MONARQUIA TRADICIONAL

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 Igreja contesta islamização da Europa

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bernardo
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Sex 31 Ago - 18:29:33

Twisted Evil ha...ha...ha....

Bem já me estão a chamar vou de férias durante 15 dias portem-se bem.
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Josephus
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Sex 31 Ago - 19:00:09

bernardo escreveu:
Twisted Evil ha...ha...ha....

Bem já me estão a chamar vou de férias durante 15 dias portem-se bem.

Olha mais esta do Athanasius Idea

"On the other hand, there is one religion which does teach that the world is flat even today, and that is Islam! In 1993, Sheik Abdel-Aziz Ibn Baaz, the supreme religious authority in Saudi Arabia issued an edict declaring that the world was flat and anyone who believes otherwise is an infidel. Usually you hear the opposite.

Speaking of Islam, we tend to associate certain types of architecture with Arab style, however Arabs had little style to their architecture until after the prophet's death. What we associate as "Arab" is actually Persian. The Arab invaders, after conquering the Persian empire and dumping all of their wine into the rivers to be replaced with coffee and tea, adopted their architecture as normative."
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Qua 5 Set - 20:24:26

Mais lenha pra fogueira!sunny see more on This Blog
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leònidas_
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Qui 6 Set - 3:23:14

Realmente o número de seguidores do Islão está a aumentar, muito á custa da imigração do que ao número de conversões

A Europa está a atravessar a sua maior crise religiosa de que há memória, os jovens não acreditam na religião e muitos vão á Igreja por tradição mas não por real convicção.....O laicismo suportado pelas novas fronteiras tecnológicas vieram por (ilusoriamente) o papel de Deus como irrelevante para a compreensão da natureza humana...tudo é estatistica e mesurável

Os fluxos migratórios têm levado da Europa para o resto do mundo (estou a excluir os EUA, porque hoje apetece-me) esta absoluta laicização da sociedade e o Islão não está preparado para o embate
A maioria dos paises fundadores do Islão apenas sobrevivem como sociedade coesa devido ao papel que a religião ai tem, se a Europa demorou milhares de anos a chegar ao estado actual de convivéncia entre conhecimento e gnose as sociedades islamicas ainda nem sequer começaram a trilhar esse camiho...que para estas sociedades significa o ocaso

A emergência da fé no Islão é para mim mais uma autodefesa á aniquilação (o que é falso porque todas as sociedades adaptam-se, pode é haver uma incapacidade ou falta de vontade de adaptação) do que uma real emergência e fé
Os bombistas matam-se não para derrotar o infiel (terrorismo é velho na Europa, e esta forma até é suave comparada com outras na História) mas para incentivar a defesa da entidade espiritual

No fundo como os Kamikaze da II grande guerra..o alvo não era o inimigo mas o próprio povo

bem haja
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Josephus
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Qui 6 Set - 3:40:52

Agora a falar sério, gostaste do Blog? muito feliz
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Josephus
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Sex 7 Set - 18:51:11

Leonidas

Surfing sobre este assunto... encontrei referencia à nossa "amiga" Marcia a tal Q foi nojenta para com Dom Duarte....

http://causaidentitaria.org/?p=174
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leònidas_
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Sab 8 Set - 1:43:50

Sabe ...eu já me ri bastante com esse assunto, porque acho que a dita jornalista foi muito bem aconselhada
...é sempre bom ter ilustres cerebros por trâs!

Na altura achei um pouco exagerado...até luvas levou!
Mas depois de ter lido um caso, em que um eminente politico no Irão (creio, de memória) foi acusado juridicamente por ofensa ao Islão..por ter deixado uma mulher toca-lo na mão publicamente ( o próprio presidente do Irão ficou em maus lençois quando beijou a mão de uma antiga professora...uma respeitavel velhota. E que no Islão é proibido tocar numa mulher que não seja a sua...um pouco como o futebol e os penaltys)
A coitada apenas lhe tocou...e o homem foi linchado
Não admira que a jornalista fosse totalmente coberta...coitado do embaixador estava a correr perigo de vida!

Quanto á tal entrevista com SAR... é assim ,a rapariga precisa do emprego e há-de haver sempre alguém com receio de uma restauração...tal como ha-de sempre haver quem se venda
Por isso é que gosto da Monarquia..não está á venda!...o que deve ser uma chatice para quem faz a vida a comprar glórias alheias e acha que todos temos uma etiqueta

bem haja
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Sab 8 Set - 3:20:48

Pensei que este assunto já tinha morrido, dado que te era difícil aceitar que os vínculos sociológicos influenciam a maneira de estar de cada indivíduo, geração após geração, depois vi o repto e já não sei o que te deva fazer!

IzNoGuud escreveu:
Meus caros,

A ver vamos...

1º Qual/Quais é/são o(s) direito(s) de um Português que é/são violado(s) se os Homossexuais poderem passar a casar pelo civil com outras pessoas do mesmo sexo?

O de ter opinião contrária ou seja a liberdade de me expressar contra algo que não concordo, por 11 páginas de motivos que já te dei?

IzNoGuud escreveu:
2º Qual/Quais é/são o(s) direito(s) de um Português que é/são violado(s) pelo facto de a maioria dos outros Portugueses optar por mudar de crença ou por o Catolicismo deixar de ser a crença predominante em Portugal?

Esta acho óbvia! O direito de pertencer a uma maioria!! Razz

Se vocês anti-clericais e anti-católicos já são chatos sendo a minoria imagine-se o inferno que a minha vida seria se fossem a maioria!! Laughing Sem a menor dúvida isto iria chegar aos mesmos termos de 1910 a 1919 ou piores...

IzNoGuud escreveu:
3º Qual/Quais é/são o(s) direito(s) de um Português que é/são violado(s) pelo facto do Estado permitir excepções ao cumprimento das presentes Leis em vigor para alguns?

Eu respondo-te que nenhuns, mas apenas se tu me deixares de moer o juízo com Barrancos e passares a aceitar que se fazes excepções a Leis no sentido que te agrada, vais ter forçosamente de aceitar e defender as que te desagradam!

Your call.

IzNoGuud escreveu:
Quero que cada um de vós me responda a estas perguntas baseando-se APENAS naquilo em que se devem basear quando se estão a considerar situações de uma Sociedade Civil. Que são as Regras e Leis CIVIS desta.

Happy ou nem por isso?

Como nota de rodapé. O que tu pedes é impossível. Ninguém pode adormecer ou esquecer por completo parte de si. Da mesma forma que o teu discurso não é imparcial relativamente à influência da Igreja, na sociedade, o meu também não....só que ao contrário!!!
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Beladona
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Seg 10 Set - 0:20:56

Caro Iz, tomando a liberdade de responder às questões mais atrás apresentadas e desculpando-me por só agora o fazer.

Portanto respondendo à:

1ª-Nenhuns, pois actos ou opiniões de terceiros só interferirão na minha vida e liberdade pessoais se eu deixar ou me limitarem fisicamente.

2ª-Nenhuns, a partir do momento que não interferirão na minha vida e opções pessoais.

3ª-Nenhuns, pois não tocam nos meus direitos e deveres.

Revendo o 3º ponto da pergunta do Iz, peço desculpa, mas é claro que me enganei, visto que se o Estado permitir excepções das presentes leis para alguns por motivos de heranças culturais, em que é que ficamos? Passamos a aceitar tudo o que é tradicional mesmo que implique coisas impraticáveis hoje em dia, como relegar a mulher para 2º plano, não podendo esta ter independência face ao homem, e como este há muitos outros exemplos. Peço desculpa por este meu engano, mas não concordo com situações de excepção.

Aliás, para se poder ajuizar em liberdade sobre determinados temas sociais ou civis temos de nos alhear, ou tentá-lo ao máximo, das nossas crenças, opções e posições pessoais, só assim, poderemos aspirar a alguma independência e imparcialidade de julgamentos.

Caro Pedro Reis, na sua nota de rodapé, na resposta que dá ao Iz e não comentando os diversos itens.

Acha mesmo que é impossível esquecermo-nos do que faz parte das nossas crenças e opções pessoais? Então a nossa Constituição da República e as diversas Leis porque todos nos regemos nunca serão imparciais, nem a elas nunca poderemos aspirar, pois são feitas e pensadas por pessoas com as suas próprias crenças e opções pessoais. Então um Rei/Monarquia, ou Presidente/República nunca serão ou tentarão ser o mais imparciais ou isentos possíveis, pois são somente pessoas que têm as suas crenças e opções pessoais, e por aí fora...

Quanto à parcialidade do discurso do caro Pedro Reis e Iznoguud, é claro que cada um (no meu modesto entender, é claro), discute e defende os seus princípios, à luz do direito civil, não o esqueçamos, só que enquanto um (o Pedro) limita e restringe opções pessoais de terceiros, que não interferem directa ou indirectamente na vida pessoal das pessoas ou sociedade civil, vistos/julgados sob a sua crença e opções, o outro (o Iz), aceita todas as opções individuais de cada pessoa que como já disse , nunca deverão interferir na sociedade civil que a rodeia, não impondo a esse raciocínio os seus padrões de conduta, ou de crenças ou não crenças pessoais.


Última edição por em Seg 10 Set - 23:29:42, editado 1 vez(es)
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Seg 10 Set - 1:45:25

Beladona escreveu:
Caro Pedro Reis, na sua nota de rodapé, na resposta que dá ao Iz e não comentando os diversos itens.

Acha mesmo que é impossível esquecermo-nos do que faz parte das nossas crenças e opções pessoais? Então a nossa Constituição da República e as diversas Leis porque todos nos regemos nunca serão imparciais, nem a elas nunca poderemos aspirar, pois são feitas e pensadas por pessoas com as suas próprias crenças e opções pessoais. Então um Rei/Monarquia, ou Presidente/República nunca serão ou tentarão ser o mais imparciais ou isentos possíveis, pois são somente pessoas que têm as suas crenças e opções pessoais, e por aí fora...

Obviamente minha cara.

Tentar-se nem sempre resulta em conseguir-se! Acha mesmo que a política é imparcial, que todos defendem o mesmo bem comum, com todas as suas posições? Eu tenho como sagrado que enquanto houver homens a definir Leis estas serão sempre um resultado da soma das parcialidades que cada deputado/partido assume.

Pondere se em vez do Prof. Cavaco tivesse sido eleito um outro candidato e neste caso se estas 3 leis vetadas, teriam sido devolvidas. Quer-me parecer que não, pois cada um interpreta pela sua cabeça e aplica as ditas isenção e iparcialidade segundo a sua própria cartilha.

Beladona escreveu:
Quanto à parcialidade do discurso do caro Pedro Reis e Iznoguud, é claro que cada um (no meu modesto entender, é claro), discute e defende os seus princípios, à luz do direito civil, não o esqueçamos, só que enquanto um (o Pedro) limita e restringe opções pessoais de terceiros, que não interferem directa ou indirectamente na vida pessoal das pessoas ou sociedade civil, vistos/julgados sob a sua crença e opções, o outro (o Iz), aceita todas as opções individuais de cada pessoa que como já disse , nunca deverão interferir na sociedade civil que a rodeia, não impondo a esse raciocínio os seus padrões de conduta, ou de crenças ou não crenças pessoais.

Não minha cara. Se bem se lembra da discussão no "outro" fórum a minha rejeição vai no sentido de proteger crianças daquilo que considero ser lesivo aos seus interesses. Choca-me muito pouco que dois homossexuais vivam juntos e até detenham capacidade de união de facto. Daí até que possam contrair matrimónio e concorrer em igualdade de circunstâncias na adopção com outros casais heterossexuais, isto considero profundamente prejudicial aos interesses dessa criança e aqui estão em cheque os direitos liberdades e garantias de terceiros que não os visados.

Estou simplesmente borrifando com o que cada um faz da sua vida a todos os níveis, no memento em que isso interfere com terceiros, sendo-os crianças, toca-me a mim enquanto pai (que já sou!!), logo reajo na medida dos meus direitos.

Não faço do mundo a visão do mesmo "segundo Pedro Reis", mas sim dentro do que considero a defesa dos interesses dos mais desprotegidos. Neste caso as crianças, que em abono da verdade têm mais direitos que qualquer adulto e nenhum dever, logo por uma questão de coerência se os gays pretendem ser livres para casar devem assumir o dever de se considerar diferentes e de não deter as mesmas garantias que os outros, ditos a norma, oferecem. Simplesmente não queiram ser livres às expensas dos prejuízos de outrém.

Se daqui a uns anos vier uma adenda ao casamento gay que os exclua da adopção, eu subscrevo e assino por baixo. Que os faça iguais ao que não são, recuso.

Eu não limito nem restringo nada a ninguém. Eu assumo que como cidadão que sou padeço do mesmo género de limitações e restrições que todos os outros. No entanto olho em volta e vejo-me a pagar para regimes de excepção que a coberto de solidariedade social, isenção, imparcialidade, tolerância e mais uma resma de boas intenções, me prejudicam enquanto cidadão e como neste caso poderão prejudicar crianças, a bem do capricho de uns e das agendas de outros. Com isto não contam comigo, por uma questão de imparcialidade e isenção...da minha imparcialidade e isenção.

Já lhe afirmei uma vez e voltarei a faze-lo 1000 vezes mais, se for necessário, a minha moral não é melhor que a sua, mas também não é pior. É simplesmente diferente, eu não questiono as suas opções de vida, não moralizo para as mesmas, simplesmente respeito-as, no entanto vejo-me forçado a suster ataques cujo denominador comum é um certo grau de preconceito para com a maneira que eu quero, giro e vou continuar a gerir a minha vida.

Desculpe-me Beladona, mas isto não me parece isento nem imparcial nem, acima de tudo, justo.

A coberto do laicismo "querem" tirar-me Deus e a religião da minha vida. a coberto da tolerância "querem" tirar-me a capacidade de me opôr. A coberto da democracia "querem" tirar-me o respeito devido às minhas opções, opiniões e maniera de estar...

Vai-me desculpar, mas exactamente por ser cristão e respeitar o laicismo eu quero ter Deus na vida de todos o que em n'Ele acreditam, por ser tolerante pretendo que me tolerem, tal como sou, e por viver em democracia quero mais é que me deixem viver a minha vida da forma como melhor entender sem ter de ser conotado como reacionário, conservador arrivista e fonte de retrocesso da sociedade. Neste ponto da vida, já borrifei nisso tudo.

Para acabar. Até ao dia de hoje ainda não vi uma única organização de direitos gay ou orgulho gay a querer negociar um regime para a excepção que são. Nada disso, apenas reivindicam direitos extras adequados à sua condição de coitadinhos, perseguidos pela sociedade, ostracizados e vítimas, mas ao fim e ao resto não os vejo querer dar um passo atrás para darem dois em frente. Para cúmulo ainda me acusam a mim, e a outros como eu, de sermos a razão de eles "ainda" serem diferentes!! Que comédia!! Hellllooooooooooooooo ELES SÃO DIFERENTES E EU NÃO CONTRIBUÍ EM NADA PARA ISSO.
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Seg 10 Set - 13:34:10

Pedro Reis escreveu:
Pensei que este assunto já tinha morrido, dado que te era difícil aceitar que os vínculos sociológicos influenciam a maneira de estar de cada indivíduo, geração após geração, depois vi o repto e já não sei o que te deva fazer!

Lol... Meu caro vínculos sociológicos tanto contam os de origem religiosa quanto os laicos e até os ateus, se estes igualmente existirem. Não me custa aceitar vínculos de origem religiosa, o que me custa é que se procure impor os mesmos.
Creio que temos de tomar em conta todos os vínculos sociológicos, onde se incluem os religiosos, mas lá por este por acaso de momento serem até mais preponderantes, não deverá implicar que assim seja o caso "ad eternum". Por isso querer "fechar" o acesso a outros possíveis vínculos é querer fechar a sociedade a um modelo estagnado ou parado no tempo.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
1º Qual/Quais é/são o(s) direito(s) de um Português que é/são violado(s) se os Homossexuais poderem passar a casar pelo civil com outras pessoas do mesmo sexo?

