MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
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Valdez
Almirante do Império
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Seg 7 Jan - 17:45:31

Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é um robô que pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- 150.
Então o robô serve um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobre aquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí.

O tipo ficou impressionado, e resolveu testar o robô. Saiu, deu uma volta e retornou ao balcão. Novamente o robô pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- Deve ser uns 100.
Imediatamente o robô serve-lhe um whisky e começa a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher e outros assuntos semelhantes.

O sujeito ficou abismado. Sai do bar, pára, pensa e resolve voltar e fazer mais um teste. Novamente o robô lhe pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem disfarça e responde:
- Uns 20, eu acho!
Então o robô lhe serve-lhe uma pinga de tinto, inclina-se no balcão e diz bem pausadamente:
- E então meu, vamos votar no Sócrates de novo?
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Valdez
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MensagemAssunto: http://sol.sapo.pt/blogs/jorgepaz/default.aspx   Qui 10 Jan - 2:17:40

http://sol.sapo.pt/blogs/jorgepaz/default.aspx

Referendar o Tratado? Isso dava uma grande trabalheira…



1. E pronto, finalmente o PM Sócrates decidiu e está decidido! O chamado Tratado de Lisboa vai ser ratificado pela Assembleia da República e acabou-se a discussão! E fez muito bem, pois desde que o novo líder do PSD deu o dito por não dito, no que toca a cumprir a promessa eleitoral de se proceder a um referendo, por que é que o governo do PS não podia fazer o mesmo?



E quando todos os entendidos dizem que novo Tratado é no fundamental igual (em 90%) ao anteriormente chumbado, temos de procurar as verdadeiras razões para o partido do governo e o principal partido da oposição faltarem às suas promessas eleitorais.



Ora, depois de muito matutar, cheguei a uma conclusão: a razão é o trabalho. Com efeito, já viram a trabalheira, diria mesmo a canseira, que os políticos iriam ter (englobando aqui quer os governantes quer os que estão na oposição) para explicarem ao povo o novo Tratado?



Já viram bem, os debates, as sessões de esclarecimento, quiçá os comícios, que teriam de fazer pelo país fora, para sabermos se devíamos votar sim ou não a um documento que, passado um mês, ainda nem sequer o governo se deu ao trabalho de editar para o podermos ler?



E depois, com esta “mania” que os portugueses têm de não participarem nos referendos já efectuados (só o que “chumbou” as regiões teve mais de 50% de votantes), o que era bem capaz de se repetir, corria-se o risco de sair mais uma decisão não vinculativa, o que obrigaria os “coitados” dos deputados a terem mesmo de decidir.



2. Por isso, só há vantagem em serem logo os nossos iluminados deputados a decidir, pois não só se “poupa” no referendo, como são os próprios políticos poupados à grande trabalheira de explicar os “pró” e os “contra” do referido Tratado.



Reparem como seria esgotante explicar ao povo que agora quem vai mesmo mandar na União Europeia são os estados grandes, ficando os pequenos, como Portugal, reduzidos a ter de alinhar ou com a Alemanha, ou com a França ou com a Inglaterra, perdendo quase na totalidade o único poder que tinham, que era o direito de veto? E que jamais o nosso país voltará a presidir à U.E., pois agora a mesma vai ter um Presidente, eleito de 5 em 5 anos? E como justificar que Portugal vai perder 2 deputados no Parlamento Europeu e só de tempos a tempos vai ter direito a designar um membro para a Comissão Europeia?



Mas não se preocupem: a Europa não é nem será um Estado, não é nem será uma federação ou confederação de Estados. Ela é e só pode continuar a ser uma singular União de Estados, uma forma política “sui generis”, que baqueará sempre que for submetida ao espartilho das formas políticas tradicionais, seja no que se refere à soberania ou à cidadania, seja no que diz respeito à representatividade, à legitimidade ou aos chamados negócios estrangeiros.



Mais, o povo português de há muito que se habituou a “comer e calar” aquilo que os seus mais ou menos “auto-iluminados” governantes lhe têm impingido, pelo que seria “muito mau” e “perigoso” dar agora ao povo a possibilidade de votar SIM ou NÃO em questões respeitantes à soberania e não só…



3. Por outro lado, não é por acaso que falo nesta poupança aos nossos políticos de uma grande trabalheira e de uma grande canseira, pois se forem ler a nova lei anti-tabaco, que entrou em vigor no passado dia 1 de Janeiro, está lá bem explicado, especialmente no seu artº 4º.

Eu já desconfiava que existia uma diferença significativa entre locais de trabalho e aqueles onde estão instalados os órgãos de soberania e os serviços da administração pública, mas que tal distinção fosse oficializado em decreto-lei … Mas passo a citar do referido diploma, para todos verem
Artigo 4ºProibição de fumar em determinados locais


1 – É proibido fumar:

a) Nos locais onde estejam instalados órgãos de soberania, serviços e organismos da Administração Pública e pessoas colectivas públicas;

b) Nos locais de trabalho …
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Qui 10 Jan - 13:08:37

[color:001f=#666]Imobiliário
Primeira prisão vendida a privados foi comprada por ex-sócio de Alberto Costa
10.01.2008 - 08h23 José António Cerejo
O primeiro estabelecimento prisional vendido pelo Estado a privados, no âmbito do programa de alienações lançado em 2006 por Alberto Costa, foi comprado em Novembro último por uma empresa detida em 99,2 por cento pelo advogado António Lamego, um antigo sócio do ministro da Justiça. A propriedade, que em 1998 tinha custado quatro milhões de euros ao Ministério da Justiça, foi agora vendida à imobiliária Diraniproject III por 3,4 milhões.

Criado em 1998 e instalado no antigo Convento de Brancanes, mesmo à entrada de Setúbal para quem vem de Azeitão, o Estabelecimento Prisional de Brancanes foi extinto pelo Ministério da Justiça em Maio do ano passado, por já não reunir as "condições de habitabilidade que as actuais normas" exigem.

