MONARQUIA TRADICIONAL

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 Novo Partido

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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Seg 6 Ago - 17:16:28

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
A necessidade de fazer uma política de "esquerda" prende-se com uma grande diversidade de questões, às quais a actual "direita" fecha os olhos:

Eu discordo com a necessidade de se fazer uma política de "esquerda", creio que é mais correcto procurarmos sim políticas correctas para o presente Nacional, sejam estas de esquerda ou direita.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
1. A quebra demográfica e o consequente risco de um colapso, dentro de 20 anos, de todo o edifício económico.

Esta quebra prende-se à questão da cada vez maior dificuldade por parte dos Portugueses em terem filhos e cuidar destes da forma como desejamos.
São necessárias políticas que promovam a família e as capacidades económicas destas, mas igualmente teremos de ser capazes de reconhecer que estas políticas terão um preço... um aumento do peso financeiro na já tão fragilizada Segurança Social.

Ou seja, que para resolvermos um problema, teremos igualmente de resolver o outro.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
2. A incapacidade do sistema capitalista - na sua versão globalizada - para garantir o emprego e a subsistência a uma percentagem crescente da população.

O tempo do Capitalismo ainda cá está, mas o preço é cada vez mais extenunante. O Capitalismo para funcionar implica ser à custa de alguém. Da mesma forma como o Socialismo Soviético assim o era.
Logo todos os modelos actuais para além de falaciosos são apenas modelos temporários, tal como todos sempre o serão sob o risco de se cair em estagnações.

Procuramos de descobrir uma via alternativa, para mim teremos de conjugar na actualidade o Capitalismo de Mercado, pois o resto do Mundo ainda o segue, com uma necessidade interna de promover um modelo mais Social. Quero com isto dizer, que teremos de procurar melhorar as condições dos Portugueses de forma sustentada, procurando incutir neste uma estrutura de inter-apoio entre os Portugueses. E ao mesmo tempo apostar forte e feio no apoio a empresas Portuguesas, quando estas investirem ou promoverem os seus productos em mercados externos.

Fazer do "Made in Portugal" sinónimo de um símbolo de qualidade e prestígio, com o apoio estatal dentro do possível, usando como exemplo o que a Espanha faz lá fora.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
3. A degradação do ambiente e a utilização excessiva de recursos não renováveis.

Há uma cada vez maior, sensibilização nesta área.
Temos de apostar efectivamente na reciclagem, note-se que tanto quanto eu saiba muitos dos resíduos, mesmo os dos "vidrões" e afins, continuam a não ser reciclados. Simplificar a forma como estes podem ser reciclados (é absurdo que a Metalurgia Nacional insista em receber veículos já desmontados/defeitos, quando ninguém irá pagar para os desfazer para à posteriori os vender a x Euros/kg ou tonelada).

Portugal pode, e creio que tem tentado, defender o recursos a energias renováveis, apostando na Energia Eólica (sendo que eu soube que o LNETI ou o LNEC estão a desenvolver um micro sistema para uso privado), Solar, Marés, etc. Sendo que Portugal tem muitas capacidades nestes campos.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
4. O carácter cada vez mais patológico de um consumismo desenfreado.

Portugal e os Portugueses, continuam a seguir a ideia de que têm de mostrar aos outros o que têm, como símbolo de "status".
Ter um BMW, Mercedes, Audi ou outra situação, quando muitas vezes não se têm capacidades para os ter, é demonstrativo de tal.
Portugal tem de apostar na moderação e apoio aqueles que não seguem estas tendências.
Aposte-se nas ciclovias, transportes públicos, metros, comboios e autocarros.
Veja-se o exemplo da Holanda, em que a Rainha andava de Bicicleta de modo a demonstrar aos Holandeses que era igual a estes, o exemplo terá de vir forçosamente de cima em Portugal.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
5. A desumanização da sociedade e a quebra total da solidariedade.

