, onde qualquer cidadão se possa apresentar ao eleitorado, sem ter de vender a alma a um qualquer partido. Depois será mais fácil o resto.»

Nota: é hábito neste fórum colocar a localidade dos confrades? É para serem mais direccionadas as comunicações sem correrem o risco de serem enviadas a terceiros? Não tinha reparado.
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Sex 1 Set - 20:25:08

Caro Teixeira Rebelo

Entre os Loulés e o rosario venham os Loulés, como dizia o outro, "mal por mal venha o pombal"

Mas gostaria de chamar a sua atenção de um texto do Dr Lourenço de Vilhena sobre este assunto e que está no malfadado tópico do Genea.


Cumprimentos


José Tomaz de Mello Breyner (já agora Estoril)
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Mariz
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MensagemAssunto: RE   Sex 1 Set - 20:38:57

Caro Teixeira Rebelo,

Gostei do seu texto, efectivamente cabe às cortes decidir tudo, tudo está em aberto, aliás essa é talvêz a mensagem mais importante a passar ao povo, que qualquer um pode ser Rei. Como dizem os holandeses quem ordenha a vaca, bebe o leite!
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Teixeira Rebelo
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Sab 2 Set - 1:39:38

Caro José Tomaz de Mello Breyner (Estoril)

Fico-lhe agradecido pela sugestão. Li atentamente os textos que vêm confirmar a minha expressão “juristas de bancada”. Por vezes os juristas comportam-se como os nossos actuais arquitectos que se entretêm a deambular e a discorrer opiniões sobre arquitectura como se de um exercício mental se tratasse, mas só que de vez em quando põem em prática esses discorrimentos filosóficos da arquitectura e é o que se vê por este Portugal fora, em que abortos arquitectónicos desfiguram qualquer bela cidade. O maior exemplo é o da “Caixa da Música” no Porto. Em nada tem a ver com a arquitectura local, nem na cor, nem nos traços, nem no telhado, nem no volume. Tem, isso sim, a ver com simbologia maçónica, dando total proeminência à linha recta e como não bastasse nem fosso para orquestra construíram, devem ter presumido que o povo não precisa de Ópera, há quem ingenuamente pense que isto foi descuido, não, não foi, foi negligência. No caso dos juristas ainda bem que há barreiras às realizações das suas fantasias, senão teríamos mais uma série de abortos na política portuguesa.


Ao ler as notas do senhor que indicou (Dr. Lourenço de Vilhena) denoto, por mais que ele tente afirmar o contrário, que está ao serviço de alguém, pois como especialista que se apresenta esqueceu-se, ou fez como os outros do fosso da orquestra, negligenciou, que há leis consuetudinárias que são tão ou mais velhas, julgo que sim, mais velhas do que Portugal, em matéria de sucessão e que dizem muitíssimo bem que há situações em que compete ao povo decidir, ou seja, às suas representações, que em Portugal tinham o nome de Cortes Gerais. O incansável Mestre Dr. Nuno Cardoso da Silva, bem tem feito referências a esses casos, que são tão simples: não havendo transmissão automática de pai para filho compete às Cortes Gerais decidir quem, e repare no caso de D. Pedro II, em plena monarquia, regente, quando morre o irmão, as Cortes Gerais tiveram que se pronunciar, quanto mais não estando em monarquia e passar para um primo em 5º grau com trinta e tal primos antes dele. Não cabe nem compete aos “jurista de bancada” “Dr.(s) Lourenço de Vilhena(s)”, ou a outros quejandos, que com suas verbosidades denunciam quem servem, que não é à VERDADE do Senhor José António Travassos Valdez, que eu admiro, mas à “verdade” de um qualquer estrangeirado que quer fazer o papel da filha bastarda de D. Carlos I, ao reclamar o que não tem direito.

Por outro lado, noto pelas minhas contas, que no dia anterior ao da entrada em vigor da Carta Constitucional em 10 de Fevereiro de 1842, só existia uma linha colateral possível, pelas leis em vigor na data a que me refiro, caso fosse extinta a descendência de Dona Maria II, que na realidade nunca foi, e é muito mais numerosa do que a de seu tio Miguel, refiro-me dizia eu, à linha colateral de sua tia, Dona Ana de Jesus Maria. A minha pergunta é extremamente simples: - porque razão no dia da promulgação da Carta Constitucional, Dona Ana de Jesus Maria deixa de fazer parte da linha de sucessão, e a mudança de agulha vai exactamente para aquele que no dia anterior era um fora da lei? Repare que nas Constituições de 1822 e 1838 referem-se «às colaterais» na Carta Constitucional refere-se «à colateral» (art.º 88º) porque, já nessa nata (1842), só podia ser a da tia de D. Maria II, pois as irmãs de D. Maria II já estavam excluídas e a do seu tio pelo Banimento. É muito estranho não haver no reino nenhum acto a excluir a Infanta D. Ana de Jesus Maria e haver um acto público das Cortes Gerais a banir D. Miguel e, assim, em 10 de Fevereiro de 1842, duma penada haver mudança tão radical sem qualquer explicação? Cheira logo que o Dr. Vilhena está de serviço. Então um acto que implicou uma guerra civil, sobrepõe-se a um casamento? No entanto, este argumento é bem menor ao apresentado anteriormente sobre a transmissão automática de direitos.

