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 As mais antigas estirpes da Europa - Interessante.

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RobertoIvans
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Data de inscrição : 08/05/2008

MensagemAssunto: As mais antigas estirpes da Europa - Interessante.   Qui 8 Maio - 19:32:16

PABLO M. DEL RIO (Extraído de «Globo» de Nova Iorque)

Esse histórico conjunto de ruínas (restos de muralhas, de torres e de castelos de medievo sobre uma eminência de terreno que domina o fecundo vale de Aar) é o Habichtsburg ou castelo dos falcões. Dessa denominação tomou o seu nome uma das famílias de mais esclarecida linhagem da Europa: a dos Habsburgos. O Habichtsburg acha-se entre Zurique e a Basileia. Suíça, pais de burgueses, deu, portanto, também os seus aristocratas.
A anexação da Áustria ao Reich, assim como a confiscação dos bens que naquele país tinham os descendentes da família imperial austríaca, foi um rude e terrível golpe para esse ilustre apelido. Quando se fala dos Habsburgos incorre-se num pequeno erro histórico, posto que, para se falar com propriedade, se lhe deveria chamar os Lorenas. O primeiro apelido veio-lhes, há muitas gerações, pela linha materna. Os Habsburgos começam a figurar na História a partir do ano 950, e desse vetusto tronco brotaram figuras tão notáveis como Rodolfo, Carlos V, Maria Teresa e os dois Maximilianos.
Não é, sem embargo, a Casa de Áustria a mais antiga da Europa. Essa honra corresponde aos Bourbons os quais descendem por linha varonil directa dos antigos Capetos. Foi fundador da estirpe Guilherme, conde de Blois, pitoresca cidade encravada no coração da França, e que séculos depois havia de ser residência predilecta dos seus reis.
Mas em tempos do conde Guilherme, quer dizer, durante a segunda metade do século IX, o país estava empenhado em mortal combate com os vikings, os atrevidos piratas do Norte que com as suas naves de pouco calado navegavam pelos grandes rios, levando a destruição, o sangue e a morte a todas as partes.
Roberto, o «Forte», filho do conde de Blois e duque dos francos, distinguiu-se pelas suas proezas contra os invasores. Os seus dois filhos chegaram a reinar sobre os Francos ocidentais — e o seu bisneto, Hugo Capeto, que cingiu também a coroa, deve o seu nome ao feito de se ter apresentado numa cerimónia coberto com uma capa negra que chamou muito a atenção dos assistentes.
Como se disse, os Bourbons actuais —dos quais era ultimamente a figura mais representativa o falecido ex-rei de Espanha Afonso XIII — descendem em linha varonil directa de Hugo Capeto, e, em consequência, do conde Guilherme, que floresceu pouco depois dos bons tempos do imperador Carlomagno.
E ao fazer referência ao ilustre e barbado carlovingio, deve advertir-se que existem na Alemanha várias famílias em cujas veias, se bem que por linha feminina, corre sangue do rebelde saxão Vitukindo que tão tenazmente se opôs à expansão dos Francos e que tantas dores de cabeça deu ao velho Carlomagno. Vitukindo, não obstante, acabou por submeter-se ao imperador e aceitar o Cristianismo. Com isso perderam os Saxões a sua independência e as crenças herdadas dos seus maiores.
A Casa de Hesse remonta a 846, mas também só por linha materna. Esta família tornou-se célebre nos tempos modernos por essa estranha enfermidade que as suas princesas transmitem e de que padeceram o czarevitch e o príncipe das Astúrias: a terrível hemofilia.
Também são muito antigas — do ano 900 — na Alemanha as Casas da Baviera (cujo apelido é Wittelsbach) e de Saxonia (Wettin).
Todas estas famílias são conhecidas desde há uns mil anos, e, exceptuando os Bourbons, todas são alemãs. Isto não deve surpreender se se tiver em conta que, através de uma grande parte da sua história, o Reich achava-se fragmentado em grande número de feudos e senhorios que se mantinham de facto soberanos e independentes. Por outro lado, a Idade Média perdurou mais na Alemanha que em qualquer outro território da Europa.
A Casa real inglesa, se bem que de forma complicada e por mulheres, descende de Ceawlin, rei de Wessex, em 560, e ao longo da sua larga história tem havido muitos matrimónios com membros de famílias nobres, como a actual rainha, mas não pertencentes à mais pura realeza.
Em Itália quiçá seja a família mais distinta a dos príncipes Massima, que está a cumprir o seu milenário. A Casa de Sabóia é muito mais recente.

Fonte: As mais antigas estirpes da Europa
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