Antes de se tornar prisão por escassos sete anos, o histórico convento, que possui um rico património de azulejaria do século XVIII e foi sede da Câmara de Setúbal após o terramoto de 1755, serviu de quartel militar ao longo de quase todo o século XX. Quando o Governo ali decidiu instalar uma cadeia para resolver o problema da sobrelotação das prisões, era então ministro da Justiça o socialista Vera Jardim, o edifício e os quase cinco hectares da propriedade foram reafectados por decreto ao Ministério da Justiça. Para efeitos da compensação financeira prevista na lei nestes casos, o conjunto foi avaliado em 800.000 contos (4 milhões de euros), valor que o Ministério da Justiça pagou ao Ministério da Defesa.

Vendidos à Estamo

No final de Maio do ano passado, semanas depois da extinção do estabelecimento prisional, o Convento de Brancanes e os terrenos envolventes foram vendidos pelo Estado à imobiliária Estamo, uma empresa de capitais exclusivamente públicos, para que esta procedesse à sua alienação. Nesse mesmo mês, ainda antes de se tornar proprietária, a Estamo requereu à Câmara de Setúbal que alterasse o Plano Director Municipal, por forma a que na antiga cadeia pudessem ser construídos 18.300 m2 de habitação e equipamentos hoteleiros ou de saúde.

A diligência, que ainda não teve resposta, destinava-se a valorizar a propriedade, que goza de uma localização privilegiada, e a torná-la mais apetecível para o mercado imobiliário. Antes disso, no início de Maio, a Estamo fez publicar em dois jornais diversos anúncios em que dizia aceitar propostas até 11 de Junho para vender o imóvel designado Convento de Brancanes, com cerca de 46.000 m2.

De acordo com a informação transmitida ao PÚBLICO pelo gabinete do ministro da Justiça, foram feitas dez propostas, sendo que a melhor foi a da firma Diraniproject III, com "cerca de 7 por cento acima do segundo classificado, pelo que a venda lhe foi adjudicada". O valor do negócio não foi revelado, nem a identidade dos outros concorrentes, mas a escritura de compra e venda celebrada em Novembro entre a Estamo e a adquirente, representada pelo seu administrador único, António Lamego, mostra que esta pagou 3,4 milhões de euros - um preço particularmente interessante para o caso de ali virem a ser autorizados os 18.300 m2 de construção pedidos à câmara.

Feitas as contas à parcela deste total que a lei destina ao ministério a quem a propriedade estava afecta, o Ministério da Justiça vai receber um total de 3,108 milhões de euros, ou seja, menos 892 mil do que pagou ao Ministério da Defesa em 1998.

Por outro lado, a documentação do registo comercial evidencia que a Diranniproject III ainda não existia à data, anterior a 12 de Junho, em que foi apresentada a proposta que lhe permitiu ficar com o imóvel. A escritura da sua constituição foi celebrada apenas em 18 de Julho último, sendo que a totalidade do seu capital é detida pela Diraniproject SGPS, uma holding detida em 99,2 por cento por António Lamego e criada no mesmo dia.

Entre 2000 e 2005 este advogado foi sócio dos dirigentes socialistas Alberto Costa, António Vitorino e José Lamego (seu irmão) na sociedade de advogados criada por estes últimos em 1999 e dissolvida em 2005. Até 2004, António Lamego, que o PÚBLICO não conseguiu contactar, foi também gerente, mas não sócio, da Proteste, uma imobiliária criada por Alberto Costa e alguns dos seus colegas para comprar os escritórios onde aquela sociedade de advogados funcionava.
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Ter 15 Jan - 16:59:26

Descontentamento junta um milhar de oficiais


O vulcão de descontentamento dos militares em relação ao poder político conheceu, sábado, nova erupção, com a participação de mais de um milhar de oficiais, no activo ou fora das fileiras, no jantar anual dos alunos da Academia Militar.

"Há três ou quatro anos que não se via tanta gente", no que serviu como "imagem de coesão e unidade" de quem esteve a "discutir problemas que afectam" os militares, disseram ontem diferentes fontes ouvidas pelo DN que participaram no jantar. Os temas das conversas variaram entre as remunerações baixas, "o ataque" aos benefícios na saúde ou os bloqueios nas carreiras, entre outros assuntos.

"Quando os militares se sentem prejudicados, magoados e, de certa forma, se sentem maltratados, 'tocam a reunir'", declarou ao DN o general Loureiro dos Santos, um ex-chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) que, com todo o peso do seu prestígio e da sua influência mediática, "[vai] mostrar, por todos os meios, a verdadeira irresponsabilidade do poder político na forma como trata os militares".

Loureiro dos Santos - a par do ex--presidente da República Ramalho Eanes - foi um dos cerca de 1200 actuais e antigos oficiais presentes no jantar de sábado. Segundo um oficial superior no activo, "não são só as associações que conseguem mobilizar os militares" descontentes.

"As pessoas estão muito preocupadas com o que está a suceder" e, em particular, com "a completa insensibilidade" do Executivo - leia-se o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos - em relação às Forças Armadas, insistiu Loureiro dos Santos. "Dou dois exemplos: no Orçamento de Estado para 2007 aplicou-se às Forças Armadas a regra de só haver uma admissão por cada dois militares que saíssem. Ora, não é preciso ter a quarta classe para saber que isto não se aplica às Forças Armadas." Mais: "Depois de os militares e o Ministério da Defesa terem explicado isso, agora [no orçamento para 2008] é a mesma coisa. Dá a impressão que estão a brincar", disse o ex-CEME.