Estar a responder as tontearias apresentadas por “Dr. Lourenço de Vilhena” era uma tarefa ciclópica, no entanto, faço referência à página da AMT (http://amt.no.sapo.pt/novaversao/pretendentes/loules.htm) onde pode encontrar isto: «O casamento foi feito com autorização régia dada na véspera pela Infanta-Regente do Reino, D. Isabel Maria (D. João VI tinha morrido há pouco e o Rei designado D. Pedro IV, estava no Brasil), e pela Rainha-viúva D. Carlota Joaquina», que deita logo por terra um dos disparates de “Dr. Vilhena”. Entretanto, escolhia a questão seguinte, ficando-me por aqui:

Em relação a Pedro de Loulé reconhecer Duarte de Bragança como chefe da casa ducal de Bragança pode o “Dr. Vilhena” “tirar o cavalinho da chuva” porque como qualquer pessoa que não se deixa vender sabe que a casa ducal de Bragança está EXTINTA, ou quando muito, suspensa, estando a representação do ducado na pessoa de Dona Maria Ana, trineta de D. Maria II. Estou a ver a arrozada de argumentos que esta gente do Genea inventa para justificar uma causa perdida. Então, mesmo em monarquia a transmissão de um título nobiliárquico para um primo, ou filho bastardo, tem que ser reconhecido pelo Rei, e há descrição sobre isso, colocada no Genea ainda há poucos dias, a transmissão do título do duque de Bragança é automática em República? Esses senhores do Genea estão a coleccionar um belo conjunto de parvoíces. A diferença entre os rosaristas(1+ x) e os duartistas (y), é só no número, mas as semelhanças são “n”.

A linguagem dos intervenientes do Fórum GENEA, salvo raríssimas e louváveis excepções, é dum pedantismo bafiento, falam de família em termos clubísticos e, quando são contrariados, não se controlam e num instante mostram a sua má educação, bem contrária aos pergaminhos que com tanta facilidade fazem por mostrar.

No entanto, reconheço que o GENEA Portugal é duma utilidade histórica e genealógica e que deveria ser compensado. Deram ao seu “amigo” Mário Soares (Fundação Mário Soares) uma ajuda monetária superior (700 mil contos) à pedida pela Torre do Tombo para controlar a humidade das suas salas (cerca de 50 mil contos, que não deram, governo de Guterres), mais valia terem dado o dinheiro, que de facto não foi pouco, ao Genea Portugal que não era desperdício.


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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Sab 2 Set - 1:42:48

Citação :
Quarto, mas na mesma altura em vida de D. Carlos I e do seu sucessor D. Manuel II, as leis de sucessão também eliminavam qualquer descendente de D. Miguel I, pela mesma razão de que eram essas as leis em vigor e nunca tendo sido alteradas em vigência da Monarquia, estão também totalmente eliminadas quaisquer pretensões dos miguelistas, que por vezes são tratados de por uma forma extremamente exageradíssima por legítimos herdeiros da coroa, por principezinhos, por duques, e por outras formas ilegais, que só são desculpáveis devido ao estado emocional em que se encontra o autor de tais iniciativas. Portanto, qualquer manifestação de apoio aos foras da lei, que até poderão atribuir-lhe qualquer legitimidade, não deixa de ser um acto de desprovido de toda e qualquer legalidade à luz das leis vigentes em 1910.

Não reconhecendo a ninguém um direito de sucessão, também me recuso a aceitar como válidas as opiniões de que a "lei" do Banimento impediria as Cortes de escolherem um descendente de D. Miguel I para Rei de Portugal. A referida "lei" foi um acto faccioso, ilegítimo, tendente a eliminar aquele que os portugueses em Cortes tinham escolhido para seu Rei. Por outro lado, a sucessão não pode ser regida por uma Constituição caducada em 1910. Como já aqui referi, mais de uma vez, só o direito consuetudinário não prescreve. Logo, a sucessão do Trono rege-se pelos princípios que foram oficializados em 1641 mas que desde sempre representaram a vontade dos portugueses. E o que esse direito tradicional afirma é que compete às Cortes designarem Rei. Sem restrições possíveis ao seu direito soberano. O que significa que um descendente de D. Miguel I pode ser Rei, se as Cortes tal decidirem. Não se perca portanto mais tempo a tentar enterrar o que não pode ser enterrado...
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Sab 2 Set - 12:30:28

Caro Teixeira Rebelo

Concordo com o principio de que será Rei quem os Portugueses quiserem. Apenas abro uma excepção para o tal rosario, mas também tenho a certeza que os Portugueses não o querem.

Para mim o grande problema é a certeza de que nos próximos 10 anos teremos como Presidente da Republica o Dr Cavaco Silva e nós Monárquicos nada fazemos para mudar essa situação.

Caso o mandato de PR fosse ilimitado, tenho a certeza de que o Dr Mario Soares ainda hoje seria o mais alto magistrado da nação, e isso mostra que os Portugueses são conservadores, nós Monarquicos, infelizmente não aproveitamos esse conservadorismo natural do nosso Povo e passamos os dias a discutir quem deve ser Rei em vez de tentarmos modificar a nossa constituição.

