MONARQUIA TRADICIONAL

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 HISPANISMO

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MensagemAssunto: HISPANISMO   Qui 10 Maio - 17:52:32

Resolvi suspender as minhas intervenções neste forum porque as diferenças ideológicas são tão grandes que não vale a pena estarmos a gastar o nosso latim em polémicas que não levam a lado nenhum.

No entanto, não me quero ir embora sem saber a vossa opinião sobre o que se diz sobre Portugal neste forum que descobri nas minhas deambulações pela internet.

http://www.hispanismo.org/forumdisplay.php?f=90

Cumprimentos
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Sex 11 Maio - 3:25:33

Bom a pergunta é redundante.

Se este fórum pressupõe um movimento que visa restaurar uma Monarquia de cariz "tradicional" ou seja parlamentar com reforço dos poderes reais, para Portugal, é de certeza óbvio que refutamos qualquer tipo de integracionismo ibérico. Eu até iria mais longe classificando esse tipo de opiniões como lesa-pátria e crime de alta traição, mas como o fórum até é espanhol, compreendo plenamente que eles se queiram apropriar desta linda e magnífica terra.

Mas não muito obrigado.
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Lobo
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Sex 11 Maio - 18:51:22

bom...

eu andei aqui a ver se encontrava o "smile" adequado para responder, mas infelismente ou felismente (consoante a opinião e possiveis usos abusivos do mesmo) não se encontra aqui.

resta-me então recorrer ao tão típico e bem Português Zé Povinho imortalizado e bem castiço nas porcelanas de Rafael Bordalo Pinheiro

acho que a resposta é bem preceptível
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leònidas_
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Dom 15 Jul - 23:00:36

Então vejam isto:
Dito por um português, prémio nobel....que resolveu ir viver para Espanha






"Portugal acabará por integrar-se na Espanha" porque "é uma situação natural" e considera que a existência de um parlamento com todas as provincias dará resposta aos receios dos portugueses (provavelmente os que se venderam a espanha) "não iriamos ser governados por espanhois, haveria representantes dos partidos de ambos os paises (...) tal como em espanha,onde cada autonomia tem o seu parlamento próprio, nós também o teriamos". O Nobel não receia a nossa reacção e acha que a aceitariamos "desde que isso fosse explicado"...bla,bla,bla

A partir de hoje ,para mim este fulano é espanhol...que vá para a ...que o ...u


bem haja
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leònidas_
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Dom 15 Jul - 23:01:39

..a propósito a reportagem é de hoje
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Diogo Ventura
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Seg 16 Jul - 1:02:23

Caro Leónidas
Por falta de tempo é que consegui colocar agora a entrevista ,enviou esta manhã o Dr. Carlos Luna
DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 15 de Julho de 2007 (Saramago...outra vez !!!)
"Não sou
profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha"



JOÃO
CÉU E SILVA (texto e foto)

Este foi o regresso mais longo de José
Saramago a Portugal desde que a polémica que envolveu a candidatura do seu livro
O Evangelho segundo Jesus Cristo ao Prémio Literário Europeu o levou para um
"exílio" na ilha espanhola de Lanzarote. A atribuição do Prémio Nobel parece
tê-lo feito esquecer essas mágoas, mas não amoleceu a sua visão da sociedade e
da História, que continua a ser polémica. Como se pode ver nesta entrevista.


Durante dois dias, o Nobel da Literatura português sentou-se no sofá e
analisou o estado do mundo.

Na única entrevista que concedeu durante a
temporada passada na sua casa de Lisboa, falou muito de política, mais de
literatura e também da vida e da morte. Pelo meio ficou o anúncio da criação da
fundação com o seu nome e a revelação de que está a escrever um novo
livro.

A união ibérica

Este regresso a Portugal é um
perdão?

O país não me fez mal algum, não confundamos, nem há nenhuma
reconciliação porque não houve nenhum corte. O que aconteceu foi com um governo
de um partido que já não é governo, com um senhor chamado Sousa Lara e outro de
nome Santana Lopes. Claro que as responsabilidades estendem-se ao governo, a
quem eu pedi o favor de fazer qualquer coisa mas não fez nada, e resolvi ir
embora. Quando foi do Prémio Nobel, dei uma volta pelo país porque toda a gente
me queria ver, até pessoas que não lêem apareceram! E desde então tenho vindo
com muita frequência a Lisboa.

