MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
InícioInício  FAQFAQ  BuscarBuscar  Registrar-seRegistrar-se  MembrosMembros  GruposGrupos  Login  

Compartilhe | 
 

 O Triunfo do Materialismo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
NacionalCristão
Guarda-Marinha
Guarda-Marinha


Número de Mensagens : 9
Data de inscrição : 22/09/2007

MensagemAssunto: O Triunfo do Materialismo   Sab 22 Set - 12:11:53

O Triunfo do Materialismo

O materialismo surgiu na história da humanidade como uma forma radical e redutora, por isso limitada, de interpretar a realidade. No materialismo tudo é reduzido ao palpável, ao visível, à sensação, à matéria caótica. Esta forma incompleta de conceber o Universo nasceu a partir do momento em que se estabeleceu uma clara separação entre a realidade pensante e a realidade não pensante. O materialismo sustenta que toda a realidade é de carácter material ou corporal, relegando para segundo plano toda a realidade pensante ou espiritual. A realidade espiritual caracteriza-se pela reflexão, pela força da vontade, pela capacidade intelectual e pelas virtudes morais que qualificam os indivíduos. O materialismo moderno, capitalista e marxista, tem contudo raízes longínquas no tempo. É um regresso ao passado, a doutrinas muito antigas que remontam ao tempo de Demócrito e de Epicuro nos séculos IV e III antes de Cristo.

Para além dos materialistas entenderem a matéria como fundamento de toda e qualquer realidade, entendem-na ainda como causa de todas as transformações. Argumentam que a matéria não é só o informe ou o indeterminado, mas também o formado e o determinado, esquecendo e desprezando, assim, a essência e todas as capacidades espirituais que estão na origem das diversas modificações. O materialismo não pode ser alargado ao campo gnoseológico e muito menos até ao campo metafísico. No movimento sócio-cultural e político-religioso que foi o Renascimento encontramos o embrião do capitalismo burguês que, combatendo o espírito medieval cristão, implementou o lema “o homem vale aquilo que produz”. Incrementaram-se nesta altura os valores humanistas onde o homem passa a ser o centro do mundo, o egoísmo individualista encontrou, neste movimento revolucionário burguês, terreno fértil para o seu germinar. Combatendo a liberdade da pureza fomentou-se a escravidão do vício. À virtude opôs-se a fama, a moral perdeu valor, o que importa é gozar o máximo possível a vida. A fama surge como forma de sobrevivência após a morte. À caridade medieval opõe-se a exploração renascentista.

O culminar desta mudança radical de vida extremou-se na revolução francesa de 1789, onde todas as formas de governo são subvertidas. O topo do mal não estava porém atingido, do meio da trapalhada e da perda total dos valores eclesiásticos, fundados numa entrega incondicional de amor à humanidade, eis que surge o fantástico criador do materialismo histórico: Karl Marx. A doutrina defendida por Marx e Engels, sustenta que não é o espírito que determina a história, mas que toda a vida espiritual é uma superstrutura da estrutura fundamental das relações económicas de produção. Como um mal nunca vem só surge mais outro materialista famoso, Augusto Comte, pai do positivismo redutor do conhecimento à experiência e à sensação e fundador da Sociologia, que concebe o materialismo como a explicação do superior pelo inferior. Comte defende que da matéria precede tudo quanto depois vai surgir dela e, de certo modo, atribui à matéria as características do espírito e da consciência. O processo de evolução da matéria é de certo modo livre, esta liberdade desprende-se do material e acaba forçosamente por se sobrepor a ele.

O materialista, seja capitalista ou socialista moderado, perante dois homens exactamente com a mesma altura, o mesmo peso e a mesma força física, afirmará que está na presença de dois homens iguais. Porém, nada é mais errado pois a essência desses homens está na sua alma, nas suas acções, na capacidade de amar e de perdoar, está nas virtudes morais: Bondade; Senso de Justiça; Sinceridade; Honestidade; Fidelidade; Lealdade.
O materialista, marxista, comunista ou anarquista, vai mais longe e, para além do manifesto desprezo pelo espírito de cada um, despreza também as capacidades físicas, tornando o ser humano numa massa uniforme.
Desde algumas décadas que o mundo Ocidental está divido e governado pelas várias forças do materialismo. Com a batuta, a dirigir esta orquestra de forças medíocres, estão os patrões da comunicação social global e globalizante. A troca da felicidade na harmonia pelo mito da igualdade tem um preço enorme: massificação; egoísmo; inveja; desenraizamento; desmotivação; alienação; depressão; infelicidade; criminalidade; etc.