Quanto ao Genea, totalmente de acordo consigo. Ainda há cerca de 3 semanas falei com o Senhor Secretário de Estado da Cultura sobre o assunto e chamei-lhe a atenção para a importancia do trabalho da equipa do Genea. A ver vamos como diz o cego.


Cumprimentos

José Tomaz de Mello Breyner


P.S (Não é Partido Socialista mas sim Post Scriptum) O Dr Mário Soares não é meu amigo. Sou amigo pessoal de alguns politicos que conheço antes de serem politicos, mas do Dr Mario Soares não, pela simples razão de o não conhecer
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Teixeira Rebelo
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MensagemAssunto: mudança de agulhas   Sab 2 Set - 13:51:52

Caro José Tomaz de Mello Breyner (Estoril)

Não podia estar mais de acordo consigo nesta sua comunicação. Aproveito para dizer que no tópico em que sugere isto (sem querer desarrumar o Fórum):

Citação :
1 - Criação de um partido Tradicional Monarquico

2 - Esse partido concorre ás eleições e terá obrigatóriamente de ganhar um numero razoável de lugares no Parlamento

3 - Revisão constitucional para que seja eliminado a alinea b do artº 288 da constituição

4 - Referendo Monarquia / Republica

5 - Em caso de vitória da Monarquia com uma maioria confortável inicio da revisão constitucional.

Tudo isto demora décadas em minha opinião.

A alternativa é :

Convencer as nossas forças armadas que o País está num caos, e convencê-los a iniciar uma revolução. Mas duvido que a Europa onde estamos inseridos dê o seu "agrement" a essa revolução.

Acha que estou muito errado?
Estou de acordo com algumas sugestões: 1-ponto tomar o PPM; 2,3,4 e 5 não lhe mexia.

É destes assuntos que devíamos estar a falar não dando troco a assuntos de sucessão, sem no entanto, ter um conjunto de argumentos sempre à mão para, quando alguém nos fóruns, na rua ou no café, nos interpelarem sobre sucessão, vomitá-los de tal maneira que a conversa mude automaticamente de rumo, pois caso contrário, seremos sempre perseguidos com a malfadada Linha de Sucessão. Há uma bela resposta de Mestre Dr. Nuno Cardoso da Silva que tem exposto nos fóruns e que pode ser muito bem aproveitada para responder ao assunto da sucessão: «rei, é quem as Cortes Gerais escolherem». Considero que esta resposta arruma logo a conversa da sucessão e seguem-se outros temas monárquicos. Tenho aplicado esta técnica com muito bons resultados.

Tenho reparado que a alternativa que apresenta melindra alguns dos participantes, mas por mim concordo plenamente porque não podemos submeter uma nação, que está a definhar, aos caprichos de uns idealistas que querendo o óptimo destroem o bom. Eu também gostava que assim fosse, mas sei que isso é mais um deambular filosófico idealista e muito pouco realista pelo seguinte: as nossas sociedades são o fruto de muitos anos de preparação nos bastidores, e os insiders senão se convencerem que há uma forte oposição armada capaz de lhes cortar o pescoço se preciso for, esses insiders nunca entregarão o poder. Não me refiro à miudagem política portuguesa, mas à plutocracia mundial reinante (essa Europa endinheirada de que fala). Mesmo nos EUA há sectores da sociedade que estão à espera duma nova guerra civil. Sabem as origens da primeira guerra civil (que claro não foram o fim das escravatura, isso é mais uma das desculpas duns imbecis que não sabem que a escravatura cai por decreto como por exemplo na Inglaterra, no Brasil, em Portugal, etc…), e como actualmente as condições da primeira estão a repetir-se (está a decorrer um processo lento de modificação da sociedade em que se verifica o aumento do conservadorismo e do número de católicos (os EUA é o terceiro país católico)) alguns sectores esperam a qualquer momento, e a propósito dum incidente qualquer, o desencadeamento duma nova guerra interna.

A discussão pode muito bem mudar da sucessão para assuntos muito mais interessantes como a cabeça da serpente (grupo de Bilderberg) ou mesmo o mundo rural, ou até de profecias para os próximos anos.

Oxalá, que as conversas com o Senhor Secretário de Estado da Cultura sejam mais profícuas do que por cá o assunto da sucessão.
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Ana Rita Bivar
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Sab 2 Set - 19:20:15

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MensagemAssunto: Resposta a Ana Rita Bivar   Dom 3 Set - 18:38:33

Cara Senhora D. Ana Rita Bivar (Alentejo Profundo)

Tentando responder às questões levantadas pela co-participante, começo por:

PPM
Em linguagem militar o termo “tomar” significa assaltar, conquistar, ocupar, mas aqui pode estar descansada que se trata só de adquirir posição significativa numa estrutura política já muito conhecida, embora, com poucos votos, mas com uma publicidade de décadas que se sobrepõe a qualquer novo partido que deseje entrar na cena política. Veja o caso do MPT, ou mais recentemente, do PND. Um tem anos e é ainda pouco conhecido e o outro terá de continuar a esforçar-se para se fazer notar no cenário político, o que com certeza vai levar um bom par de anos.