"E lembra-se da explosão [em 2005, onde morreu um sargento e ficou gravemente ferido um cabo dos Comandos] que houve no Afeganistão? Foi dito que se iam comprar mais viaturas blindadas. O Ministério da Defesa mandou o pedido, mas ainda não veio o dinheiro nem as viaturas", denunciou Loureiro dos Santos. "Não é possível que o ministro das Finanças actue desta forma. Não pode ser!" O militar foi mais longe na denúncia de um comportamento político que qualifica como "quase criminoso: imagine que há um problema [nova explosão sob um veículo e mais mortos] amanhã. Como é?".

Cavaco Silva, enquanto chefe do Estado e comandante supremo das Forças Armadas, surge como a única válvula de escape do ressentimento e indignação dos militares contra o poder político. "O sentimento que existe é que a entidade que melhor compreende a importância do instrumento militar na ordem interna e externa é o Presidente da República", quer o actual como os anteriores, Jorge Sampaio e mesmo Mário Soares, sublinhou o ex-CEME.|

MANUEL CARLOS FREIRE
RUI COUTINHO (DN)
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Qua 16 Jan - 0:54:23

Repassando...


Texto na íntegra disponível em: http://mnemonicomassapina.blogspot.com/

do ex-jornalista, Dr. J. J. Massapina, ora em João Pessoa, Brasil





"...SENHORES À FORÇA, MANDADORES EM LEI.... "



MÁFIA no Banco de Portugal







1) Para quem não saiba quem é Alan Greenspan, fique a saber que


é um senhor nascido em Nova Iorque, de origem judaica, que


gostava de tocar saxofone na adolescência, que se doutorou com


elevadíssimas médias em Economia e que foi nomeado pelo presidente Reagan, em Junho de 1987, "Chairman of the Board of


Governors of the Federal Reserve" -- nomeação confirmada pelo


Senado dois meses depois.





2) O "Federal Reserve" está para os americanos como o Banco de


Portugal está para nós. E por


que estou eu com toda esta conversa


sobre o Sr. Greenspan?





Porque quando ele deixou o lugar, em Janeiro de 2006, auferia


anualmente, pelo desempenho daquele alto cargo, a módica quantia


de 186.600 dólares norte-americanos por ano -- qualquer coisa


como 155.000 euros.




O valor dos honorários dos outros membros do Conselho de


Administração ("Vice-Chairman" incluído) é de cerca de 150.000 euros.




3) Agora, sabem quanto pagamos ao Governador do Banco de Portugal, um senhor dotado de prodigioso crâneo,


que dá pelo nome de Vítor Constâncio?




Não sabem, pois não?




Então pasmen: 280.000 euros,


leram bem, DUZENTOS E OITENTA MIL EUROS!




É claro que uma grande potência como Portugal, que possui o dobro da influência, à escala planetária, dos insignificantes EUA, tinha de pagar muito bem ao patrão do seu Banco, além de todas as incontáveis mordomias que lhe dispensa, tal como aos seus pares daquela instituição pública.




Também é claro que a verba do americano é fixada pelo Congresso e


JAMAIS - - como diria o bronco do Lino -- pelo próprio, ao contrário do que se passa no país dos donos do mundo e dos maiores imbecis que habitam o planeta Terra.




4) O que mais impressiona nestes números é que o homem que é


escutado atentamente por todo o mundo financeiro, cuja decisão


sobre as taxas de juro nos afecta a todos, ganha menos do que o


seu equivalente num país pobre, pequeno, periférico, que apenas


uma ínfima parcela desse território presta alguma atenção!




Até a reforma do Mira Amaral é superior à do Greenspan!




Talvez não fosse má ideia espreitarem o Portal do Banco de Portugal e verem quem por lá passou como governador,


http://www.bportugal.PT/ http://www.bportugal.pt ,

cliquem em "história".




5) Por que razão esta escandalosa prática se mantém?




Pela divisa do Conselho de Administração do Banco de Portugal


que deve ser parecida com algo assim: " Trabalhe um dia, receba


uma pensão de reforma vitalícia e dê a vez a outro."




6) Os sucessivos governadores do Banco de Portugal têm muito em


comum.




Por exemplo, sempre que aparecem em público de rompante


é porque vem aí borrasca!




-- "Os portugueses vivem acima das suas possibilidades.


Há que cortar nos ordenados, há que restringir o crédito!"




Proclamam-no sem que a voz lhes trema, mesmo quando se sabe que


o actual governador aufere rendimentos que fariam inveja a Alan


Greenspan.



No fundo, o que eles nos querem dizer é, "Vocês vivem acima das


vossas possibilidades, mas nós não!"




Têm carradas de razão.




7) As remunerações dos membros do conselho de administração do


Banco de Portugal são fixadas, de acordo com a alínea a) do art. 40.º da Lei Orgânica, por uma comissão de vencimentos.




E quem foi que Luís Campos e Cunha, o então ministro das Finanças e ex-vice-governador do Banco de Portugal, nomeou para o representar e presidir a essa comissão?




O ex-governador Miguel Beleza, o qual, como adiante se verá, e caso o regime da aposentação dos membros do conselho de administração também lhe seja aplicável como ex-governador do


Banco, poderá beneficiar dos aumentos aprovados para os membros


do conselho de administração no activo.




Uma seita a que o comum dos portugueses não tem acesso e sobre


a qual lhe está vedada toda e qualquer informação, filtradas que


são todas as que não interessa divulgar pelos meios da


subserviente comunicação social que temos.




Cool Mas tão relevantes como os rendimentos que auferem, são as


condições proporcionadas pelo Banco de Portugal no que respeita à


aposentação e protecção social dos membros do conselho de


administração.





9) O regime de reforma dos administradores do Banco de Portugal foi alterado em 1997, para "acabar com algumas regalias


excessivas actualmente existentes."




Ainda assim, não se pode dizer que os membros do conselho de


administração tenham razões de queixa.




Com efeito, logo no n.º 1 do ponto 3.º (com a epígrafe "Tempo a contar") das Normas sobre Pensões de Reforma do Conselho de Administração do Banco de Portugal se estabelece que, "O tempo mínimo a fundear pelo Banco de Portugal junto do respectivo Fundo


de Pensões, será o correspondente ao mandato (cinco anos),


independentemente da cessação de funções."




