MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
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 Vaga de fundo

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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Qui 21 Jun - 15:42:01

O Conjurado escreveu:
...“Deus, Pátria e Família”...

Gostava de perguntar quais são os valores e ideias que são espelhados por esta expressão, de modo a conseguir perceber melhor o que o meu caro conjurado procura defender enquanto visão para uma Sociedade Civil sob uma Monarquia.

Pois com a expressão “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, eu entendo a visão social e humanista que a mesma procura transmitir.
Que se pode traduzir numa Sociedade Civil em que cada um é Livre para escolher, há a certeza de que todos são tratados de igual forma e a procura da criação de laços de entreajuda que fomentem o humanismo e a irmandade entre todos os Seres Humanos.

É claro, que tal como em todas as Sociedades Civis, há e sempre haverá aqueles que procuram subverter os ideais e valores destas, forçando a que se limitem os direitos pessoais quando estes interfiram com os direitos pessoais de terceiros.
Tal como, se sabe bem, que o sonho da igualdade de tratamento, apesar de realizável se acreditarmos que poderão existir instâncias isentas sendo os Monárquicos fazem disso um cavalo de batalha na fígura do Rei é ainda utópico. Pois são as próprias pessoas que limitam e violam este mesmo princípio, faltando uma educação Cívica que aos poucos vá criando as Bases de uma Igualdade efectiva e não apenas aparente.
E por fim... a fraternidade, esse conceito de inter-apoio humanista, oriundo tanto de filosofias de vida e crenças Ocidentais quanto Orientais, sendo que até apareceu primeiro nestas últimas. Mas que a Sociedade Civil soube aproveitar para si enquanto ideia meritosa e digna, o que só por si deveria ser capaz de descartar a ideia errónea de que uma Sociedade Civil e puramente Laica, não encontra ou tem lugar para as boas ideias que possam ser retiradas de um contexto Filosófico ou até Religioso.

Agora, efectivamente eu não percebo como é que se pode querer misturar enquanto valores de uma Sociedade Civil valores que apenas espelham posições parciais. E assim, uma fez mais reformulo a minha pergunta inicial ao meu caro amigo Conjurado.

Um abraço,

IzNoGuud
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Qui 21 Jun - 17:24:59

Caro IZnoguud,

Utilizando António José de Brito como referência, respondo-lhe da seguinte forma:

Relativamente à sua tão proclamada “liberdade”, considero que a liberdade, no sentido de livre arbítrio, diz-me imenso, porque é o sinónimo da responsabilidade. Mas a liberdade não é um fim, é um meio. Há a liberdade útil e boa, mas há a liberdade que é contrária ao interesse nacional, à ordem.
Quem definiria essa fronteira seria o governante dizendo onde está a verdade e o erro. E a liberdade para o erro é uma coisa nociva. A verdade política teria de ser definida por um chefe. E o melhor chefe, para mim, é o rei. Costumo dizer que sou nacionalista-conservador ou um contra-revolucionário por princípio e monárquico por conclusão.

Portugal é um triângulo anárquico que vive habilmente à custa da Europa. Daqui a algum tempo deixará de viver e, então, ver-se-á em grandes dificuldades e terá um nível de vida idêntico ao de algumas repúblicas da América Central.


Relativamente à trilogia “Deus, Pátria e Família” (já que a parte do rei sumiu com o 5 de Outubro) considero-a vital. Digo-lhe como jovem que sou. Tenho 20 anos e vejo a decadência da nossa juventude, a podridão de ideias, a futilidade, o pensamento exclusivamente materialista, e cospem todo o tempo em cima de Portugal. Desconhecem o significado de Patriotismo. Dá-me nojo muita gente da minha faixa etária. Daí concluir, a titulo de exemplo, que falta faz a mocidade portuguesa.


Última edição por em Qui 21 Jun - 23:10:54, editado 1 vez(es)
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Qui 21 Jun - 17:45:10

O Conjurado escreveu:
...Relativamente à sua tão proclamada “liberdade”, considero que a liberdade, no sentido de livre arbítrio, diz-me imenso, porque é o sinónimo da responsabilidade.

Totalmente de acordo contigo.

O Conjurado escreveu:
...Mas a liberdade não é um fim, é um meio. Há a liberdade útil e boa, mas há a liberdade que é contrária ao interesse nacional, à ordem.

A Liberdade nunca pode ser "má", pode sim é ser mal usada ou abusada.
Dá-me exemplos do que tu consideras ser contrário ao interesse nacional.

O Conjurado escreveu:
Quem definiria essa fronteira seria o governante dizendo onde está a verdade e o erro. E a liberdade para o erro é uma coisa nociva. A verdade política teria de ser definida por um chefe. E o melhor chefe, para mim, é o rei. Costumo dizer que sou nacionalista-conservador ou um contra-revolucionário por princípio e monárquico por conclusão.

Isso implica que a forma de Governo que tu preconizas é um regresso ao Absolutismo, não? E o Povo, não é este capaz de ter ideias quanto ao seu futuro, à forma como este deseja que o mesmo decorra?
Quem define se os valores, ideais seguidos pelo Rei são aqueles com os quais o seu Povo se identifica ou até mesmo concorda?

O Conjurado escreveu:
Portugal é um triângulo anárquico que vive habilmente à custa da Europa. Daqui a algum tempo deixará de viver e, então, ver-se-á em grandes dificuldades e terá um nível de vida idêntico ao de algumas repúblicas da América Central.

Portugal, não é anárquico... apenas é ingovernável por ser já uma tradição imemoriável. Já Octaviano/Augusto dizia que para lá dos Pirinéus à um Povo que não se Governa nem se deixa Governar, fazendo uma alusão aos Lusitanos, de que em parte somos hoje descendentes se assim se pode dizer.
Os Portugueses, tal como todos os Povos Mediterrânicos, têm uma aversão às formas institucionalizadas de poder/governação... estão habituados a se governarem por si. Se alguém sugerisse, aposto que reverteriamos sem qualquer margem de dúvida para "Cidades-Estado", ou mais correctamente para Munícipios ou Regiões que se auto-governassem e buscassem directamente suprir as suas necessidades a Bruxelas, saltando por cima de Lisboa.

Eu sou totalmente contra a Regionalização em parte por causa disto e sempre o disse, que no dia em que a mesma passar, eu passo a defender a independência do algarve, visto não gostar de "intermediários" Wink

O Conjurado escreveu:
Relativamente à trilogia “Deus, Pátria e Família” ... considero-a vital. Digo-lhe como jovem que sou. Tenho 20 anos e vejo a decadência da nossa juventude, a podridão de ideias, a futilidade, o pensamento exclusivamente materialista, e cospem o tempo em cima de Portugal. Desconhecem o significado de Patriotismo. Dá-me nojo muita gente da minha faixa etária. Daí concluir, a titulo de exemplo, que falta faz a mocidade portuguesa.