Vive num país que pouco a pouco toma conta
da economia portuguesa. Não o incomoda?

Acho que é uma situação
natural.

Qual é o futuro de Portugal nesta península?

Não vale a
pena armar -me em profeta, mas acho que acabaremos por
integrar-nos.

Política, económica ou culturalmente?

Culturalmente,
não, a Catalunha tem a sua própria cultura, que é ao mesmo tempo comum ao resto
da Espanha, tal como a dos bascos e a galega, nós não nos converteríamos em
espanhóis. Quando olhamos para a Península Ibérica o que é que vemos? Observamos
um conjunto, que não está partida em bocados e que é um todo que está composto
de nacionalidades, e em alguns casos de línguas diferentes, mas que tem vivido
mais ou menos em paz. Integrados o que é que aconteceria? Não deixaríamos de
falar português, não deixaríamos de escrever na nossa língua e certamente com
dez milhões de habitantes teríamos tudo a ganhar em desenvolvimento nesse tipo
de aproximação e de integração territorial, administrativa e estrutural. Quanto
à queixa que tantas vezes ouço sobre a economia espanhola estar a ocupar
Portugal, não me lembro de alguma vez termos reclamado de outras economias como
as dos Estados Unidos ou da Inglaterra, que também ocuparam o país. Ninguém se
queixou, mas como desta vez é o c

astelhano que vencemos em Aljubarrota
que vem por aí com empresas em vez de armas...

Seria, então, mais uma
província de Espanha?

Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o
País Basco, a Galiza, Castilla la Mancha e tínhamos Portugal. Provavelmente
[Espanha] teria de mudar de nome e passar a chamar-se Ibéria. Se Espanha ofende
os nossos brios, era uma questão a negociar. O Ceilão não se chama agora Sri
Lanka, muitos países da Ásia mudaram de nome e a União Soviética não passou a
Federação Russa?

Mas algumas das províncias espanholas também querem ser
independentes!

A única independência real que se pede é a do País Basco e
mesmo assim ninguém acredita.

E os portugueses aceitariam a
integração?

Acho que sim, desde que isso fosse explicado, não é uma
cedência nem acabar com um país, continuaria de outra maneira. Repito que não se
deixaria de falar, de pensar e sentir em português. Seríamos aqui aquilo que os
catalães querem ser e estão a ser na Catalunha.

E como é que seria esse
governo da Ibéria?

Não iríamos ser governados por espanhóis, haveria
representantes dos partidos de ambos os países, que teriam representação num
parlamento único com todas as forças políticas da Ibéria, e tal como em Espanha,
onde cada autonomia tem o seu parlamento próprio, nós também o
teríamos.

Há duas Espanhas

Os espanhóis olham-no como um
deles?

Há duas Espanhas neste caso. Evidentemente, tratam-me como se
fosse um deles, mas com as finanças espanholas ando numa guerra há, pelo menos,
quatro anos porque querem que pague lá os impostos e consideram que lhes devo
uma grande quantidade de dinheiro. Eu recusei-me a pagar e o meu argumento é
extremamente simples, não pago duas vezes o que já paguei uma. Se há duplicação
de impostos, então que o governo espanhol se entenda com o português e decidam.
Eu tenho cá a minha casa e a minha residência fiscal sempre foi em Lisboa, ou
seja, não há dúvidas de que estou numa situação de plena legalidade. Quanto aos
impostos, e é por aí que também se vê o patriotismo, pago-os pontualmente em
Portugal. Nunca pus o meu dinheiro num paraíso fiscal e repugna-me pensar que há
quem o faça. O meu dinheiro é para aquilo que o Governo entender que
serve.

Mas não pode negar que o olham como um deus...

Não diria
tanto...

Mesmo sendo a crítica espanhola tão positiva em relação à sua
obra?