10) Que significa isto?




Um membro do conselho de administração toma posse num belo dia e, se nessa tarde lhe apetecer rescindir o contrato, tem a


garantia de uma pensão de reforma vitalícia, porque o Banco se


compromete a "fundear" o Fundo de Pensões pelo "tempo mínimo (?)


correspondente ao mandato (cinco anos)". (Ver "divisa" no parágrafo 5).




11) Acresce que houve o cuidado de não permitir interpretações


dúbias que pudessem vir a prejudicar um qualquer membro do


conselho de administração que, "a qualquer título", possa cessar


funções.




O n.º 1 do ponto 4.º das Normas sobre Pensões de Reforma dissipa quaisquer dúvidas: "O Banco de Portugal, através do seu Fundo de Pensões, garantirá uma pensão de reforma correspondente


ao período mínimo de cinco anos, ainda que o M.C.A. [membro do conselho de administração] cesse funções, a qualquer título ."




12) Quem arquitectou as Normas sobre Pensões de Reforma pensou em tudo?




Pensou, até na degradação do valor das pensões. É assim que o n.º 1 do ponto 6.º estabelece põe sua vez: "As pensões de reforma serão actualizadas, a cem por cento, na base da evolução das retribuições dos futuros conselhos de administração, sem rejuízo dos direitos adquiridos ."




13) E o esquema foi tão bem montado que as Normas sobre Pensões de Reforma não deixam de prever a possibilidade de o membro do


conselho de administração se considerar ainda válido para agarrar


uma outra qualquer oportunidade de trabalho que se lhe depare.




Para tanto, temos o ponto 7.º, com a epígrafe "Cumulação de pensões", que prevê: "Obtida uma pensão de reforma do banco de Portugal, o M.C.A. [membro do conselho de administração] poderá


obter nova pensão da C.G.A. ou de outro qualquer regime, cumulável com


a primeira (!)."




14) Mas há mais. O ponto 8.º dispõe que o "M.C.A. [membro do


conselho de administração] em situação de reforma gozará de todas


as regalias sociais concedidas aos M.C.A. e aos empregados do


Banco, devendo a sua pensão de reforma vir a beneficiar de todas


as vantagens que àqueles venham a ser atribuídas ."




15) Não restam dúvidas de que fez um excelente trabalho quem


elaborou as Normas sobre Pensões de Reforma do Conselho de Administração do Banco de Portugal. Pena é que não tenha igualmente colaborado na elaboração do Código do IRS, de modo a compatibilizar ambos os instrumentos legais.




Não tendo acontecido assim, há aquela maçada de as contribuições do Banco de Portugal para o Fundo de Pensões poderem ser consideradas, "direitos adquiridos e individualizados dos respectivos beneficiários" e, neste caso, sujeitas a IRS, nos termos do art. 2.º, n.º 3, alínea b), n.º 3, do referido código.




No melhor pano cai a nódoa.




Ah, e por favor não reencaminhem isto para o Greenspan -- ainda dá uma dor fininha ao pobre coitado...



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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Qua 16 Jan - 11:35:20


[size=21]A Igreja Católica na mira dos rangers da ASAE
Depois dos restaurantes (excepto os dos casinos) e das cantinas dos hospitais o novo alvo da ASAE vai ser a Igreja Católica, onde há sinais evidentes de falta de higiene, bem como muitas dúvidas quanto ao respeito pela proibição de fumar nos espaços fechados.
Ao contrário do que sucede com os casinos, onde a lei dos jogos que permitiu ao inspector-geral da ASAE fumar a sua cigarrilha mal cheirosa, a Concordata não estabelece regras quanto à possibilidade de fumar nos locais de culto, designadamente, nas sacristias e outras zonas reservadas, pelo que se Sua Eminência Reverendíssima Dom José Cardeal da Cruz Policarpo quiser dar a sua "ganza" não terá o mesmo privilégio do António Nunes e terá que o fazer ao relento, à porta da Sé.
O inspector-geral considera que a lei se aplica às igrejas porque estas são um “local de trabalho” do clero, nelas há “atendimento directo de público”, no seu interior pratica-se a catequese pelo deverão ser consideradas “locais destinados a menores de 18 anos” e “estabelecimentos” de ensino. Mas, tanto quanto, se sabe nenhuma igreja afixou o dístico de proibição de entrada de fumadores um gesto que só pode ser entendido com uma afronta ao poder pessoal do inspector-geral da ASAE conduzida por D. José Policarpo. Ao contrário do que sucede com os outros estabelecimentos onde as beatas são viusíveis à porta, nas igrejas é no interior que se podem ver as beatas, uma manifestação de desrespeito pela lei.
Toda a gente sabe que o cardeal patriarca de Lisboa é um fumador incorrigível, até houve quem comentasse que só não se mudou para a residência da Praça de São Pedro porque o fumo do tabaco prejudicava as pratas, teve pior sorte que o António Nunes que é santo na ASAE e pecador no Casino Estoril, beneficiando da tolerância de Sócrates para com os pecadores do seu rebanho. O facto de o cardeal ser o suspeito número um justifica que a mega operação policial que vai fechar muitas das nossas igrejas comece precisamente pela Sé de Lisboa, onde os rangers da ASAE, treinados em Idanha-a-Nova pela CIA e pelo SIS, vão ter a oportunidade de mostrar pela primeira vez as suas aptidões pois assaltarão de surpresa aquele templo, numa tentativa de apanhar de surpresa o D. Policarpo agarrado ao cigarro em plena sacristia.
Mas o tabaco não é a única razão para esta intervenção da ASAE, esta polícia está muito preocupada com a falta de higiene nos estabelecimentos religiosos, cujos sinais são públicos e notórios. É frequente ver o cardeal patriarca dar o seu anel a beijar aos crentes sem cuidar da sua higienização entre cada lambedela, o que justifica a intenção do inspector-geral da ASAE de confiscar o anel cardinalício para que sejam feitas análises microbiológicas no Instituto Ricardo Jorge, a fim de identificar todos os germes que vivem neste pequeno jardim zoológico anelar.
Para além do cachucho de Sua Eminência Reverendíssima Dom José Cardeal da Cruz Policarpo o inspector-geral da ASAE está também preocupado com o facto dos estabelecimentos religiosos não estarem equipados com WC, obrigando os crentes a virem fazer as necessidades biológicas à rua, o que é motivo para determinar os seu encerramento até que uma nova inspecção da ASAE autorize a sua reabertura, como sucedeu com a Ginginha do Rossio ou o Galeto.
Uma segunda linha de preocupações com as condições de higiene praticadas nas igrejas portuguesas refere-se às condições em que são usados produtos alimentares nas celebrações da missa, designadamente, do vinho e das hóstias. Quanto ao vinho a ASAE tenciona verificar se as igrejas têm condições adequadas à lavagem dos cálices estando a estudar a possibilidade proibir a utilização de cálices de metal pois os óxidos produzidos no seu interior podem prejudicar a saúde. Em sua substituição a ASAE pretende sugerir a utilização de cálices ou mesmo de copos de quarto em vidro, de preferência pirex.
Mais grave do que usar cálices em condições de higiene duvidosas e sem que as sacristias tenham o mínimo de condições de assegurar que a sua higienização seja feita respeitando as regras de Bruxelas, é a forma como as hóstias são distribuídas pelos crentes. Os padres entregam-nas sem ter o cuidado de usar luvas (sabe Deus onde andaram, com as mãos...), quando deveriam usar luvas de látex e as hóstias deveriam estar embrulhadas individualmente em papel, onde deveria estar impressa a sua composição, local e data de fabrico, data de validade e a indicação de que foram utilizados cereais transgénicos.
Com esta mega operação, a maior alguma vez realizada em Portugal, movimentando mais meios do que os necessários para fazer o 25 de Abril, António Nunes, o inspector-geral da ASAE, que já é mais conhecido e temido do que José Sócrates, espera fazer sombra ao Marquês de Pombal, se o primeiro-ministro de D. José correu com os Jesuítas, o senhor da ASAE vai constituir a "Ordem da ASAE" e lá meter o que resta do clero. Jú terreiro do Paço
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Qui 17 Jan - 9:54:31