Lol... meu caro, jovem igualmente sou eu, igualmente vejo o mesmo que o meu amigo e até já passei por umas situações engraçadas e não vejo as coisas do mesmo modo que o meu amigo. Quem está errado? Ou estará algum de nós errado?
Mas o meu amigo, não me respondeu à minha pergunta, apenas me disse o porquê de seguir essa "fraseologia" e não me explicou o significado que a mesma toma para si.

Um abraço,

IzNoGuud
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Plebeu
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 4:38:25

Parece que estou a ver Portugal, monarquia absolutista, governado por um déspota "iluminado" e uma quadrilha de detentores da "verdade".
No papel de chefe da policia politica (ou deverei dizer, Inquisidor-mor?) O Conjurado.
Quem se portasse mal, curros do Aljube com ele. Estavamos no Paraiso!!
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 15:54:35

Plebeu escreveu:
Parece que estou a ver Portugal, monarquia absolutista, governado por um déspota "iluminado" e uma quadrilha de detentores da "verdade"...

"Not on my watch" meu caro amigo Wink

IzNoGuud
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 16:35:33

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
Para se compreender um pouco melhor o significado da colaboração de um monárquico com um comunista, chamo a atenção para o seguinte link:

http://www.garciapereira.org/index_ficheiros/Page2999.htm

Alguém achará que esta coexistência é totalmente irrelevante ou até contra natura? Não ganhará também a Monarquia com o facto deste bocado de entrevista ter aparecido num site do PCTP/MRPP? Não se estará a promover a compreensão mútua, sem a qual Portugal não pode voltar a ser aquilo que sonhamos? Não é destes pequeninos passos que se constroi o futuro?...

Será que ninguém percebe o significado desta abertura?...
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 17:09:19

Caro Iznoguud,

Já vi que quem não partilhar das suas ideias é rotulado de absolutista.
Então os muitos portugueses que estão contra estes 33 anos de vergonha, a que chamam democracia, são o quê? Uns coitadinhos duns absolutistas ultrapassados?


Quanto á trilogia “Deus, Pátria e Família” que se opõe à actual trilogia “Roubar, Delapidar e Trair”, para mim é, ou deve ser o pensamento colectivo da nação, a sua missão no mundo. Em primeiro lugar Deus, continuar a nossa missão de espalhar a fé cristã e viver sobre essa mesma doutrina. Em segundo lugar a pátria, no qual todos devem trabalhar para o bem comum, será o amor à nação, o amor à nossa história. Em terceiro e último lugar a família, pois ela é inerente à nação, é na família que somos educados, e onde primeiramente aprendemos o que é certo e errado, sem as famílias Portugal não existiria, o apoio incondicional à família tradicional, por forma de também aumentar a taxa de natalidade neste “país de velhos”.


Última edição por em Sex 22 Jun - 17:18:14, editado 3 vez(es)
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 17:11:52

Caro Plebeu,

A si que é daqueles que só sabe criticar, só lhe digo que a sua democracia vai cair pelas próprias mãos. E até lhe digo porquê. Graves insuficiências financeiras. Agora é só o princípio do fim.
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 17:14:55

Caro Sr. Prof. Nuno Cardoso da Silva,

Por compreender essa abertura não quer dizer que concorde, mas se tivesse de escolher entre um político do “centrão” e o Dr. Garcia Pereira, nesse caso nem pensaria duas vezes, escolheria, obviamente, o seu candidato.
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 19:35:54

O Conjurado escreveu:
...Já vi que quem não partilhar das suas ideias é rotulado de absolutista.

Meu caro, então viu errado, pois eu gosto imenso de debates em que existem posições diferentes da minha, o que me permite reavaliar a minha própria posição. E não, efectivamente eu não considero todas as posições que não partilham das minhas ideias de Absolutistas, embora a tua o seja sem tirar nem por. Ou não é verdade que defendes um regime no qual o poder esteja atribuído ao Chefe de Estado e que cabe a este o papel de tomar todas as decisões, seja este aconselhado ou não por outros e no máximo dos máximos que este opte por entregar esse poder a uma pessoa de sua escolha?

A posição do nosso amigo Nuno Cardoso da Silva, na qual muito gosto tenho tido em analisar e estudar, parece-me ser mais uma Monarquia de carácter Liberal, embora com as devidas alterações e aproximações a outros sistemas políticos. Logo, como já viste, não é Absolutista (no seu sentido estricto de ser) Wink

O Conjurado escreveu:
Então os muitos portugueses que estão contra estes 33 anos de vergonha, a que chamam democracia, são o quê? Uns coitadinhos duns absolutistas ultrapassados?

O meu amigo 1º coloca palavras na minha boca que eu não disse e em 2º generalisa... o que implica perigos diversos só por si Wink

Meu caro, a tal democracia de que fala roubou-me tudo quanto eu tinha e teria tido direito, logo não me venha falar desta democracia como se ela fosse a mesma que eu defendo.
Agora, não misture conceitos. Lá por esta versão de democracia não me ser suficiente, isso não implica que eu abomine a democracia enquanto conceito. Por acaso até lhe sou muito favorável e pode ter a certeza que mais do que o conceito de sociedade que o meu amigo até agora me tem demonstrado perseguir.

O que quer que lhe diga? que gosto do modelo que deseja? eu não gosto, mas tenho-o de respeitar, tal como o meu amigo tem de respeitar o meu.
Cabe aos Portugueses optarem por um modelo e do que eu vejo, estes estão mais perto do meu do que do seu. Por isso, peço-lhe que repense as suas ideias, que eu já o faço em relação às minhas de forma regular.

O Conjurado escreveu:
"Roubar, Delapidar e Trair
aparentemente demonstra o quanto o meu amigo está preparado, com a devida abertura de espírito, para debater visões alternativas a sistemas políticos que não o seu. Espero estar errado é claro.

O Conjurado escreveu:
Quanto á trilogia “Deus, Pátria e Família” ..., para mim é, ou deve ser o pensamento colectivo da nação, a sua missão no mundo.

É complicado haver uma mentalidade colectiva nacional, mas aceitável e louvável.

O Conjurado escreveu:
Em primeiro lugar Deus, continuar a nossa missão de espalhar a fé cristã e viver sobre essa mesma doutrina.

Porque? O que tem "Deus" a ver com o Estado da Nação, os problemas dos Portugueses ou as demais crises económicas e sociais que por cá temos?

O meu amigo considera Portugal deveria aceitar que um Estado Islâmico, por exemplo o Irão enquanto Estado Soberano, optasse por suportar e apoiar o envio de "missionários" com a intenção de converter os Portugueses à sua Religião? Acha que Portugal deve fazer o mesmo então?