O de ter opinião contrária ou seja a liberdade de me expressar contra algo que não concordo, por 11 páginas de motivos que já te dei?

E alguém te tira esse direito? não podes continuar a expressar a tua não concordância com o mesmo? Presentemente não estás a expressar essa tua opinião livremente comigo? Achas que após a atribuição de mais este direito aos homossexuais tu vais deixar de te poder expressar????

Eu não compreendo onde está essa tua perda de direito de que estás a falar.

Ou seja, pelas tuas palavras o que depreendo é que não perdes nenhum direito civil de que presentemente usufruis para além da tua indignação perante a atribuição de um direito com o qual não concordas.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
2º Qual/Quais é/são o(s) direito(s) de um Português que é/são violado(s) pelo facto de a maioria dos outros Portugueses optar por mudar de crença ou por o Catolicismo deixar de ser a crença predominante em Portugal?

Esta acho óbvia! O direito de pertencer a uma maioria!! Razz

Se vocês anti-clericais e anti-católicos já são chatos sendo a minoria imagine-se o inferno que a minha vida seria se fossem a maioria!! Laughing Sem a menor dúvida isto iria chegar aos mesmos termos de 1910 a 1919 ou piores...

Uma vez mais foges à questão lançada. Não perdes nenhum direito de que usufruis neste momento, se por algum motivo o Catolicismo deixar de ser o credo praticado pela maioria dos Portugueses.

Não queiras impor os teus padrões/opções de pensamento aos outros. Deixa que sejam estes a escolher por si, sejam os mesmos capazes ou não de o fazer.
Tu queres que os demais olhem o mundo como tu fazes, também eu gostava disso acontecer sob a minha visão. A diferença é que tu, de modo a que a visão "global" não se desviar demasiado do padrão que tu aceitas ou concordas, optas por procurar limitar o possível desvio que possa ser efectuado. Eu não! Eu aceito, concorde ou não, que possa haver um desvio se for esse o interesse dos que me rodeiam.
Não posso dizer mais nada para além de, não concordo, se a maioria dos Portugueses optar por um regresso a uma Sociedade do Século XIX. Tal como actualmente apenas procuro sensibilizar os que me rodeiam das vantagens, liberdades e até desvantagens que poderão acontecer se se tomarem determinados caminhos, segundo o meu ponto de vista.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
3º Qual/Quais é/são o(s) direito(s) de um Português que é/são violado(s) pelo facto do Estado permitir excepções ao cumprimento das presentes Leis em vigor para alguns?

Eu respondo-te que nenhuns, mas apenas se tu me deixares de moer o juízo com Barrancos e passares a aceitar que se fazes excepções a Leis no sentido que te agrada, vais ter forçosamente de aceitar e defender as que te desagradam!

Eu não aceito excepções, ou sim ou não. Perante a Lei ou todos são iguais ou nenhum é igual. Mas que fique definido preto no branco, para que todos saibam com o que contar.
Eu não aceitaria excepções no caso da IVG, não aceito excepções no caso do Casamento Civil, não aceitarei excepções no caso da Eutanásia, tal como não aceitarei excepções no caso dos Toiros de Morte, Laicidade do Estado, etc..

O conceito de Democracia, não é tão liberal quanto pensam que é. Eu não defendo uma Democracia onde tudo seja permitido... isso não é democracia é anarquia. Democracia apenas implica a posição da maioria. SE a maioria opta pelo regresso dos Toiros de Morte, então a Legislação apenas terá de mudar esse ponto e ficamos resolvidos, SEM excepções. SE a maioria opta pela não existência dos Toiros de Morte, azar para Barrancos. Não há excepções! senão aí sim, não teremos bases para recusar TODOS os pedidos de excepção por causa de "razões culturais".

Todos sabemos e tu que és veterinário melhor que nós, que as matanças do porco estão hoje em dia proibidas, excepto nos matadouros devidamente licenciados. Agora igualmente todos também sabemos que cada um continua a fazer as suas matanças fora da Lei.

O que ganhamos ou perdemos com isto? Ganhamos, aparentemente, condições de higiene. Perdemos culturalmente uma tradição ancestral. O estado, ou melhor aqueles que implementam as regras do estado, ao fechar os olhos a estas situações o que estão a fazer? Estão a permitir a "festança" do povo, que fica muito feliz, estão a cultivar a tradição de que fugir/incumprir à/a Lei é para além de incentivado apoiado e eu somente vou querer saber o que acontece quando por acaso alguém morre devido a complicações advindas de uma destas situações, falo desta como falo de outra qualquer como talvez mais flagrante e mais perigoso seja a apanha de bivalves após se ter anunciado a proibição de tal devido a toxinas...

Mas também isso agora... antes de morrer alguém, toda a gente reclama que o estado é muito limitativo e depois de morrer alguém toda a gente reclama que o estado não implementa medidas restritivas, que previnam ou que impeçam tais situações.

Pedro Reis escreveu:
IzNoGuud escreveu:
Quero que cada um de vós me responda a estas perguntas baseando-se APENAS naquilo em que se devem basear quando se estão a considerar situações de uma Sociedade Civil. Que são as Regras e Leis CIVIS desta.

Happy ou nem por isso?

Nem por isso. Pois não me respondeste às perguntas fiz concretamente.

Pedro Reis escreveu:
Como nota de rodapé. O que tu pedes é impossível. Ninguém pode adormecer ou esquecer por completo parte de si. Da mesma forma que o teu discurso não é imparcial relativamente à influência da Igreja, na sociedade, o meu também não....só que ao contrário!!!

Meu caro, se o meu não é imparcial... peço-te que me demonstres onde tal assim está expresso Wink sempre quero ver isso.

Um abraço,

IzNoGuud


Última edição por em Ter 11 Set - 15:37:39, editado 1 vez(es)
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Seg 10 Set - 14:32:51

Pedro Reis escreveu:
Tentar-se nem sempre resulta em conseguir-se! Acha mesmo que a política é imparcial, que todos defendem o mesmo bem comum, com todas as suas posições? Eu tenho como sagrado que enquanto houver homens a definir Leis estas serão sempre um resultado da soma das parcialidades que cada deputado/partido assume.

Pondere se em vez do Prof. Cavaco tivesse sido eleito um outro candidato e neste caso se estas 3 leis vetadas, teriam sido devolvidas. Quer-me parecer que não, pois cada um interpreta pela sua cabeça e aplica as ditas isenção e iparcialidade segundo a sua própria cartilha.

Meu caro, mas nem eu alguma vez discordei ou disse que as Leis, conforme "saltam" cá para fora, não são apenas o resultado da soma das parcialidades assumidas por cada um Wink
O que eu digo é que devemos, temos a obrigação moral (esta é para ti que tanto gostas de moralidade Wink ), de procurar evitar acréscimos de perdas de direitos ou até de maiores desfasamentos entre a igualdade perante todos.

Pedro Reis escreveu:
Não minha cara. Se bem se lembra da discussão no "outro" fórum a minha rejeição vai no sentido de proteger crianças daquilo que considero ser lesivo aos seus interesses. Choca-me muito pouco que dois homossexuais vivam juntos e até detenham capacidade de união de facto. Daí até que possam contrair matrimónio e concorrer em igualdade de circunstâncias na adopção com outros casais heterossexuais, isto considero profundamente prejudicial aos interesses dessa criança e aqui estão em cheque os direitos liberdades e garantias de terceiros que não os visados...

Meu caro, tal como te disse no "outro" lado Wink Tu estás a procurar misturar situações que não têm ligação directa.
Se para ti se misturam os conceitos de Casamento Homossexual com Adopção por parte de Casais Homossexuais, isso é para ti!
Seria o mesmo que eu pedir a proibição de se fumar, pois para mim a liberdade em se fumar tabaco implica a aceitação em se fumar estupefacientes! Presumo que, tu tal como os demais, concordem com a minha posição.

Ninguém ao discutir se se deverá permitir ou não o acesso de fumadores a recintos públicos fechados, está a ponderar se um sim ou não implicará que os tais fumadores de outras substâncias irão eventualmente bater o pé para terem o mesmo direito que estes. São questões diferentes, na minha opinião... tal como igualmente na minha opinião, não são questões iguais as de um casal homossexual querer assumir perante a sociedade um estatuto civil de união matrimonial e o de um casal homossexual querer assumir perante a sociedade a adopção de uma criança... tanto que quanto creia, este assunto actualmente não implique ou force sequer a imposição do estatuto de "Casado" para que se leve a bom termo uma adopção.

Pedro Reis escreveu:
Estou simplesmente borrifando com o que cada um faz da sua vida a todos os níveis, no memento em que isso interfere com terceiros, sendo-os crianças, toca-me a mim enquanto pai (que já sou!!), logo reajo na medida dos meus direitos.

Os meus parabéns pelo nascimento da Beatriz Smile As maiores felicidades para os três.

Não meu caro, estás a misturar situações que nada têm a ver. Não há uma qualquer interferência na vida de terceiros, como queres dar a entender.

Pedro Reis escreveu:
Não faço do mundo a visão do mesmo "segundo Pedro Reis", mas sim dentro do que considero a defesa dos interesses dos mais desprotegidos. Neste caso as crianças, que em abono da verdade têm mais direitos que qualquer adulto e nenhum dever, logo por uma questão de coerência se os gays pretendem ser livres para casar devem assumir o dever de se considerar diferentes e de não deter as mesmas garantias que os outros, ditos a norma, oferecem. Simplesmente não queiram ser livres às expensas dos prejuízos de outrém.

Meu caro, um Homossexual adulto deverá ser igual a um Heterossexual adulto em relação a direitos, isso é o que está consagrado na nossa Constituição.
Agora, se se deve dar prioridade a casais heterossexuais sobre homossexuais em relação a adopção... eu creio que se deverá permitir a adopção àqueles que sejam julgados, de forma isenta, mais capazes para serem pais. Sejam estes homossexuais ou heterossexuais.


Pedro Reis escreveu:
Se daqui a uns anos vier uma adenda ao casamento gay que os exclua da adopção, eu subscrevo e assino por baixo. Que os faça iguais ao que não são, recuso.

lol

Pedro Reis escreveu:
Eu não limito nem restringo nada a ninguém. Eu assumo que como cidadão que sou padeço do mesmo género de limitações e restrições que todos os outros. No entanto olho em volta e vejo-me a pagar para regimes de excepção que a coberto de solidariedade social, isenção, imparcialidade, tolerância e mais uma resma de boas intenções, me prejudicam enquanto cidadão e como neste caso poderão prejudicar crianças, a bem do capricho de uns e das agendas de outros. Com isto não contam comigo, por uma questão de imparcialidade e isenção...da minha imparcialidade e isenção.

acabaste de o fazer, mas ok. Se achas que estás a ser prejudicado em relação a outros por questões de regimes de excepção, a coberto da solidariedade social a título de exemplo. É simples, junta uns quantos que pensem como tu e apresenta uma proposta de alteração a essas mesmas situações, vamos lutar juntos para o término dessas situações de excepção. Sejam estas apoios a pessoas incapacitadas, para não dizer deficientes, sejam estas apoios para com aqueles que apanham cancros pulmonares apanhado por "fumo alheio", sejam estas quais forem.
Tens razão, porque razão tenho eu de pagar pelo facto dos outros padecerem de situações que eu não sofro? Wink

Pedro Reis escreveu:
Já lhe afirmei uma vez e voltarei a faze-lo 1000 vezes mais, se for necessário, a minha moral não é melhor que a sua, mas também não é pior. É simplesmente diferente, eu não questiono as suas opções de vida, não moralizo para as mesmas, simplesmente respeito-as, no entanto vejo-me forçado a suster ataques cujo denominador comum é um certo grau de preconceito para com a maneira que eu quero, giro e vou continuar a gerir a minha vida.

Nada disso Smile o meu amigo é livre de defender as suas posições e de até as viver, desde que isso não interfira com terceiros de forma activa Wink

Pedro Reis escreveu:
Desculpe-me Beladona, mas isto não me parece isento nem imparcial nem, acima de tudo, justo.

Opiniões, opiniões Smile Tu achas que "nós" te julgamos Smile errado! apenas julgamos as tuas ideias e estas, pelo menos para mim, são discriminatórias neste campo/caso. Mas, isso não passa de uma opinião pessoal.
O problema é quando esta opinião pessoal é o reflexo de uma lei. Que enquanto tal sou forçado a cumprir, concorde ou não com a mesma, mas devido às liberdades de que usufruo nada me impede de questionar e de procurar tentar rectificar, segundo um padrão que eu considere mais justo. Padrão este que tu rejeitas por achares que o mesmo irá interferir com direitos de terceiros, situação com a qual eu não concordo.

Uma vez mais... opiniões meu caro, apenas opiniões. Agora, se te sentes "julgado" Wink isso talvez seja um "peso na consciência" Wink

Pedro Reis escreveu:
A coberto do laicismo "querem" tirar-me Deus e a religião da minha vida. a coberto da tolerância "querem" tirar-me a capacidade de me opôr. A coberto da democracia "querem" tirar-me o respeito devido às minhas opções, opiniões e maniera de estar...

TOTALMENTE ERRADO. Nem nunca o fiz antes, nem nunca espero vir a fazer, pois tal seria uma total violação dos direitos pelos quais me rejo.

A Laicidade equivale a um respeito, de igual forma, por todas as religiões. Logo não há preferências. Isto nunca implicou o "querer" tirar deus ou a religião de onde quer que seja e a quem quer que seja, apenas retirar um símbolo religioso de onde este nada tem a ver. Promovendo-se a criação de espaços dedicados para o culto religioso, se possível, em locais estabelecidos para o mesmo. Creio mesmo que nos Hospitais já há Capelas para este efeito. Espero apenas que todas as religiões tenham o mesmo acesso às mesmas Wink

Pedro Reis escreveu:
Vai-me desculpar, mas exactamente por ser cristão e respeitar o laicismo eu quero ter Deus na vida de todos o que em n'Ele acreditam, por ser tolerante pretendo que me tolerem, tal como sou, e por viver em democracia quero mais é que me deixem viver a minha vida da forma como melhor entender sem ter de ser conotado como reacionário, conservador arrivista e fonte de retrocesso da sociedade. Neste ponto da vida, já borrifei nisso tudo.

Oh meu caro amigo, esteja à vontade. Existem Igrejas, Catedrais, Basílicas, Mosteiros e demais espaços privados (pessoais ou não) para o exercício da sua crença. Tal como os demais crentes noutras crenças terão igual acesso a espaços próprios, como é devido.
Nos edifícios públicos, como hospitais, cada um deverá ser livre de na sua mesinha de cabeceira (enquanto utente) pode usufruir do apoio de um (ou mais) qualquer símbolo da sua crença pessoal, nem ninguém diz o contrário. Agora não se deverá impor uma qualquer crença a quem não partilhe desta, como é o caso da existência de crucifixos pendurados nas paredes dos quartos. Eu sou ateu, não me identifico com qualquer símbolo de qualquer crença, o meu vizinho é judeu, não se identifica com um crucifixo mas na sua mesinha de cabeceira tem uma estrela de David ou uma menorah e por aí fora.