[size=9][size=12][size=16]A falta de vergonha e a arrogância destes governantes só é possivel pela imbecilidade deste povo que perdeu os tomates em Alcacer Quibir e não mais os recuperou a não ser para lutar contra Pinto da Costa.
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[size=21]Lema dos socialistas: à beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente, é dar um passo atrás.

O carisma dos socialistas tem sido sempre o de prometerem e não cumprirem, colocar amigos em lugares de destaque, controlarem os bancos,aumentarem os impostos e destruirem as classes médias, mentindo descaradamente quando são postos perante as realidades.
Sócrates conseguiu dividir o PS, absorver o espaço político do PSD, e aliar-se a Cavaco para ambos beneficiarem de um segundo mandato.
Vejamos o que se passou com a Ota e Alcochete e agora a ponte de Chelas para o Barreiro em que Ferreira do Amaral foi o signatário por parte do Governo do contrato com a Lusoponte. Mesmo que haja transparência, os portugueses interrogam-se se não haverá promiscuidade mesmo com as alterações provocadas pela nova localização do aeroporto.
Perante isto os portugueses continuam "narcotizados e imbecilizados". Guerra Junqueiro já os diagnosticava há mais de 100 anos!! Não há cultura política adequada nem um eleitorado com suficiente educação cívica para distinguir e escolher entre políticos, conceito político e homens dignos, competentes, correctos, honestos, transparentes e com inteligência suficiente para tirar Portugal deste caos económico e social só comparável ao do período do princípio do século XIX.
Mas o que me leva a escrever estas linhas é relatar o que se passa com os Serviços de Saúde.
Correia de Campos com a sua habitual arrogância e prepotência resolveu fechar as urgências do Hospital de Anadia!!! depois deste Hospital ter gasto milhões em equipamento moderno. Perante gente humilde e com mêdo o ministro resolve colocar uma ambulância no local. Para economizar?. Mas será? porque razão não se volta contra o "Lobi" das farmácias e laboratórios e muda o receituário? Passo a explicar: há cerca de 37 anos eu receitava na África do Sul em doses individuais. Um doente toma 3 comprimidos por dia durante uma semana e eu escrevia 21. A farmácia vendia-lhe a quantidade exacta. O custo de embalar é caro e os medicamentos que acabam em nossa casa e passam o prazo de validade são às centenas. Imediatamente se vê os milhões que se poupariam. E o que faz o Ministro? Ataca esse "lobi"?. Claro que não. É preferivel e mais cómodo atacar gente indefesa em Anadia!!! O Governo parece que está a estudar este problema...depois de ser hábito na maior parte dos Países incluindo os africanos há mais de 40 anos!!!. Estou a ver Sócrates no Parlamento a clamar este êxito, mais um dos socialistas!!!
E como é que Correia de Campos explica o facto de apesar de saber que o Simposium terapêutico português tem cerca de 3.000 páginas e a maior parte dos simposiums mundiais terem à volta de 400, e nada ter inquirido? E como explica o facto que há cerca de 60 laboratórios diferentes a vender o mesmo produto, por sinal os mais caros..e lá fora não autorizarem mais de 3 ou 4?. Ignorância Sr. Ministro ou estará tão entretido com as ambulâncias que ultrapassa este assunto?. Outro aspecto é o das urgências e os transportes para os Hospitais. Não se compreende a compra de tantas ambulâncias. De onde vem esse dinheiro?. E para que servem?. Quem é que ganha com a venda desses carrinhos?. Se um doente tem uma paragem respiratória e cardíaca o que se faz?. Só se fala em desfibriladores. Porém o que é que se passa na realidade?. Se um doente deixa de respirar nós temos imediatamente de o entubar, ou seja introduzir um tubo na traqueia para manter a via respiratória aberta e lhe insuflar oxigénio ou o simples ar soprando no tubo. Sem entubação a epiglote fecha a entrada do ar. O cérebro não pode estar sem oxigénio mais de 4 minutos . Aqui entra a seguir logicamente o desfibrilador. O primeiro passo contudo é e será sempre o processo de entubar o doente. E quem sabe fazer isto?. A maior parte dos médicos não sabe entubar pois só os anestesistas o fazem. Aqui faço um parentesis para relatar que quando iniciei a minha especialidade na África do Sul não fui autorizado a trabalhar nos serviços de banco, urgências etc, sem saber entubar.Para isso tive que aprender sob a supervisão de um anestesista e fiz 200 anestesias.
Já aqui em Portugal fui chamado à rua para entubar um doente. Munido do meu laringoscópio e de tubos de entubação lá recuperei o doente.
Entende-se facilmente a importância destes factos. Agora vejamos o que se passa naquelas ambulâncias de Correia de Campos e companhia. São os bombeiros ou os enfermeiros que vão ressuscitar os doentes?. E quantos médicos estão treinados para o fazerem?.Eu apesar da minha experiência tive que fazer duas traqueostomias para conseguir entubar!!. Claro que dentro dos Hospitais tudo seria mais eficaz e não nas ambulâncias.Mas Correia de Campos prefere estes carrinhos. Será que quando era criança não lhe deram brinquedos daqueles?. O mesmo se passa com os inúmeros partos que se tem dado naqueles transportes com o fecho das maternidades. E se houver hemoragias post partum?. E se houver retenção de placentas?. Não há bombeiros nem enfermeiros capazes de resolver estes problemas.
Este é o panorama dos serviços de saúde em Portugal onde as listas de espera continuam, as urgências são um caos e os meus colegas uns autênticos herois a trabalhar em situações degradantes.
A propósito eu só ouvi falar de listas de espera aqui em Portugal, pois na África do Sul e em pleno "apartheid" não havia listas de espera para qualquer raça!!!
A falta de vergonha e a arrogância destes governantes só é possivel pela imbecilidade deste povo que perdeu os tomates em Alcacer Quibir e não mais os recuperou a não ser para lutar contra Pinto da Costa.
A,S.D
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Valdez
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Qui 17 Jan - 10:01:01