Também já foi uma ou outra vez um pouco negativa - talvez devido às
minhas posições políticas e ideológicas - mas de um modo geral tenho uma
excelente crítica em toda a parte, como é o caso dos EUA, onde é quase unânime
na apreciação da minha obra.




"Não sou profeta, mas
Portugal acabará por integrar-se na Espanha"





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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Seg 16 Jul - 5:57:31

Espanha ou império colonial castelhano disfarçado de "Espanha" os gajos chamam-lhe España!

há outros que também não gramam lá muito os castelhanos nem madrid, mas tem que "levar com eles" e não podem dizer que não! que lhe chamam espainiako e também espanya curiosamente estes tem uma grande admiração pela independência Portuguesa que desejam ardentemente o mesmo para eles.

Eu cá vou mais na visão do saudoso Agostinho da Silva onde referia a republicanização da ibéria a a implusão e fim da Espanha e o aparecimento de uma especie de confederação de nações independentes na ibéria

Quanto ao "camarada" (salvo seja porra!!) saramago lá terá a sua opinião e visão é dele e tem todo o direito de a ter, no entanto há que sermos conscientes, audazes e ter colh... testículos bem assentes no sítio para não ir atrás que nem carneiros na opinião do fulano só porque lhe deram um prémio nobel escreve livros e apereçe na tv e jornais
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Diogo Ventura
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Seg 16 Jul - 17:34:50

Caro Lobo .
"reacção" intelectual ás declaracções do Escritor J.Saramago
(gentilmente cedido pelo Dr. Carlos Luna)
Citação:
DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 16 de Julho de 2007
Saramago acusado de ser "incapaz de
defender Portugal"



ISABEL LUCAS

Dívida para com a
língua portuguesa, ortodoxia marxista-leninista, interesse pessoal, uma
provocação que deve ser motivo para reflexão... São algumas reacções à
entrevista de José Saramago ao DN de ontem, em que o Nobel afirmou: "Portugal
acabará por integrar-se na Espanha"

"A visão do sr. Saramago é uma visão
do século XIX e não do século XXI. É muito fácil odiar Portugal no estrangeiro,
o que é difícil é defender os interesses de Portugal no estrangeiro e isso o sr.
Saramago é manifestamente incapaz de fazer." Foi desta forma que Martins da
Cruz, ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Durão Barroso e antes
disso embaixador de Portugal em Madrid, comenta as declarações do Nobel
português.

Numa entrevista publicada na edição de ontem do DN, o
escritor José Saramago afirmou: "Portugal acabará por integrar-se em Espanha."
Uma declaração citada em vários órgãos de informação internacionais e que foi
alvo de duras críticas não só por parte de Martins da Cruz mas também dos
escritores Vasco Graça Moura ou Manuel Alegre. "Ele tem a responsabilidade de
ter ganho o Nobel da Literatura com a língua portuguesa", disse ao DN o
poeta/deputado. "Saramago concebe a realidade como sendo gerível com uma
engenharia de racionalidade", sublinhou Graça Moura, que viu nestas um aspecto
positivo: "Acho saudavelmente polémico pôr as coisas neste plano. Não perdemos
nada em fazer uma reflexão sobre isso."

Muitos iberistas e não iberistas
contactados pelo DN escusaram-se a comentar esta manifestação de iberismo
defendida por Saramago. Casos de Odete Santos ou José Hermano Saraiva, que
optaram pelo silêncio, por exemplo. Já Loureiro dos Santos escolheu ironizar. O
general chamou a atenção para "as certezas" de muita gente que nunca se chegam a
concretizar. Quanto ao jornalista catalão Ramon Font, antigo correspondente da
TVE em Lisboa, declarou-se surpreso com as palavras de Saramago e concluiu:
"Portugal aguentou oito séculos. Não estou a ver essa situação alterar-se."|





A tentação iberista na história das duas nações


A tentação iberista na história das duas nações



A
nostalgia da Hispânia tem sido um tema recorrente nos meios intelectuais
portugueses. Camões e Gil Vicente deixaram obra em castelhano e, durante o
período dos Filipes (1580-1640), autores portugueses como António de Sousa de
Macedo e Duarte Gomes Solis defenderam quer a integração quer a autonomia do
rectângulo lusitano dentro de uma unidade política peninsular. Depois da
Restauração de 1640 os dois países seguiram uma política de costas voltadas. Na
sequência das revoluções liberais de 1820 nos dois países falou-se, pela
primeira vez, numa "Federação Ibérica", mas Manuel Fernandes Tomás opôs-se de
forma decisiva às propostas do coronel espanhol Barrero.