Por isso e de acordo com a laicidade apregoada pelo estado, ou temos quartos específicos para cada credo, sejam estes proporcionais ou não com as percentagens oficiais de praticantes de cada credo, ou temos todos os símbolos de todas as crenças em todos os quartos ou, o que para mim é o mais fácil e correcto. Não há qualquer símbolo exposto, cabendo a existência destes aos utentes que os deverão trazer para colocar no espaço reservado para o seu uso.

Pedro Reis escreveu:
Para acabar. Até ao dia de hoje ainda não vi uma única organização de direitos gay ou orgulho gay a querer negociar um regime para a excepção que são. Nada disso, apenas reivindicam direitos extras adequados à sua condição de coitadinhos, perseguidos pela sociedade, ostracizados e vítimas, mas ao fim e ao resto não os vejo querer dar um passo atrás para darem dois em frente. Para cúmulo ainda me acusam a mim, e a outros como eu, de sermos a razão de eles "ainda" serem diferentes!! Que comédia!! Hellllooooooooooooooo ELES SÃO DIFERENTES E EU NÃO CONTRIBUÍ EM NADA PARA ISSO.

Lol... apenas na tua opinião meu caro... Para mim ainda não descobri nenhuma diferença Wink

Um abraço e uma vez mais, os meus parabéns Wink

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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Seg 10 Set - 17:18:12

Citação :
...ou temos quartos específicos para cada credo, sejam estes proporcionais ou não com as percentagens oficiais de praticantes de cada credo, ou temos todos os símbolos de todas as crenças em todos os quartos ou, o que para mim é o mais fácil e correcto...

Era o que faltava! Portugal é um país, não um continente ou um mundo! Qualquer pessoa que cá entre só tem é que respeitar a nossa cultura e religião! Se estão mal, não venham...!


Deixa-me corrigir, "A Laicidade equivale a um (des)respeito...". Como já disse, somos um país, uma Nação, isto não é propriamente um hotel..., penso que ainda não chegámos à fase de "self-service". A sociedade portuguesa é maioritariamente católica.

Qualquer um chega aqui e, "toca a mudar?!" Ganhem juízo!


Quanto à homosexualidade, temos pena que exista, adoptar crianças?! Não me parece! Sou totalmente contra a criação de aberrações! Uma criança inserida nesse meio, obviamente que se tornaria homosexual!

Nunca o permitiria, façam o que bem entenderem uns com os outros, não queiram é mais lenha para a fogueira!

Que raio de Monarquia seria essa?!



A república já é horrenda, não queiram estragar a única alternativa...!
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Seg 10 Set - 19:27:31

RBaltazar escreveu:
Era o que faltava! Portugal é um país, não um continente ou um mundo! Qualquer pessoa que cá entre só tem é que respeitar a nossa cultura e religião! Se estão mal, não venham...!

Há uma religião estatal? Se sim, qual? Por favor indique-me onde está está indicada na Constituição Portuguesa.
Se não encontrar, então por favor, não se esqueça que Portugueses, também os há noutros credos que não o Católico e que até há Portugueses que nem sequer se dignam a ter credo. Há que os respeitar, tal como se devem respeitar aqueles que seguem o credo que aparentemente o meu caro amigo professa.

Mas para isso, não precisa de um Crucifixo num quarto de Hospital para ser crente, não é mesmo? Wink

RBaltazar escreveu:
Deixa-me corrigir, "A Laicidade equivale a um (des)respeito...". Como já disse, somos um país, uma Nação, isto não é propriamente um hotel..., penso que ainda não chegámos à fase de "self-service". A sociedade portuguesa é maioritariamente católica.

Errado meu caro. A Sociedade Portuguesa é LAICA, conforme está patente na Constituição Nacional. O que o meu amigo pretende por certo dizer é que esta professa, a título pessoal, maioritariamente a fé Católica. O que não é a mesma coisa Wink

RBaltazar escreveu:
Qualquer um chega aqui e, "toca a mudar?!" Ganhem juízo!

Meu deus, quem disse uma afronta desse tamanho? Cruz credo canhoto... felizmente que não fui eu, que não tenho por norma a intenção de mudar nada, excepto de apresentar visões diferentes das praticadas por aqueles que me rodeiam. Tentando demonstrar a validez destas e que há um horizonte mais vasto que aquele que nos tentam impingir.

RBaltazar escreveu:
Quanto à homosexualidade, temos pena que exista, adoptar crianças?! Não me parece! Sou totalmente contra a criação de aberrações! Uma criança inserida nesse meio, obviamente que se tornaria homosexual!

Pouco preconceituoso o amigo. 1º Ninguém está a falar desse tema Wink 2º O que tem uma coisa a ver com a outra? 3º o conceito de aberração tem um sentido muito lato... eu por vezes creio que estou rodeado de aberrações e olhe que nenhum deles é homossexual (assumido) Wink

RBaltazar escreveu:
Que raio de Monarquia seria essa?!

Ainda por cima, pensa que estamos a falar de Monarquia muito feliz

RBaltazar escreveu:
A república já é horrenda, não queiram estragar a única alternativa...!

Horrendas são as pessoas e o que estas fazem, não os regimes, que não passam de conceitos Wink

Um abraço bem apertado, sem segundas intenções, meu caro amigo Smile

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Seg 10 Set - 23:37:48

Caro Ruben, não vale a pena. Estes "Afonsos Costas" só trazem o ódio contra a tradição e a religião no coração. Tome atenção que eles não são por nós, são contra tudo o que cheire a nacionalismo e conservadorismo.
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Ter 11 Set - 2:07:07

IzNoGuud escreveu:
Lol... Meu caro vínculos sociológicos tanto contam os de origem religiosa quanto os laicos e até os ateus, se estes igualmente existirem. Não me custa aceitar vínculos de origem religiosa, o que me custa é que se procure impor os mesmos.

Lá estás outravez a andar em círculos. Deixa lá ver se consigo expressar-me, eu assumo que o erro é meu.

As sociedades evoluem por concordância e discordância para com uma fonte de pressão. Quando te escrevi que o vínculo religioso nos fez a todos, disse-o neste sentido uns pela concordância outros pela discordância duma mesma fonte de pressão.

Quando te digo que tu és o fruto duma sociedade cristã e católica, faço-o consciente que em alguns dos teus antepassados, e em tu mesmo, essa pressão resultou numa discordância, englobada numa massa maior de concordantes, no entanto quer os concordantes quer os discordantes têm denominadores comuns civilizacionais, que são transversais a todos.

Parece-me óbvio que se a tua cultura base fosse distinta, da que é, a transversalidade desses denominadores seria diferente e o resultado,, substanciado na tua pessoa, igualmente diferente.

Olha a coisa por um prisma mais pequeno. Um pai que eduque 4 filhos sob os mesmo padrões educacionais, imprime uma fonte de pressão. É de esperar que dos 4, 2 ou 3 partilhem uma base mais alargada e que 1 ou 2 sejam mais reivindicativos. No primeiro caso é uma influência por concordância, na outra por discordância, mas pergunto-te eu. Todos esses 4 irmãos têm ou não um denominador comum e igual para todos? E agora a segunda questão: Se o pai fosse diferente seria de esperar que o denominador comum fosse ou não diferente?

Sendo que considero a religião como a fonte de maior pressão sociológica, não poderá estar aqui em causa esta paternalidade do exemplo que te dei?

IzNoGuud escreveu:
Creio que temos de tomar em conta todos os vínculos sociológicos, onde se incluem os religiosos, mas lá por este por acaso de momento serem até mais preponderantes, não deverá implicar que assim seja o caso "ad eternum". Por isso querer "fechar" o acesso a outros possíveis vínculos é querer fechar a sociedade a um modelo estagnado ou parado no tempo.

Concerteza que não, mas isso não invalida que nós hoje sejamos o resultado dos mesmos. Por outro lado o que te referi anteriormente, e tendo por base o tópico, mandar embora o conhecido para receber de braços abertos o "desconhecido", pondo em risco os denominadores comuns da nossa sociedade não é fechar ad eternum a sociedade a novos vínculos culturais. É correr o risco de veres repetidos processos que no passado ditaram a morte de éne pessoas. Não é estagnação é prevenção, não é parar no tempo é olhar para trás e ver o que de mau a religião nos trouxe, mas antes saber como o evitar. Ou achas que eu e os restantes católicos papamos tudo o que a Igreja nos serve? Estás enganado, porque o anti-clericalismo também me moldou a mim! Wink

IzNoGuud escreveu:
E alguém te tira esse direito? não podes continuar a expressar a tua não concordância com o mesmo? Presentemente não estás a expressar essa tua opinião livremente comigo? Achas que após a atribuição de mais este direito aos homossexuais tu vais deixar de te poder expressar????

Claro! Se a hipótese se transformar em tese, a partir daqui nada do que eu diga ou faça tem qualquer valor. Irão vocês argumentar que a sociedade evoluiu nesse sentido e pronto já está, não se pode voltar a trás! Por outros motivos que não os evolvidos aqui já tenho o dito cheio de calos para saber com o que contar ou não!!! Laughing

IzNoGuud escreveu:
Eu não compreendo onde está essa tua perda de direito de que estás a falar.

Chama-se o princípio do ariete. Uma vez transporta a porta a defesa ruíu...

IzNoGuud escreveu:
Ou seja, pelas tuas palavras o que depreendo é que não perdes nenhum direito civil de que presentemente usufruis para além da tua indignação perante a atribuição de um direito com o qual não concordas.

E achas que já há poucas coisas com que me indigne todos os dias, para de mão beijada ceder perante mais uma?

Olha Paulo a Beatriz nasceu ontem no Santa Maria. Hoje só tinha direito a uma visita de cada vez, mas isto apenas porque sou branco, contribuinte e observador das regras. Se fosse cigano ou de outra minoria qualquer fazia o que bem entendesse, punha lá dentro a família toda que NINGUÉM me dizia fosse o que fosse. Como não sou tive de gramar com as regras e a má-educação das enfermeiras, quando chamei à atenção duma delas a resposta foi: Vá olhe não ligue eles são assim o que é que se há-de fazer? Rolling Eyes Ou seja mais uma vez, "eles" por serem "assim" têm tudo o que lhes apetece e eu por ser da maioria levo com os patos? Não desculpa-me lá, mas não. Como se diz no alentejo: barda***** para isto tudo.

IzNoGuud escreveu:
Uma vez mais foges à questão lançada. Não perdes nenhum direito de que usufruis neste momento, se por algum motivo o Catolicismo deixar de ser o credo praticado pela maioria dos Portugueses.

O Catolicismo está muito para além de ser um credo praticado ou não e garantidamente no dia em que passar a ser meramente apenas mais um credo, a sociedade portuguesa tal como nós os dois a conhecemos simplesmente desaparece. Se tu está por essa via eu não estou, logo apenas posso lamentar, mas não têm o meu contributo.

IzNoGuud escreveu:
Não queiras impor os teus padrões/opções de pensamento aos outros. Deixa que sejam estes a escolher por si, sejam os mesmos capazes ou não de o fazer.

Já agora, se mo permitires, agradecia que fizesses o mesmo e me deixes escolher por mim, pondo fim a esta perseguição sem tréguas que devotas ao catolicismo. Precisamente por ser a face conservadora é que sou a componente passiva da equação. A componente activa és tu, logo a imposição de que falas é em sentido reverso. És tu que tentas impôr as tuas ideias, padrões, opções sobre a regra, eu apenas a observo e tenho-as por dado adquirido. Nem tu nem eu estamos errados, apenas quero que fique claro que ao acusares-me de tentar impôr as tuas ideias não estás a ser diferente do que me acusas, com a agravante de tu seres uma componente activa e eu passiva. (Bolas, activos e passivos com uma conversa destas deve dar para o pessoal começar a suspeitar..... Laughing)

IzNoGuud escreveu:
Tu queres que os demais olhem o mundo como tu fazes, também eu gostava disso acontecer sob a minha visão.

Ao menos assumes que também o fazesm. Já não é mau! Wink

IzNoGuud escreveu:
A diferença é que tu, de modo a que a visão "global" não se desviar demasiado do padrão que tu aceitas ou concordas, optas por procurar limitar o possível desvio que possa ser efectuado. Eu não!

Nada disso. Eu apenas digo que a haver mudanças serão de C a E, por contrapartida a tu dizeres de A a Z. Tenho menos abrangência, porque sinceramente, já conheço demasiado bem as pessoas, para saber que quando lhes der o dedo vai na volta estão a roer o cotovelo. Se tiverem a unha levam-me só o dedo que é efectivamente aquilo que estou disposto a dar!

IzNoGuud escreveu:
Eu aceito, concorde ou não, que possa haver um desvio se for esse o interesse dos que me rodeiam.
Não posso dizer mais nada para além de, não concordo, se a maioria dos Portugueses optar por um regresso a uma Sociedade do Século XIX. Tal como actualmente apenas procuro sensibilizar os que me rodeiam das vantagens, liberdades e até desvantagens que poderão acontecer se se tomarem determinados caminhos, segundo o meu ponto de vista.

Eu já saí da idade da inocência faz anos. Não estou disposto a fazer retrocessos ao sec. XIX nem a evoluir para algo que os meus concidadãos não estando preparados só provocará anarquia. Desculpa-me Izz, gosto muito da maneira como vivo, para a sujeitar a riscos desnecessários.

IzNoGuud escreveu:
Eu não aceito excepções, ou sim ou não. Perante a Lei ou todos são iguais ou nenhum é igual. Mas que fique definido preto no branco, para que todos saibam com o que contar.
Eu não aceitaria excepções no caso da IVG, não aceito excepções no caso do Casamento Civil, não aceitarei excepções no caso da Eutanásia, tal como não aceitarei excepções no caso dos Toiros de Morte, Laicidade do Estado, etc..

Óptimo! Então aceita que haja regras, com as quais não concordas, mas para as quais não pode haver qualquer tipo de excepções, dadas as implicações que trazem.

IzNoGuud escreveu:
O conceito de Democracia, não é tão liberal quanto pensam que é. Eu não defendo uma Democracia onde tudo seja permitido... isso não é democracia é anarquia. Democracia apenas implica a posição da maioria. SE a maioria opta pelo regresso dos Toiros de Morte, então a Legislação apenas terá de mudar esse ponto e ficamos resolvidos, SEM excepções. SE a maioria opta pela não existência dos Toiros de Morte, azar para Barrancos. Não há excepções! senão aí sim, não teremos bases para recusar TODOS os pedidos de excepção por causa de "razões culturais".

É mais ou menos como os casais gay. Não podem casar, mas vão casando! Barrancos não pode matar touros, mas sempre o fez. Há coerência, logo pouco mal!

IzNoGuud escreveu:
Todos sabemos e tu que és veterinário melhor que nós, que as matanças do porco estão hoje em dia proibidas, excepto nos matadouros devidamente licenciados. Agora igualmente todos também sabemos que cada um continua a fazer as suas matanças fora da Lei.

Já não é bem assim. Durante algum tempo quizeram impôr esse regime, mas o uso e o costume foi mais forte, pelo que hoje a matança doméstica é legal desde que acompanhada pelo vet. municipal de forma a garantir-se o cumprimento da lei do bem-estar animal e garantir a inspecção sanitária da carcaça. Na prática nada mudou, mas os fuções das protectoras andam outravez metidos por aí dentro a querer acabar com isso, empurrando as pessoas de volta aos supermercados....

IzNoGuud escreveu:
O que ganhamos ou perdemos com isto? Ganhamos, aparentemente, condições de higiene. Perdemos culturalmente uma tradição ancestral. O estado, ou melhor aqueles que implementam as regras do estado, ao fechar os olhos a estas situações o que estão a fazer? Estão a permitir a "festança" do povo, que fica muito feliz, estão a cultivar a tradição de que fugir/incumprir à/a Lei é para além de incentivado apoiado e eu somente vou querer saber o que acontece quando por acaso alguém morre devido a complicações advindas de uma destas situações, falo desta como falo de outra qualquer como talvez mais flagrante e mais perigoso seja a apanha de bivalves após se ter anunciado a proibição de tal devido a toxinas...