Ora, numa situação apresentada pelo co-participante José Tomaz de Mello Breyner, dei a simples sugestão de não se perder tempo (tão típico dos monárquicos), em criar um novo partido preferindo a filiação e participação activa numa estrutura já existente e que muito bem merece mais atenção dos monárquicos e que tem uma imagem conhecida por todos os portugueses. Vejo nessa atitude um ganho de tempo. Ficou preocupada? Estou a ver que luta não é consigo, é só conversa, conversa, como toda a mulher gosta de fazer, estou a ver que as padeiras de Aljubarrota, Filipas de Vilhena e Marias da Fonte são excepção.

EUA
Nos EUA e Suécia (como com certeza sabe, foi onde começou a revolução sexual dos anos 60), existem aí, actualmente, associações de jovens “True Love Waits”, onde se abstêm de ter relações sexuais antes do casamento e as meninas querem de novo que os namorados vão pedir aos seus pais autorização para namorar com elas. Por outro lado, o aborto foi promulgado nos EUA há aproximadamente 33 anos e quando passados esses anos todos deram conta de que, só, legalmente, em clínicas e hospitais, fizeram em 30 anos mais de 50 milhões de abortos começaram a fazer marcha a trás nas leis e o próprio George W. Bush apaparica a “March for Life” que se realiza todos os anos, repleta de jovens, (onde o facto da marcha se realizar em Janeiro, com temperaturas negativas, não os impede de participarem), desde o “Washington Monument” (obelisco extremamente conhecido em frente à Casa Branca) até ao Capitólio. Esta marcha teve no primeiro ano 100 participantes, actualmente tem cerca de um milhão, garanto-lhe que é uma multidão superior a que regularmente se junta em Fátima nos melhores dias. (http://www.whitehouse.gov/news/releases/2003/01/20030122-3.html). Quando do 30º aniversário da “March for Life”criaram-se limitações ao aborto.


Throngs of youth and veteran protesters filled the streets on the way to the Capitol and Supreme Court. Weather is not an obstacle to those who have true dedication

Os americanos podem dar um ar nos filmes e na propaganda de serem liberais nos costumes, mas na realidade são bem conservadores e cada vez são mais e em maior número. Uma das contribuições que tem dado um valente empurrão, é a Polícia. Passo a explicar. Quando alguém se queixa à policia de que foi assaltado ou roubado e questiona a polícia porque não prendeu ou não procura o agressor com os meios ao seu alcance, a estratégia da policia é dizer que a culpa da não busca e/ou não prisão dos criminosos, é dificultada pela própria vítima, pois votaram no candidato A ou B que fez leis que protegem o criminoso (situação que nós bem conhecemos) ao que a vítima, agredida pela realidade, torna-se mais conservadora e mais consciente em quem vota. Estas associações incutem uma vida mais recatada, são contra o aborto, o divórcio, o casamento de homossexuais, a eutanásia, a falta de maneiras principalmente para com as senhoras e são defensoras da propriedade privada. Tal importância tem este aspecto nos EUA, que foi atribuída a vitória de George W. Bush, na segunda eleição, ao facto de ele se ter encostado às associações conservadoras, (que lhe permitiram aquela diferença necessária, atribuída noutras eleições a grupos étnicos), ficando estas muito bem posicionadas na sociedade americana.

Por outro lado, os EUA têm um número de católicos, não é cristãos, é católicos, de cerca 80 milhões e ainda em fase de crescimento, para o qual tem muito contribuído as emissões televisivas da Irmã Angélica, emissões tão importantes no mundo católico que vão, ou já estão a ser emitidas para a Europa, através de Inglaterra. Este fabuloso número de Católicos, superior à população estimada de toda a Europa, durante a grande peste negra na Idade Média, do final do século XIV (60 milhões de habitantes), só é suplantado pelo México e pelo Brasil (1º país com mais católicos). Acresce-se que o ritual católico dos EUA ainda é muito próximo do anterior ao Concílio Vaticano II: os padres andam vestidos com batina ou com fato preto, mas todos com cabeção (colarinho branco e preto típico dos padres católicos), e, ainda, há missa em latim.

Em muitos meios da sociedade americana, os cumprimentos entre rapazes da mesma idade, tem tratamento por senhor. Beijos às meninas no acto da apresentação são diminutos, um olá, basta. No traje, são mais adeptos do fato do que os europeus, pelo menos do que nós. De momento não me lembro de mais nada, ah espere, lembrei-me de uma coisa importante, a alimentação, sabia que os “McDonald’s” que nós temos por cá, lá estão a fechar e abrir outros mais parecidos com os cafés tradicionais e restaurantes, e mesmo a comida mudou para algo mais requintado?

BASTIDORES
Quanto à expressão “as nossas sociedades são o fruto de muitos anos de preparação nos bastidores”, é assunto demasiado vasto que serve para dissertações e teses, mas sintetizando poderemos dizer que há um fio condutor desde a aclamação do rei David em Judá e, no ano seguinte, por Israel até ao Grupo de Bilderberg. Naquela altura (há mais ou menos 3016 anos) era bem distinto ser-se judeu ou israelita. Sucedeu ao rei David o seu filho Jodidias (conhecido por rei Salomão) que recebeu um reino pacífico, mas sucederam-lhe não um rei, mas dois filhos Reboão e Jereboão que voltaram a dividir a monarquia dualista construída pelo rei David. Os Medos, os Assírios, e outros inimigos do rei David aproveitaram este estado de fraqueza e destruíram Israel e Judá. Não sendo suficiente, passados cerca de 400 anos (587 a.C.) Nabucudonosor II conquista o reino de Judá, destrói o Templo e leva para a Babilónia cerca de 40 mil judeus. “A dispersão se inicia antes, em 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte é destruído pelos assírios, e as dez tribos de Israel são dispersas pelo mundo”. Seguem-se mais diásporas, mas esta, a primeira, marca estes Povos que tinham a mesma religião e cria-se o mito do Rei Salvador (o Messias) que haveria de reconquistar Israel e Judá.