Esta está o máximo!



Certo dia, um homem entrou numa loja de antiguidades e deparou-se com uma belíssima estátua de um rato, em tamanho natural. Petrificado com a beleza da obra de arte, correu ao balcão e perguntou o preço ao vendedor:


- Quanto custa?


- A peça custa 500 euro e a história do rato custa 5.000 euro.

- O quê??? 5.000 euro por uma história??? Vou levar só a obra de arte.


Feliz com a aquisição, o homem saiu da loja com a sua estátua debaixo do braço. À medida que ia andando percebeu, mortificado, que inúmeros ratos saíam das lixeiras e sarjetas e que o começavam a seguir. Correndo desesperado, o homem foi até ao cais e atirou a peça com toda a força para o meio do mar. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas atirar-se à água e morrer afogada. Ainda sem forças, o homem voltou para o antiquário e o vendedor perguntou-lhe:


- Veio comprar a história, não foi?


- Não, só quero saber se tem uma estátua do Sócrates.
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Qui 17 Jan - 18:57:49

Será que também lá há estátua do D. Rosário?
Talvez assim nos livrassemos dos seus vassalos nacionais.
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Mariz
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Qui 17 Jan - 19:45:17

Amigo Valdez,

Alterei o final da história, fica melhor e mais adequada às circunstancias.

E a proposito, com o que já li da carta enviada ao PR e AR, tenho a certeza, que nem precisa de gastar o dinheiro com a estatua do Duarte, para os duartistas se atirarem ao mar. Embora alguns ratos já estejam abandonar o navio e busquem terra firme em outros portos.

Valdez escreveu:
Esta está o máximo!



Certo dia, um homem entrou numa loja de antiguidades e deparou-se com uma belíssima estátua de um rato, em tamanho natural. Petrificado com a beleza da obra de arte, correu ao balcão e perguntou o preço ao vendedor:


- Quanto custa?


- A peça custa 500 euro e a história do rato custa 5.000 euro.

- O quê??? 5.000 euro por uma história??? Vou levar só a obra de arte.


Feliz com a aquisição, o homem saiu da loja com a sua estátua debaixo do braço. À medida que ia andando percebeu, mortificado, que inúmeros ratos saíam das lixeiras e sarjetas e que o começavam a seguir. Correndo desesperado, o homem foi até ao cais e atirou a peça com toda a força para o meio do mar. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas atirar-se à água e morrer afogada. Ainda sem forças, o homem voltou para o antiquário e o vendedor perguntou-lhe:


- Veio comprar a história, não foi?


- Não, só quero saber se tem uma estátua do Duarte PIo.
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Valdez
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MensagemAssunto: Re: Sem comentários   Sex 18 Jan - 14:55:46

O paradoxo andante

Cada dia, ao ler os jornais, assisto a uma aula de história.

Os diários ensinam-me pelo que dizem e pelo que silenciam.

A história é um paradoxo andante. A contradição lhe move as pernas. Talvez por isso os seus silêncios digam mais que suas palavras e muitas vezes as suas palavras revelam, mentindo, a verdade.

Dentro em breve será publicado um livro meu chamado Espejos. É algo assim como uma história universal, e desculpem o atrevimento. "Posso resistir a tudo, menos à tentação", dizia Oscar Wilde, e confesso que sucumbi à tentação de contar alguns episódios da aventura humana no mundo do ponto de vista dos que não saíram na foto.