Izz este assunto é demasiado complexo para que te dê uma visão in situ da situação. mais do que hábitos culturais tem que ver com disponibilidade económica das populações e formas de obter rendimento. Nas comunidades rurais, ainda hoje, o contacto com pessoas licenciadas faz-se através de 2 agentes: O Padre e o Veterinário. Deves compreender que as expectativas de vida e oportunidades de a ganhar são distintas em Vale de Açor (Mértola) e o Patacão (Faro). No entanto nem uma nem outra zona, neste momento tem um matadouro activo, mais próximo que Beja!!

Certas Leis no papel são lindas, asseadas, isentas e justas, mas no terreno são total e completamente impraticáveis. É pena que assim seja, mas isto só demonstra o quanto o sentido está invertido. As leis devem servir os homens e não o contrário. Lamento, mas pouco se pode fazer, ninguém vai optar por passar fome para cumprir a Lei.

IzNoGuud escreveu:
Mas também isso agora... antes de morrer alguém, toda a gente reclama que o estado é muito limitativo e depois de morrer alguém toda a gente reclama que o estado não implementa medidas restritivas, que previnam ou que impeçam tais situações.

Não se pode prevenir o que se desconhece e não é a partir de Lisboa que se têm de fazer as Leis. É a partir das comunidades, daí o posicionamento que a AMT tem pelo municipalismo e que nalgumas coisas tu discordas. É com pena minha que te seja impossível vaguear por Portugal como eu o faço todos os dias, porque irias ver muita coisa que julgas já não existir e depois de falares com as pessoas não podes deixar de lhes dar razão.

As leis tugas e sobretudo as comunitárias estão a asfixiar o interior e vão mata-lo a médio prazo e ninguém se interessa. É mais importante observar a Lei que deixar as pessoas comer....assim eles morrem...

IzNoGuud escreveu:
Nem por isso. Pois não me respondeste às perguntas fiz concretamente.

Respondi sim....apenas não o fiz como tu querias!! Razz

IzNoGuud escreveu:
Meu caro, se o meu não é imparcial... peço-te que me demonstres onde tal assim está expresso Wink sempre quero ver isso.

Quando nas entrelinhas do que escreves vem lá a dizer, estilo mensagem subliminar: A igreja é má, a igreja subverte a liberdade do povo, a igreja quer controlar as vossas mentes, a igreja torna-vos em más pessoas, tacanhas e limitadas e mais algumas paródias que não calha de escrever agora, penso que faço prova dessa imparcialidade. Se insistires muito faço quotes!!! Razz

Checa a PM.

Um Abraço

Pedro
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Ter 11 Set - 2:22:40

O Conjurado escreveu:
Caro Ruben, não vale a pena. Estes "Afonsos Costas" só trazem o ódio contra a tradição e a religião no coração. Tome atenção que eles não são por nós, são contra tudo o que cheire a nacionalismo e conservadorismo.

Pois eu pela parte do Izz não respondo, mas pela minha parte sou mais liberal que conservador e mais por Portugal que pelo nacionalismo. Não sei, mas deve haver vias que sejam um meio termo que agradará em parte a todos. Sendo que o óptimo é inimigo do bom, talvez termos as coisas apenas boas já seja suficiente! É como digo, não sei, apenas ouvi dizer! O que é que vocês acham?
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Ter 11 Set - 4:08:54

IzNoGuud escreveu:
Meu caro, mas nem eu alguma vez discordei ou disse que as Leis, conforme "saltam" cá para fora, não são apenas o resultado da soma das parcialidades assumidas por cada um Wink
O que eu digo é que devemos, temos a obrigação moral (esta é para ti que tanto gostas de moralidade Wink ), de procurar evitar acréscimos de perdas de direitos ou até de maiores desfasamentos entre a igualdade perante todos.

Moralidade? Eu? Olha que essa passa-me ao lado, acho que a única vez que escrevi tal palavra foi numa discussão com o rls quando lhe defini códigos de conduta moral e sob a perspectiva civil da questão!

Se fosse um gajo moralizador tinha vos batido aos dois com a questão do aborto, a qual se bem te lembras delimitei a minha moral a mim próprio e aos meus e na questão dos homossexuais nem sequer questiono como raio é que cada um quer viver.

Agora se discordar é ser moralista, bom aí dou a mão à palmatória, mas não creio que de todo estejas a ser justo.

Dizes muito bem que cada um tem uma obrigação moral de isto e aquilo, mas sob que moral? A própria, a tua, a da Igreja, qual? E independentemente de qual seja a opção não estarão as pessoas no seu legitimo direito de opção?

Já reparaste que para muitas pessoas o sentido de igualdade advém da noção de: O que é bom para mim é bom para todos? Em democracia nada mais é exigido que isto, que cada um perspective a sua opinião com aquilo que é o melhor para si, no computo geral a soma destes pequenos egoísmos define a maioria e a mesma define a norma, logo a Lei a que todos devem observar. Extrapolando isto para o caso em questão se casar com gajas é bom para mim e para a maioria dos meus concidadãos, é bom para todos. Tão simplesmente como isto. Quem não quer assim, é pá temos pena, azar.

Ele às vezes....enfim.

IzNoGuud escreveu:
Meu caro, tal como te disse no "outro" lado Wink Tu estás a procurar misturar situações que não têm ligação directa.
Se para ti se misturam os conceitos de Casamento Homossexual com Adopção por parte de Casais Homossexuais, isso é para ti!
Seria o mesmo que eu pedir a proibição de se fumar, pois para mim a liberdade em se fumar tabaco implica a aceitação em se fumar estupefacientes! Presumo que, tu tal como os demais, concordem com a minha posição.

Não Paulo. No paralelismo estrito do exemplo se se proibir o acto de fumar, porque o mesmo influencia negativamente a saúde de terceiros, porreiro, impecável. Dou de borla e fumo 2 maços por dia. Não é o meu direito a fumar que está em questão é o direito à saúde de terceiros que está. Quanto a isto sabes bem que já há Lei aprovada com limitações ao meu direito e eu estou calado a concordar.

Na questão do casamento gay, o direito de uns em casarem, com parceiros do mesmo sexo, interfere com o direito de terceiros menores em obter um pai e uma mãe, como todas as outras criancinhas. É o direito de terceiros a ter um pai e uma mãe que está aqui em questão, logo tem da haver limitações ao direito dos primeiros, para que o contexto de comparação seja aplicável.

Como já te disse, casamento gay sem possibilidade de adopção. Porreiro. com iguais direitos ao casamento heterossexual. Tenho pena, mas não.

Não sei, mas se começassem por pedir isto que te acabei de escrever se calhar muitos dos que nos opomos diríamos que sim senhor. nas condições actuais, é pá vão plantar batatas a ver se saiem com grelo...

IzNoGuud escreveu:
Ninguém ao discutir se se deverá permitir ou não o acesso de fumadores a recintos públicos fechados, está a ponderar se um sim ou não implicará que os tais fumadores de outras substâncias irão eventualmente bater o pé para terem o mesmo direito que estes. São questões diferentes, na minha opinião... tal como igualmente na minha opinião, não são questões iguais as de um casal homossexual querer assumir perante a sociedade um estatuto civil de união matrimonial e o de um casal homossexual querer assumir perante a sociedade a adopção de uma criança... tanto que quanto creia, este assunto actualmente não implique ou force sequer a imposição do estatuto de "Casado" para que se leve a bom termo uma adopção.

Claro. Plenamente de acordo, mas no fundo da questão continuo a discordar...

IzNoGuud escreveu:
Os meus parabéns pelo nascimento da Beatriz Smile As maiores felicidades para os três.

Obrigado. É uma bonequinha linda. Por infelicidade do destino veio igual à mãe e calhou-lhe em rifa o nariz do pai.... Laughing É simplesmente perfeita. Wink

IzNoGuud escreveu:
Não meu caro, estás a misturar situações que nada têm a ver. Não há uma qualquer interferência na vida de terceiros, como queres dar a entender.

Mas concerteza que não há!!! É que nem se está mesmo a ver nem nada, pois pois, tá bem, tá bem Laughing

IzNoGuud escreveu:
Meu caro, um Homossexual adulto deverá ser igual a um Heterossexual adulto em relação a direitos, isso é o que está consagrado na nossa Constituição.

Laughing e é assim exactamente que lá está, aliás como já te provei e tudo!! Razz

IzNoGuud escreveu:
Agora, se se deve dar prioridade a casais heterossexuais sobre homossexuais em relação a adopção... eu creio que se deverá permitir a adopção àqueles que sejam julgados, de forma isenta, mais capazes para serem pais. Sejam estes homossexuais ou heterossexuais.

Naturalmente. Tão naturalmente que um pai e uma mãe terão sempre essa superior capacidade, sobrando os "restos", como a Lei prevê que os adoptandos com idade superior a 12 anos têm direito de opção e o processo de adopção leva 4 anos até ser concluído, fico deveras descansado quanto a isso, mas continuarei a lamentar que uma criança tenha de ser submetida a isso.


IzNoGuud escreveu:
Pedro Reis escreveu:
Se daqui a uns anos vier uma adenda ao casamento gay que os exclua da adopção, eu subscrevo e assino por baixo. Que os faça iguais ao que não são, recuso.

lol

Mas estás a duvidar porquê?

IzNoGuud escreveu:
acabaste de o fazer, mas ok. Se achas que estás a ser prejudicado em relação a outros por questões de regimes de excepção, a coberto da solidariedade social a título de exemplo. É simples, junta uns quantos que pensem como tu e apresenta uma proposta de alteração a essas mesmas situações, vamos lutar juntos para o término dessas situações de excepção. Sejam estas apoios a pessoas incapacitadas, para não dizer deficientes, sejam estas apoios para com aqueles que apanham cancros pulmonares apanhado por "fumo alheio", sejam estas quais forem.
Tens razão, porque razão tenho eu de pagar pelo facto dos outros padecerem de situações que eu não sofro? Wink

Não mistures alhos com bugalhos. Uma coisa são pessoas doentes e/ou incapacitadas de poder, dentro dos limites fisiológicos, levar uma vida normal outra coisa são homossexuais.

IzNoGuud escreveu:
Nada disso Smile o meu amigo é livre de defender as suas posições e de até as viver, desde que isso não interfira com terceiros de forma activa Wink

Obrigado. Estava a começar a ter dúvidas a este respeito! Razz
E não, não interfiro de forma activa na vida de terceiros....não sem antes me entalarem a minha, claro está!! Laughing

IzNoGuud escreveu:
Opiniões, opiniões Smile Tu achas que "nós" te julgamos Smile errado! apenas julgamos as tuas ideias e estas, pelo menos para mim, são discriminatórias neste campo/caso. Mas, isso não passa de uma opinião pessoal.

Olha que redundância, tão mal disfarçada!! Então vocês não me julgam a mim é só às minhas ideias. Laughing Malvadas destas maganas nem sequer são parte de mim e uma componente intrínseca da minha individualidade. Mas atenção, cara plateia, eles não me estão a julgar!!!

Ó Paulo, mas onde é que está a discriminação? Esses gajos tal como eu podem casar com uma sujeita e também tal como eu não podem casar com um sujeito. São iguais a mim? Não. não são. São piores? Não, não são. São diferentes? Com todo a certeza. Então em que ficamos? Eu na minha eles na deles. É pá mas os gajos querem ter filhos? Força, o que não falta aí é gajas com falta de homem, façam uma perninha que isso não custa nada e mais a mais aproxima-se a velocidade cruzeiro a idade do rastreio do cancro da próstata....cada um que grame com a pastilha que menos mal lhe trouxer....É pá mas os gajos querem ser coitadinhos e dizem ser vítimas da sociedade, temos de ter pena e fazer algo por eles, alinhas? Não, farto de coitadinhos ando eu, vão à tropa, façam-se homens e engulam uns sapos que é o que eu faço todos os dias e ainda não morri por isso....

IzNoGuud escreveu:
O problema é quando esta opinião pessoal é o reflexo de uma lei. Que enquanto tal sou forçado a cumprir, concorde ou não com a mesma, mas devido às liberdades de que usufruo nada me impede de questionar e de procurar tentar rectificar, segundo um padrão que eu considere mais justo. Padrão este que tu rejeitas por achares que o mesmo irá interferir com direitos de terceiros, situação com a qual eu não concordo.

Olha que não sei, mas ouvi dizer que em democracia a maioria dita as regras.

IzNoGuud escreveu:
Uma vez mais... opiniões meu caro, apenas opiniões. Agora, se te sentes "julgado" Wink isso talvez seja um "peso na consciência" Wink

Talves seja, talvez não. Ou talvez seja apenas a constatação de uma soma de factos!

IzNoGuud escreveu:
TOTALMENTE ERRADO. Nem nunca o fiz antes, nem nunca espero vir a fazer, pois tal seria uma total violação dos direitos pelos quais me rejo.

Xim xô padre. O filho da cumadre Umbelina é xó parexido cunxigo, purque voxemexê é padrinho!!! Laughing

IzNoGuud escreveu:
A Laicidade equivale a um respeito, de igual forma, por todas as religiões. Logo não há preferências. Isto nunca implicou o "querer" tirar deus ou a religião de onde quer que seja e a quem quer que seja, apenas retirar um símbolo religioso de onde este nada tem a ver. Promovendo-se a criação de espaços dedicados para o culto religioso, se possível, em locais estabelecidos para o mesmo. Creio mesmo que nos Hospitais já há Capelas para este efeito. Espero apenas que todas as religiões tenham o mesmo acesso às mesmas Wink

Mas para ti que és ateu e não és parte interessada, na matéria, e puxando a questão do casamento gay para aqui, qual é a parte em que isso te afecta no teus direitos? Pois, pois é tramado quando um gajo leva na cara com os seus próprios argumentos, eu até diria outra palavra, mas temos senhoras presentes!!

Pois é Paulo. Qual dos teus direitos é que fica tolhido se os outros teus concidadãos pretenderem ter símbolos religiosos, de todas as profissões, por todos os cantos de um hospital, promovendo efectivamente o laicismo teísta? Tu não acreditas e não, tu nem moralizas nem julgas nem comentas para a vida dos outros, logo este é o típico assunto sobe o qual e a bem do respeito pelas liberdades dos outros, tu até deverias permanecer digamos, como que...calado. Não?

Mas tens de esperar porquê? Se calhar porque te choca teres de gramar com coisas que não queres, que vão contra a tua moral, que te ofendem e que te ferem. Pois, olha nós aqui do lado dos católicos fazemos o mesmo. Igualzinho, mas igualzinho sem tirar nem pôr. Agora afinal levantando a pele de cordeiro é que se vê a lombada hirsuta do lobo! Lamento Paulo mas és tão moralista como eu, a única diferença é que eu vou por um sentido e tu por outro, mas ali na dobra da esquina estamos lá juntinhos a beber copos!!! Razz

IzNoGuud escreveu:
Oh meu caro amigo, esteja à vontade. Existem Igrejas, Catedrais, Basílicas, Mosteiros e demais espaços privados (pessoais ou não) para o exercício da sua crença. Tal como os demais crentes noutras crenças terão igual acesso a espaços próprios, como é devido.
Nos edifícios públicos, como hospitais, cada um deverá ser livre de na sua mesinha de cabeceira (enquanto utente) pode usufruir do apoio de um (ou mais) qualquer símbolo da sua crença pessoal, nem ninguém diz o contrário.