Muitos anos decorreram e em 1897, em Basileia, Suiça, alguns judeus disseram que se o Messias não tinha vindo ainda, era porque eles, comunidade judaica, eram o Messias do mundo, estava criado o sionismo. Para chegarem a esta conclusão andaram milénios a tentar juntar-se novamente e com a agravante de que tinham também de lutar, agora, contra uma heresia do judaísmo, o cristianismo. Muitas peripécias houveram nesta luta, de tal maneira, que todas as heresias (para os cristãos), a começar no arianismo até à modernidade (que é o somatório de todas elas) tiveram mão desses senhores, mesmo depois de conseguirem um dos dois objectivos do Congresso de Basileia: o estado de Israel, continuaram para o segundo.

Há um fio condutor entre a profecia de Samuel (contada ao rei Saul), até aos dias de hoje. Sabe identificá-lo? Talvez não, mesmo para pessoa alertada, por vezes, também é difícil. Acontecimentos como: em 711 a entrada dos árabes na Península Ibérica; todas as heresias medievais; a reforma protestante; o iluminismo; a maçonaria a partir 1704; a revolução francesa; o liberalismo; o socialismo; o comunismo; a democracia; a revolução bolchevique; a I GM; a II GG; a revolução chinesa; a revolução cultural e Maio de 68; o 911; tudo tem um fio condutor. Quem escreveu o Manifesto do Partido Comunista assinado por Kissel Mordecai (Karl Marx)? Quem financiou a revolução bolchevique? Quem posteriormente deu dinheiro para que a URSS se mantivesse até ser reconhecida internacionalmente? Quem deu armamento à Rússia durante a II GG? Quem deu armas a Mao Tse Tung? Quem falhou o apoio prometido a Chiang Kai-shek? Quem apoiou Fidel Castro? Quem derrubou Nikita Khrushchev e Mijaíl Gorbachov? Há imensos casos todos relacionados, como por exemplo, que religião tem o cerne (só são 12) do Grupo de Bilderberg? Que religião tinham os “ateus”, “laicos” e “agnósticos” comunistas da revolução bolchevique? Muita gente sabe o que se passou na madrugada do 25 de Abril, eu já li algures nestes fóruns, que em resposta a um pedido de Spínola o grupo de Bilderberg mandou a esquadra da Nato fundear no Tejo. Que lhe parece, esses senhores vão dar-lhe o Poder ao fim de tanto tempo de sacrifícios e dinheiro gasto? Sim, porque por vezes, as coisas também tinham os seus reversos.

Portanto, quando me referia a “as nossas sociedades são o fruto de muitos anos de preparação nos bastidores” referia-me a isto e muito mais. Compreenderá que vai ser muito difícil, que os insiders deixem que qualquer país se revolte, mesmos que sejam os EUA. Portanto, não me parece descabida, quer a preocupação dos americanos que me relataram as suas inquietações, nem a existência de livros americanos a alertar para uma II guerra civil (por ex: Civil War II: The Coming Breakup of America http://en.wikipedia.org/wiki/Civil_War_II) ou de blogs (por ex: “presidencial” (http://www.blogsforbush.com/mt/archives/007107.html). Qualquer manobra no activo tem de contar com a resposta dos bastidores.

CONCLUSÃO
Estarei maluco em contar, antes de praticarmos qualquer acção, com a reacção? Talvez!? Se for a maioria a definir o padrão do bom senso…estou. Devemos ficar parados? Não, principalmente se soubermos que a reacção tem lacunas, pontos fracos muito vulneráveis. Gostava de saber quais são, não gostava? Um, pelo menos já sabe, mas não me pergunte que eu não lhe vou responder a isso. Em estratégia, a surpresa é uma arma e como se costuma dizer “o segredo é a alma do negócio”.

IDEIAS
Quer ideias? Elas surgem se direccionar a conversa para isso em vez de ficar empolgada com a discussão da sucessão. Porque não definem uma estratégia em relação à discussão da sucessão? Uma bem simples é dizer só isto: «rei é quem as Cortes escolherem» Outra, também simples, aprendida com o co-participante Mariz, é atacar todos os fóruns e blogs onde se fale de sucessão com a frase acima transcrita, mas em letras garrafais e coloridas.

FINALIZANDO
Agora, deixe que lhe pergunte:

É dona do PPM?

Que modelos exemplares apresenta para a sociedade fora duma religião?

Qual é o seu paradigma? Ou Arquétipo?

Queira fazer o favor, de não se sentir na obrigação de me responder. Preocupemo-nos antes com o que disse das ideias, presumo que procurá-las para se formar a acção e que seja a Acção Monárquica Tradicionalista.

Nota: peço desculpa pelo tamanho do “lençol”.
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Dom 3 Set - 22:34:53

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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Ter 5 Set - 16:09:00

Caro Mestre Dr. Nuno Cardoso da Silva (Lisboa ?)

A questão que se coloca, pelo menos para mim, não é enterrar o que se não pode enterrar, mas é não ressuscitar o que está enterrado. Lendo as suas participações nos fóruns reparo que algures dizia, citando António Sardinha, que a questão da sucessão, a partir pelo menos de D. Pedro V, estava legitimada na descendência de D. Maria II. Sendo assim, mesmo que D. Miguel I vivesse em Portugal, fosse reconhecido na linha de linha de sucessão, a sua descendência não poderia ser tratada por mais do que filhos dum Infante, não se reconhecendo nada mais do que isso. Tratá-los por príncipes, SAR, SAS, etc., para mim é desvirtuar a legalidade expressa nas Constituições da Monarquia Constitucional. Agora, se considerarmos que o cenário não era esse (e por mais que os rapazes do GENEA, ao serviço de Duarte de Bragança, embora, não se saiba por que razão o fazem, se esforcem por colocar a linha miguelista na linha de sucessão ainda em período de vigência da monarquia), então mais descabido se torna qualquer tratamento exorbitado a Duarte de Bragança e familiares. Além do mais, pelas suas teses publicadas no site da AMT, neste momento e considerando a continuidade da monarquia e, portanto, abolindo outra sua tese, a do direito consuetudinário, se fossemos aclamar alguém seria D. Adelaide tia de Duarte de Bragança.

Por mim, estou de acordo consigo no ponto em que se refere que compete às Cortes Gerais escolherem, não comungo que tenha de ser nos descendentes de D. Miguel nem que os tenha por excluídos, estão em igualdade com outros futuros pretendentes.
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Ter 5 Set - 17:41:35

Caro Amigo Teixeira Rebelo,

Parece-me que estamos de acordo em tudo o que é essencial. No respeitante à linha miguelista considero que tinham o direito e a legitimidade pelo seu lado, pelo que a expulsão de D. Miguel I e a sua substituição por D. Maria da Glória foram actos ilegítimos. Compreendo assim aqueles que se mantiveram fieis a D. Miguel I e à sua descendência, e compreendo que esses sustentem os direitos de D. Duarte e o uso do título de Alteza Real. Mas também é verdade que os portugueses, na sua maioria, acabaram por aceitar pacificamente a realeza dos descendentes de D. Maria da Glória, pelo que temos de considerar que os Reis da linha Saxe-Coburgo Bragança acabaram por se legitimar pelo exercício da realeza. Aquilo a que se chama a legitimidade de exercício. D. Miguel I e seus descendentes foram vítimas de acto ilegítimo, mas o país não podia ficar para sempre num limbo de ilegitimidade das suas instituições, sobretudo que a realeza dos Saxe Coburgo não foi tirânica. Logo, respeito os que afirmam a legitimidade miguelista, mas sou obrigado a reconhecer que essa antiga legitimidade não pode ter efeitos práticos nos dias de hoje. Assim, compete às Cortes designarem um futuro Rei, em que os descendentes de D. Miguel I poderão ser levados em consideração, tal como quaisquer outros descendentes dos Reis de Portugal. Apenas me oponho à tentativa de excluir os descendentes de D. Miguel I, por virtude de uma bizarra "lei" do banimento e de uma Carta Constitucional caduca. Não se pode excluir ninguém, e as Cortes soberanas decidirão. Se nós tivermos a inteligência de nos deixarmos destas guerras do alecrim e da mangerona e começarmos a lutar pelo que é essencial.

Um abraço

Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Não lei o que eu não escrevi   Ter 5 Set - 19:56:01

Cara Senhora D. Ana Rita Bivar (Alentejo Profundo)

dizia que:

Citação :
”Para mim a condição principal para que qualquer modelo de sociedade seja exemplar, é precisamente a separação TOTAL entre a religião e o Estado.”

Sobre este assunto devo dizer que a Igreja mal pôde (fim do império romano) quis a separação do estado. Na Antiguidade, grandes civilizações que nos fascinam ainda actualmente, eram teocracias como o na Suméria, Antigo Egipto e Roma Antiga. A separação da Igreja do Estado é mais recente e foi introduzida pela Igreja Católica na Idade Média. Repare que quando essa Igreja era proeminente, Portugal também o era (1ª e 2ª dinastia), quando retiraram o Poder à Igreja de Roma, Portugal também decaiu. Não quer dizer com isso que nos dias de hoje não haja ainda teocracias como o Reino Unido da Grã-Bretanha e até, há bem pouco tempo, o Tibete. Há um livro muito interessante sobre o declínio da Civilização Ocidental a partir de 1500. Se reparar também sempre houve a mania do Poder político mandar na Igreja, relembre-se de D. Afonso Henriques que escolhia os Bispos ou, recentemente (séc. XIX), que Costa Cabral estava em Roma (Vaticano), com poderes plenipotenciários para usar direito de veto sobre a escolha do novo Papa (Leão XIII) “o conde de Tomar foi elevado à categoria de embaixador, para assim como os representantes das outras três antigas nações católicas, França, Áustria e Espanha, poder exercer o direito de veto na eleição do novo papa, caso os interesses do seu país assim o exigissem. A 20 de Fevereiro de 1878 era eleito papa o arcebispo de Perugia, Joaquim Pecci, Leão XIII, o qual se mostrou sempre bom amigo do novo embaixador.”