Pode-se dizer que não se trata de fatos muito conhecidos.

Aqui resumo alguns, apenas uns poucos.

- - -

Quando foram desalojados do Paraíso, Adão e Eva mudaram-se para África, não para Paris.

Algum tempo depois, quando seus filhos já se haviam lançado pelos caminhos do mundo, foi inventada a escrita. No Iraque, não no Texas.

Também a álgebra foi inventada no Iraque. Foi fundada por Mohamed al Jwarizmi, há mil e duzentos anos, e as palavras algoritmo e algarismo derivam do seu nome.

Os nomes costumam não coincidir com o que nomeiam. No British Museum, por exemplo, as esculturas do Partenon chamam-se "mármores de Elgin", mas são mármores de Fídias. Elgin era o nome do inglês que as vendeu ao museu.

As três novidades que tornaram possível o Renascimento europeu, a bússola, a pólvora e a imprensa, haviam sido inventadas pelos chineses, que também inventaram quase tudo o que a Europa reinventou.

Os hindús souberam antes de todos que a Terra era redonda e os maias haviam criado o calendário mais exato de todos os tempos.

- - -

Em 1493, o Vaticano presenteou a América à Espanha e obsequiou a África negra a Portugal, "para que as nações bárbaras sejam reduzidas à fé católica". Naquele tempo a América tinha quinze vezes mais habitantes que a Espanha e a África negra cem vezes mais que Portugal.

Tal como havia mandado o Papa, as nações bárbaras foram reduzidas. E muito.

- - -

Tenochtitlán, o centro do império asteca, era de água. Hernán Cortés demoliu a cidade pedra por pedra e, com os escombros, tapou os canais por onde navegavam duzentas mil canoas. Esta foi a primeira guerra da água na América. AgoraTenochtitlán chama-se México DF. Por onde corria a água, agora correm os automóveis.

- - -

O monumento mais alto da Argentina foi erguido em homenagem ao general Roca, que no século XIX exterminou os índios da Patagônia.

A avenida mais longa do Uruguai tem o nome do general Rivera, que no século XIX exterminou os últimos índios charruas.

- - -

John Locke, o filósofo da liberdade, era acionista da Royal Africa Company , que comprava e vendia escravos.

No momento em que nascia o século XVIII, o primeiro dos bourbons, Felipe V, estreou o seu trono assinando um contrato com o seu primo, o rei da França, para que a Compagnie de Guinée vendesse negros na América. Cada monarca ficava com 25 por cento dos lucros.

Nomes de alguns navios negreiros: Voltaire, Rousseau, Jesus, Esperança, Igualdade, Amizade.

Dois dos Pais Fundadores dos Estados Unidos desvaneceram-se na névoa da história oficial. Ninguém se recorda de Robert Carter nem de Gouverner Morris. A amnésia recompensou os seus atos. Carter foi a única personalidade eminente da independência que libertou seus escravos. Morris, redator da Constituição, opôs-se à cláusula estabelecendo que um escravo equivalia às três quintas partes de uma pessoa.

"O nascimento de uma nação" , a primeira super-produção de Hollywood, foi estreado em 1915, na Casa Branca. O presidente, Woodrow Wilson, a aplaudiu de pé. Ele era o autor dos textos do filme, um hino racista de louvação à Ku Klux Klan.

- - -

Algumas datas:

Desde o ano 1234, e durante os sete séculos seguintes, a Igreja Católica proibiu que as mulheres cantassem nos templos. As suas vozes eram impuras, devido àquele caso da Eva e do pecado original.

No ano de 1783, o rei da Espanha decretou que não eram desonrosos os trabalhos manuais, os chamados "ofícios vis", que até então implicavam a perda da fidalguia.

Até o ano de 1986 foi legal o castigo das crianças, nas escolas da Inglaterra, com correias, varas e porretes.

- - -

Em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade, em 1793 a Revolução Francesa proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A militante revolucionária Olympia de Gouges propôs então a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. A guilhotina cortou-lhe a cabeça.

Meio século depois, outro governo revolucionário, durante a Primeira Comuna de Paris, proclamou o sufrágio universal. Ao mesmo tempo, negou o direito de voto às mulheres, por unanimidade menos um: 899 votos contra, um a favor.

- - -

A imperatriz cristã Teodora nunca disse ser uma revolucionária, nem nada que se parecesse. Mas há mil e quinhentos anos o império bizantino foi, graças a ela, o primeiro lugar do mundo onde o aborto e o divórcio foram direitos das mulheres.

- - -

O general Ulisses Grant, vencedor da guerra do Norte industrial contra o Sul escravocrata, foi a seguir presidente dos Estados Unidos.

Em 1875, respondendo às pressões britânicas, respondeu:

–Dentro de duzentos anos, quando tivermos obtido do protecionismo tudo o que ele nos pode proporcionar, também nós adotaremos a liberdade de comércio.

Assim sendo, em 2075, o país mais protecionista do mundo adotará a liberdade de comércio.

- - -

"Botinzito" foi o primeiro cão pequinês que chegou à Europa.

Viajou para Londres em 1860. Os ingleses o batizaram assim porque era parte do botim extorquido à China no fim das longas guerras do ópio.

Vitória, a rainha narcotraficante, havia imposto o ópio a tiros de canhão. A China foi convertida num país de drogados, em nome da liberdade, a liberdade de comércio.

Em nome da liberdade, a liberdade de comércio, o Paraguai foi aniquilado em 1870. Ao final de uma guerra de cinco anos, este país, o único das Américas que não devia um centavo a ninguém, inaugurou a sua dívida externa. Às suas ruínas fumegantes chegou, vindo de Londres, o primeiro empréstimo. Foi destinado a pagar uma enorme indenização ao Brasil, Argentina e Uruguai. O país assassinado pagou aos países assassinos, pelo trabalho que haviam tido ao assassiná-lo.