Em 1868, quando
Isabel II foi obrigada a abdicar, a coroa de Espanha foi oferecida a D.
Fernando, pai do rei D. Luís de Portugal. Ciente da confusão que o esperava,
recusou. Na segunda metade do século XIX, a corrente federalista ganhou força
entre os intelectuais socialistas e republicanos, como Latino Coelho, Antero de
Quental, Teófilo Braga e Magalhães Lima. Oliveira Martins avisou: "A união
ibérica não é actualmente o programa de nenhum dos partidos espanhóis mas é o
instinto de todos." Após o regicídio, em 1908, e sobretudo depois da implantação
da República, Afonso XIII tentou por diversas formas intervir em Portugal.
Durante a Guerra Civil espanhola, Salazar agitou o fantasma da união ibérica sob
a égide do comunismo - mas era um sector da Falange, chefiado pelo cunhado de
Franco, Serrano Suñer, que acalentava desejos expansionistas na península. O
apego a Portugal de pensadores espanhóis como Unamuno e Ortega y Gassett (que cá
esteve exilado), a permanência em Madrid

de Almada Negreiros e, mais
recentemente, o reconhecimento da obra de Fernando Pessoa nos meios culturais
espanhóis, além do "exílio" de Saramago em Lanzarote dão conta da aproximação
gradual entre intelectuais dos dois países.| JOÃO FERREIRA
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Seg 16 Jul - 21:11:54

Gentilmrnte cedido por Dr. Carlos Luna
carlosluna@iol.pt

Citação:

UM APELO DIRECTO A JOSÉ SARAMAGO (inédito!)

Há lógicas que não
consigo entender.
Conheço um escritor de grande valor que se bate por
várias causas, a nível mundial. Não só luta contra os "males" do Mundo, numa
época em que o Capitalismo Selvagem dita a sua lei sobre governos, povo, e
nações, como luta para que todos os povos tenham o direito de e governar como
entenderem. Esteve até na Palestina, apelando à Independência desta em relação a
Israel. Apoiou a independência de Timor. Apoia a idéia dum Curdistão
independente.
Este homem apela a que deixem os povos decidir. Combate as
elites iluminadas que manipulam a vontade desses mesmos povos. Nega-se a aceitar
que haja povos mais ou menos inteligentes.
Este homem viu, desde
1989/1990, inúmeros povos reclamarem a sua independência e a sua constituição em
Estados soberanos. Ainda recentemente, vimos o pequeno Montenegro proclamar a
Independência.
O homem em questão cita o exemplo de países como a
Eslovénia como capazes de ultrapassar Portugal, e sabe que a mesma se separou
duma União maior chamada Jugoslávia.
Talvez tenha até ouvido o
Primeiro-Ministro dinamarquês comparar Portugal e a Dinamarca, e dizer que ambos
são pequenos países com pouca população (e, nestes aspectos, Portugal é
superior), com um vizinho poderoso, mas que fazem o possível por sobreviver, e
que, se a Dinamarca foi capaz de se tornar um dos países mais ricos do mundo,
Portugal também o poderá fazer.
O nosso homem sabe que não se vislumbra,
por essa Europa fora, nenhum movimento de retrocesso em relação a independências
adquiridas há menos tempo que Portugal. Ninguém tem conhecimento de que a
Holanda se queira reintegrar na Alemanha, ou a Bélgica, ou parte dela, na
França.
Sabe, e di-lo, que um dos problemas das elites em Portugal, ao
longo dos séculos, é o seu desprezo pelo povo que as sustenta e a tentação da
riqueza fácil "adquirida", se necessário, vendendo-se ao estrangeiro. Sabe que o
próprio povo tem varrido essas elites.
Este homem é de Esquerda,
Republicano, Laico, Anti-imperialista.
Este homem chama-se José Saramago,
e recebeu um Prémio Nobel pelo que escreveu em Língua Portuguesa, enchendo de
alegria muitos compatriotas.
Mas este homem não aplica ao seu País o que
defende para o resto do Mundo. Acha que o povo de que é fiho é menos inteligente
que os demais. Acha que não tem o Direito à Independência. Como as elites que
critica, acha os portugueses incapazes de se governarem sozinhos, e acena ao
estrangeiro... mesmo quando este é governado por uma Monarquia... que nasceu
depois de uma guerra brutal que esmagou os seus companheiros ideológicos. Pior,
acha que "sem se encostar" a um "padrinho" poderoso, não pode subsistir, porque
não tem sido capaz de se governar sozinho. E acha isto depois de 850 anos de
independência... com os seus altos e baixos, naturalmente.... mas em que
resistiu a tudo e todos.
Saramago, Saramago, meu caro Nobel: aplica ao teu
povo o que desejas para os outros. Não cries, em quem adora tua Literatura,
problemas de consciência.
Por uma vez, copia um pouco a altivez da Espanha
que admiras, e aplica-a ao teu País. Contribui para a saída da crise, apelando
ao amor-próprio de todos nós, em vez de agravares os nossos sintomas
depressivos. Lembra-te do teu livro "Levantados do Chão".
Carlos Eduardo
da Cruz Luna
(um leitor/apreciador da onbra de Saramago)
Estremoz, 16 de
Julho de 2007
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Qua 18 Jul - 18:00:16