Se para explicar a realidade, a existência e os mistérios do mundo, a fé não chega, também é verdade que, só a ciência também não nos garante a mundividência nem nos dá sentido, motivação, conteúdo ou explicação para a vida, não permitindo a plenitude da contemplação. Só a fé e a ciência juntas são o garante do conhecimento total. O materialismo dominante tudo faz para travar a fé cristã ou qualquer outra fé que não tenha por base a fé fanática no absurdo individualismo. Para a psicanálise de Freud, a fé é uma doença psíquica, que mantém a pessoa no infantilismo roubando-lhe a autonomia e a liberdade, tornando-se fonte de neurose e de desequilíbrios psíquicos. Nada mais errado, a fé liberta os homens e promove os valores humanos, tais como: solidariedade; força; coragem; fidelidade. A fé enriquece o homem na sua personalidade e no compromisso com a sociedade. O homem sozinho mergulhado na angústia da solidão, provocada por valores egoístas, jamais poderá sentir-se feliz ou realizado. Para almejar a felicidade, o homem precisa necessariamente de amar e ser amado. O materialismo reduz o amor apenas à amizade interesseira e ao sexo. O mundo Ocidental está submerso no materialismo e as correntes que o oscilam ameaçam arrastar toda a humanidade para a profundeza de um abismo onde reina a escuridão intelectual.

Negas o espírito superior, chafurdas na mediocridade!

http://nacional-cristianismo.blogspot.com/
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Beladona
Almirante
Almirante


Feminino
Número de Mensagens : 103
Data de inscrição : 09/01/2007

MensagemAssunto: Re: O Triunfo do Materialismo   Sab 22 Set - 21:10:33

Meu caro NacionalCristão

Ao ler o seu post vieram-me à memória as diversas definições sócio/filosóficas que dei nos meus tempos de estudante, e que me faz sorrir ao lembrar-me de certos episódios que considero cómicos hoje, mas que na altura me deram algumas dores de cabeça, entre o diálogo havido entre mim e alguns professores...

É deveras simplista quando se "empinam" matérias sem a devida compreensão e prática/vivência das mesmas, e depois, se emitem opiniões como sendo únicas e certeiras, estando a falar destas áreas/temas, só pelo simples facto de mencionarmos os "génios" A ou B, porque segundo nos disseram os "mestres" e "calhamaços" que tivemos de "empinar", são os "bonzinhos" por pensarem desta ou daquela maneira. Já os que pensam de maneira contrária são "maus", e deles vem tudo aquilo que fomos ensinados a temer e repudiar por não serem convenientes, sem sequer nos lembrarmos que o mundo não é só branco e preto como certas filosofias e religiões japonesas dizem. Mas existe também o cinzento, e no meu modesto entender, aliás, espero que leve sempre para esse campo, pois não é minha intenção dar lições a ninguém ou impôr seja lá o que fôr, existem diversas cores, veja a diversidade colorida que vemos no arco-ìris. Na natureza existem uma infinidade de cores...é uma maravilha.

O ser humano, não é um compartimento estanque, no qual se vão metendo ideias e opiniões, e depois, a partir daí dita o seu pensamento e vive.

O ser humano, é algo mais que um autómato, tem o poder do raciocínio e de pensar por si mesmo, tirando por isso conclusões e formando opiniões do que assimila na sua vida e na cultura/sociedade que o rodeia, é uma miríade de pensamentos, culturas, crenças, filosofias, etc.,etc.

O ser humano, é um misto de matéria e espírito em equilíbrio. se por motivos vários essas partes se desequilibram podemos efectivamente, entrar em ruptura connosco e ou com a sociedade.

Eu pessoalmente, ainda estou a tentar aprender e à procura das minhas "verdades", e olhe que não é por falta de vivências e contactos. Devo de ser um pouco lenta a chegar a alguma conclusão.Enfim, nem todos podemos ser espertos como é de calcular. Todos nós temos os nossos diferentes rítmos.

Se todos fizermos por ser/estar equilibrados, não há nada a temer, com ou sem as diferentes fés/crenças existentes.

Beladona
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
O Conjurado
Almirante
Almirante


Masculino
Número de Mensagens : 128
Local/Origem: : Lisboa
Data de inscrição : 28/12/2006

MensagemAssunto: Re: O Triunfo do Materialismo   Sab 22 Set - 22:17:39

Caro Nacional Cristão,

Fico contente por vê-lo por estas paragens. Continue o bom trabalho.

b.reis
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Beladona
Almirante
Almirante


Feminino
Número de Mensagens : 103
Data de inscrição : 09/01/2007

MensagemAssunto: Re: O Triunfo do Materialismo   Sab 22 Set - 22:43:51

Desculpem mais este meu post. Mas, é que nem de propósito, saiu hoje no DN (22-09-07) a crónica semanal do sr. padre e professor de Filosofia Anselmo Borges, o qual muito respeito, e que acho insuspeita (a sua crónica), vinda de quem vem, foca a matéria que está a ser focada neste tópico, portanto,passo a transcrever com a devida vénia a mesma:

Dificuldades da Igreja no Mundo actual

Tudo começa com um equívoco. Hoje, quando se fala da Igreja, é numa gigantesca instituição e nos seus altos e médios hierarcas que de facto se pensa: Papa, bispos, padres. Já se esqueceu que, no princípio, não era assim, pois Igreja significava a reunião das Igrejas, entendidas como assembleias dos cristãos congregados em nome de Jesus.