É complicada esta questão, pois remete-nos para o que consideramos ser o correcto para uma sociedade.
Efectivamente se quisermos ter uma sociedade híbrida entre o Social e o Capitalismo, teremos de apostar forte nos valores sociais.
Mas teremos de ter cuidado com o que é definido de "valor social".

Por exemplo, a questão da desigualdade de tratamento em relação aos homossexuais quando estes defendem o acesso ao casamento civil, entre outros casos... estaremos preparados ou dispostos a dar/ter respostas para estas questões?

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
6. A transformação acelerada da democracia em oligarquia, em que os direitos dos cidadãos são cada vez mais desprezados.

Este é um ponto em que teremos muito para trabalhar e onde possivelmente os Portugueses mais facilmente nos prestarão a sua atenção.

Cá esperarei por comentários...

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Ter 7 Ago - 18:02:13

Confesso que essa dos carros está actual!

O PM ou o Presidente não vão ter roblema algum em andar no novíssimo Vinci, a comercializar para o ano. Carro desportivo, produto de design e engenharia portuguesas! Vai custar entre os 200 e os 300 mil euros!! Laughing

Qualquer português vai ter um....em miniatura!!! Laughing

Em Vila Real fiz o meu 4º e 5º anos de bicla, digamos que de 6000 alunos devia haver umas 50 biclas, no máximo, o que é compreensível! O problema punha-se sempre ou na ida ou na volta...dependendo para que lado se orientava o declive!!! Évora, que é assim um pouco mais para o plano, apostou nas ciclovias....estão às moscas! Falta exemplo e cultura da bicla, pois que não há 1 pai e 1 mãe que permita que os filhos se desloquem de bicicletas, o que na nossa juventude era mais que comum e até promovido...agora é ver os pais parados em cima da passadeira em frente à escola em 2ª e 3ª filas!!

Há coisa de 20 anos lembro-me de ver uma reportagem em que a marca de camisas Victor Emanuel tinha promovido um nome mais "italiano" para vender, pois que se fosse Vítor Espadinha não vendia nada! Hoje temos a Sacoor Brothers e dúvido que muita gente saiba que é portuguesa!!

Estou contigo Izz, há que mudar muitas coisas e depressa!
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RBaltazar
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Qui 9 Ago - 22:34:47

Então, o que podemos concluir acerca do partido?!
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Sex 10 Ago - 20:34:26

Que se vai em frente, mal reunamos as pessoas e se faça uma divisão de tarefas.
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EGP
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Dom 26 Ago - 0:30:23

Pedro Reis escreveu:
Que se vai em frente, mal reunamos as pessoas e se faça uma divisão de tarefas.

Viva.

Aproveito a sua última frase como mote para apresentar os meus sinceros parabéns pela sua iniciativa, e para apresentar igualmente a seguinte síntese de ideias relativas à causa monárquica portuguesa.

Antes de mais, devo dizer que o que venho expor é apenas uma opinião, um feeling como se diz em português contemporâneo, e a minha modesta mas preocupada visão do país com que lidamos hoje.

Modesta, porque sou um mero jovem que ainda não leu o suficiente sobre doutrinas políticas para se poder considerar um exímio juíz da nossa situação actual. Mas preocupada, porque apesar de jovem sou sensível ao estado a que o país se deixa perder.

Nesse sentido, permitam que vos esboce o enquadramento psico-ideológico dos meus colegas e amigos e demais pessoas da minha geração.

Um jovem comum de hoje não tem a mínima noção do que é a História do nosso país. A grande maioria resume-se a saber que: o primeiro rei português foi D. Afonso Henriques, Vasco da Gama «foi alguém que chegou à Índia», e Salazar «foi um ditador terrível e horrendo».

Um jovem comum de hoje tem vergonha do seu país e considera um retrógado quem insiste em falar a língua portuguesa a despeito dos africanismos e anglicismos que imperam no corrente do dia-a-dia.

Um jovem comum de hoje deixa-se levar pelo conforto de uma vida de jogos-de-consola e discoteca, não tem ideais políticos nem sequer leu alguma vez o programa político de algum partido.

O que é importante salientar também é que o jovem comum de hoje é não mais do que o fruto do adulto comum de hoje: das gerações anteriores que deixaram que este pseudo-liberalismo invadisse de desleixo e autodestruição a vida do país.

Portugal não tem identidade nacional. O grosso da população vota em x ou y partido não por se reconhecer na sua ideologia, mas porque x ou y candidato é mais ou menos carismático. Por outro lado, acomodam-se nessa realidade porque deixam-se acreditar nesta pseudo-democracia; deixam-se cativar por ideais sempre redundantes e demagogicamente ridículos em cuja base estão sempre frases como «Portugal vai conseguir!», «Portugal está a passar uma crise, nós lutaremos!», e no fundo tudo continua sempre na mesma, ou pior.

O que é o presidente deste país? Enerva-me ver as suas declarações. Porque, com um léxico mais ou menos variado, resumem-se sempre a isto:

1) No caso de um problema: «Não posso comentar, no entanto devo dizer aos portugueses que não podem deixar de acreditar».

2) No caso de uma boa notícia: «É com grande honra que ouço essa boa notícia, e é prova de que Portugal tem vindo a desenvolver um bom trabalho».

Frases feitas, ideologia e conteúdo zero. O nosso presidente não é imparcial, é um extraterrestre sem mensagens de valor para o país.

As pessoas têm medo ou desconforto de/em ter uma ideologia própria: o presidente da república é o espelho da nossa sociedade. Uma sociedade amorfa, sem ideais, que se deixa levar pela sorte de um destino oligarquicamente comandado fora do olhar do povo-cego. Se alguém tem ideias, consideram-no radical, extremista, perturbado.

O cidadão ideal, o jovem comum de hoje ideal, é aquele que barafusta imenso da situação país mas que não tem ideias nenhumas, ou cujas ideias se resumem a apoiar um partido sem saber muito bem o que apoia. O jovem comum de hoje ideal é aquele que olha para o presidente da república com a maior indiferença do mundo, não porque lute por isso, mas porque um completo estranho não merece outra inata atitude.

Agitar bandeirinhas é um desporto saudável; ao menos tenhamos em conta isso.

Isto tudo para rematar que, como já disse, o que se sente, e o clima geral é (eu pelo menos assim o sinto) uma abstenção de ideologia, luta, real conhecimento de causa.

E não, Portugal já não têm identidade. Porque um país sem alguém que o represente com energia e com genialidade não é um país. Um país governado por fantoches cujos depoimentos públicos se resumem a frases redundantes não é um país.

Não estranho, por isso, que cada vez mais pessoas, muito infelizmente, olhem para a Ibéria como um sonho-resolução para esta sociedade sonâmbula. Não estranho que Lopes-Graça na música, ou Saramago na literatura tenham ideias similares quanto ao futuro da península. E, no fundo, as suas ideias não mais são do que um dos exemplos de como o país está perdido em si mesmo.

Falta cumprir-se Portugal.

Por isso dei os parabéns ao caro Pedro Reis, e dou, enfim, a todos aqueles que lutam por uma causa.

Porque Portugal precisa com urgência de ser Portugal e não uma província.

Porque Portugal urge relembrar a sua História, a sua razão de ser, o seu carisma e as suas potencialidades culturais, e não apenas ser um condomínio de luxo para turistas.

Porque Portugal precisa de uma população jovem e dinâmica e crente num futuro de objectivos e de nacionalidade sólidos, que dê continuidade à glória que em tempos ganhámos pela edificação de novas descobertas e realizações em novos domínios.

Porque Portugal precisa de uma população jovem que não mais tenha vergonha de louvar os seus hinos nacionais, não mais seja um país onde o grosso dos cidadãos rigorosamente não tenha aptidão para ler português (no meu secundário, contavam-se com os dedos os alunos que conseguiam ler, percebendo, uma frase d'Os Lusíadas ou do Memorial do Convento).

Porque Portugal precisa que os portugueses compreendam Portugal e valorizem o que é seu, e não que se limitem preguiçosamente a importar tudo do estrangeiro (quão ridículo é ver o exagero a que chegamos quando nem sequer «hamburguer» para «hamburguês» nos «esforçamos» por traduzir).

E para que tudo volte a ter um sentido e uma orientação, para que as pessoas se iluminem e, enfim, compreendam o que é a democracia e o que são os partidos e o que é a sua voz, Portugal precisa de alguém que o Represente na sua História, Cultura e Unidade geo-política e Unidade Social (uma unidade a nível de fundamento da nossa nacionalidade e da nossa posição para conosco mesmos e para com o mundo: alguém que seja a voz primeira e última de Portugal.)

E para que os portugueses se apercebam de que urge reconstruir a nossa Identidade, é necessário que os portugueses tomem consciência do que somos agora e do que devíamos ser enquanto irmãos de um mesmo país outrora pioneiro e frutuoso.

É necessário que os monárquicos se unam em prol do seu país. O nosso regime é falido. É necessário um partido que dê respostas concretas e objectivas ao cidadão. Um partido que sirva de divulgação dos ideais monárquicos, um partido que sirva de dinamização cultural e de restauração do espírito português enquanto nação forte e sadia em todos os domínios.

Criar um partido pode, sem dúvida, ser mais uma tentativa sem resultados, como muitos conformados parecem querer agoirar.

Mas deixar-se levar por esta onda de imbecilidade e de não-acção é, por cúmplice, deixar morrer Portugal.

Criar um partido pode, por isso, e caso os seus fundadores e seguidores nunca desistam, ser a base para a revolução de directrizes políticas pelas quais os mais atentos à situação actual tanto anseiam.

O jovem comum de hoje não se interessa por política. Porque a política é vista como podre, corrupta, completamente desgastada.

Mas acredito firmemente que, caso se juntem esforços na divulgação (deveras divulgação), de uma alternativa sólida e, repito, objectiva, serão os próprios jovens a apoiar a iniciativa.

Falta credibilizar a monarquia.

Que se crie o partido, que se criem as bases para uma organização com valores.

Quando confronto os meus demais com estes problemas, todos acabam por concordar comigo.

Por isso, termino apelando ainda mais uma vez à acção.

À acção que é o único engenho que em toda a História do Mundo foi capaz de construir, conquistar e descobrir novos impérios.

Saúde!


Última edição por EGP em Sab 1 Mar - 17:11:55, editado 1 vez(es)
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RBaltazar
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Dom 26 Ago - 0:39:03

Novamente volto a falar da minha proposta, já anteriormente feita, tenho pensado no assunto e aqui o exponho mais detalhadamente.


A criação de um partido político, embora eu não seja um especialista na área, vai necessitar de bastante tempo para ser estruturado. Vai demorar tempo a reunir as assinaturas necessárias, isto supondo que obteríamos as assinaturas desejadas.

Um novo partido criado de raiz iria demorar bastante tempo a nascer, ora, o tempo não é propriamente um ponto a nosso favor. Todos conhecem a podridão do país, a mediocridade, a decadência, enfim, um infinito de coisas que poderia estar aqui uma semana a expôr. Felizmente ainda há coisas boas (infelizmente poucas).

Uns já defenderam a criação de um movimento e de uma plataforma política, estupidamente não teriam como objectivo o derrube da república (não sei o porquê então de intitularem-se monárquicos).

Sou contra o partidarismo, mas actualmente é a única solução para a salvação de Portugal. É necessário um partido que seja a voz do povo português. Afirmei que a filiação ao PPM é importante, visto nem daqui a 20 anos avançarmos com o que quer que seja. Há demasiada inércia, demasiada vontade de não querer fazer nada. Aliás, parece haver uma vontade no seio monárquico de não se avançar com nada, talvez convenha a alguns, mas a oligarquia não pode dominar.

A defesa presunçosa de D. Duarte, e a arrogância duartista não pode imperar sobre a vontade geral dos monárquicos, que é a sua opinião ser ouvida perante toda a Nação, isto é, os monárquicos não são duartistas, existem demasiadas opniões diferentes para sermos todos conotados ao mesmo . O monárquico é um fantasma na sociedade republicana, não tem voz, não tem opinião, não tem cara.
O que querem todos eles saber dos monárquicos para alguma coisa?! O monárquico não existe, já existiu.
Mas nós podemos pelo menos, ter um partido re-estruturado que mantenha a dignidade do pensamento e do perfil monárquico. Um partido que nos afirme!


É certo que a maioria prefería estar à distância de tudo isto, infelizmente são poucos os que têm a vontade de lutar em prol do bem comum. Não podemos virar as costas à Pátria, não podemos abandonar a Nação. Não quando estamos a ser escravizados, desvalorizados... aniquilados.

Sabe-se que à partida, uma filiação ao PPM, iria ter alguns contras, tudo os tem, mas obviamente não podemos ficar focados nas dificuldades que íriamos encontrar, os mortos que lá poderiam andar, não iriam ter qualquer efeito na vida que se poderia injectar.

Determinados assuntos que são defendidos por parte de alguns monárquicos, não poderiam no princípio estar em prioridade, a única prioridade de um partido monárquico seria a erradicação das oligarquias protegidas pela república, e a promoção do princípio e ideal monárquico. Claramente, não é o ateísmo nem a homosexualidade!

A sociedade portuguesa que desde o início da barafunda republicana, sempre apresentou elementos de dissolução e destruição nacional. Ora, para assegurar a continuidade de Portugal e da cultura portuguesa, tem-se que tomar medidas.

Essas medidas implicariam um partido já com alguma popularidade, estando tudo criado, só nos caberia a respectiva “filiação” e a alteração dos estatutos.


A primeira vaga tinha que ser composta pelos audazes e incorruptíveis, para preparem o terreno para a segunda vaga, assim obteríamos o controlo da plataforma, e depois só nos caberia o cumprimento da missão!



Fica aqui exposta, (mais uma vez) a minha proposta.





Ruben Baltazar
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Dom 26 Ago - 19:27:07

Caro Ruben Baltazar,

Não tenha ilusões. O PPM nunca deixaria que nele se filiasse um número suficiente de pessoas para provocar as alterações que seriam necessárias. E conheço aquela casa suficentemente bem para saber que demoraria muito mais tempo - sem a certeza de ser bem sucedido - a limpar aquilo do que a reunir as assinaturas necessárias à formação de um novo partido.

Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Dom 26 Ago - 23:30:32

Caro Edward Gonçalves Pinto,

Antes de mais, felicito-o por esta excelente intervenção.
Como jovem que sou, concordo na totalidade consigo.

Já me afirmei em público como anti-democrata, o que me trouxe alguns episódios desagradáveis. Quer em república, quer em monarquia discordo do sistema constitucional/parlamentar. É ele a causa da falta de "cérebro" desta juventude amorfa e alienada dos problemas do país.
Só derrubando este regime se pode pensar novamente num futuro para Portugal. É por isso que não apoio Duartes Pios nem Rosários, eles são apenas o espelho de uma sociedade decrépita, e anulariam a monarquia como solução.
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Seg 27 Ago - 19:15:47

RBaltazar escreveu:
...Uns já defenderam a criação de um movimento e de uma plataforma política, estupidamente não teriam como objectivo o derrube da república (não sei o porquê então de intitularem-se monárquicos). ...

Nada meigo o amigo lol!

Oh meu caro RBaltazar, eu sei que não nos foi possível alongar muito sobre a exposição da minha posição em relação a este tema, mas tal deveu-se como bem sabe a falta de tempo da minha parte... agora por favor, não me ponha fora da corrida apenas por isso.

Que não tinha percebido o que eu estava a afirmar, já eu me tinha apercebido. Mas deixe lá... depois falamos com mais calma e aposto que com calma e perseverança ambos acabamos por lá chegar e ainda bebemos uns "Shots" de Sumol para ver quem apanha primeiro uma "tosga" Smile

Já sei que vai contrapor, mas vou atirar apenas um pequeníssimo "teaser" para a arena Wink

Porque defendo 2 Movimentos diferenciados... Porque não sou nada meigo e gosto de planear em grande lol!

1º Eu não tenho culpa que por o termo Monárquico estar conotado com uma cambada de "velhinhos" retrógados defensores de algo que não uma democracia, os Portugas olhem para todos aqueles que se intitulam de Monárquicos como uns belos de uns "bobos da corte".

Ou seja e para que todos o percebam de forma simples. Qualquer movimento, seja este apenas de cariz político, ou mesmo um partido se alguma vez se pronunciar enquanto Monárquico, apenas estará a chamar a si a chacota popular e será pura e simplesmente desconsiderado enquanto Força Política, nem que seja apenas eventual.

É simples meus caros...

Qual movimento político, partido ou não, que criemos ou onde nos associemos, deverá ter como objectivo o de melhorar a condição Nacional. Isto NÃO implica que trabalhemos apenas para a alteração da República em Monarquia, não é essa a função que pretendemos para este movimento tanto quanto me foi dado a entender. Coisa que ali ao nosso amigo aparentemente custa a entender.
Sendo que SE nos afirmássemos enquanto Monárquicos, desde logo estaríamos a distanciar-nos da nossa intenção que é a de representar TODOS os Portugueses e não apenas uma facção (a monárquica neste caso) Wink

Mas como então poderemos lutar por uma Monarquia em Portugal?
Simplesmente através do exemplo... através de OUTRO Movimento, este de cariz SOCIAL apenas, apresentaria-mo-nos então enquanto Monárquicos, NÃO apresentaríamos NENHUM Programa Político mas apenas questionaríamos a República e a actuação desta, através de todos os meios ao nosso dispor.

Desta forma, não perderíamos a nossa isenção, a Monarquia não seria implicada com lutas políticas partidárias, continuaríamos a defender a Monarquia e o avanço desta de uma forma activa e sem misturar as situações e poderíamos até sem grande problema trabalhar com republicanos que aceitassem as nossas posições políticas.

Note-se que ao definirmos um Partido enquanto Monárquico, automaticamente estamos a limitar a participação neste e que ao nos mantermos, apenas em relação ao partido, neutros nesta questão poderemos chamar a nós TODOS aqueles que indiferentemente da questão de preferência regimental se revejam no mesmo... Wink

Mas estas conversas ficam para outro dia... que aposto que o nosso amigo, já terá aí muita lenha para me procurar queimar lol!

Um abraço,

IzNoGuud

P.S. - Meu caro, Monárquico já sou há mais tempo que tu Wink
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Seg 27 Ago - 21:08:22

IzNoGuud escreveu:

1º Eu não tenho culpa que por o termo Monárquico estar conotado com uma cambada de "velhinhos" retrógados defensores de algo que não uma democracia, os Portugas olhem para todos aqueles que se intitulam de Monárquicos como uns belos de uns "bobos da corte".

Realmente, é preciso ter lata. Quem não pensa como você é retrógrada, bobo da corte. Se há aqui algum bobo da corte é o Povo, pois já há 33 anos que o Estado Democrático anda a brincar com os portugueses e a abandalhar as contas públicas, que nos colocaram no 10º país mais endividado do mundo. Olhe que Portugal não é só Lisboa e Porto, acredite que no resto do país há muitos “bobos da corte”. Ainda falam é em surdina, com medo. Mas cada vez se desperta mais para o desastre democrático. Tudo a seu tempo.
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Ter 28 Ago - 12:11:10

O Conjurado escreveu:
Realmente, é preciso ter lata. Quem não pensa como você é retrógrada, bobo da corte...