Texto gentilmente cedido por dr. Calos Luna
carlosluna@iol.pt

Citação(peço desculpa;tem uma certa ironia ; ser em Castellano;ainda há espanhóis exemplares (pouquícimos,mas há,hehehe)):
CARTA EXTRAORDINÁRIA, Diário de Notícias, 18 de Julho de 2007
CARTA ABERTA A
JOSÉ SARAMAGO
Fernando Venâncio, Professor universitário e crítico de
literatura

Muy señor mío
Me perdonará Usted mi pobre castellano,
pero desde anteayer me entero de la urgencia de praticarlo. Al "Diário de
Notícias" de Lisboa predijo Usted esto: "acabaremos por integrar-nos" en España.
Preguntado por el periodista Joao Ceu e Silva si nuestro país seria entonces
"una província de Espanha"(le sigo citando en nuestro antiguo idioma), Usted
contestó: "Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a
Galiza, Castilla La Mancha e tínhamos Portugal".
Claro, nos asegura,
podremos conservar nuestra lengua, nuestras costumbres, y así mismo creo yo
nuestro fado, pero (no lo dijo, uno entiende) nos gobernaria el jefe de estado
madrileño del momento. Y aunque diga Usted que no es profeta, no hay que olvidar
su proverbial modestia. En fin, para gente sencilla como yo, sus palabras son un
caritativo aviso del destino.
Pues, señor, no y no. Usted, el más famoso
de mis compatriotas, se permite en público unos juegos muy guapos de
futurología. Pero se los guarde para sus libros, los cuales están perdiendo el
suspense de antaño. Créame, el real futuro de un Portugal integrado en España lo
conocemos ya muy de cerca. Está visible en la Galicia de hoy, donde la lengua
dominante, y los derechos dominantes, y los partidos dominantes, son los de
Madrid. Esto no es futurología, si no lo qué uno ve. Si quiere verlo.
No
creo que sea su caso, Don José. Me contaran que, hace poco, visitó Usted Galicia
invitado por el Pen Club. Le rogaran que hiciera su discurso en Portugués. Todos
podrían entenderle, sin problema, si hablara en nuestra hermosa variedad de
gallego. Usted - como otras veces ya en Galicia - recusó y habló en
Español.
Muchas gracias en realidad. Ahora sabemos cómo hablarán, en la
Província española de Portugal, los futuros traidores.
Amsterdam, 17 de
Julio de 2007



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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Qui 19 Jul - 20:50:29

Esta entrevista com a data de hoje foi cedido pelo dr. Carlos Luna
(tenho
que eleger o meu amigo Dr. Carlos Luna a meu Secretário ,pela forma
briosa que envia sempre Textos é impressionante e Agradeço Bastante,com
Amizade)

DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 19 de Julho de 2007 (Saramago volta a falar !!!)