Eu não partilho da crença na descrença. Não ma imponham s.f.f
Eu não partilho da crença no casamento gay. idem
Eu não partilho da crença do Estado ateu. idem
Eu não partilho da crença de que as crenças são do domínio privado. idem
Eu não partilho da crença que as minorias devam subverter tudo o que é regra. idem

Mas olha, aparentemente tenho de gramar a pastilha. Houve por aí uns gajos democraticamente eleitos que em maioria decidiram estas cenas. Afinal até tenho uma muito boa razão para ter de gramar a pastilha...não gosto, mas gramo-a, porque aparentemente te fazem feliz a ti. Como eu não te desejo nada menos que a felicidade, é pá eu dou isto de barato!! Dá cá um abraço!! Smile

IzNoGuud escreveu:
Agora não se deverá impor uma qualquer crença a quem não partilhe desta, como é o caso da existência de crucifixos pendurados nas paredes dos quartos. Eu sou ateu, não me identifico com qualquer símbolo de qualquer crença, o meu vizinho é judeu, não se identifica com um crucifixo mas na sua mesinha de cabeceira tem uma estrela de David ou uma menorah e por aí fora.

E que tal gramarem com a pastilha só sob a perspectiva de me fazerem feliz? Laughing Então eu que até faço isso por vocês e não me queixo e vocês retribuem desta forma? É pá tá mal. Mas deixa estar, dá cá um abraço na mesma!! Laughing

IzNoGuud escreveu:
Por isso e de acordo com a laicidade apregoada pelo estado, ou temos quartos específicos para cada credo, sejam estes proporcionais ou não com as percentagens oficiais de praticantes de cada credo, ou temos todos os símbolos de todas as crenças em todos os quartos ou, o que para mim é o mais fácil e correcto. Não há qualquer símbolo exposto, cabendo a existência destes aos utentes que os deverão trazer para colocar no espaço reservado para o seu uso.

Ó Izz, eu ultimamente tenho andado por alguns hospitais. Nuns casos infelizmente noutros para grande felicidade. Ainda não vi um crucifixo em nenhum. Vocês têm certeza de que os há? É que assim de repente só se me ocorrem as capelas mortuárias. Não sei desde que começamos a falar nisto fui reparando e já entrei em 3 hospitais e só me deparei com capelas mortuárias e uma inscrição num WC: "Deus disse que os ciganos são o povo mais forte, mas aqui mijam-se todos". Juro-te que estive tentado a apresentar queixa. Num estado laico este tipo de inscrições não pode ser tolerado, numa parede pública, pois que se Deus disse alguma coisa, não pode ter sido qualquer coisa de bom acerca dos ciganos!! Laughing Wink

IzNoGuud escreveu:
Lol... apenas na tua opinião meu caro... Para mim ainda não descobri nenhuma diferença Wink

hehehe Laughing eu agora até poderia ser sacana, mas vou fazer de conta que não vi esta abébia!! Laughing

Vou ser politicamente correcto.

Não sou eu que o digo, são eles que se afirmam "iguais na diferença" in Gay Pride Parade. New York. 1970
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Ter 11 Set - 18:07:52

Pedro Reis escreveu:
Lá estás outravez a andar em círculos. Deixa lá ver se consigo expressar-me, eu assumo que o erro é meu.

As sociedades evoluem por concordância e discordância para com uma fonte de pressão. Quando te escrevi que o vínculo religioso nos fez a todos, disse-o neste sentido uns pela concordância outros pela discordância duma mesma fonte de pressão.

Quando te digo que tu és o fruto duma sociedade cristã e católica, faço-o consciente que em alguns dos teus antepassados, e em tu mesmo, essa pressão resultou numa discordância, englobada numa massa maior de concordantes, no entanto quer os concordantes quer os discordantes têm denominadores comuns civilizacionais, que são transversais a todos.

É claro que vamos andar às voltas... pois ninguém está a discordar com a tua apresentação sobre as sociedades evoluirem por concordância e discordância, no entanto se eu sou fruto de uma sociedade critã e católica igualmente o sou de uma sociedade aristotélica, socrática, platónica e lógica para não dizer outros exemplos.

Agora não se deve é procurar limitar ou impor um factor como "o" factor a ser defendido/protegido, quando este não passa de mais "um" factor, com maior ou menor importância.
A Sociedade e Cultura Europeia não estagnaram com o advento ou existência da Igreja Católica, já existiam antes, suportaram a existência da mesma num papel de predominância/imposição do padrão comportamental e de pensamento e felizmente, ultrapassaram esse momento. Não esquecendo o papel que a Igreja desempenhou, mas igualmente não lhe dando um papel de relevo para além do que esta tem em conjunto com os demais "inputs" culturais que fazem parte da herança cultural Europeia.

Pedro Reis escreveu:
Parece-me óbvio que se a tua cultura base fosse distinta, da que é, a transversalidade desses denominadores seria diferente e o resultado,, substanciado na tua pessoa, igualmente diferente.

Nem eu alguma vez disse o contrário.

Pedro Reis escreveu:
Sendo que considero a religião como a fonte de maior pressão sociológica, não poderá estar aqui em causa esta paternalidade do exemplo que te dei?

Meu caro, o problema é que tu queres que exista apenas uma paternalidade, quando na minha opinião não há uma única (a haver seria Aristotélica, onde até a Igreja Católica vai buscar muito do seu pensamento). Há "N" paternalidades, sendo que umas são mais marcantes hoje do que outras, que no entanto o foram noutros tempos, mas se ainda estas menos marcantes hoje têm algum papel ao longo do presente e passado percurso da Sociedade Europeia, como é que podes sequer querer esquecê-las?

Usando o teu exemplo, tu queres ter um Pai com 4 filhos mas queres que estes quando chegarem aos 18 anos apenas tomem em conta o que aprenderam a partir dos 10 anos, esperando que tudo quanto se passou antes seja convenientemente esquecido pois tu achas que esse intervalo de tempo não interferiu em nada na formação da personalidade dos teus filhos.
Eu não concordo com isto... podes até não te lembrar da maioria das coisas que aconteceram, mas estas estão e fazem parte da tua memória. Para além de terem influênciado a formação da tua personalidade.

Por isso te digo, eu recuso determinantemente qualquer salvaguarda de um qualquer factor contribuinte para o presente sócio-cultural Europeu, apenas por se achar que este foi determinante. Seja a Igreja Católica, o Catolicismo, o Aristotelismo, o Maniqueismo, ou mesmo os Beatles, não aceito nenhuma salvaguarda constitucional pois isso é limitar o passado a um ponto de vista e querer limitar o futuro às possibilidades onde esta salvaguarda possa levar.

Efectivamente não!

Pedro Reis escreveu:
Concerteza que não, mas isso não invalida que nós hoje sejamos o resultado dos mesmos. Por outro lado o que te referi anteriormente, e tendo por base o tópico, mandar embora o conhecido para receber de braços abertos o "desconhecido", pondo em risco os denominadores comuns da nossa sociedade não é fechar ad eternum a sociedade a novos vínculos culturais. É correr o risco de veres repetidos processos que no passado ditaram a morte de éne pessoas. Não é estagnação é prevenção, não é parar no tempo é olhar para trás e ver o que de mau a religião nos trouxe, mas antes saber como o evitar. Ou achas que eu e os restantes católicos papamos tudo o que a Igreja nos serve? Estás enganado, porque o anti-clericalismo também me moldou a mim! Wink

Imagina o que teria sido a Europa se o Cristianismo não tivesse tido a oportunidade de por cá se implantar. Se a Sociedade Europeia se tivesse "salvaguardado" do desconhecido que era então o Cristianismo.
Hoje não seria Católico nem estarias aqui a "pregar" o que estás a pregar... este exemplo igualmente se aplica a mim e a qualquer outra pessoa se tivermos em conta a limitação imposta a uma determinada influência que no futuro deu origem a parte da nossa consciência?
Tu, por seres seguidor de um credo e acreditares que o mesmo é o expoente máximo da moralidade, cultura e afins, achas que a Cultura Europeia não precisa de mais estímulos, podendo-se fechar sobre si mesma.

Os Chineses fizeram isso e vê no que deu.

Eu defendo que cabe aos Europeus decidirem quais os caminhos e estímulos que pretendam seguir. Não os quero limitar, por muito que possa discordar do caminho seguido. Tu não queres dar essa opção aos mesmos, pois tu achas que se um determinado caminho for contra o caminho que tu consideras certo, então que este deve ser barrado.
É isso que estás a procurar fazer, quando queres impor uma salvaguarda cristã na Constituíção Europeia e quando queres procurar limitar as influências de outros credos e possivelmente de outras formas de pensar.

Atenção, que eu não digo que um caminho é melhor que o outro, mas não recebi de ninguém, tal como tu ou mesmo o papa uma carta branca para impor um caminho da minha escolha.
A Europa, tal como uma criança, tem de ter o direito a errar.

Pedro Reis escreveu:
Claro! Se a hipótese se transformar em tese, a partir daqui nada do que eu diga ou faça tem qualquer valor. Irão vocês argumentar que a sociedade evoluiu nesse sentido e pronto já está, não se pode voltar a trás! Por outros motivos que não os evolvidos aqui já tenho o dito cheio de calos para saber com o que contar ou não!!! Laughing

Mas que bela de uma patranha me estás a enfiar. Dizes-me que se a hipótese se transformar em tese nada do que tu digas irá ter valor, pois a sociedade terá evoluido nesse sentido... no entanto, não consegues ver o mesmo exemplo que me acabaste de apresentar em relação ao meu caso?

Tu vês a presente Sociedade Europeia a se afastar cada vez mais do padrão ideológico e de pensamento da norma Cristã, com a qual te identificas e automáticamente, assumes que as demais influências em crescendo te irão, forçosamente, procurar limitar em relação aos teus direitos etc.. E por isso, desejas salvaguardar nem que seja de uma forma muito "singela" para os mais incautos, mas com um peso extremamente elevado, o papel do teu padrão ideológico e de pensamento enquanto norma a se manter e salvaguardar.

Meu caro, estás a ser igual aos Republicanos quando criaram o Artº 288 alínea b) impedes os demais de poderem escolher o seu caminho.

Eu vejo a Sociedade Europeia a optar por caminhos, poderei concordar ou não com estes e por isso cabe-me a mim o papel de tentar expor as minhas ideias com o intuíto de pelo menos alertar os que me rodeiam.
Mas eu não imponho ou limito de qualquer a capacidade de escolha dos mesmos.

E agora pergunto-te, onde é que a Sociedade Europeia Laica te tem limitado nos teus direitos pessoais?
Se tu e os que te rodeiam têm Liberdade de Escolha, quais são os valores que te estão a ser retirados, limitados, etc?

Agora diz-me o mesmo em relação a Sociedades Europeias de índole Religiosa?
Eu lembro-me logo do divórcio, aposto que era logo revogado.
A IVG, concorde-se ou não com a mesma, hoje a mulher que cumprir os pré-requisitos impostos é livre de escolher se quer ou não interromper ou não uma gravidês (indesejada), já tal não lhe seria permitido na "tal" sociedade.
Olho para os flagrantes exemplos dos Estados Unidos, em que uma Sociedade marcadamente influênciada pelo religião cristã impõe limitações ao que os seus cidadãos podem ou não ler, a título de exemplo.

Meu caro, os tempos são outros é certo, mas a Europa já teve a sua quota parte de Sociedades Religiosas, sendo que SE este for o caminho que os mesmos optem, eu ficarei muito triste, mas tenho de aceitar. Mas não devo com isso procurar escolher a religião que melhor sirva os meus interesses, nem que seja por eu não ver nenhum indício de que a presente Sociedade Europeia Laica tenciona sequer reverter para uma Sociedade de Cariz Religioso.

Pedro Reis escreveu:
E achas que já há poucas coisas com que me indigne todos os dias, para de mão beijada ceder perante mais uma?

Meu caro, indignação não é igual a perda de direito.

Pedro Reis escreveu:
Olha Paulo a Beatriz nasceu ontem no Santa Maria. Hoje só tinha direito a uma visita de cada vez, mas isto apenas porque sou branco, contribuinte e observador das regras. Se fosse cigano ou de outra minoria qualquer fazia o que bem entendesse, punha lá dentro a família toda que NINGUÉM me dizia fosse o que fosse. Como não sou tive de gramar com as regras e a má-educação das enfermeiras, quando chamei à atenção duma delas a resposta foi: Vá olhe não ligue eles são assim o que é que se há-de fazer? Rolling Eyes Ou seja mais uma vez, "eles" por serem "assim" têm tudo o que lhes apetece e eu por ser da maioria levo com os patos? Não desculpa-me lá, mas não. Como se diz no alentejo: barda***** para isto tudo.

Não meu caro, o problema é que o sistema está correcto mas as pessoas que o implementam não. A culpa é de quem não cumpre com as regras, que neste caso corresponde à enfermeira. Olha que a mim TODOS os dias me pedem para "torcer" as regras, que não faz mal nenhum a ninguém... compromissos meu caro.

Eu, tanto quanto me aperceba, não os faço. Ganho alguma coisa com isso? Nada para além de dores de cabeça.
Todos queremos uma Suécia, Noruega ou afins, mas ninguém quer fazer por isso.
Reclame-se meu caro, é um dever que nos assiste.

Pedro Reis escreveu:
O Catolicismo está muito para além de ser um credo praticado ou não e garantidamente no dia em que passar a ser meramente apenas mais um credo, a sociedade portuguesa tal como nós os dois a conhecemos simplesmente desaparece. Se tu está por essa via eu não estou, logo apenas posso lamentar, mas não têm o meu contributo.

Lol... a Sociedade Portuguesa não desaparece, apenas muda e assume outra cara. Tal como já o tem feito enúmeras vezes ao longos dos tempos.
O que muda é a cara que tu gostas de ver na Sociedade Wink
Também Portugal era indivisível e Portugal era uma Nação Pluri-Continental e isso tudo mudou num piscar de olhos... perdeu-se, ganhou-se? Teve-se aquilo que se quis e agora engulam o que escolheram Wink

Pedro Reis escreveu:
Já agora, se mo permitires, agradecia que fizesses o mesmo e me deixes escolher por mim...

E não és livre de o fazer na presente Sociedade Laica Portuguesa? Wink

Pedro Reis escreveu:
...pondo fim a esta perseguição sem tréguas que devotas ao catolicismo. Precisamente por ser a face conservadora é que sou a componente
passiva da equação. A componente activa és tu, logo a imposição de que
falas é em sentido reverso. És tu que tentas impôr as tuas ideias,
padrões, opções sobre a regra, eu apenas a observo e tenho-as por dado
adquirido.

Eu não persigo o catolicismo, eu persigo as injustiças. E a existência de preferências em relação a concidadãos meus É uma injustiça.
Tu queixaste dos Ciganos irem todos juntos visitar uma familiar enquanto tu, engoles com a pílula de teres de gramar e esperar por um lugar de cada vez e reclamas. Mas não vês o mal, quando uma pessoa que não professe a tua crença tem de engolir a pílula por ter de gramar com um crucifixo no seu quarto de hospital?

Meu caro, se eu consigo dar-te razão no teu caso e ver o paralelismo no caso da laicidade, que é igual. E tu apenas consegues ver o caso que te toca pessoalmente, fico na dúvida sobre quem procura harmonizar as situações resolvendo os erros existentes e quem procura manter o status quo à pala de um "conservadorismo", que no fundo não passa de um elogio à inacção. E nesse caso meu amigo o que te posso dizer é o que se diz popularmente como "...engole e não chora...". Pois a tua inacção nada resolve, permitindo assim o continuado desrespeito das regras que estão definidas. E cultivando a cultura dos "Xicos-Espertos" que sabem que nada perdem em tentar e só têm a ganhar, gozando ainda por cima com aqueles que seguem as regras.

