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 Livro o Usurpador

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Valdez
Almirante do Império
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MensagemAssunto: Livro o Usurpador   Ter 22 Jan - 13:29:33

Finalmente já está nas bancas o livro ! O USURPADOR" de Nuno da Camama Pereira:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=274187&idCanal=19

Vestiu a gravata de São Miguel da Ala e na lapela do casaco pendia um alfinete daquela Ordem. Colocou-se de fronte para o quadro do general Duque da Terceira, empunhando a sua espada. Nuno da Câmara Pereira abriu a porta de casa em Galamares, Sintra, para ser entrevistado. Polémico, fala de mentiras na sucessão à coroa real. Mexe com a família de D. Duarte Pio de Bragança. Questiona a gestão deste na Fundação D. Manuel II. Acusa-o de “tentar usurpar” a Ordem de São Miguel da Ala. Está tudo no seu livro que amanhã será posto à venda: ‘O Usurpador’, da Dom Quixote. Polémico, fala da vida e da política com a mesma tónica que recorda o caso da Câmara de Sintra.






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- ‘Usurpador’ refere-se à linhagem de D. Duarte Pio?

- Não: como digo no preâmbulo do livro, cabe ao leitor decidir quem é o usurpador. Embora haja um capítulo que se chama ‘o usurpador’, que é o cognome do D. Miguel – mas, infelizmente, não se ficou por aí. Foi mais longe.

- ‘Usurpador’ é um eufemismo que usa também para se referir a D. Duarte Pio de Bragança?

- Não necessariamente, mas sim ao espírito que encerra tal personalidade encarnada em muita gente que hoje se revê numa teocracia – que nós portugueses não nos revemos.

- Aproveitador das circunstâncias?

- Aproveitador muito menos. Isso porque quando um desejo intrínseco está ligado intimamente a uma falsidade histórica do absolutismo republicano, obviamente, nunca poderá ser tão ingénuo como um aproveitamento.

- Qual falsidade?

- Duarte de Bragança sabe que D. Miguel assaltou o trono de Portugal autodenominando-se rei, acabando com as cortes, com o parlamento, a constituição e usurpando a consciência colectiva que desejava a democracia plena em Portugal. Já que era essa a razão da ordem mundial. Sobre o estrangeirismo ainda há muita coisa a falar. O pai e o avô de Duarte de Bragança nasceram na Alemanha e na Áustria. Onde está a legitimidade da república absolutista ter dado a nacionalidade a quem juridicamente não tinha direito a ela? Em 1945 quando Duarte de Bragança nasce ainda a Lei do Banimento estava em vigor.

- É objectivo do PPM alterar o artigo 288 b), da Constituição, por se dever respeitar “a forma republicana de governo”?

- Devo ser o único monárquico que defende a alínea b) do artigo 288 porque não quero que a República se meta.

- Quem decidiria a sucessão real?

- O Direito Constitucional. As leis monárquicas ainda existem. Tivemos sete reis constitucionais: D. João VI, D. Pedro IV, D. Maria, D. Luís, D. Pedro V, D. Carlos, D. Manuel II, várias constituições na Monarquia; o parlamento foi estabelecido em Monarquia. Temos tudo para perceber o que é a Monarquia Representativa e a Constitucional. Sabemos que a D. Miguel foi a própria Monarquia Constitucional que não só não o reconheceu rei como o baniu.

- Acusa a Fundação D. Manuel II de ingerência na venda de património na Rua António Maria Cardoso, onde a PIDE se instalou e onde havia um escritório do seu opositor no PPM, Augusto Ferreira do Amaral?

- Pior do que isso, a fundação Manuel II não está a cumprir a sua função social. A fundação foi criada pela D. Augusta Vitória tendo como objectivo social a solidariedade e a ajuda aos pobres.

- Era a isso que se destinaria o dinheiro da venda?

- Exclusivamente.

- Mas é D. Duarte Pio que preside a esta fundação?

- É. Foi-lhe entregue a administração.

- Quantas vezes o processou?

- Julgo que só o processei duas vezes. A última das quais há pouco tempo, por estar a usar-se da insígnia da Ordem de São Miguel da Ala.

- Considera por isso que ele a tenha ‘usurpado’, é isso?

- Ele não usurpou, tenta usurpar e tenta fazer passar uma mensagem cândida, tornando a mentira em verdade.

- O segundo processo, qual foi?

- A mesma coisa. Ele reincidiu.

- Quando cortaram relações?

- Há cinco anos. Principalmente por causa da Ordem (de São Miguel da Ala), mas julgo que a nossa separação se dá há muitos anos. Agora é que foi a ruptura completa, face ao atestado de menoridade ao colectivo dos cavaleiros que compunham e compõem a Ordem, e que passa também aos monárquicos que não pensam como ele.

- Cita Maquiavel, no seu livro, dizendo: “Se um Príncipe é considerado inconstante, leviano, efeminado, pouco corajoso e irresoluto, torna-se desprezível”; A quem se refere?

- (Gargalhadas) Como eu disse, do princípio ao fim, o livro aponta caminhos.

- Mas o percurso é seu?

- Não. Eu ponho as palavras lá e depois induzo, eventualmente, o leitor a procurar alguma verdade. Se não indicasse um caminho não citaria Maquiavel. Eu não deixo palavras-meias quando as quero definir. Chamo mentiroso a quem o é, digo várias vezes no livro, mentira.

- D. Nuno da Câmara Pereira ou deputado Câmara Pereira?

- Nuno, senhor Nuno, engenheiro, deputado; nunca fiz questão de nenhuma. Como sou cantor há 30 anos tratam-me, preferencialmente, por Nuno.

- O que faz no meio da bancada parlamentar do PSD?

- O que me deixam fazer...

- Isso é repressivo, ou não?

- Não, vamos lá ver. Eu agora sou deputado na Subcomissão da Agricultura e na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura. Fui relator da Lei da Rádio. Só isso já valia a pena ter por lá passado.

- Aí o PSD absteve-se; mesmo fazendo parte da bancada laranja pode tomar decisões opostas?

- O PPM só não é um grupo parlamentar por acidente de percurso. Porque quando isso foi acordado com o PSD, o Tribunal Constitucional só não aceitou por ter sido entregue fora do prazo. Mas o facto de regimentalmente serem dois deputados independentes, aos deputados do PPM não lhes é tirada a sua autonomia política.

- Propôs o arquivamento da petição pela criação do Dia de Luta Contra a Homofobia...

- O que passou para a opinião pública, indevidamente, foi um esboço do relatório. O relatório que eu assinei foi outro. A conclusões foi – na alínea b) – deixar ao livre arbítrio a opinião de cada deputado.

- Mas qual é a sua opinião?

- Já existem diplomas no Direito Português e na Constituição que impedem atitudes persecutórias a pessoas com base na orientação sexual. O dia 17 de Maio, que pretendiam criar é o dia contra a homofobia; a homofobia é contra a homossexualidade. Não é um dia pela homossexualidade, é diferente.

- E seria diferente?

- Cada um é livre de ter a sua orientação sexual. A sociedade portuguesa respeita isso. Então porque é que temos de promover a homossexualidade? Porque é que temos de promover um direito consagrado por nós todos. Ninguém duvida desse direito.

- Por essa ordem de ideias, não é a favor do Dia da Mulher.

- É diferente. O género é uma coisa... No mundo do trabalho e na diferença por haver mais homens do que mulheres – em que a mulher quer ter os mesmos direitos – não tem nada a ver o género com a atitude sexual.

- E sobre os casamentos gay?

- O casamento é uma regra estabelecida pela sociedade e no que é a família – e como é que ela se deve estabelecer. Não percebo porque é que a homossexualidade tem de imitar os fenómenos sociais da heterossexualidade.

-Vou-lhe falar de injustiça. Disse em entrevista ao ‘DN’: “Espero que o tribunal não dê razão à injustiça”. Disse-o por ter denunciado corrupção na Câmara de Sintra e ter passado a arguido. Como ficou o caso?

- Então, fui ilibado – e agora ela (Edite Estrela) recorreu. Está provadíssimo que havia corrupção na Câmara de Sintra. Agora, eu nunca acusei a doutora Edite Estrela de corrupta.

- Não havia uma questão pendente com uns terrenos seus?

- É uma mentira da doutora Edite Estrela que dizia que eu tinha querido aprovar terrenos e que não consegui. Vendi um terreno a alguém e esse alguém quis fazer lá uma urbanização. E não o conseguiu na medida em que queria.

- Foi também porta-voz dos pequenos partidos – em vias de extinção por força da nova lei – o que vai acontecer ao PPM?

- Estamos a aferir os ficheiros, mas excedemos largamente os 5000 militantes. Andamos à volta dos 10 mil.

- Diz que vive do trabalho, mas tem uma casa que vale uma pequena fortuna, como conseguiu?

- Trabalhando e sofrendo muito. Tenho o maior projecto hortofrutícola do País – que ainda o é – seis hectares de estufa cobertos de vidro. Depois fui amealhando daqui, amealhando dali – como diz o povo. Demorei 20 anos a fazer as obras desta casa.

- A família não lhe deixou nada?

- Ah sim: a educação, a minha determinação, a minha fé e o meu trabalho.

- É fado da sua vida destituir D. Duarte Pio de Bragança?

- É meu fado repor a verdade, levantar a espada em cima do cavalo para traçar a verdade.

- E o que faria com essa espada?

- Como fez São Miguel Arcanjo, destruiria templos.

- Que templos destruiria?

- Tantos, tantos. Não só este, este é o menor. Já destruí o templo da doutora Edite Estrela, por exemplo, quando ela publicamente anunciou que perdeu as eleições por minha causa. Sabe o que respondi? Fosse eu a pessoa mais importante deste Mundo, não tivera eu razão e nada disto acontecia.

- Foi a sua mãe que deu pelo seu jeito para cantar; havia muitos cantores e músicos lá em casa?

- Todos nós. Fez parte da nossa formação cantar e dançar o folclore. Sempre foi apanágio da nossa família dedicarmo-nos à cultura. Tem feito jeito!

- Cantava também na missa, aprendeu lá a trabalhar a voz?

- E ainda canto. Eu nunca tive aulas de canto. Aprendi alguma música quando era miúdo, mas nunca quis aprender a educar a voz. Um médico otorrino disse-me que tenho a voz muito bem colocada para cantar. É o meu dom.

- Foi educado para ser rei?

- Todos nós fomos educados na nobilíssima forma de servir. Todos somos filiados no partido monárquico. Aliás, são poucas as famílias que podem dizer que todos os seus membros estão filiados num partido. Temos espírito de clã e de servir com a maior humildade.

- Paga os três euros para entrar no castelo de S. Jorge?

- Na altura (Novembro de 2004) interpus uma providencia cautelar à decisão camarária. Nunca mais lá voltei. Se for preciso ir lá pagando, fá-lo-ei, porque já me esqueci. Mas é um absurdo.

- Qual é a figura actual da monarquia com quem simpatiza?

- Qual é o português que não diz: “Se o nosso pretendente ao trono fosse o rei D. Juan Carlos, já tínhamos monarquia”?

- Rei D. Duarte Pio de Bragança ou rei D. Nuno da Câmara Pereira?

- Nenhum. Sempre disse que tinha mais direito sucessório do que ele, que não tem nenhum. Prefiro ser o ‘Contestável’, D. Nuno Alvares Pereira, que pôs D. João no trono.

- E quem é o seu pretendente?

- O duque de Loulé, que é descendente directo da Infanta D. Ana de Jesus Maria, irmã de D. Pedro IV e de D. Miguel. O ramo de D. Pedro IV está extinto. D. Miguel, perdeu o seu direito por razões jurídicas e constitucionais. Resta o ramo sempre português da Infanta de Portugal, que nunca resignou aos seus direitos. E como não existia lei sálica em Portugal e as senhora puderam ser donas de casa, marquesas, duquesas e rainhas, então a descendência da Infanta D. Ana de Jesus Maria tem o direito consagrado à sucessão. D. Pedro Mendonça é o rei.

- Quem calaria se fosse rei?

- Eu acho que ao (Hugo) Chávez nunca mandaria calar!

PERFIL

Presidente do PPM (Partido Popular Monárquico) e deputado à Assembleia da República pelo seu partido, mas inserido na bancada parlamentar do PSD, Nuno da Câmara Pereira nasceu a 19 de Junho de 1951. É fadista também. O seu livro ‘O Usurpador’, da Dom Quixote, será posto à venda amanhã mas o lançamento oficial da obra está marcado para o dia 1 de Fevereiro.
Bruno Contreiras Mateus
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MensagemAssunto: Re: Livro o Usurpador   Ter 22 Jan - 13:32:06

http://www.dquixote.pt/Livre/Ficha.aspx?id=1978

O USURPADOR
Nuno da Camara Pereira

Desde a morte do Rei D. Manuel II (1932) que a questão dinástica está envolta numa enorme polémica. Recentemente, porém, a questão assumiu contornos de verdadeiro assunto de Estado. Para tal contribuiu o conhecimento público de um parecer emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, solicitado pelo então ministro Freitas do Amaral, que reconhece D. Duarte Pio de Bragança como Duque de Bragança e chefe da Casa Real de Portugal, fundamentando essa decisão numa série de considerações, algumas deveras surpreendentes!
A sucessão da Coroa de Portugal foi assim, decidida em termos «definitivos e executórios» por uma República, que apesar de se apelidar de laica e socialista, assumiu uma posição oficial inédita, que nem o antigo regime, conhecido patrocinador da linha miguelista, ousou tomar...
Em O Usurpador são feitas poderosas revelações sobre a forma como foi conduzido o último processo de sucessão monárquica e sobre o destino que tomou o património de D. Manuel II, que envolve nomes como o de Salazar, monárquico convicto, e de D. Duarte Pio, pretenso chefe da Casa Real Portuguesa, numa forte polémica.
Neste livro são dadas escandalosas pistas sobre qual foi, afinal, o real destino da colecção de arte, de D. Manuel II, que estava no Palácio da Ajuda aquando do incêndio que aí deflagrou...
Através de uma viagem cronologicamente organizada, pela História de Portugal, desde os últimos anos da Monarquia até aos dias de hoje, o autor, num estilo próprio e muito vivo, apoiado em abundante e indesmentível documentação, desmonta, página a página, o equívoco que, à cerca de um século, envolve a questão dinástica em geral e a pretensão miguelista, em particular.



ISBN: 978-972-20-3332-9
Páginas: 448
Dimensões: 15,5x23,5 cm

Colecção: LIVROS D'HOJE

Ano de Edição: 2008
Encadernação: Brochado

Preço sem IVA: 17,95 €
Preço com IVA: 18,85 €

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Ricardo Machado
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MensagemAssunto: Re: Livro o Usurpador   Ter 22 Jan - 20:35:56



O Valdez parece que tens um candidato mais forte do que o teu Italiano afinal acusa D. Duarte de não ser Português o teu tambem não o é por isso pela boca morre o peixe.bobo
Ao menos este e português.

O duque de Loulé, que é descendente directo da Infanta D. Ana de Jesus Maria, irmã de D. Pedro IV e de D. Miguel. O ramo de D. Pedro IV está extinto. D. Miguel, perdeu o seu direito por razões jurídicas e constitucionais. Resta o ramo sempre português da Infanta de Portugal, que nunca resignou aos seus direitos. E como não existia lei sálica em Portugal e as senhora puderam ser donas de casa, marquesas, duquesas e rainhas, então a descendência da Infanta D. Ana de Jesus Maria tem o direito consagrado à sucessão. D. Pedro Mendonça é o rei.
Viva a monarquia!!!!!!!!!!!
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