VINDIMAS
Não sei concretamente onde quer chegar com “muita parra e pouca uva”. Se é ao facto de não ter feito nada pela monarquia e vir para aqui falar, tem razão, mas também tenho as minhas limitações. Como aposentado que sou, e enquanto trabalhava, nem me apercebia da existência de monárquicos, além do PPM e dum senhor de bigodes fazendo-se passar por herdeiro dos reis de Portugal. Depois da minha situação profissional ter mudado radicalmente, acordei e vi que nada sabia fazer para além da profissão que exercia. Senti-me um inútil que deambulava do café para casa e casa para o café, até que os meus filhos acharam que a Internet poderia entreter-me um pouco. Foi por aqui que fiquei a saber da existência de outros grupos para além dos oficiais. Fui lendo o que diziam uns e outros, mas sempre com receio em participar, pois alguns dos senhores são demasiado contundentes e despejam tanta coisa, que é preciso ter tempo para assimilar o que dizem. Para participar tinha que me sentir minimamente seguro e se alguma coisa dissesse teria que conhecer pelo menos onde encontrar fontes seguras para fundamentar qualquer opinião.

De facto, nunca pertencia a nenhum partido, muito menos, portanto, ao PPM, nunca entrei numa Real Associação e até as desconhecia, não sabia da existência de fóruns onde se conversasse de monarquia, nem de sites, nunca estive ou conheço ninguém dos monárquicos das revistas a não ser, ter visto Nuno Câmara Pereira e os irmãos num restaurante cá por Sintra, nunca tinha comprado um livro ou lido nada sobre monarquia, nem monárquico era.

Portanto, se se refere que falo muito e não faço nada, tem toda a razão, mas que devo eu fazer? Apelei que se inscrevessem no PPM (situação que vou fazer online), levou a mal parecendo-me ser a dona do partido, mas presumo que a direcção do partido quererá lá mais gente, ou não? Participei no vosso fórum, porque para quem está de fora vê que da vossa parte, a preocupação era arrumar o fórum, em vez de apontar um bom argumento a Mariz e seus clones e, por isso, resolvi arriscar. Agora, que estou por cá devo sair, pois corro sempre o risco de que leiam nos meus textos o que não lá está.

Repare, nunca me referir aos EUA como bom exemplo, isso partiu de si, nunca disse que era adepto ou que apoiava os EUA, partiu de si, limitei-me a dizer alguma coisa do que sabia, porque tenho uns amigos, que na altura do 25 de Abril moravam cá, e o pai era professor no Colégio Americano de St. Columban's, em Carnaxide, e que hoje estão nos EUA numa associação internacional defensora da Igreja Católica da Tradição, da Família e da Propriedade (curiosamente, por vezes, não são bem vistos por alguns sectores da Igreja). As considerações que a coparticipante faz, referentes ao que defendem, deveriam ser-lhes dirigidas, no entanto, quero referir-me a alguns coisa levantadas por si, uma delas a homossexualidade, à qual não disse bem nem mal, a coparticipante é que leu isso.

Já agora, para mim, a homossexualidade é uma aberração porque é um retrocesso na evolução genética e morfológica do Homem. Este seria hermafrodita nos primórdios da evolução e posteriormente separou em dois sexos ficando os homens com resquícios dessa separação, os mamilos; por outro lado, a EU considerou que a homossexualidade era uma doença, com cura, ao que uns anormais querendo o regresso às origens se impuseram e não transcreveram a legislação europeia. Para mim que sou homem, e se fosse novo diria, mais sobra. No entanto, o problema não é esse, é considerar-se a aberração, uma normalidade. Sabe-se que a homossexualidade acompanha as Civilizações quando estão em declínio. E, já agora, porque é que os homossexuais hão-de impor a sua opinião numa sociedade que rejeita a homossexualidade ao nível de a querer fazer igualar aos casamentos? Só porque são uma minoria podem impor-se à maioria? Cá, em Portugal e um pouco pela Europa cristã, só a maioria é que não pode falar, ter opinião, organizar-se, manifestar-se, etc. É a culpa da Igreja Católica está-se mesmo a ver….