Pedro Reis escreveu:
Nem tu nem eu estamos errados, apenas quero que fique claro que ao acusares-me de tentar impôr as tuas ideias não estás a ser diferente do que me acusas, com a agravante de tu seres uma componente activa e eu passiva. (Bolas, activos e passivos com uma conversa destas deve dar para o pessoal começar a suspeitar..... Laughing)

Wink Bela de uma tanga meu caro. Como já te demonstrei Wink

Pedro Reis escreveu:
Ao menos assumes que também o fazes. Já não é mau! Wink

Não meu caro, eu assumo que gostaria de ver uma Sociedade reger-se pelos princípios que eu defendo. A minha luta prende-se em tentar demonstrar a validade dos mesmos, não em impor nada. Por isso... não assumo nada Wink não coloques palavras na minha boca Wink

Pedro Reis escreveu:
Nada disso. Eu apenas digo que a haver mudanças serão de C a E, por contrapartida a tu dizeres de A a Z. Tenho menos abrangência, porque sinceramente, já conheço demasiado bem as pessoas, para saber que quando lhes der o dedo vai na volta estão a roer o cotovelo. Se tiverem a unha levam-me só o dedo que é efectivamente aquilo que estou disposto a dar!

Meu caro, porque impedir os demais de roer a unha até ao cotovelo? A minha unha rouo-a eu e mais ninguém e só eu tenho de decidir até onde a rouo. Tu queres impedir toda a gente de poder roer até ao cotovelo, por achares que a unha acaba antes.

Pedro Reis escreveu:
Eu já saí da idade da inocência faz anos. Não estou disposto a fazer retrocessos ao sec. XIX nem a evoluir para algo que os meus concidadãos não estando preparados só provocará anarquia. Desculpa-me Izz, gosto muito da maneira como vivo, para a sujeitar a riscos desnecessários.

Meu caro e se tu não aceitas que os outros pensem por ti, o que te leva a crer que eles aceitem que tu penses por eles? Pois é isso que estás a querer fazer Wink

Pedro Reis escreveu:
Óptimo! Então aceita que haja regras, com as quais não concordas, mas para as quais não pode haver qualquer tipo de excepções, dadas as implicações que trazem.

Mas isso eu sempre aceitei. A questão é que excepções é o que mais há à minha volta! Toiros de Morte em Barrancos... como vou impedir que alguêm por razões culturais igualmente queira uma excepção?! Com a inclusão da "raízes cristâs" numa constituição??? Isso é querer ver o sol por uma peneira.
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Ter 11 Set - 18:08:32

Pedro Reis escreveu:
É mais ou menos como os
casais gay. Não podem casar, mas vão casando! Barrancos não pode matar
touros, mas sempre o fez. Há coerência, logo pouco mal!



Onde está a coerência? A Lei proíbe os Touros de Morte, mas Barrancos
pode tê-los. Cidadãos Portugueses não se podem casar com outros
cidadãos do mesmo sexo, mas podem-se casar com outros de sexo
diferente. É a isto que chamas de coerência?

Pedro Reis escreveu:
Izz este assunto é demasiado complexo para que te dê uma visão in situ da situação...



Eu sei, mas tu percebeste bem o que eu queria dizer, creio eu.

Pedro
Reis escreveu:
Certas Leis no papel são lindas, asseadas, isentas e justas, mas
no terreno são total e completamente impraticáveis. É pena que assim
seja, mas isto só demonstra o quanto o sentido está invertido. As leis
devem servir os homens e não o contrário. Lamento, mas pouco se pode
fazer, ninguém vai optar por passar fome para cumprir a Lei.



Meu caro, mas nem mais. Concordo totalmente contigo... mas... se as
Leis não funcionam que sejam revogadas ou alteradas e enquanto
existirem que sejam para cumprir na íntegra.

Pedro
Reis escreveu:
Não se pode prevenir o que se desconhece e não é a partir de
Lisboa que se têm de fazer as Leis. É a partir das comunidades, daí o
posicionamento que a AMT tem pelo municipalismo e que nalgumas coisas
tu discordas. É com pena minha que te seja impossível vaguear por
Portugal como eu o faço todos os dias, porque irias ver muita coisa que
julgas já não existir e depois de falares com as pessoas não podes
deixar de lhes dar razão.



Meu caro, uma vez mais não digo que discordo contigo, apenas discordo
em alguns pontos, mas neste caso nem são nos sociais. Mas igualmente se
eu não posso dizer que não tenho o teu conhecimento em relação ao
conhecimento intríseco de Portugal e dos Portugueses, posso-te dizer
que já vivi em muitos lugares, incluso nas ilhas, para ter uma ideia
aproximada da realidade.

Pedro Reis escreveu:
As leis tugas e
sobretudo as comunitárias estão a asfixiar o interior e vão mata-lo a
médio prazo e ninguém se interessa. É mais importante observar a Lei
que deixar as pessoas comer....assim eles morrem...



Já te respondi a esta situação. Revogue-se ou corrija-se que está errado.

Pedro Reis escreveu:
Respondi sim....apenas não o fiz como tu querias!! Razz



Que era responder-me preto no branco quais eram os direitos civis que
perdias se fosse aprovado o casamento civil entre homossexuais.

Pedro
Reis escreveu:
Quando nas entrelinhas do que escreves vem lá a dizer, estilo
mensagem subliminar: A igreja é má, a igreja subverte a liberdade do
povo, a igreja quer controlar as vossas mentes, a igreja torna-vos em
más pessoas, tacanhas e limitadas e mais algumas paródias que não calha
de escrever agora, penso que faço prova dessa imparcialidade. Se
insistires muito faço quotes!!! Razz



Tás à vontade para fazer quotes.

Meu caro, eu quero lá saber da Igreja Católica. Que os crentes da mesma continuem a sê-lo... isso não me diz respeito.

Tal como me é igual se defendes ou não o casamento homossexual, apenas
te procuro demonstrar que algumas questões devem ser analisadas apenas
recorrendo a situações "civis" e não teológicas.

O Casamento Civil Homossxual é uma questão dessas, há outras igualmente.

é claro que discordo com o recurso a temáticas teológicas para
justificar a recusa do casamento civil homossexual. Tal como recusaria
o acesso por parte de casais homossexuais a casamentos religiosos
(católicos), por esta nos seus parâmetros não comportar tal visão.



Eu, não sou anti-religioso ou anti-católico ou mesmo anti-cristão, como tu queres dar a entender ou como tu entendes.

Eu sou anti tratamento diferenciado, quando não há para isso justificação válida.

Um Homossexual não é um cego, se eu não aceito que se queira
diferenciar o acesso de um homossexual ao casamento civil com quem este
bem entender, já não posso senão concordar que se procure ajudar a
simplificar a vida a quem sofre de alguma limitação. Seja cegueira,
surdez ou outra.

E se queres saber, por mim, todas as crianças aprendiam na escola a
linguagem gestual, seria mais uma forma de procurar diminuir a exclusão
de quem é diferente, neste caso surdo.



Por acaso temos debatido e discutido assuntos e temas, em que se
recorre a razões de base religiosa para justificar algo que é do foro
civil e a discussão/debate tem descanbado. Mas se formos de seguida
debater/discutir algo em que a religião não interfira, irás ver que eu
mantenho as minhas defesas ao combate à exclusão e diferênciação de
Portugueses.



Eu sou consistente com as minhas posições Pedro, não me queiras agora
acusar de algo que eu não sou, apenas por conheceres apenas umas
quantas posições minhas em que estou a defrontar ideias de índole
religiosa.

Vai tratar das tuas ninas e dá umas beijocas à Bea por mim Wink



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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Ter 11 Set - 19:55:08

Pedro Reis escreveu:
Moralidade? Eu? Olha que essa passa-me ao lado, acho que a única vez que escrevi tal palavra foi numa discussão com o rls quando lhe defini códigos de conduta moral e sob a perspectiva civil da questão!

LOL Smile Foi malvada não foi Wink

Pedro Reis escreveu:
Se fosse um gajo moralizador tinha vos batido aos dois com a questão do aborto, a qual se bem te lembras delimitei a minha moral a mim próprio e aos meus e na questão dos homossexuais nem sequer questiono como raio é que cada um quer viver.

uah uah uah uah Smile Questão de princípios meu caro, a moral tal como os valores são intrínsecos a cada um e não homogéneos Wink

Pedro Reis escreveu:
Dizes muito bem que cada um tem uma obrigação moral de isto e aquilo, mas sob que moral? A própria, a tua, a da Igreja, qual? E independentemente de qual seja a opção não estarão as pessoas no seu legitimo direito de opção?

Meu caro, por obrigação moral eu estou a definir que cada um deve procurar impedir a perda de direitos adquiridos.
É claro que isto levanta algumas questões, como por certo me irás apontar. E aí aponto para a moralidade de cada um.
Mas igualmente respondo que se não temos a capacidade de julgar um assunto apenas nos remetendo ao foro em que este se inclui, então deveriamos ter a capacidade de nos afastarmos desse debate, deixando caminho aberto para aqueles que discordem mas que consigam essa "contenção" ao âmbito da questão.

Pedro Reis escreveu:
Já reparaste que para muitas pessoas o sentido de igualdade advém da noção de: O que é bom para mim é bom para todos? Em democracia nada mais é exigido que isto, que cada um perspective a sua opinião com aquilo que é o melhor para si, no computo geral a soma destes pequenos egoísmos define a maioria e a mesma define a norma, logo a Lei a que todos devem observar. Extrapolando isto para o caso em questão se casar com gajas é bom para mim e para a maioria dos meus concidadãos, é bom para todos. Tão simplesmente como isto. Quem não quer assim, é pá temos pena, azar.

Tens toda a razão, mas eu infelizmente tenho esta mania de lutar por algo maior... Gosto de defender os outros, quando posso e os meus opositores não são grandes e com ar de mau Wink

Eu creio que casar com gajas é bom para mim, mas como o meu vizinho querer casar com gajos nada mexe comigo, ou outros, logo não pode ser mau.

Pedro Reis escreveu:
Não Paulo. No paralelismo estrito do exemplo se se proibir o acto de fumar, porque o mesmo influencia negativamente a saúde de terceiros, porreiro, impecável. Dou de borla e fumo 2 maços por dia. Não é o meu direito a fumar que está em questão é o direito à saúde de terceiros que está. Quanto a isto sabes bem que já há Lei aprovada com limitações ao meu direito e eu estou calado a concordar.

Mas por esse ponto de vista, o casamento homossexual em nada interferirá com os direitos de terceiros Wink logo deveria ser permitido muito feliz

Pedro Reis escreveu:
Na questão do casamento gay, o direito de uns em casarem, com parceiros do mesmo sexo, interfere com o direito de terceiros menores em obter um pai e uma mãe, como todas as outras criancinhas. É o direito de terceiros a ter um pai e uma mãe que está aqui em questão, logo tem da haver limitações ao direito dos primeiros, para que o contexto de comparação seja aplicável.

LOL eu já tinha visto a tua resposta quando escrevi a minha anterior Smile

Meu caro, a tua ideia é incorrecta, pois hoje em dia um "solteiro" já pode adoptar... logo um Homossexual pode adoptar apresentando-se enquanto solteiro Wink só precisa de... mentir Wink
Logo... o teu argumento perde a sustentabilidade.

Para além de que... creio que é mais importante uma criança ter pais, sejam estes Pai/Mãe, Pai/Pai ou Mãe/Mãe que os amem e eduquem a ficarem em instituições de acolhimento.
Sendo que igualmente, não deixei de ver casos de Pais (Pai/Mãe) que são uns verdadeiros incapazes a educar os seus filhos e não é por isso que se impedem as adopções por casais heterossexuais, creio.

Aparentemente, e apenas falo baseando-me em suposições mais ou menos coerentes actualmente, quem matou a Joana foi a Mãe e um dos companheiros desta, tal como tudo aparenta indicar que quem matou a Maddie foram os Pais (que são heterossexuais).
Ou seja, procuro demonstrar que tanto poderão existir casos de sucesso como de insucesso em ambas as situações, cabendo aos serviços existentes avaliar quem reúne as melhores condições para ser Pai/Mãe (em todas as suas configurações).

Pedro Reis escreveu:
Como já te disse, casamento gay sem possibilidade de adopção. Porreiro. com iguais direitos ao casamento heterossexual. Tenho pena, mas não.

Lol... espero já te ter demonstrado que para além de uma coisa nada ter a ver com a outra, neste momento torna-se irrelevante se estes são ou não casados, visto já poderem adoptar pela presente Lei, desde que "mintam" Wink

Pedro Reis escreveu:
Não sei, mas se começassem por pedir isto que te acabei de escrever se calhar muitos dos que nos opomos diríamos que sim senhor. nas condições actuais, é pá vão plantar batatas a ver se saiem com grelo...

Lança aí uma sondagem para vermos quantos aceitariam... seria interessante saber quantas respostas teriamos.

Pedro Reis escreveu:
Claro. Plenamente de acordo, mas no fundo da questão continuo a discordar...

Lol...

Pedro Reis escreveu:
Obrigado. É uma bonequinha linda. Por infelicidade do destino veio igual à mãe e calhou-lhe em rifa o nariz do pai.... Laughing É simplesmente perfeita. Wink

Queres ver que tenho de arranjar um Malvado para a conhecer futuramente? Wink

Pedro Reis escreveu:
Mas concerteza que não há!!! É que nem se está mesmo a ver nem nada, pois pois, tá bem, tá bem Laughing

Pelas razões que te disse anteriormente... efectivamente não há Wink no meu ponto de vista lol

Pedro Reis escreveu:
Laughing e é assim exactamente que lá está, aliás como já te provei e tudo!! Razz

Tu apenas subverteste o sistema... Wink estes não têm a possibilidade de escolherem com quem querem casar... do mesmo sexo.

Pedro Reis escreveu:
Naturalmente. Tão naturalmente que um pai e uma mãe terão sempre essa superior capacidade, sobrando os "restos", como a Lei prevê que os adoptandos com idade superior a 12 anos têm direito de opção e o processo de adopção leva 4 anos até ser concluído, fico deveras descansado quanto a isso, mas continuarei a lamentar que uma criança tenha de ser submetida a isso.

Mas porque terão sempre essa "superior" capacidade? Porque são homem e mulher? Isso para ti basta para julgar se um casal é capaz de adoptar e criar crianças? muito feliz

Pedro Reis escreveu:
Mas estás a duvidar porquê?

uah uah uah uah Wink

Pedro Reis escreveu:
Não mistures alhos com bugalhos. Uma coisa são pessoas doentes e/ou incapacitadas de poder, dentro dos limites fisiológicos, levar uma vida normal outra coisa são homossexuais.

Ahhh... mas para ti, os homossexuais serão doentes? E se não são doentes, então porque não deverão ser tratados como os demais em todos os casos?

Pedro Reis escreveu:
Obrigado. Estava a começar a ter dúvidas a este respeito! Razz
E não, não interfiro de forma activa na vida de terceiros....não sem antes me entalarem a minha, claro está!! Laughing

Que foi entalada no presente caso de que forma mesmo? muito feliz

Pedro Reis escreveu:
Olha que redundância, tão mal disfarçada!! Então vocês não me julgam a mim é só às minhas ideias. Laughing Malvadas destas maganas nem sequer são parte de mim e uma componente intrínseca da minha individualidade. Mas atenção, cara plateia, eles não me estão a julgar!!!

Nada como um pouco de redundância para se demonstrar um ponto. Não julgar os valores pessoais de uma pessoa não é o mesmo que julgar as ideias públicas da mesma Wink

Tu podes defender privadamente o que bem entenderes, mas reconhecer que publicamente que se calhar algo que é contra aquilo que tu defendes (privadamente) possa ser o melhor caminho de momento.