O Conjurado escreveu:
Em segundo lugar a pátria, no qual todos devem trabalhar para o bem comum, será o amor à nação, o amor à nossa história.

Traduza-me isto por miúdos, dê-me exemplos concretos que esta explanação está muito condensada e pode não apresentar o que o meu amigo defende de uma forma clara, se não se importar.

O Conjurado escreveu:
Em terceiro e último lugar a família, pois ela é inerente à nação, é na família que somos educados, e onde primeiramente aprendemos o que é certo e errado, sem as famílias Portugal não existiria, o apoio incondicional à família tradicional, por forma de também aumentar a taxa de natalidade neste “país de velhos”.

Qual é a razão do conceito "Família Tradicional"? Económico?
O meu amigo então promove a exclusão social de quem não opte pela "família tradicional"? Explique-me este ponto se puder.

Muito obrigado.

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 20:54:58

Voltamos ao mesmo...
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 22 Jun - 22:53:05

De facto defendo um soberano forte, mas isso não faz de mim um absolutista pois sou sensível à existência de cortes. O soberano deve ouvir as cortes, embora não esteja totalmente dependente destas, ou seja, o rei terá a liberdade de nomear o 1º Ministro e o restante governo e poderá dissolvê-lo a qualquer momento. Só assim será possível esmagar a ditadura oligárquica que nos governa.

De facto acho a palavra democracia muito perigosa, olho-a com bastante desconfiança. Confesso-lhe que preferia uma república totalitária a uma “monarquia liberal/democrática”. A democracia é demasiado individualista para resolver os problemas nacionais, tem “mais olhos que barriga”.

Quanto à religião não vou voltar a discutir consigo o mesmo assunto. Já sei que é um ateu ferrenho. Não há mais nada a falar.

Estou preparado, com a devida abertura de espírito, para debater visões alternativas a sistemas políticos que não o meu, desde que, sejam sistemas políticos capazes de devolver a dignidade a Portugal, e que tragam o sentimento patriótico no coração.
Pergunto-lho o senhor é patriota? Seria capaz de perecer pela pátria?

Família tradicional = homem+mulher+filhos
Eu não promovo a exclusão social de ninguém, nem preciso, há quem o faça muito bem sozinho.
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Seg 25 Jun - 17:25:11

O Conjurado escreveu:
...O soberano deve ouvir as cortes, embora não esteja totalmente dependente destas, ou seja, o rei terá a liberdade de nomear o 1º Ministro e o restante governo e poderá dissolvê-lo a qualquer momento...

O Soberano terá o direito de legislar e/ou executar as mesmas, passando por cima do Parlamento?

O Conjurado escreveu:
De facto acho a palavra democracia muito perigosa, olho-a com bastante desconfiança. Confesso-lhe que preferia uma república totalitária a uma “monarquia liberal/democrática”. A democracia é demasiado individualista para resolver os problemas nacionais, tem “mais olhos que barriga”.

O meu caro mistura tudo no mesmo saco. Uma coisa é termos políticos que não sabem o que estão a fazer nos orgãos governativos nacionais, chegando lá aproveitando-se da ingenuidade popular e outra coisa é dizer que um sistema não funciona apenas porque há aqueles que o viciam.
Esse é o caminho mais fácil para que a Monarquia enquanto conceito político seja descartado à primeira contrariedade.

O Conjurado escreveu:
Quanto à religião não vou voltar a discutir consigo o mesmo assunto. Já sei que é um ateu ferrenho. Não há mais nada a falar.

Meu caro, o facto de eu ser Ateu, em nada tolda o meu julgamento quanto à possibilidade de o Estado ter mais ou menos vantagens por uma qualquer ligação a uma crença.
Espero que o mesmo se passe consigo.

O Conjurado escreveu:
Estou preparado, com a devida abertura de espírito, para debater visões alternativas a sistemas políticos que não o meu, desde que, sejam sistemas políticos capazes de devolver a dignidade a Portugal, e que tragam o sentimento patriótico no coração.

Assim o espero, mas nesse caso peço-lhe que descarte posições políticas, apenas porque estas não correspondem aos valores que o meu amigo considera como "capazes de devolver a dignidade... e que tragam o sentimento patriótico no coração...".

O Conjurado escreveu:
Pergunto-lho o senhor é patriota? Seria capaz de perecer pela pátria?

Meu caro antes de se começar a falar de cor, desculpe-me a expressão, tenha uma arma encostada à cabeça e então responda a essa questão antes de a fazer aos outros.
Aqui, generalisando e não digo que o meu amigo o seja, muitos falam de cor mas quando chega a hora de dar o corpo ao manifesto, não vejo assim tantos...
Eu, como pode ter visto até agora nas minhas exposições aqui e em outros lados, tenho sempre mantido a minha honra e posições e quando me demonstram sem margem para dúvidas de que estou errado em algum ponto, então concedo esse mesmo ponto e altero a minha posição.
Procuro não ficar fechado a debates ou me enclausurar em dogmas.
O Pedro Reis é um testemunho de uma retratação minha.

De resto as minhas posições são conhecidas e não mudo ao sabor do vento. Dou a cara e apesar de na maioria das vezes apenas usar um nick/assinatura digital, para mim esta tem tanto valor (ou mais nestes espaços) do que o meu Nome Real. O qual apenas alguns aqui e noutros lados o mereceram conhecer, no meu ponto de vista.

Olhe à sua volta e diga-me quantos de todos os espaços políticos que conhece e que deram a cara têm sido assim tão consistentes?

Quer saber se eu morria pela minha Pátria? Smile Eu não faço promessas que não sei se posso cumprir, prefiro deixar que as minhas acções sirvam de demonstração.

O Conjurado escreveu:
Família tradicional = homem+mulher+filhos
Eu não promovo a exclusão social de ninguém, nem preciso, há quem o faça muito bem sozinho.

Então nesse caso presumo que aceita que os Homossexuais se possam casar entre si pelo civil, visto que tal não irá mexer com nenhum direito de terceiros. Os meus parabéns, pois demonstra que um Monárquico Conservador consegue ter uma abertura de espírito em alguns assuntos tidos por norma como melindrosos.

Um abraço,

IzNoGuud


Última edição por em Ter 26 Jun - 12:14:06, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Seg 25 Jun - 17:27:05

RBaltazar escreveu:
Voltamos ao mesmo...

Pelo contrário meu caro amigo. Temos avançado imenso.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Seg 25 Jun - 21:31:07

Caro IzNoGuud,


Não me leve a mal, mas com todo esse liberalismo ainda damos por nós extintos!
Se hoje em dia já estamos em vias de extinção, das duas uma:

Ou nos tornamos anarcas, ou de facto, ficamos extintos!




