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 As eleições de Lisboa

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AutorMensagem
Lobo
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MensagemAssunto: Re: As eleições de Lisboa   Qui 19 Jul - 13:00:06

Eu sei e tenho plena consciência do que é a realidade portuguesa e esta coisa a que chamam democracia, um misto de autismo com chico espertismo e muita entrujiçe a mistura, mas realmente a minha "alma cada vez fica mais parva" gostaria apenas e somente apenas de avançar com um cenário/questão meramente hipotético. A luz dos resultados eleitorais será legitimo que se forme uma especie de associação, movimento etc. de malta que conteste a "vitória estrondosa" do antónio costa, e caso se mantenha por parte das autoridades oficiais a mesma postura, se começe a apelar em termos legitimos para a desobediência civil? não a sério! é que há coisas que ainda me espantam!!!
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: As eleições de Lisboa   Qui 19 Jul - 13:15:45

Lobo escreveu:
Eu sei e tenho plena consciência do que é a realidade portuguesa e esta coisa a que chamam democracia, um misto de autismo com chico espertismo e muita entrujiçe a mistura, mas realmente a minha "alma cada vez fica mais parva" gostaria apenas e somente apenas de avançar com um cenário/questão meramente hipotético. A luz dos resultados eleitorais será legitimo que se forme uma especie de associação, movimento etc. de malta que conteste a "vitória estrondosa" do antónio costa, e caso se mantenha por parte das autoridades oficiais a mesma postura, se começe a apelar em termos legitimos para a desobediência civil? não a sério! é que há coisas que ainda me espantam!!!

Não tenha ilusões. Os portugueses não se revoltam desde a Maria da Fonte. Só haverá contestação mais "musculada" quando muita gente estiver desesperada. É possível que uma combinação da senha confiscatória do Estado, do aumento da precaridade laboral, da erosão de direitos e de um empobrecimento alargado possam vir a criar as condições para esse tipo de contestação, mas ainda vai durar algum tempo. Quanto ao António Costa vamos ignorá-lo e, de aqui a dois anos, vamos reelegê-lo porque somos profundamente subdesenvolvidos...
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José Tomaz Mello Breyner
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MensagemAssunto: Re: As eleições de Lisboa   Qui 19 Jul - 13:28:51

Olhem Caros amigos em minha opinião falar das eleições e dos resultados para a CM de Lisboa é dar importância à vergonha que deviamos silenciar.
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leònidas_
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MensagemAssunto: Re: As eleições de Lisboa   Qui 19 Jul - 14:17:34

Existe hoje uma impossibilidade real de aplicar qualquer das formas do Socialismo, tal como apareceu no sec passado. É que hoje a maioria das empresas não produzem bens de mão de obra intensiva...ou seja antes uma grande empresa empregaria centenas de funcionários, hoje faz mais com apenas algumas dezenas...e isto é tão válido para a indústria como para a agricultura. Aliás começam a haver correntes de pensamento económico a afirmar que o futuro do "proletariado" passará pela criação de milhares de micro-empresas

Esta situação jé é aliás visivel, o conceito de emprego para a vida é hoje um fossil do sec. XX...mas também é verdade que a sociedade não apresenta soluções para quem ultrapassa a barreira étaria dos 35 anos, (tendo em consideração que a longevidade e por consequência a vida util são hoje maiores do que eram á 40 anos) e para tal basta olhar para os classificados do "Expresso" que só pedem pessoas até aos 35 anos

Portanto as grandes massas de operários que eram o pilar do socialismo ,hoje estão extintas...isto a par da precaridade dos empregos (ode hoje se pode estar a ganhar 200 euros /mes com 400 no dia seguinte ) e extinção do Estado Social, explicam o porquê da falta de contestação...a maioria das pessoas tem hoje um medo real de perder o emprego

e a falta de Poupança só piora este efeito

Portugal hoje deve investir na pequena propriedade e na pequena industria altamente especializada...devemos retornar á condição de pequenos proprietários tal como no sec XIX...e abandonar de vez uma economia de procura interna que não seja baseada na produção exclusivamente interna

O que no fundo é a permissa do socialismo "de garantir que os meios de produção são detidos pelos trabalhadores"

bem haja
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: As eleições de Lisboa   Qui 19 Jul - 14:44:36

O socialismo hoje pretende sobretudo garantir uma subsistência com dignidade para todos, o que implica não só a acesso a uma actividade devidamente remunerada, como uma segurança social adequada, a protecção do ambiente, etc. Isso não é possível de alcançar num sistema capitalista, neo-liberal, globalizado, para o qual o único critério é o lucro. A posse dos meios de produção por aqueles que os utilizam pode ser obtida de mais do que uma maneira, mas é imprescindível obtê-la. Só assim se impedirá a degradação crescente das condições de trabalho, a deslocalização, o desemprego estrutural. Dizem que isso prejudicará os consumidores, mas esquece-se que só há consumo e consumidores enquanto houver uma fonte estável de rendimentos. O trabalhador desempregado, o socialmente excluido não consome, pelo que o actual sistema em nada o beneficia, e a própria economia acabará por ser prejudicada se a capacidade de consumo for significativamente afectada.