Essa história do sexo ser proibido e considerado nefasto pela Igreja Católica é treta. O Celibato se reparar não é uma questão teológica, é uma questão de organização da Igreja. Como sabe só a partir, mais ou menos, de 1090 é que aos padres foi pedido o celibato. E compreende-se, maior mobilidade, maior disponibilidade e menores custos. No entanto, e mesmo já nos séculos XIX e XX, os padres que viviam com as suas famílias não eram incomodados por isso, pelos próprios bispos. Até se chegou a pedir para que o celibato fosse quebrado para os padres do Barroso (Trás os Montes, em Montalegre e Boticas) e doutra vez pediu-se que se aceitasse os ajuntamentos pré matrimoniais, o que foi conseguido, só que posteriormente e, novamente para os transmontanos, veio um bula papal a proibir isso, pois estes acabavam por não casar, vivendo maritalmente. Agora, se disser que as seitas religiosas pseudo cristãs, protestantes, puritanos, amishes e outros, que tenham essa versão do sexo, que atribuiu à Igreja Católica, concordo consigo. Toda a doutrina da Igreja eleva a mulher em oposição total ao que disse (só que por azar, a Igreja perdeu terreno a partir do século XVI e a defesa da mulher ficou na mão dela mesmo), ainda hoje, e se vai à missa, há-de ter reparado que os padres sabem muito bem que a reparação dos valores morais da sociedade só será feito quando a mulher voltar a ser mais exigente, quer como mãe, quer como esposa. O meu amigo Victor Mendanha, diz que «a revolução moderna tirou a mulher da cozinha para a colocar no quarto», quando ela regressar não há cozinha, mas ao papel que a Igreja lhe reserva na Sociedade, voltaremos à sociedades matriarcas bem relevantes ainda há pouco tempo no mundo rural português.

Agora vamos aos pontos:

PPM
O PPM tem infiltrado no seu interior, alguma oposição a Nuno da Câmara Pereira na pessoa de Augusto Ferreira do Amaral defensor dos interesses de Duarte de Bragança e que consistem na supressão do PPM. Portanto, quanto mais engrossar o PPM com gente adepta de «só às Cortes Gerais compete a decisão» mais segura será a posição da actual direcção, ou não?. Portanto, por favor, não dê tiros no pé e, já agora, releia o meu lençol e verá que era disso que se tratava e não «Por outro lado o termo tomar de assalto, assaltar, conquistar ou ocupar, são de uma prepotência só compreensível depois de ler as enormidades que se seguiram no seu post.», que foram ilações suas.

EUA
Dá para perceber que é adepta dum “anti americanismo primário”. Afirmo-lhe que também sou anti americano, mas devido ao que a idade nos trás, o discernimento, permite-me “distinguir o trigo do joio”. Mais uma vez, lhe digo que foi a coparticipante que disse que eu seria um filoamericano, enganou-se. Vejo que os EUA tem coisas boas e uma delas é, por exemplo, um gosto pelas instituições inclusive as monárquicas. Uma das situações caricatas que os meus amigos me relataram é o príncipe Carlos ser herdeiro do Canadá, mas passar mais tempo nos salões de dança americanos, nos bailes das debutantes e a convite dos próprios, do que no Canadá. Fique sabendo que há nos EUA um movimento crescente de pessoas que abandonam as cidades para retornarem a uma vida no mundo rural. Os EUA não são o que parecem, mas devido à péssima política externa são os representantes no Diabo na terra, até chegaram ao cúmulo de construírem o Capitólio como réplica da cúpula de S. Pedro, sem a Cruz cimeira, claro.

BASTIDORES
Um dos manuais da monarquia portuguesa (“Manual Monárquico Português”, de 1992) da autoria de Gastão da Cunha Ferreira, que com certeza conhece à mais tempo do que eu, que só há poucos meses vos acompanho, diz que as guerras económicas e bélicas dos últimos milénios são disfarces da luta religiosa que se vem travando no mesmo período. Não quererá discutir essa questão antes com o autor? Desculpe, foi uma brincadeira de mau gosto, o autor já faleceu, mas não quererá formular uma tese em que negue o que lhe tinha dito no texto anterior sobre o fio condutor que liga o rei David à actualidade?


IDEIAS
Citação :
«4. Ideias- Se bem me lembro quem se mostrou empolgado com a sucessão na sua resposta ao Mariz foi o Teixeira Rebelo.»

Respondendo a esta questão repare, houve efeitos? Se sim, por favor, não diga nada.


Amistosamente,

Nota: desculpe outra vez o “lençol”, mas já compreende porquê, …para quem não tem mais nada que fazer enquanto não começam as aulas dos netos…
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Qua 6 Set - 10:41:04

Caro Teixeira Rebelo

BRAVO
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Sex 8 Set - 12:42:07

Caro Sor. Teixeira Rebelo

Antes de mais, grato pela sua participação empenhada que veio animar este forum que estava a ficar um pouco moribundo e bafiento

Teixeira Rebelo escreveu:
Participei no vosso fórum, porque para quem está de fora vê que da vossa parte, a preocupação era arrumar o fórum, em vez de apontar um bom argumento a Mariz e seus clones e, por isso, resolvi arriscar

E muito bem!
Tem razão, não toda a razão, mas tem razão. O problema é que os argumentos que fala já foram dados pelo pessoal aqui da casa, J War, J Filipe, A Matos etc ao original do colone Mariz. Pelos vistos a água era irremediavelmente mole para esta pedra....


Pena é que, por razões profissionais o A. Matos, administrador do forum, está impossibilitado de fazer o que entretanto foi decidido.
É sempre bom ter a casa limpa, principalmente quando se recebem visitas...

Há certas ideias que expõe com as quais eu não comungo, assim como há outras que eu subscrevo, mas devido ao facto da sua participação ser tão proficua vou ter de as rebater em fasciculos e não me leve a mal por isso.

Vou ler os seus lençois atentamente. até já

MDsantiago
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MensagemAssunto: Re: Bastardos   Hoje à(s) 10:51:10

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