Ruben Baltazar
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Ter 26 Jun - 0:32:37

“O Soberano terá o direito de legislar e/ou executar as mesmas, passando por cima do Parlamento?”

Sim, creio que se necessário, a autoridade do soberano possa sobrepor-se à autoridade do parlamento, ou seja, se for para o interesse da nação o rei pode legislar e executar. Mas isso seria um caso muito particular onde se as cortes se mostrassem insuficientes ou incapazes de legislar, o rei poderia fazê-lo.


“O meu caro mistura tudo no mesmo saco. Uma coisa é termos políticos que não sabem o que estão a fazer nos orgãos governativos nacionais, chegando lá aproveitando-se da ingenuidade popular e outra coisa é dizer que um sistema não funciona apenas porque há aqueles que o viciam.”

Meu caro, há 33 anos que andamos no mesmo carrossel, que se chama democracia. A democracia é velha demais para ser aperfeiçoada, tal como o senhor deseja.


“Meu caro antes de se começar a falar de cor, desculpe-me a expressão, tenha uma arma encostada à cabeça e então responda a essa questão antes de a fazer aos outros.
Aqui, generalisando e não digo que o meu amigo o seja, muitos falam de cor mas quando chega a hora de dar o corpo ao manifesto, não vejo assim tantos...
Eu, como pode ter visto até agora nas minhas exposições aqui e em outros lados, tenho sempre mantido a minha honra e posições e quando me demonstram sem margem para dúvidas de que estou errado em algum ponto, então concedo esse mesmo ponto e altero a minha posição.
Procuro não ficar fechado a debates ou me enclausurar em dogmas.
O Pedro Reis é um testemunho de uma retratação minha.

De resto as minhas posições são conhecidas e não mudo ao sabor do vento. Dou a cara e apesar de na maioria das vezes apenas usar um nick/assinatura digital, para mim esta tem tanto valor (ou mais nestes espaços) do que o meu Nome Real. O qual apenas alguns aqui e noutros lados o mereceram conhecer, no meu ponto de vista.

Olhe à sua volta e diga-me quantos de todos os espaços políticos que conhece e que deram a cara têm sido assim tão consistentes?

Quer saber se eu morria pela minha Pátria? Eu não faço promessas que não sei se posso cumprir, prefiro deixar que as minhas acções sirvam de demonstração.”

Grande parte dos meus familiares estiveram na guerra, incluindo o meu pai. De facto não foram como voluntários, mas sabiam que tinham uma missão a cumprir. O meu pai teve várias situações em que viu a vida por um fio (esteve na Guiné, onde a guerra estava mais difícil), teve medo obviamente, mas disse que se tivesse morrido teria sido a lutar pela pátria.
Eu acredito que existe uma enorme diferença entre morrer em vão ou morrer por uma causa.

“Então nesse caso presumo que aceita que os Homossexuais se possam casar entre si pelo civil, visto que tal não irá mexer com nenhum direito de terceiros. Os meus parabéns, pois demonstra que um Monárquico Conservador consegue ter uma abertura de espírito em alguns assuntos tidos por norma como melindrosos.”

Onde foi buscar esta ideia? Sou contra o casamento dessas pessoas, quer seja pelo civil ou de qualquer outro modo.
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Ter 26 Jun - 12:55:11

RBaltazar escreveu:
...Não me leve a mal, mas com todo esse liberalismo ainda damos por nós extintos!
Se hoje em dia já estamos em vias de extinção, das duas uma:

Ou nos tornamos anarcas, ou de facto, ficamos extintos!...

Não se limite meu caro amigo, afinal os dinosaurios são das maiores atracções nos Museus Wink

Meu caro, falando agora de forma mais séria.

Eu não defendo um Liberalismo apenas por gosto.
Eu defendo uma aproximação entre a Governação da Nação e a População da mesma.
Ao contrário do que os meus amigos aparentam pensar, pelo que me parece, a Monarquia não é só por si um garante maior, que a República ou outra forma de Regime, de tal.

Eu vejo a Monarquia apenas como um Regime Político, com vantagens e desvantagens e que conforme os tempos e as necessidades da Nação e Povo que visa representar deverá ser actualizado.

Ou seja, a Monarquia não é a Nação, mas a Nação poderá rever-se na Monarquia. Faltando para isto somente o cumprimento de uns quantos "ses".

Para mim, na actualidade, os Portugueses desejam um sistema governativo estável, democrático (ou seja em que estes possam participar na elaboração dos governos e/ou orientação política da Nação), em liberdade (ou seja, que tenham a liberdade de escolha num leque tão alargado quanto possível) e em igualdade (ou seja e tanto quanto me aparenta, sem qualquer forma de discriminação).

Sim, é verdade que os valores que estou a apresentar corresponderão aos valores defendidos/nascidos na Revolução Francesa mas e daí?

A Revolução Francesa foi uma revolta popular contra um sistema político encabeçado pelo Rei que estava errado na opinião destes.
A grande maioria dos Franceses estava, e sempre esteve, interessada em manter a Monarquia mas sob uma nova visão, sendo que se hoje a França não é uma Monarquia foi devido à incompetência dos Pretendentes Monárquicos após a 2ª República.
Infelizmente uns quantos "ilumidados" quiseram tomar o poder e assenhoriar-se deste, vejo Robespierre como a primeira forma de "Estalinismo" ainda embrionário neste caso. Napoleão foi aquele que conseguiu devolver aos defensores dos ideais nascidos na República Francesa uma forma estável de governação tendo sido eleito Imperador por isso. Infelizmente as restantes Monarquias não estiveram pelos ajustes em permitir 1º o surgimento de uma nova visão política fosse esta monárquica ou não e em 2º do surgimento de uma nova Casa Real "Popular" que colocasse em questão os seus supostos "direitos" de governação, tendo sido estes os principais motivos que levaram ao ataque contínuo a França. E por aí fora...

A nossa Monarquia, sob a defesa real dos valores que defini, pode e deve ser ao mesmo tempo uma Monarquia que defenda a Nação, ou seja Patriótica (q.b.). Não há necessáriamente necessidade de se ter de escolher entre um lado ou o outro, quando podem ambos se conjugar.
Imaginem uma Nação, cujo sistema de Governação representa os valores da Democracia, Liberdade e Igualdade e que ao mesmo tempo promove tudo o que é Portugal, seja a nível de investimento estrangeiro, interno, promoção de consumo do que é feito em Portugal, etc..