O socialismo de hoje não passa pela colectivização, pela ditadura do proletariado ou de qualquer outro sector da sociedade, pela redução de direitos políticos. Agitar o espantalho soviético para denegrir o ideal socialista é uma desonestidade intelectual, pois ninguém quereria voltar a essa calamidade. Julgar uma corrente de pensamento pelos seus extremistas é desonesto.
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leònidas_
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MensagemAssunto: Re: As eleições de Lisboa   Qui 19 Jul - 15:06:49

O neo-liberalismo está hoje em agonia, e a prova é que a economia mais pungente é a China (que nem é pedro nem é paulo -nem é socilismo nem é capitalismo, é uma espécie de feudalismo de 5º categoria onde coexistem planificação economica a par com prostituição de menores caucionada pelo Estado, para entertenimento de estrangeiros)
O estado actual ainda não degenerou em convulsão social por falta de alternativas atraentes, tal como o liberalismo o foi, o socialismo o foi...etc

De qualquer forma a progressiva substituição do homem pela maquina, com o advento da internet e afins , está a engrossar as fileiras daqueles que hoje são dispensáveis..as empresas produzem hoje mais com menos empregados
O próprio facto de constatarmos a existéncia de caixas de hipermercado automáticas e lojas on-line é a prova de que se pode construir uma grande rede de distribuição sem funcionários...e isso no presente é um atentado á sobrevivencia da humanidade, porque a maioria das pessoas trabalham por conta de outrem e não detêm meios de produção próprios
Eu próprio não vejo como é possivel aumentar as capacidades técnicas quando as empresas não investem nem necessitam de funcionários...em semelhante ambiente quem vai investir na formação


E quando o homem se torna disensável ,só existe um caminho...a idade média foi um bom exemplo !

bem haja
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: As eleições de Lisboa   Sab 21 Jul - 12:38:44

Confesso que só agora li a mensagem de Leónidas, a quem quero felicitar pela correcção da sua análise.

As almas boas costumam arrepiar-se perante a afirmação da luta de classes. No nosso íntimo incomoda-nos a ideia de um conflito insanável, de uma permanente guerra civil que impede a sociedade de encontrar uma via de consenso e de solidariedade capaz de satisfazer as legítimas aspirações de todos. A ideia incomoda, mas é isso que nós vemos à nossa volta. A sociedade está dividida em predadores e presas. Há os ambiciosos obcessivos, os que procuram um enriquecimento sem regras e sem limites, os que lutam ferozmente pelo domínio económico e político, e há as eternas vítimas, os que reconhecem que há valores para lá do dinheiro, os menos instruídos e menos competitivos, os que querem viver com dignidade e só têm o seu trabalho para tal alcançar. O ganho dos primeiros traduz-se hoje na perda dos segundos. Enriquecer não é criar riqueza, é canalizar a riqueza para os bolsos de alguns.

Durante décadas um certo equilíbrio entre o poder patronal e o poder sindical permitiram que uma parte crescente do valor produzido fosse beneficiar aqueles que trabalhavam. Esse equilíbrio foi rompido com a globalização que permitiu a internacionalização e a mobilidade do capital, sem promover a internacionalização e a mobilidade do trabalho. O capital e a produção podem deslocalizar-se quase instantaneamente para zonas mais favoráveis, o trabalho continua essencialmente preso às fronteiras nacionais, por razões de ordem cultural, linguística e familiar. A greve, o grande instrumento de pressão dos trabalhadores, totalmente perdeu a sua eficácia perante a ameaça da deslocalização. O lock-out, sob a forma sofisticada da deslocalização, passou a impor a sua vontade. A partir de agora, quem quiser continuar a trabalhar, ou possui qualificações altamente desejadas, ou terá de aceitar trabalhar cada vez mais ganhando cada vez menos, em condições cada vez mais precárias, até alcançarmos o invejável nível de condições e remunerações dos trabalhadores chineses e indianos.

Estamos a ser sujeitos a um colossal conto do vigário - agora sob o nome de flexisegurança - para que aceitemos ser explorados de forma cada vez mais ignóbil, para que as grandes multinacionais continuem a ganhar cada vez mais assim como os seus accionistas.

É por isso que eu sou um monárquico de esquerda, de uma esquerda cada vez mais radical. Porque nesta luta entre exploradores e explorados, eu não posso senão estar ao lado dos explorados.
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longair
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MensagemAssunto: contos   Sab 21 Jul - 17:25:01

Desculpem interromper mas tudo começou com a polivalência passou para a proactividade e agora tentam explicar a acomulação de funções de um funcionário com a flexisegurança pondo os desempregados numa situação de ir e voltar a um qualquer possivel emprego onde estão a actuar em força as famosas empresas de trabalho temporário, o futuro é risonho, além das prestações por alguma casa ou carro, ja estamos com trabalho a prazo, funções a prazo e vida a prazo, resumindo, futuro a prazo já que na morte também se anda a tentar mas ainda não existe a fórmula correcta para se conseguir expremer mais cacau para a máfia politico-estatual.
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