- - -

O Haiti também pagou uma enorme indenização. Desde que em 1804 conquistou a sua independência, a nova nação arrasada teve que pagar à França uma fortuna, durante um século e meio, para espiar o pecado da sua liberdade.

- - -

As grandes empresas têm direitos humanos nos Estados Unidos. Em 1886, a Suprema Corte de Justiça estendeu os direitos humanos às corporações privadas, e assim segue sendo.

Poucos anos depois, em defesa dos direitos humanos das suas empresas, os Estados Unidos invadiram dez países, em diversos mares do mundo.

Então Mark Twain, dirigente da Liga Anti-imperialista, propôs então uma nova bandeira, com caveirinhas em lugar de estrelas. E outro escritor, Ambroce Bierce, confirmou:

–A guerra é o caminho escolhido por Deus para nos ensinar geografia.

- - -

Os campos de concentração nasceram na África. Os ingleses iniciaram o experimento, e os alemães o desenvolveram. Depois disso Hermann Göring aplicou na Alemanha o modelo que o seu papa havia ensaiado, em 1904, na Namíbia. Os mestres de Joseph Mengele haviam estudado, no campo de concentração da Namíbia, a anatomia das raças inferiores. As cobaias eram todas negras.

- - -

Em 1936, o Comitê Olímpico Internacional não tolerava insolências. Nas Olimpíadas de 1936, organizadas por Hitler, a seleção de futebol do Peru derrotou por 4 a 2 a seleção da Áustria, o país natal do Führer. O Comitê Olímpico anulou a partida.

- - -

A Hitler não faltaram amigos. A Rockefeller Foundation financiou investigações raciais e racistas da medicina nazi. A Coca-Cola inventou a Fanta, em plena guerra, para o mercado alemão. A IBM tornou possível a identificação e classificação dos judeus, e essa foi a primeira façanha em grande escala do sistema de cartões perfurados.

- - -

Em 1953, explodiu o protesto operário na Alemanha comunista.

Trabalhadores tomaram as ruas e os tanques soviéticos trataram de calar-lhe a boca. Bertolt Brecht, em seguida, sugeriu: Não seria mais fácil para o governo dissolver o povo e eleger outro?

- - -

Operações de Marketing. A opinião pública é o alvo. As guerras se vendem mentindo, tal como se vendem os carros.

Em 1964, os Estados Unidos invadiram o Vietnam, porque o Vietnam havia atacado dois navios dos Estados Unidos no Golfo de Tonkin. Quando a guerra já havia trucidado uma multidão de vietnamitas, o ministro da Defesa, Robert McNamara, reconheceu que o ataque de Tonkin não existiu.

Quarenta anos depois, a história se repetiu no Iraque.

- - -

Milhares de anos antes da invasão norteamericana levar a civilização ao Iraque, nesta terra bárbara nasceu o primeiro poema de amor na história mundial. Na língua suméria, escrito no barro, o poema narrou o encontro de uma deusa e um pastor. Inanna, a deusa, amou nesta noite como se fosse mortal. Dumuzi, o pastor, foi imortal enquanto durou essa noite.

- - -

Paradoxos andantes, paradoxos estimulantes:

O Aleijadinho, o homem mais feio do Brasil, criou as mais belas esculturas da era colonial americana.

O livro de viagens Marco Pólo, aventura da liberdade, foi escrito na prisão em Gênova.

Don Quixote de La Mancha, uma outra aventura da liberdade, nasceu na prisão de Sevilha.

Foram netos de escravos, os negros que criaram o jazz, a mais livre das músicas.

Um dos melhores guitarristas de jazz, o cigano Django Reinhardt, não tinha mais que dois dedos em sua mão esquerda.

Não tinha mãos Grimod de Reynière, o grande mestre da cozinha francesa. Com garfos escrevia, cozinhava e comia
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MensagemAssunto: combustiveis   Qua 16 Abr - 14:05:44

15/04/2008
Os biocombustíveis são acusados de exacerbarem a crise alimentar mundial

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if (subtitulo.length > 2) { document.write (''+subtitulo+'
') };


Le Monde

É uma denúncia que não admite contestação: "A fabricação de biocombustíveis constitui atualmente um crime contra a humanidade". Jean Ziegler, o relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, acusa os países desenvolvidos de serem responsáveis pela importante inflação que vem atingindo os gêneros alimentícios.

A explosão dos preços que ocorre atualmente vem provocando "motins da fome" no Haiti e em diversos países da África e da Ásia.

O relator especial concentra seus ataques mais particularmente contra a política de subvenções para as culturas destinadas aos biocombustíveis que tem sido implantada pelos países desenvolvidos. "Quando um governo deslancha, nos Estados Unidos, lançando mão de subsídios que no total somam US$ 6 bilhões [cerca de R$ 10 bilhões], uma política visando a favorecer os biocombustíveis; e que esta drena 138 milhões de toneladas de milho para fora do mercado alimentício, ele está implantando as bases de um crime contra a humanidade, tudo para atender à sua própria sede de combustíveis", explica o suíço Jean Ziegler numa entrevista ao diário "Libération".

Mais rentáveis pelo fato de serem subsidiadas, as culturas que se destinam à fabricação de biocombustíveis tendem com isso a se substituírem às culturas alimentícias, provocando uma rarefação de produtos de base tais como o milho, e, portanto, aumentos dos preços dos gêneros alimentícios
em geral.

Os
biocombustíveis são elaborados a partir de gorduras e de açúcares extraídos de vegetais como o trigo, a colza, o milho ou a beterraba, que são igualmente cultivados para fins alimentícios.

As futuras gerações de biocombustíveis deverão utilizar resíduos - inclusive folhas secas ou palhas - desses alimentos, mas esta deverá ser uma evolução demorada, pois ainda falta muito para que estes novos processos estejam prontos tecnicamente.
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