Foi com Constantino e Teodóro que tudo se modificou, quando o cristianismo se tornou religião oficial do Estado e a Igreja acabou por transformar-se numa instituição de poder.

Desde então, de um modo ou outro, espreitou o perigo de esquecer a Igreja enquanto comunidade dos fiéis a Cristo, que caminha na fé e na tentativa de actualizar no mundo o reinado de Deus a favor de todos os homens e mulheres, sobretudo dos mais pobres e abandonados, para sublinhar sobretudo uma Igreja-instituição, hierarquizada e poderosa. Quem congrega é menos Jesus do que a hierarquia, e a fé está mais dirigida ao dogma do que à pessoa de Jesus e ao Deus salvador.

Depois, tenta-se o diálogo da Igreja com o mundo. Mas que pode entender-se por isso?

Também a Igreja não é de facto mundo, embora mundo a partir de uma determinada visão? Pertencemos todos ao mesmo mundo, ainda que a partir de visões múltiplas e diversas. Mas, mesmo no pressuposto do diálogo, ele torna-se difícil, já que houve rupturas quase insanáveis. Pense-se, por exemplo, que até à década de 60 do século passado se manteve o "Índex", isto é, o catálogo dos livros cuja leitura era proibida aos católicos. Aí figuravam não só muitos teólogos, mas também os pais da ciência e da filosofia modernas, figuras eminentes da história, da literatura e do direito: Copérnico e Galileu, Descartes e Pascal, Bayle, Malebranche e Espinosa, Hobbes, Locke e Hume, também Kant, evidentemente Rousseau e Voltaire, mais tarde, John Stuart Mill, Comte, os historiadores Condorcet, Ranke, Taine, igualmente Diderot e D'Alembert com a "Encyclopédie" e até o "Dictionnaire Larousse", os juristas e filósofos do Direito Grotius, Von Pufendorf, Montesquieu, a nata da literatura moderna, de Heine, Vitor Hugo, Lamartine, Dumas pai e filho, Balzac, Flaubert, Zola, a Leopardi e D'Annunzio, entre os mais recentes, Bergson, Sartre e Simone de Beauvoir, Unamuno, Gide.

Com o fim do "Índex", não terminaram as censuras a dezenas de teólogos, entre os quais Hans Kung, Leonardo Boff, J. Masiá, Jon Sobrino. Como se a Igreja vivesse sob o reflexo do medo de quem ousa pensar.

As dificuldades são diversas, tanto ao nível da doutrina como da própria organização. O mundo moderno pôs em causa o princípio da simples autoridade vertical, mas a Igreja tem dificuldade em aceitar a dúvida e argumentar. Ao princípio da democracia a Igreja contrapõe uma monarquia absoluta. Na sociedade civil, aos dirigentes aplicam-se denominações funcionais: ministros, reitores, directores, mas, na Igreja, o Código de Direito Canónico continua com categorias quase ontológicas: são "superiores" e até "superiores maiores", o que implica que os outros são "inferiores". Jesus tinha dito "sois todos irmãos". Mal um padre é nomeado bispo fica o seu nome próprio precedido de "Dom", abreviatura de "Dominus" (senhor), título senhorial antiquado. Dificuldade maior é a reconciliação com o corpo, com a sexualidade e com as mulheres na sua igualdade com os homens.

Do ponto de vista doutrinal ainda hoje causa espanto que o padre Teilhard de Chardin, o cientista que tentou conciliar a fé com uma concepção evolucionista do mundo, continue sob suspeita. Mas como se pode proclamar ainda, no quadro da evolução, a visão tradicional de Adão e Eva e do pecado original? Como é concebível que dois seres apenas semiconscientes tenham cometido um pecado que estaria na origem de todo o mal do mundo? Como é possível continuar a transmitir a ideia perversa de que Deus descarregou sobre o seu Filho na cruz toda a sua cólera, reconciliando-se desse modo com a Humanidade? Este é o nervo da questão: acredita-se, sinceramente, por palavras e obras, que Deus é Amor?
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: O Triunfo do Materialismo   Hoje à(s) 10:53:49

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
O Triunfo do Materialismo
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» O triunfo na tribulação - parte final

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
MONARQUIA TRADICIONAL :: GERAL-
Ir para: