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 Brincadeira Séria

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MensagemAssunto: Brincadeira Séria   Dom 12 Mar - 20:04:40

Dream Team
No sentido de estreitar relações, estabelecer laços de cooperação e trocar experiências, realizou-se em 2004 a primeira regata entre uma empresa portuguesa, e a sua congénere japonesa.

Dada a partida, a equipa japonesa de imediato se distanciou, tendo cortado a meta com uma hora de vantagem.

Após o desaire, a direcção reuniu para determinar quais as causas de tão desastrosa actuação. Depois de longos e cuidadosos estudos verificou-se que na equipa japonesa havia dez remadores e um chefe de equipa e que no conjunto português, eram dez chefes e um remador.

Estes factos levaram a direcção a delinear e a pôr em prática uma nova estratégia para o ano seguinte.

No ano de 2005, após dado o sinal de partida, a equipa nipónica começou imediatamente a ganhar vantagem desde a primeira remada. Desta vez a equipa portuguesa chegou com duas horas de atraso.

A direcção voltou a reunir, após forte reprimenda da Administração.
Verificou-se mais uma vez que os japoneses tinham atacado com uma equipa constituída por dez remadores e um chefe de equipa, enquanto os portugueses, cumprindo as eficazes medidas estudadas pelos estrategos, apostaram numa formação composta por um Chefe de Serviços, dois Assessores da Administração, sete Chefes de Secção, e um remador.
Reunida novamente a equipa técnica, acertam-se novas estratégias e resolve-se, por unanimidade, atribuir, um voto de desconfiança ao remador pela sua incompetência.

No ano de 2006, como era habitual, a equipa nipónica voltou a adiantar-se à portuguesa, cuja embarcação encomendada ao recém criado Departamento das Novas Tecnologias, chegou com quatro horas de atraso…

Após a regata, e para avaliar os resultados, celebrou-se uma reunião ao mais alto nível, com a participação de toda a Administração, chegando-se à seguinte conclusão: este ano a equipa japonesa tinha optado novamente por uma formação de um chefe e dez remadores.

A Direcção técnica, e desta vez com o apoio técnico da auditoria externa e assessoramento especial de todo o Departamento Informático, decidiu-se por uma formação mais vanguardista, constituída por um Chefe de Serviços, três Chefes de Secção, dois Auditores de uma conceituada empresa de consultadoria e quatro Securitas que vigiariam o desempenho do único remador. Na mesma reunião foi ainda decidido abrir um processo disciplinar ao remador, com todos os direitos e incentivos, devido aos fracassos acumulados.

Foi ainda decidido que para 2007 seria o mesmo remador admitido apenas com contrato a prazo, pois se verificara que a partir do vigésimo quinto quilómetro o mesmo mostrava algum desinteresse e mesmo alguma indiferença, ao cruzar a linha de chegada…
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MensagemAssunto: Fábula dos porcos assados   Sab 20 Jan - 13:52:34

Fábula dos porcos assados


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Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir dai, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque... Até que descobriram um novo método.

Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: as vezes, os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes - milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assa-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, mais parecia falhar e maiores eram as perdas causadas.

Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários e conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, seminários e conferências.

As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas a indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou a inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda as arvores, excessivamente verdes, ou a humidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.
As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura:

maquinaria diversificada, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores que eram também especializados (incendiadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc, incendiadores nocturnos e diurnos - com especialização matutina e vespertina - incendiador de verão, de Inverno etc.). Havia especialista também em ventos - os anemotécnicos. Havia um director geral de assamento e alimentação assada, um diretor de técnicas ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um administrador geral de reflorestamento, uma comissão de treinamento profissional em Porcologia, um instituto superior de cultura e técnicas alimentícias (ISCUTA) e o bureau orientador de reforma igneooperativas.

Havia sido projectada e encontrava-se em plena actividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa humidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas.

Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores arvores e sementes, o fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, alem de mecanismos para deixa-los sair apenas no momento oportuno.
Foram formados professores especializados na construção dessas instalações.

Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores fossem especializados na construção das instalações para porcos. Fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos etc.

As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus e posicionar ventiladores gigantes em direcção oposta a do vento, de forma a direccionar o fogo. Não é preciso dizer que os poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas ideias em dados e pesquisas específicos.

Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso) chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as ideias do funcionário, o director geral de assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouvi-lo pacientemente,
disse-lhe:

"Tudo o que o senhor disse esta muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?". "Não sei", disse João.

"E os especialistas em sementes? Em arvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas maquinas purificadores automáticas de ar?". "Não sei".

"E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao pais? Vou manda-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano tem trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?". "Não sei", repetiu João, encabulado.

"O senhor percebe, agora, que a sua ideia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas!
O que o senhor espera que eu faça com os quilómetros e quilómetros de bosques já preparados, cujas arvores não dão frutos e nem tem folhas para dar sombra?
Vamos, diga-me?". "Não sei, não, senhor".

"Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades cientificas do mais extraordinário valor?". "Sim, parece que sim".

"Pois então. O simples facto de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o pais?" "Não sei".

"Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas actualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transformá-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!". "Realmente, eu estou perplexo!", respondeu João.

"Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por ai que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua ideia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?".

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um "a". Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu.


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MensagemAssunto: Re: Brincadeira Séria   Dom 21 Jan - 13:08:06

Digam-me porquê???

O PATRIOTA

António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o Dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado Da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se Com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain).
Pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) Para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de Laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à Procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de whisky (produced in Scotland), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar
um emprego em PORTUGAL...
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MensagemAssunto: Re: Brincadeira Séria   Dom 21 Jan - 23:20:59

Caro encoberto,

Penso que o seu objectivo seja desprover de razão os republicanos coroados, que pensam que vão melhorar o sistema, mas ignoram que o que o país necessita é de uma mudança radical.
Se é esse o caso, não posso estar mais de acordo.

Abraço
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MensagemAssunto: Re: Brincadeira Séria   Hoje à(s) 0:49:45

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