LOL... E onde é que eu disse isso que aí afirma? :)

IzNoGuud
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MensagemAssunto: ñ concordo   Sab 13 Out - 17:54:01

utilizar as mulheres para ganhar o poder ou para fins pessoais, então atrevo-me a dizer: isto não é monarquia.

sem dúvida que o comunisto tem as suas dúvidas, mas nem tudo foi e é perfeito na monarquia.

sou monarquia não por gostar de festas, condecorações, etc. sou monarquiaca por convicção, por amor ao meu país e á sua história.

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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Qua 31 Out - 23:07:19

Achei muito interessante este tópico e vou lê-lo com atenção.


"utilizar as mulheres para ganhar o poder ou para fins pessoais, então atrevo-me a dizer: isto não é monarquia." affraid

Esta frase lida fora do contexto, como eu li, é... perigosa. What a Face
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MensagemAssunto: Alternativa   Qua 9 Set - 12:25:33

Confesso que não sou um profundo conhecedor do PPM, das suas actividades e dos seus dogmas ideológicos, dentro ou fora do espectro político português. Porém, penso que será um facto incontornável que a alteração de regime em Portugal será porventura a questão mais complicada que se coloca aos monárquicos do nosso país, até por razões constitucionais. Penso que apenas com um partido (novo ou não) com funções governativas num Governo de coligação essa questão possa ser levantada.
Contudo, a formação de um novo partido parece-me, algo precipitada, sendo que não resolveria nenhum problema. Seria sim capaz de dividir ainda mais a causa monárquica. Pior, se "atrelado" a um partido de esquerda.
Parece-me que o próprio PPM tem feito um esforço no sentido de alguma descrição e reserva, quanto ao seu papel no espectro político português, o que pode ter servido algum objectivo, mas penso que essa descrição pode ser mais prejudicial que benéfica. Sei, por exemplo em Faro, que a lista do PSD à CMF tem elementos do PPM e que quase de certeza que haverá pelo menos um vereador monárquico em Faro, o que é para mim um motivo de orgulho, sendo eu farense. Agora, penso que com as ambições naturais monarquicas, isso é manifestamente pouco.
A optar por um novo partido, essa estrutura teria que ser completamente desprovida de um amadorismo que tem acompanhado a causa monárquica, para ser minimamente dinâmica e activa na disseminação dos valores e principios monárquicos. Temos como exemplo mais ou menos aproximado, a vereação lisboeta.
Por enquanto, não me parece haver pessoas suficientemente conscientes do empenho profissional (quase exclusivo) que um novo partido teria que ter, muito menos haver pessoas disponíveis para esta jornada.
Seria necessária uma regular e coerente presença nos media, a redação de um Manifesto político em que todos os monárquicos se pudessem rever e capaz de evitar fraticidas e simultaneamente capaz de contornar as facções existentes. Isto é, a redacção de um manifesto político capaz de congregar todos os monárquicos e apelativo ao eleitorado. Também a existência de uma estratégia coerente de comunicação política, assente em diversas plataformas teria que ser criada, tendo em conta vários objectivos. tudo isto implica (muitos) recursos, financeiros e humanos. Partindo do principio que os responsáveis deste novo partido não quereriam arriscar os seus recursos pessoais nesta jornada, seria forçoso encontrar meçenas e patrocinadores. Estes, recorrendo à velha máxima popular que diz que quem paga manda", quereriam ver os seus interesses repreentados nesse Manifesto político, o que condicionaria de forma substancial a acção política do partido.
Mas, não me interpretem mal. Sou completamente a favor de uma (nova) dinamica na causa monárquica, apenas mantenho algumas reservas se será um novo partido a resposta adequada a esta premissa.
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MensagemAssunto: Re: Novo Partido   Hoje à(s) 10:54:27

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