Pedro Reis escreveu:
Ó Paulo, mas onde é que está a discriminação? Esses gajos tal como eu podem casar com uma sujeita e também tal como eu não podem casar com um sujeito...

Tens razão... devemos alargar o objectivo da questão, que deixará de ser o acesso por parte de casais homossexuais ao casamento civil, para ser o de total liberdade de escolha em relação ao parceiro com o qual se pretende contrair um matrimónio civil.

Assim, tu, tal como eles poderão optar entre casar com pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo e continua a não haver nenhum direito de terceiros violado Wink Obrigado pela dica.

Pedro Reis escreveu:
...Não, farto de coitadinhos ando eu, vão à tropa, façam-se homens e engulam uns sapos que é o que eu faço todos os dias e ainda não morri por isso....

Esta é um bocado má... conheço eu de casos em que verteram o seu sangue, para não dizer que morreram ou ficaram mutilados homossexuais que combateram no Ultramar, tal como acredito que o tenham feito ao longo de toda a nossa história.

Meu caro amigo, não creio que seja o facto de se ser Heterossexual ou Homossexual, que faz de uma pessoa mais ou menos Homem com H. Mas... isto sou eu.

Pedro Reis escreveu:
Olha que não sei, mas ouvi dizer que em democracia a maioria dita as regras.

E isso nunca impediu a minoria de protestar... não é o que faz a minoria em relação à IVG? os defensores do Sim também já foram minoria e hoje são minoria... eventualmente poderão voltar a ser minoria e por aí fora...
A Lei muda consoante a posição da Sociedade. Mas de aqui a 100 anos, por certo que esta questão da IVG já nem se porá, tal como hoje não se põe o caso da Pílula, que em tempos foi um choque e montes de médicos foram objectores de consciência Wink

Pedro Reis escreveu:
Talves seja, talvez não. Ou talvez seja apenas a constatação de uma soma de factos!

LOL

Pedro Reis escreveu:
Mas para ti que és ateu e não és parte interessada, na matéria, e puxando a questão do casamento gay para aqui, qual é a parte em que isso te afecta no teus direitos? Pois, pois é tramado quando um gajo leva na cara com os seus próprios argumentos, eu até diria outra palavra, mas temos senhoras presentes!!

Meu caro, afecta quando há Portugueses a ser discriminados. Igualmente não sei porque se optou por dar o direito de voto às mulheres... igualmente em nada afectava os meus ou os teus direitos. Mas a Sociedade achou por bem dar-se este direito às mesmas... talvez por achar que era uma discriminação que não fazia sentido... se é que há discriminações que o façam.

Pedro Reis escreveu:
Pois é Paulo. Qual dos teus direitos é que fica tolhido se os outros teus concidadãos pretenderem ter símbolos religiosos, de todas as profissões, por todos os cantos de um hospital, promovendo efectivamente o laicismo teísta? Tu não acreditas e não, tu nem moralizas nem julgas nem comentas para a vida dos outros, logo este é o típico assunto sobe o qual e a bem do respeito pelas liberdades dos outros, tu até deverias permanecer digamos, como que...calado. Não?

Alguma vez! Smile Meu caro SE a maiora dos Portugueses optar por esse caminho, eu somente terei de engolir a pílula... pois estarei em minoria.
Agora... calar-me? Só quando a Democracia for à viola... coisa que ainda não foi, apesar do pouco valor que esta tem lol

Pedro Reis escreveu:
Mas tens de esperar porquê? Se calhar porque te choca teres de gramar com coisas que não queres, que vão contra a tua moral, que te ofendem e que te ferem. Pois, olha nós aqui do lado dos católicos fazemos o mesmo. Igualzinho, mas igualzinho sem tirar nem pôr. Agora afinal levantando a pele de cordeiro é que se vê a lombada hirsuta do lobo! Lamento Paulo mas és tão moralista como eu, a única diferença é que eu vou por um sentido e tu por outro, mas ali na dobra da esquina estamos lá juntinhos a beber copos!!! Razz

uah uah uah uah uah muito feliz

Pedro Reis escreveu:

Eu não partilho da crença na descrença. Não ma imponham s.f.f
Eu não partilho da crença no casamento gay. idem
Eu não partilho da crença do Estado ateu. idem
Eu não partilho da crença de que as crenças são do domínio privado. idem
Eu não partilho da crença que as minorias devam subverter tudo o que é regra. idem

E? mas e se a maioria não concordar contigo? terás de aceitar não terás? Wink

Pedro Reis escreveu:
E que tal gramarem com a pastilha só sob a perspectiva de me fazerem feliz? Laughing Então eu que até faço isso por vocês e não me queixo e vocês retribuem desta forma? É pá tá mal. Mas deixa estar, dá cá um abraço na mesma!! Laughing

Totalmente de acordo contigo... mas não em Edifícios Públicos, quando o Estado é um Estado Laico. Mas de resto... totalmente de acordo contigo Wink

Pedro Reis escreveu:
Ó Izz, eu ultimamente tenho andado por alguns hospitais. Nuns casos infelizmente noutros para grande felicidade. Ainda não vi um crucifixo em nenhum. Vocês têm certeza de que os há?

Meu caro, nos mais antigos, tal como nas escolas mais antigas as da altura do Estado Novo. Essas por norma têm, agora tudo quanto foi remodelado ou criado de raíz, creio que não tenha.

Pedro Reis escreveu:
hehehe Laughing eu agora até poderia ser sacana, mas vou fazer de conta que não vi esta abébia!! Laughing

Vou ser politicamente correcto.

Meu caro, enquanto pessoas... são para mim totalmente iguais.

Pedro Reis escreveu:
Não sou eu que o digo, são eles que se afirmam "iguais na diferença" in Gay Pride Parade. New York. 1970

Se são diferentes na opção sexual... que queres que te diga, eu não consigo conceber que se goste de língua e no entanto a minha moça adora, ou que por cá se comem caracóis e no resto da Europa creio que não. Somos iguais? Não creio, mas e enquanto pessoas? Aí somos todos iguais.

Um abraço egualitário Wink

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Qua 12 Set - 2:27:37

Caro Pedro Reis, os meus mais sinceros PARABÉNS!!!!!! para si e para as suas meninas. Um nascimento é sempre algo de mágico e belo, em especial para as intervenientes principais. Dê, por favor, um beijinho por mim a ambas, e muitas felicidades, saúde, amor, harmonia e prosperidades aos três.

Agora voltando às nossas supostas divergências de opinião: Caro Pedro Reis, é difícil de contrapôr com alguém que como o caro amigo, ao defender as suas convicções supõe ou faz crer, que quem o contrapõe o está a tentar desviar dos seus valores e convicções, etc., etc.

Eu, ao falar sobre as minhas convicções sobre crenças, tendências sexuais e os seus direitos, sobre a laicidade do Governo, etc., etc., apelo ao direito adquirido por altura do 25 de Abril de 75 e que defende o termos toda a liberdade de podermos defender as nossas diversas opções sem o receio de perseguições e represálias, que diziam havia cá pelo Continente, sendo assim, as minhas opções em nada interferem com as suas opções e vice-versa. Neste momento, além disso, vivemos num Estado Laico, que tal permite, já existe até uma Comissão da Liberdade Religiosa, para velar pelo tratamento igualitário das diversas crenças/crentes que cá existem, pelo menos das mais importantes.

O caro amigo, dá uma no cravo, e outra na ferradura, visto dizer se bem o entendi, que se está nas tintas para a existência dos gays. Mas choca-o os apoios ou atenções que porventura tenham, já não falando em direitos de adoptar. Diz que todos podemos ter as nossas crenças ou não crenças. Mas, não nos podemos esquecer que a Igreja Católica ou o Cristianismo deviam de ter na nossa sociedade uma posição e tratamento diferentes, devido, segundo o caro amigo, à sua grande influência na nossa cultura.

Meu caro, um Estado Laico, não nos obriga a nada, segundo as nossas crenças ou não crenças. Um Estado Religioso, para já impuria logo uma religião estatal como a religião aceite, as outras na melhor das hipóteses seriam toleradas e os seus seguidores marcados/apontados como tal, o que significaria uma marginalização dessas pessoas, com os possíveis contratempos, que em sociedade tráz a diferença/o diferente. Por acaso, tenho bastante experiência pessoal em ser tratada como diferente devido a questões religiosas desde muito nova, só que tive de aprender a viver com esse "estigma".

Sendo uma comparação muito desporporcionada, mas não posso deixar de evocar o Holocausto na 2ª Guerra Mundial e o seu desenrolar de horrores que por certo não deixa indiferente ninguém.

É muito perigoso tentar-se a implementação das diferenças entre seres humanos, nestas situações, com tudo o que a isso é agregado ou possa passar a ser.

Sei, pois já o disse, que não é democrata, mas democratizado, está no seu direito, e respeito o seu pensamento.

Eu, tento ser democrata e apelo ao tratamento igualitário de todos, aos mesmos direitos, aos mesmos deveres, sem que um por "ser" ou professar a crença A seja melhor ou pior, com mais ou menos direitos que outro que "seja" ou professe a crença B.

Se todos formos tratados de forma igualitária e respeitados os nossos direitos, os temores que o caro Pedro Reis aponta não existirão.

Numa democracia plena todos somos iguais em todos os aspectos, é preciso é ter-se a coragem de a implementar e acima de tudo, de a praticar com o mínimo de vícios e erros que como humanos temos a tendência de nos impôr, às vezes sem nos dar-mos conta.

Espero, que tenha compreendido que não tento, com o meu modesto parecer, limitar quem quer que seja.

Assim como quero ser respeitada/considerada, como me farto de dizer, dentro das minhas modestas aptidões e opções sendo ateia.

Assim quero que os que professam, qualquer tipo de crença ou opção o sejam também.

A tolerância é uma "arte" que também deveria de ser mais praticada, sem queixumes é claro, senão deixa de a ser.

Beladona
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Qua 12 Set - 4:32:53

Beladona escreveu:
Caro Pedro Reis, os meus mais sinceros PARABÉNS!!!!!! para si e para as suas meninas. Um nascimento é sempre algo de mágico e belo, em especial para as intervenientes principais. Dê, por favor, um beijinho por mim a ambas, e muitas felicidades, saúde, amor, harmonia e prosperidades aos três.

Beladona, muitíssimo obrigado pelas palavras. A Beatriz é uma doçura e embora só a conheça há dois dias já estou apaixonado! Quer o pai quer a mãe ainda estão ambos confusos como de tão semelhantes mostrengos conseguimos fazer uma coisinha tão fofa e linda. Sabe muito bem ser pai e acima de tudo dá perspectiva a muita coisa que ía fazendo falta, especialmente por ambos sermos pais cotas. Eu pela minha parte ganhei aí uns 10 anos de vida a mãe deve ter ganho por aí uns 30 porque anda a brincar às bonecas, outravez. Wink

Beladona escreveu:
Agora voltando às nossas supostas divergências de opinião: Caro Pedro Reis, é difícil de contrapôr com alguém que como o caro amigo, ao defender as suas convicções supõe ou faz crer, que quem o contrapõe o está a tentar desviar dos seus valores e convicções, etc., etc.

Minha cara amiga, it takes two to dance the tango.

Beladona escreveu:
Eu, ao falar sobre as minhas convicções sobre crenças, tendências sexuais e os seus direitos, sobre a laicidade do Governo, etc., etc., apelo ao direito adquirido por altura do 25 de Abril de 75 e que defende o termos toda a liberdade de podermos defender as nossas diversas opções sem o receio de perseguições e represálias, que diziam havia cá pelo Continente, sendo assim, as minhas opções em nada interferem com as suas opções e vice-versa. Neste momento, além disso, vivemos num Estado Laico, que tal permite, já existe até uma Comissão da Liberdade Religiosa, para velar pelo tratamento igualitário das diversas crenças/crentes que cá existem, pelo menos das mais importantes.

Bom então talvez eu tenha mesmo de dirigir uma carta a essa dita comissão, apresentando uma queixa formal. Como católico sinto que a sociedade dita civil e mascarada de laica atenta contra a minha liberdade religiosa. Direi que me sinto perseguido e sofro represálias, por cada vez que defendo a Igreja na sua obra, quando toda a gente lhe aponta o dedo com os mais infundados ataques e eu falo, todos me apontam o dedo e chamam-me nomes!

Beladona escreveu:
O caro amigo, dá uma no cravo, e outra na ferradura, visto dizer se bem o entendi, que se está nas tintas para a existência dos gays. Mas choca-o os apoios ou atenções que porventura tenham, já não falando em direitos de adoptar. Diz que todos podemos ter as nossas crenças ou não crenças. Mas, não nos podemos esquecer que a Igreja Católica ou o Cristianismo deviam de ter na nossa sociedade uma posição e tratamento diferentes, devido, segundo o caro amigo, à sua grande influência na nossa cultura.

Exactamente. Quando aí fala na questão de tratamento diferente, quero referir que esse tratamento diferente que pretendo é o de nos deixarem em paz e sossego.

Beladona escreveu:
Meu caro, um Estado Laico, não nos obriga a nada, segundo as nossas crenças ou não crenças. Um Estado Religioso, para já impuria logo uma religião estatal como a religião aceite, as outras na melhor das hipóteses seriam toleradas e os seus seguidores marcados/apontados como tal, o que significaria uma marginalização dessas pessoas, com os possíveis contratempos, que em sociedade tráz a diferença/o diferente. Por acaso, tenho bastante experiência pessoal em ser tratada como diferente devido a questões religiosas desde muito nova, só que tive de aprender a viver com esse "estigma".

Olhe eu sou retornado e pior que isso sou católico, educado no Alentejo. Quer maiores estigmas na sociedade pós 25 de Abril?!!

O que vocês não querem entender, em absoluto, é que existe uma diferença atroz entre um estado laico e um estado ateu e pior que isso pretendem que as pessoas tenham dupla personalidade ou género da doença bipolar separando o seu ser religioso do seu ser cidadão. Não podem esperar isso e não têm o direito em exigir isso às pessoas.

Também não querem perceber que a haver perseguição, esta tem-se focalizado sobre a Igreja, que está sempre sob a mira da crítica dos moralistas do ateísmo. Cada vez que se pronuncia contra algo ou mesmo a favor lá vêm os arautos da desgraça apontar o dedo....enfim, tenham paciência.

Com toda a honestidade intelectual de que disponho, não posso em consciência separar-me em dois porque sou apenas 1 e não estou disposto a que me ditem como devo ou não gerir a minha vida segundo padrões de laicismo que não são os meus. Da mesma forma que vocês criticam a Igreja vez após vez e eu a defendo, exerço exactamente o mesmo direito de opinião que vos é devido, se com isso faço parecer que não aceito que me desviem das minhas ideias, que fique bem claro que é a mais pura das verdades e é precisamente o mesmo que vocês fazem.

Fala de marginalização. Mas nas vossas palavras que maiores marginais há que os crentes católicos e que pior organização criminosa existe que não a Igreja? Se a Igreja faz é porque faz mal, se não faz é porque devia fazer; se emite opinião não tem de o fazer fora do seu âmbito, se não emite devia tê-lo feito... E os exemplos disto seguem-se uns atrás dos outros. Os cidadãos são livres de exercer as suas crenças, mas não são livres de expressar a sua fé, porque o estado é laico. Ora mas bolas as pessoas não o são e eu como qualquer outra pessoa exerço a minha cidadania segundo aquilo em que acredito e simplesmente não vou aceitar nunca que me limitem na expressão da minha opinião baseado nos meus princípios de homem de fé que sou e se isso vos trás problemas, tenho muita pena, mas é um problema vosso.