Podemos amar Portugal, a Nação, a ideia de "Portugalidade" se me permitirem o termo e isso não impede que não defendamos uma maior capacidade de participação popular e que defendamos igualmente outros valores mais liberais. Temos é que ser capazes de conjugar ambos, o que aparentemente não é o que muitos desejam por, creio eu, não conseguirem visualisar um sistema híbrido.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Ter 26 Jun - 13:49:12

O Conjurado escreveu:
Sim, creio que se necessário, a autoridade do soberano possa sobrepor-se à autoridade do parlamento, ou seja, se for para o interesse da nação o rei pode legislar e executar. Mas isso seria um caso muito particular onde se as cortes se mostrassem insuficientes ou incapazes de legislar, o rei poderia fazê-lo.

Liberalismo com a salvaguarda de interferência da Chefia de Estado em determinadas situações, falta agora é saber concretamente quais os casos particulares que permitiriam essa intervenção, a definição dos mesmos, quero eu dizer.

Não aceitaria um Regime estilo a Noruega?

O Conjurado escreveu:
Meu caro, há 33 anos que andamos no mesmo carrossel, que se chama democracia. A democracia é velha demais para ser aperfeiçoada, tal como o senhor deseja.

Meu caro, igualmente a Monarquia tem sido actualizada ao longo dos tempos e nem o sistema que os meus amigos desejam corresponde ao sistema inicial monárquico.
Por isso, se o meu amigo não consegue visualisar uma Democracia diferente da presente e existam outros que sim, por favor não assuma desde logo que estes estão errados.

O Conjurado escreveu:
Grande parte dos meus familiares estiveram na guerra, incluindo o meu pai. De facto não foram como voluntários, mas sabiam que tinham uma missão a cumprir...

O meu foi como voluntário com 17 anos. Isso não implica nada para mim, os motivos que levaram os jovens Portugueses a combater, tanto foram por amor pátrio, por necessidade devido às portas que se abriam como por terem sido obrigados. Mas combatiam e o que eu desprezo foram aqueles que venderam os nossos aos Guerrilheiros, que apenas defendiam a sua visão. Esses sim deviam ver os seus nomes riscados da história, embora nãos os seus actos.

O Conjurado escreveu:
O meu pai teve várias situações em que viu a vida por um fio (esteve na Guiné, onde a guerra estava mais difícil), teve medo obviamente, mas disse que se tivesse morrido teria sido a lutar pela pátria.

Meu caro, e eu sei de casos de Portugueses que morreram como Heróis a combater pela Pátria, nos telegramas dizia que tinham "...morrido em combate...", quando na realidade morreram na praia por afogamento por estarem a fazer "gracinhas" às "bifas", como se dizia na altura.
A Guiné foi o teatro mais difícil de todos, estava perdido até que no final tinhamos conseguido estabilisar minimamente a frente mas todos sabiamos que a Guiné estava perdida.
Angola tinha sido ganha, a Unita apoiava-nos e estavamos a preparar-nos para a "abater" quando se deu a descolonização e em Moçambique os guerrilheiros estavam a render-se aos montes, afirma-se que estava empatada a guerra, eu digo a pés juntos que estava ganha a 100% eles já não tinham efectivos suficientes para a mesma.

Acha que eu defendia ou defendo a manutenção do Império Português, conforme vejo alguns aqui fazer? Eu sou o 1º a dizer que as, hoje ex, Províncias Ultramarinas deviam ser independentes e que TODOS participassem na governação das mesmas. Tal como se tentou ainda fazer após o 25 de Abril em Moçambique com os Ultras. No entanto não eramos uma África do Sul ou uma Rodézia. Portugal era, à altura, um cancro que nos asfixiava e muitos dos Portugueses que tinham optado por lá fazerem a sua vida defendiam isso.
Amo Portugal? Sim, amo o conceito de Portugal, a história do meu País, não amo os sucessivos Governos que temos tido, nem os do tempo da Monarquia que eram tão corruptos quanto os actuais e era Monarquia.

O Conjurado escreveu:
Eu acredito que existe uma enorme diferença entre morrer em vão ou morrer por uma causa.

Eu também, prefiro viver para combater noutro dia a morrer como um herói, mas se tiver de morrer então que morra por uma causa.
Morrer em vão? Todos morrem em vão, a morte é vã, mesmo a que tem significado.

O Conjurado escreveu:
Onde foi buscar esta ideia? Sou contra o casamento dessas pessoas, quer seja pelo civil ou de qualquer outro modo.

Meu caro, quando citou a sua definição de Casamento Tradicional, assumi que aceitava outra(s) forma(s) de casamento senão não teria tido a necessidade de a diferenciar, sendo que neste caso a única outra forma que existe ainda que em possibilidade, é a do Casamento Homossexual.

Já agora, faço-lhe umas quantas perguntas quanto a esta temática.
1º Porque "essas" pessoas? Por acaso o meu amigo tem algum preconceito contra os mesmos? Considera-os menos Portugueses ou capazes de actos valorosos em nome de Portugal?

2º Considera então que o casamento "...pelo civil..." de homossexuais iria mexer em alguns direitos de terceiros? ou seja, que por exemplo por os seus vizinhos homossexuais se terem casado iriam passar a fazer mais barulho à noite, ou a deitar fumo para cima de si, ou outro inconveniente qualquer que eu não me esteja a lembrar? diga-me por favor, quais são os direitos civis de terceiros que considera serem violados de modo a que eu entenda melhor a sua posição.

3º Quanto ao Casamento "...de qualquer outro modo...", creio que ninguém está a questionar a forma como estes casamentos "...de qualquer outro modo..." ocorrem, visto os mesmos serem pertença das crenças às quais estão associadas. Logo, se houver alguma vontade para a alteração da forma como estes ocorrem, tal discussão deverá acontecer apartada da sociedade civil e somente entre os crentes da mesma, não acha assim? Eu a título pessoal sou contra o casamento "...de qualquer outro modo...", por acreditar que este viola os dogmas da mesma crença. Apesar de eu não ser crente.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Ter 26 Jun - 21:38:56

IzNoGuud escreveu:

Podemos amar Portugal, a Nação, a ideia de "Portugalidade" se me permitirem o termo e isso não impede que não defendamos uma maior capacidade de participação popular e que defendamos igualmente outros valores mais liberais. Temos é que ser capazes de conjugar ambos, o que aparentemente não é o que muitos desejam por, creio eu, não conseguirem visualisar um sistema híbrido.

Caro Iznoggud, isso é tudo muito bonito de se falar, mas de facto temos 125 anos de “democracia” que provam o contrário.
O período de monarquia liberal foi um período de constante desnacionalização, tal como a 1ª e a 3ª República. Nem tão pouco, nestes 125 anos dos 864 que compõem a nossa história vi algum momento de glória.


IzNoGuud escreveu:

Liberalismo com a salvaguarda de interferência da Chefia de Estado em determinadas situações, falta agora é saber concretamente quais os casos particulares que permitiriam essa intervenção, a definição dos mesmos, quero eu dizer.

Não aceitaria um Regime estilo a Noruega?



Eu não lhe chamaria de Liberalismo, mas apenas de meras preocupações de forma a evitar o poder absoluto. Já lhe disse que não sou absolutista, sou tradicionalista. Não confunda as duas palavras, pois não são sinónimos. Acredito num Estado forte, conservador, católico, honesto, respeitador da integridade humana, mas nunca abandonando o progresso tecnológico. Acredito também que devam existir cortes (mas ainda não reflecti como seriam constituídas ou por quem, e qual a sua forma) embora o rei tenha um forte poder de intervenção. Isto não significa que eu acredite na democracia como valor.

Portanto a resposta à sua questão será não.


IzNoGuud escreveu:

Meu caro, igualmente a Monarquia tem sido actualizada ao longo dos tempos e nem o sistema que os meus amigos desejam corresponde ao sistema inicial monárquico.
Se tiver falar do sistema monárquico inicial português, penso que o país teria muito a ganhar com o regime antes do absolutismo, o chamado regime tradicional português, obviamente adaptado à realidade actual.


IzNoGuud escreveu:

Mas combatiam e o que eu desprezo foram aqueles que venderam os nossos aos Guerrilheiros, que apenas defendiam a sua visão.
Não entendi. Fala de quem?


IzNoGuud escreveu:

Angola tinha sido ganha, a Unita apoiava-nos e estavamos a preparar-nos para a "abater" quando se deu a descolonização e em Moçambique os guerrilheiros estavam a render-se aos montes, afirma-se que estava empatada a guerra, eu digo a pés juntos que estava ganha a 100% eles já não tinham efectivos suficientes para a mesma.
Ora aqui está. A guerra colonial teria sido ganha por nós. Era só combater mais um tempo e depois lá poderíamos nós continuar a nossa missão secular civilizacional e garantir um futuro às gerações vindouras. Mas a providência assim não o quis (ou será que foi culpa de uns certos senhores mafiosos?!)

IzNoGuud escreveu:

Acha que eu defendia ou defendo a manutenção do Império Português, conforme vejo alguns aqui fazer? Eu sou o 1º a dizer que as, hoje ex, Províncias Ultramarinas deviam ser independentes e que TODOS participassem na governação das mesmas. Tal como se tentou ainda fazer após o 25 de Abril em Moçambique com os Ultras. No entanto não eramos uma África do Sul ou uma Rodézia. Portugal era, à altura, um cancro que nos asfixiava e muitos dos Portugueses que tinham optado por lá fazerem a sua vida defendiam isso.
Então por certo desconhece que na década de 60 Angola era o país com a maior taxa de crescimento do mundo? Pelo contrário Portugal não asfixiava. Foi devido à nossa gestão e soberania que tal crescimento se deu. Investimos em imenso capital físico, condição essencial ao crescimento económico moderno.
Conheço pessoas de origem africana, em que os pais preferiam a época do Estado Novo, porque naquela altura havia paz, trabalho e comida, depois de lá sairmos foram só guerras civis, verdadeiras chacinas e atentados à humanidade perpetuadas pelos “libertadores”, e nos dias de hoje estão numa dependência enorme face ao FMI (controlado pelos americanos) e ao Banco Mundial (também controlado pelos americanos), não passando de meras colónias dos interesses imperialistas americanos. E também referir que o fosso entre ricos e pobres aumentou de uma forma brutal desde a sua “independência”, no qual a classe politica constituída pelos antigos “libertadores” vive no maior luxo e riqueza, com mansões em tudo o que é capital na Europa, enquanto que o povo por quem eles diziam lutar, coitado vive bem mais miserável que à 30 anos atrás.
Que bela mudança, não foi?



Relativamente à questão da homossexualidade não volto a discutir tal assunto (que já cheira mal) de forma a não poluir este fórum com assuntos que nada contribuem para a restauração da monarquia em Portugal.
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Qua 27 Jun - 14:20:18

O Conjurado escreveu:
Caro Iznoggud, isso é tudo muito bonito de se falar, mas de facto temos 125 anos de “democracia” que provam o contrário.
O período de monarquia liberal foi um período de constante desnacionalização, tal como a 1ª e a 3ª República. Nem tão pouco, nestes 125 anos dos 864 que compõem a nossa história vi algum momento de glória.

E o meu amigo o me diz dos Reinados de D. Afonso V, D. João III, D. Sebastião, D. José I.

Foram, aposto, pontos altos para os Soberanos Nacionais.
Se em alguns casos tivemos a sorte, previdência ou até o bom julgamento dos mesmos para escolherem pessoas que governassem por estes, nos outros as suas visões de grandeza levaram o País quase à ruína.
Por isso, some bem a duração de todos os reinados dos Reis que pelo menos nada fizeram e por certo ultrapassará os tais 125 anos de que fala.

Meu caro, ao contrário do que pensa, nenhum sistema político é "ad eternum", ou seja, funciona para sempre.
Hoje querer "enfiar" um sistema desses aos Portugueses, por muito que estes até se revejam em determinadas facetas do anterior sistema, seria matar à nascença a Monarquia.
Os Portugueses apenas veriam os direitos que lhes seriam revogados...

Uma nova Monarquia em Portugal, terá forçosamente de ser algo novo, nem que para isso tenha de aliar o que a República possa ter de bom com o que a Monarquia tem de bom.
É isso, ou abandonarmos este projecto enquanto ideia realizável.

O Conjurado escreveu:
Eu não lhe chamaria de Liberalismo, mas apenas de meras preocupações de forma a evitar o poder absoluto. Já lhe disse que não sou absolutista, sou tradicionalista. Não confunda as duas palavras, pois não são sinónimos.

Meu caro, enquanto ninguém me explicar a diferença, pode ter a certeza que para mim são pura e simplesmente a mesma coisa.

O Conjurado escreveu:
Acredito num Estado forte, conservador, católico, honesto, respeitador da integridade humana, mas nunca abandonando o progresso tecnológico.

Por favor vou-lhe pedir para traduzir estes termos generalistas por "miúdos" para o benefício de aqueles que não "pescam" nada do que os mesmos querem dizer.
Já agora, peço-lhe que me responda às seguintes questões:
- Conservador. O que quer dizer com isto? O que é para ti ser-se conservador? Qual o papel de aqueles que não o são na governação da Nação?

- Católico. Isto implica a não laicidade do Estado? Que passará a existir uma Religião Oficial? Quais os benefícios que esta terá perante as demais religiões e crenças? O Estado deverá tomar em conta a posição da Igreja antes de tomar decisões relativas a temas sensíveis à mesma? Quais são os temas sensíveis à mesma?

- Respeitador da Integridade Humana. Isto implica que o presente repúdio às Discriminações conforme já se encontra na Constituíção serão mantidas? Que todos os Seres Humanos serão iguais entre si e que usufruirão dos mesmos direitos, de TODOS os direitos consagrados aos Seres Humanos?

- Nunca abandonando o Progresso Tecnológico. Sob todas as suas vertentes? Deverá o mesmo estar sob a alçada de uma comissão de avaliação de modo a que este seja... tomado em conta? Deveria a Igreja fazer parte da mesma se a tua resposta anterior for um sim?

O Conjurado escreveu:
Acredito também que devam existir cortes (mas ainda não reflecti como seriam constituídas ou por quem, e qual a sua forma) embora o rei tenha um forte poder de intervenção. Isto não significa que eu acredite na democracia como valor.

Meu caro, creio que há aqui alguém que está a confundir conceitos e creio não ser eu.
Esquecendo o papel do Rei e do poder que este possa auferir, com o qual eu nem sequer me chateio desde que sob as razões e moldes correctos e com as devidas salvaguardas implementadas.
Mas olhando para o Parlamento que achas que deve existir e para o facto de tu não acreditares na Democracia.

Ora... A ideia de um Parlamento é a de se dar um papel representativo à População, logo aplicar um termo de Democracia, seja este maior ou menor.
Agora, se tu não acreditas na Democracia, para que queres um Parlamento? Para baterem palmas nas costas uns dos outros ou para aplaudirem o Rei quando este decidir avançar num qualquer sentido?
A não ser que tu não querias uma Democracia, implementando assim uma Oligarquia, onde os Deputados sejam escolhidos a dedo de entre uma lista de possibilidades, que por norma ou tradição conforme preferires recaem em membros da Nobreza (tradicional ou não) e Clero, com a possibilidade de se incluirem membros duns quantos Misteres, embora por norma muito a contragosto dos demais.

É isto o que tu queres?

O Conjurado escreveu:
Portanto a resposta à sua questão será não.

Lol... Eu creio que sim Wink

O Conjurado escreveu:
Se tiver falar do sistema monárquico inicial português, penso que o país teria muito a ganhar com o regime antes do absolutismo, o chamado regime tradicional português, obviamente adaptado à realidade actual.

Qual sistema antes do Absolutismo!?!?!?!?!?

Por acaso eu referia-me num termo generalista, mas "what ever".

O Conjurado escreveu:
Não entendi. Fala de quem?

Lol... Olha, por exemplo de aquele Major que é hoje um grande herói do 25 de abril e da luta contra o fascismo e que de peito feito disse que sim tinha entregue as posições das nossas tropas à Frelimo...

Na opinião dele, era assim que minava o Estado Novo... na minha vendia os seus, apesar de se poder gostar ou não do Estado Novo.

O Conjurado escreveu:
Ora aqui está. A guerra colonial teria sido ganha por nós. Era só combater mais um tempo e depois lá poderíamos nós continuar a nossa missão secular civilizacional e garantir um futuro às gerações vindouras. Mas a providência assim não o quis (ou será que foi culpa de uns certos senhores mafiosos?!)

Meu caro, um dos teatros estava ganho, outro estava practicamente ganho e outro entre o empatado e o perdido.
Pode-se dizer que tinhamos de facto a Guerra Ultramarina ganha, mas estes territórios estavam perdidos de qualquer forma para Portugal.
Queriamos a independência meu caro e iamos tê-la quer Portugal o quisesse ou não.
O 25 de Abril apenas veio acelerar a independência destes territórios de uma forma atabalhoada e criminosa. e talvez estes tenham agido assim por terem tido conhecimento dos planos já em curso para a independência dos mesmos territórios por parte dos populares dos mesmos, ou seja Brancos e Negros em conjunto.

O Conjurado escreveu:
Então por certo desconhece que na década de 60 Angola era o país com a maior taxa de crescimento do mundo?

Meu caro, Angola não era independente nos anos 60 Wink

O Conjurado escreveu:
Pelo contrário Portugal não asfixiava. Foi devido à nossa gestão e soberania que tal crescimento se deu. Investimos em imenso capital físico, condição essencial ao crescimento económico moderno.

Tem toda a razão, peço imensa desculpa pelo meu lapso. Portugal não asfixiava, Portugal já estava asfixiado.
Note de que quando eu falei de "asfixiar", falava do que Portugal fazia aos territórios Ultramarinos, os quais estavam (e estiveram até creio quase o fim) proibidos de efectuar trocas comerciais de productos base com outras nações que não o Portugal Europeu.
A "nossa" gestão como diz, simplesmente limitava e impedia o correcto desenvolvimento desses mesmos territórios.

Meu caro, nós estávamos mais à frente que o Portugal Europeu, Salazar sabia e foi o mesmo que promoveu isso. Salazar, acredito quis implementar em África a ideia do Portugal Moderno para à posterior o "retornar" para o Portugal Europeu que se afundava e ainda afunda na sua mediocridade.
Os Portugueses que foram para África eram escolhidos a dedo e iam cumprir funções específicas. E que aliados entretanto a todos aqueles que por lá nasceram, brancos e negros e que amavam aquelas terras e atingiram um nível educativo que lhes permitiu orientar e tomar decisões capazes de melhor desenvolver aquelas terras, aí sim estas creceram com um impulso nunca antes visto.

Meu caro, já se sabia que Moçambique tinha Petróleo e onde este existia. Foram feitos testes e estudos ainda durante a permanência Portuguesa e o que aconteceu a tudo isso? Perdeu-se e agora é com surpresa que o Estado Moçambicano descobre Petróleo nas suas águas, indo receber o apoio da GALP (creio) na exploração do mesmo... somente gostava de saber quem foi que informou o Estado Moçambicano da existência deste nos sítios específicos onde o mesmo foi encontrado Wink

O Conjurado escreveu:
Conheço pessoas de origem africana, em que os pais preferiam a época do Estado Novo, porque naquela altura havia paz, trabalho e comida, depois de lá sairmos foram só guerras civis, verdadeiras chacinas e atentados à humanidade perpetuadas pelos “libertadores”, e nos dias de hoje estão numa dependência enorme face ao FMI (controlado pelos americanos) e ao Banco Mundial (também controlado pelos americanos), não passando de meras colónias dos interesses imperialistas americanos.

Pois olhe, eu dessa altura apenas reconheço Portugueses. Não ligo às origens sabes.
Qualquer pessoa que viveu num Paraíso e viu o mesmo ser arrasado pela ignorância dos seus Governantes, neste caso falo mesmo dos Portugueses, é claro que preferia uma Ditadura a qualquer momento.
A forma como a descolonização aconteceu, foi uma vez mais apenas culpa dos nossos Governantes de então e a eles aponto o dedo sem qualquer pudor. Falo uma vez mais dos Portugueses para que não restem dúvidas.
Os "Libertadores", conforme tu dizes, no caso de Moçambique nem eram na sua maioria Moçambicanos mas sim Tanzânianos e sim estes, que tinham uma ideia própria do que deveria ser a Governação dos seus Estados, nem sequer eu posso acusar pois a culpa do que aconteceu foi no fundo nossa, Portuguesa entenda-se.
A Guerra Civil, os Massacres, tudo isso é o que o Portugal Europeu conseguiu dar de prenda de despedida ao Portugal Africano.
Nem os São Tomenses que não queriam a independência tiveram essa opção. Teve-se de se levar membros do PAIGC para lá para elaborar um "Governo" ao qual se iria entregar o Arquipélago.

Meu caro, por favor... não falemos mais destas coisas.

O Conjurado escreveu:
Que bela mudança, não foi?

Ia acontecer de qualquer forma, mas não desta forma, disso pode ter a certeza.

O Conjurado escreveu:
Relativamente à questão da homossexualidade não volto a discutir tal assunto (que já cheira mal) de forma a não poluir este fórum com assuntos que nada contribuem para a restauração da monarquia em Portugal.

Meu caro, a "poluição" de que fala, apenas demonstra o quanto está interessado em debater assuntos sociais e civis que de facto interessam para a restauração da Monarquia em Portugal.
Pois se pensa que os Portugueses alguma vez irão restaurar a Monarquia apenas porque a mesma é mais bonita ou lhe dizem que funciona melhor, por favor tire os cavalinhos da chuva que isso não se vai passar.

Os Portugueses precisam de saber o que vai mudar, quais as nossas ideias e sugestões, se nos fechamos entre portas ou paredes quando aparece alguma pergunta que a muitos possa ser, ainda, incómoda.
Querem e têm o direito de saber quais as nossas capacidades.

E o que o meu amigo acabou de demonstrar foi que o meu amigo, quando surgir uma dessas situações que para si são mais embaraçosas, vai virar as costas e ir-se embora.

Tenho pena que assim seja.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 29 Jun - 18:36:57

Espero que gostem desta imagem, sobretudo da designação partidária em fundo...



Sugiro a sua utilização na próxima campanha a favor da restauração da Monarquia...
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Dom 8 Jul - 14:42:10

Depois de ter visto recusado o artigo de opinião que enviara para o "Expresso" e para o "Sol", decidi enviar a seguinte carta aos directores desses dois semanários:

Exmo. Senhor Director,

Queria agradecer a V.Exa. o não ter publicado o meu artigo de opinião, intitulado “Cinco razões de fundo para votar Garcia Pereira”.

Com efeito, havia sempre o risco de tal artigo conseguir mais meia dúzia de votos para o Dr. Garcia Pereira, o que garantiria a sua eleição para a Presidência da Câmara Municipal de Lisboa, com todas as lamentáveis consequências que isso teria. Seríamos então confrontados com uma gestão séria e honesta da cidade, uma lamentável diminuição da corrupção e compadrio, uma redução escandalosa nos “jobs for the boys”, uma preocupação acrescida com os sem abrigo, os idosos e os reformados, classes parasitárias que há muito deviam ter sido liquidadas.

Ao não publicar o referido artigo, V.Exa. sabiamente contribuiu para que essa coisa vergonhosa a que alguns chamam democracia tenha sido afastada de nós mais algum tempo, liquidando essa outra coisa nefasta a que chamam liberdade de expressão, causa de tanta desgraça no mundo. Todos nós sabemos que só os representantes da exploração económica e da opressão têm condições para governar o mundo, só eles podem impedir que as decisões sejam tomadas pelo “povo” ignorante e mal cheiroso, pelo que se impõe impedir, a todo o custo, que autênticos representantes desse “povo” possam chegar às sedes do poder.

Por isso tudo, bem haja Senhor Director! Continuarei a dormir mais descansado, sabendo que aqueles que me vão agredir amanhã não serão drogados ou pedintes, mas pessoas de bem, eleitas com o seu precioso apoio.

Com os melhores cumprimentos de quem profundamente se arrepende de ter sido candidato à Câmara Municipal de Lisboa, na lista encabeçada pelo notório malfeitor Garcia Pereira

Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Qui 12 Jul - 23:36:25

Citação :
Senhor Professor

Ontem em conversa com amigos surgiu a ideia de se organizar um conferencia sobre Republica 100 Anos Versus Monarquia 800 anos
Em que se abordariam as vantagens e desvantagens destes ultimos 100 anos de republica versus as vantagens e desvantagens dos 800 anos que vivemos em Monarquia.

Será que a AMT quer pegar no assunto? Eu arranjo espaço, preciso de oradores de várias tendencias monarquicos e republicanos.


Um abc

Zé Tomaz


Citação :
Caro Amigo,

Apenas em nome pessoal, se tal conferência se realizar pode contar comigo para apresentar uma comunicação ou para o que achar melhor.

Um abraço

Nuno Cardoso da Silva



Caro Zé Tomaz,

Isso é uma ideia louvável, embora ache que isso seja mais "malhem nos republicanos!", isso só estará aberto à AMT ou o convite poderá ser alargado à JMT?!


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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 13 Jul - 12:22:57

Há uma coisa interessante nestas eleições, que é o número de candidatos, muitos deles de pequenos partidos ou até independentes.

Se esta tendência de listas independentes pegar, como parece estar a acontecer, talvez os monárquicos tivessem uma bela oportunidade de se organizar pelo país fora e concorrer. mesmo que consigam apenas vereações, já não é nada mau e um primeiro passo para uma organização mais eficaz do movimento (independentemente das tendências individualmente assumidas).

Sinceramente acho que a participação activa na vida política como monárquicos mas independentes de partidos, assim como em outras áreas da vida em comunidade poderia ajudar muito mas mesmo muito.
A imagem dos monárquicos na minha opinião devia estar ligada à defesa dos interesses do país e da população, e isso apenas é possível participando na vida e nas decisões tomadas na sua gestão.

Como diziam noutro post, isto não épode ser só jantares e touradas (apesar de me agradarem muito também!!)....
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Sex 13 Jul - 13:34:02

Caro VM

Conhece isto escrito à quase 100 anos que parece dar-lhe razão.


Citação :
A dignificação política do nosso País conseguir-se-á quando os homens bons de Portugal se resolverem a arrancar os Municípios das mãos em que caíram, cortando pela raiz o partidismo.

António Sardinha



Boa intuição,

António Matos
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MensagemAssunto: Re: Vaga de fundo   Hoje à(s) 10:54:32

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