Se o vosso problema é eu ser frontal na defesa dos meus valores e princípios de fé, tenho muita pena mas vão ter de gramar com isso até ao fim dos meus dias, da mesma forma que eu vos "sofro" Não há aqui diferença nenhuma entre nós e o que é bom para mim é bom para os outro. Querem vir pá guerra, força, mas venham preparados para levar na cabeça também.

Beladona escreveu:
Sendo uma comparação muito desporporcionada, mas não posso deixar de evocar o Holocausto na 2ª Guerra Mundial e o seu desenrolar de horrores que por certo não deixa indiferente ninguém.

Olhe Beladona, pelo andar que a carruagem leva, qualquer dia vou parar a um desses campos por ser católico. Talvez devesse começar a tentar ajudar-me e se calhar perceber que as maiores atrocidades cometidas em termos de crimes contra a humanidade vieram de regimes ateus, tais como o nazi, o comunismo russo e o comunismo chinês. Deixando de haver contra-balanço em termos de orientação espiritual o Homem pode fazer o que lhe bem deu na gana sem ninguém a dizer isso está errado. Pense bem nisso e depois diga-me algo.

Beladona escreveu:
É muito perigoso tentar-se a implementação das diferenças entre seres humanos, nestas situações, com tudo o que a isso é agregado ou possa passar a ser.

Implemantar diferenças? Laughing
Acho que confunde aqui alguns termos. Uma coisa é aceitar que haja diferença, respeita-la e protegê-la, outra coisa é transformar essa diferença numa elite previligiada ou pior mantê-la num gueto para usufruto das agendas políticas de alguns arautos da desgraça.

Beladona escreveu:
Sei, pois já o disse, que não é democrata, mas democratizado, está no seu direito, e respeito o seu pensamento.

Eu, tento ser democrata e apelo ao tratamento igualitário de todos, aos mesmos direitos, aos mesmos deveres, sem que um por "ser" ou professar a crença A seja melhor ou pior, com mais ou menos direitos que outro que "seja" ou professe a crença B.

Não vejo a diferença entre nós os dois. Apenas peço que me tratem como aos muçulmanos, aos hindus e aos judeus portugueses. Deixem-me em paz, parem de atentar contra as bases da minha fé e contra a sua participação na minha comunidade. Simplesmente porque não vos diz o mínimo respeito.

Por cada vez que vêm criticar as novenas, as romarias, as procissões, as missas campais e todas as outras manifestações públicas da minha fé, atentam contra a minha livre expressão religiosa. Se querem igualdade vão para a rua e façam o mesmo, mas duma vez por todas parem de criticar o que não vos diz respeito. Se a Igreja dá a este e não dá aquele é um problema da Igreja, não é vosso nem ninguém vos pediu opinião. Por estas e outras razões não me venham com discursos velados a acusarem-me disto e daquilo, porque certamente eu vou cá estar para vos dizer que as minhas babatanas podem estar sujas, mas as vossas não estão mais limpas, pelo que o vosso estilo de natação é igualmente mau.

Beladona escreveu:
Se todos formos tratados de forma igualitária e respeitados os nossos direitos, os temores que o caro Pedro Reis aponta não existirão.

Mas pelo amor de Deus, façam-me o favor, sou o primeiro da fila...

Beladona escreveu:
Numa democracia plena todos somos iguais em todos os aspectos, é preciso é ter-se a coragem de a implementar e acima de tudo, de a praticar com o mínimo de vícios e erros que como humanos temos a tendência de nos impôr, às vezes sem nos dar-mos conta.

Exercendo a minha liberdade democrática irei sempre defender posições próximas às da Igreja e respeitarei os que façam o inverso. Será que posso?

Beladona escreveu:
Espero, que tenha compreendido que não tento, com o meu modesto parecer, limitar quem quer que seja.

Mas limita minha cara, talvez não se aperceba, mas limita.

Beladona escreveu:
Assim como quero ser respeitada/considerada, como me farto de dizer, dentro das minhas modestas aptidões e opções sendo ateia.

Assim quero que os que professam, qualquer tipo de crença ou opção o sejam também.

Se não me criticar a mim eu não a critico a si, se me critica eu critico-a. Considera isto uma forma de respeito? É que até ao dia de hoje eu nunca a critiquei por ser ateia, mas já levei da sua parte com uns autocolantes na testa de papista conservador limitador da liberdade dos outros.

Beladona escreveu:
A tolerância é uma "arte" que também deveria de ser mais praticada, sem queixumes é claro, senão deixa de a ser.

Então vamos todos tentar ser mais tolerantes e deixar de nos queixar da Igreja.

Um beijinho (sim acho que posso!)

Pedro
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MensagemAssunto: The 4th Empire   Qua 12 Set - 15:36:06

Communists have: Capitalists and the Anti-socials.
Islam has: the Infidels and the Apostates.
The Nazis have: the Jews and the Communists.
The Politically Correctness have: the Nazis and the Racists.

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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Igreja contesta islamização da Europa   Qua 12 Set - 20:02:04

Pedro Reis escreveu:
Bom então talvez eu tenha mesmo de dirigir uma carta a essa dita comissão, apresentando uma queixa formal. Como católico sinto que a sociedade dita civil e mascarada de laica atenta contra a minha liberdade religiosa. Direi que me sinto perseguido e sofro represálias, por cada vez que defendo a Igreja na sua obra, quando toda a gente lhe aponta o dedo com os mais infundados ataques e eu falo, todos me apontam o dedo e chamam-me nomes!

Lol, como eu me divirto por aqui.
Eu gostava de exemplos concretos desses ataques que dizes sofrer, pois ma coisa é não se concordar com algo e outra é procurar-se influênciar as pessoas.
Lembro-me do caso de alguns padres do interior, esses que dizes muitas vezes servirem de pontes..., em que durante a altura do debate de ideias entre o sim e o não no caso da IVG apelaram ao voto no não mesmo após a Igreja se ter pronunciado que não iria participar no debate por o assunto em questão ser do foro civil, apesar desta ter uma ideia formada quanto à defesa da vida (o que creio ser a posição correcta de uma instituição religiosa em relação a assuntos de ordem civil, tal como creio que o reverso é igualmente o mais correcto), chegando ao ponto de "chantagear" os seus paroquianos com a excomunhão, conforme eu assisti um padre a afirmar numa missa (sim, eu apesar de ateu por vezes vou assistir a missas por N motivos).

A isto, eu chamo de pressão ou mesmo de perseguição, mas tu deves chamar de defesa dos valores pessoais de cada um.
Mas como eu não conheço casos de a Sociedade Laica ter tentado proibir alguma coisa a quem acredita num qualquer credo, estarei interessado em ficar a conhecer então esses casos de que falas.

Ah! As minhas opiniões pessoais sobre credos não passarem de um opiácio das massas... não podem ser considerados enquanto exemplo, pois estas não passam de opiniões singulares e não da sociedade (civil).

Beladona escreveu:
O caro amigo, dá uma no cravo, e outra na ferradura, visto dizer se bem o entendi, que se está nas tintas para a existência dos gays. Mas choca-o os apoios ou atenções que porventura tenham, já não falando em direitos de adoptar. Diz que todos podemos ter as nossas crenças ou não crenças. Mas, não nos podemos esquecer que a Igreja Católica ou o Cristianismo deviam de ter na nossa sociedade uma posição e tratamento diferentes, devido, segundo o caro amigo, à sua grande influência na nossa cultura.

Linha!

Pedro Reis escreveu:
Exactamente. Quando aí fala na questão de tratamento diferente, quero referir que esse tratamento diferente que pretendo é o de nos deixarem em paz e sossego.

Mas isso é o que acontece, sendo que vocês não permitem que isso seja aplicado aos demais. Porque! Por acharem que se algo em que não acreditam for implementado, isso estará automáticamente a violar os vossos direitos consagrados... o que na minha opinião, não é bem assim Wink

Beladona escreveu:
Meu caro, um Estado Laico, não nos obriga a nada, segundo as nossas crenças ou não crenças. Um Estado Religioso, para já impuria logo uma religião estatal como a religião aceite, as outras na melhor das hipóteses seriam toleradas e os seus seguidores marcados/apontados como tal, o que significaria uma marginalização dessas pessoas, com os possíveis contratempos, que em sociedade tráz a diferença/o diferente. Por acaso, tenho bastante experiência pessoal em ser tratada como diferente devido a questões religiosas desde muito nova, só que tive de aprender a viver com esse "estigma".

Bingo!

Até me lembro da Grécia, em que nos BI's deles aparece a Religião praticada por cada um... nada como dar mais uma possibilidade de discriminação Wink

Pedro Reis escreveu:
...O que vocês não querem entender, em absoluto, é que existe uma diferença atroz entre um estado laico e um estado ateu e pior que isso pretendem que as pessoas tenham dupla personalidade ou género da doença bipolar separando o seu ser religioso do seu ser cidadão. Não podem esperar isso e não têm o direito em exigir isso às pessoas.

LOL... mas eu creio que ninguém, nem mesmo eu que sou ateu, quer um estado ateu! isso seria eu querer fechar os olhos aos meus concidadãos que acreditam numa qualquer crença.
Agora, se eu defendo um estado que trata por igual todos, tenham estes uma crença ou não... a isso eu chamo de laicidade e tu aparentemente chamas de ateu, e para ti pelo que me é dado a entender defines um estdo laico por um estado que a todos respeita em relação a crenças mas mantêm o catolicismo/cristianismo um degrau acima dos demais pelo papel que estes desempenharam no passado.

Pedro Reis escreveu:
Também não querem perceber que a haver perseguição, esta tem-se focalizado sobre a Igreja, que está sempre sob a mira da crítica dos moralistas do ateísmo. Cada vez que se pronuncia contra algo ou mesmo a favor lá vêm os arautos da desgraça apontar o dedo....enfim, tenham paciência.

Meu caro, a Igreja é livre de se pronunciar sobre o que bem entender. Posso até lembrar que eu adorava ler as críticas/sugestões do então Bispo de Setúbal sobre o uso do Preservativo enquanto forma de prevenção de doenças sexualmente transmissiveis. O que creio que era uma posição, embora contra a posição oficial da igreja, que demonstrava pelo menos que o "homem" sem deixar de ser bispo da igreja, procurava defender os seus paroquianos (pela sua própria opinião).

Já outra coisa é a mesma procurar influênciar a opinião dos seus crentes.
Eu, apesar de apoiar o recurso ao preservativo pelas mesmas razões, não concordaria que a Igreja viesse procurar "forçar" o recurso aos mesmos por ter passado a acreditar nisso por uma qualquer nova interpretação de um qualquer livro cheio de pó desenterrado sei lá de onde ter sido encontrado algures num deserto.

Pedro Reis escreveu:
Com toda a honestidade intelectual de que disponho, não posso em consciência separar-me em dois porque sou apenas 1 e não estou disposto a que me ditem como devo ou não gerir a minha vida segundo padrões de laicismo que não são os meus. Da mesma forma que vocês criticam a Igreja vez após vez e eu a defendo, exerço exactamente o mesmo direito de opinião que vos é devido, se com isso faço parecer que não aceito que me desviem das minhas ideias, que fique bem claro que é a mais pura das verdades e é precisamente o mesmo que vocês fazem.

Ahhh... isto já é um avanço.
Aqui sim, temos campo para debater.

Tu dizes que não te consegues "separar em dois", não conseguindo dessa forma discutir assuntos civis sem o recurso aos teus valores pessoais de índole religiosa (neste caso é claro).

Ok, ninguém diz que isso é errado... faz parte de ti e assim deverá continuar.
O que te procuramos demonstrar, pelo menos eu, é que há assuntos que apenas deverão ser vistos pelo seu ponto de vista civil, tal como provávelmente outros assuntos apenas deverão ser olhados pelo ponto de vista religioso.

Seria o mesmo que eu querer discutir contigo o génesis e que eu por acreditar que o homem descende do macaco insistir para que a bíblia fosse "corrigida", de modo a incorporar essa situação apontando N provas científicas como razão para o mesmo e tu recusares essa "correcção" baseando-te que a Bíblia e todo o dogma cristão, sobre o assunto, se baseia na premissa de que o homem foi feito à imagem e semelhança de deus e que deus não é concerteza um macaco!

Se formos debater o Génesis sob um ponto de vista religioso, eu não posso argumentar ou contra-argumentar recorrendo a razões científicas.

Atenção eu não estou a falar de tentar comparar as duas situações, apenas falo de discutir/debater sob o campo civil ou sob o campo teológico.

Pedro Reis escreveu:
Fala de marginalização. Mas nas vossas palavras que maiores marginais há que os crentes católicos e que pior organização criminosa existe que não a Igreja?...

Meu caro Smile isso são opiniões pessoais que tu tentas extrapolar para o todo de uma sociedade civil e laica. Se isso fosse assim, a maioria dos Portugueses não seria Católica (praticante ou não), não achas?

Pedro Reis escreveu:
... Os cidadãos são livres de exercer as suas crenças, mas não são livres de expressar a sua fé, porque o estado é laico.

Tal é uma mentira pegada meu caro. Ninguém alguma vez afirmou ou defendeu tal situação.
Onde é que ao se retirar um crucifixo de uma parede de um quarto de hospital ou de uma sala de aula se está a proibir alguém de expressar a sua fé?
Não podes começar a rezar ou expressar de outra forma a tua fé em qualquer sítio público, desde que isso não implique a interferência em terceiros ou no caso de poder interferir estar devidamente sancionado, como é o caso das procissões?

Porque agora terás forçosamente de o fazer em locais que para além de não serem públicos estão obrigados por lei a tratarem todos (crentes e não crentes) de igual forma.
A pergunta que te faço é, porque raio há-de estar aquele crucifixo ali exposto? Cada um é livre de ter crucifixos e outras imagens na mesinha de cabeceira a que tem direito... então qual a razão daquela imagem ali?
Ou numa sala de aula?

Já pelo lado dos não cristãos, tal imagem pode ser encarada enquanto forma de pressão para que olhemos o cristianismo enquanto um credo preferêncial. O que até pode nem ser o caso, mas o conceito fica manchado.
É o mesmo caso da tal "isenção" de um Rei face à de um Presidente.
Este último por muito isento que até seja, pelo facto de ter sido eleito por alguns, terá sempre a conotação de favorecer aqueles que o elegeram.

É o conceito que está em questão, não a praticalidade do mesmo.

Pedro Reis escreveu:
Ora mas bolas as pessoas não o são e eu como qualquer outra pessoa exerço a minha cidadania segundo aquilo em que acredito e simplesmente não vou aceitar nunca que me limitem na expressão da minha opinião baseado nos meus princípios de homem de fé que sou e se isso vos trás problemas, tenho muita pena, mas é um problema vosso.

Tá à vontade Pedro. Mas essa "limitação" de que falas, apenas existe na tua cabeça. Eu e creio que a Beadona nunca procurámos limitar nada, apenas demonstrar que campos diferentes devem ser tratados/analisados de forma diferente Wink

Beladona escreveu:
Eu, tento ser democrata e apelo ao tratamento igualitário de todos, aos mesmos direitos, aos mesmos deveres, sem que um por "ser" ou professar a crença A seja melhor ou pior, com mais ou menos direitos que outro que "seja" ou professe a crença B.

Então onde está o problema de se retirarem os crucifixos dos edifícios públicos onde ainda existam? Estar-se-á a ser tudo o quanto tu acabaste de dizer.

Um abraço,

IzNoGuud

Nota: As minhas desculpas ao Pedro Reis e à Beladona por ter trocado a autoria da última citação.


Última edição por em Qui 13 Set - 0:35:21, editado 1 vez(es)
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Igreja contesta islamização da Europa
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