"Quanto mais velho mais livre e quanto mais livre mais radical"



JOÃO CÉU E SILVA

Entrevista com José Saramago

A Ibéria

As suas declarações criaram um coro de protestos e artigos na imprensa internacional pouco habituais. O que pensa disto?

O
que tinha a dizer sobre esta questão de Portugal e de Espanha está dito
e não tenho mais nada a comentar. Está tudo na entrevista.

Mas o ministro aceitou classificar a sua profecia como um cenário de ficção literária!

Ah, não concorda...

A que se deve que as suas declarações tenham sido mais comentadas por colunistas no estrangeiro do que em Portugal?

Eu
não me quero meter nesse assunto nem comentar as críticas. O que sei
das reacções não é por via directa, chegam-me já com eco e ainda não
sei bem o que é que se disse.

Para quando, então, a Ibéria?

É um assunto para o futuro.

Sente pressões quando fala ou escreve?

Não, exprimo exactamente o que quero e como quero.

Mas tem algum cuidado especial em certo tipo de questões?

Eu
falo exactamente o que quero e vale a pena recordar a história de um
velho professor de Matemática e amigo - eu hoje em dia até sou mais
idoso do que ele era na altura -, que era o Alberto Candeias. Era um
senhor que ia muito à editora onde eu trabalhava e que até fez algumas
traduções para a Editorial Estúdios Cor, onde estive um bom par de
anos. E um dia, estávamos ainda no fascismo, fez-me essa mesma
pergunta: se eu pensava aquilo que escrevia nas crónicas que publicava
no jornal? Eu respondi-lhe exactamente assim: que posso não ter dito
alguma coisa que pensava, mas nunca disse nada que não tivesse pensado.
Vivíamos, então, numa época em que poderia antes ter-lhe respondido que
podia não ter dito o que pensava, porque a censura não mo permitia, ou
coisa do género, mas nunca o fiz nem disse nada que não tivesse
pensado, que não fosse pensado. Evidentemente que a mentira também é
pensada, estou a levar isso em conta, mas nunca disse algo que não
fosse uma convicção minh

a ou pelo menos uma opinião que do meu ponto de vista não estivesse fundamentada.

Radicalismo

Muitas vezes, os portugueses acham-no radical?

Eu
disse há tempos que quanto mais velho mais livre me sinto e quanto mais
livre mais radical sou. Claro que esta questão da idade não se pode
aplicar indiscriminadamente, até porque a velhice é a negação de uma
liberdade, mas, felizmente, no meu caso tenho saúde e a cabeça
funciona. Por isso posso afirmar que de facto quanto mais velho estou
mais livre me sinto e essa liberdade levou-me a expressar-me de uma
maneira radical, com um radicalismo às vezes forte e próprio daquilo
que penso.

E não se arrepende desse radicalismo?

Nunca me arrependi e não me arrependo.

Pensa voltar a viver ainda em Portugal?

Não,
já não penso voltar a viver em Portugal. Virei aqui com todo o gosto,
até porque tenho amigos cá e esta é a minha terra. Os emigrantes também
vivem fora, no fundo, sou um emigrante. Dá vontade de dizer que sou um
refugiado político...

Mas considera-se um refugiado político?

Não.
Sou uma pessoa que mudou de bairro, alguém a quem um vizinho do patamar
de cima incomodava com o muito barulho que fazia e decidiu ir para
outra casa. Poderia ter acontecido de outra forma, houve uma altura em
que andámos (o casal) a tentar encontrar outra casa, sem deixar aquela
perto da Estrela, para estar fora de todo aquele ruído da zona. Então,
estivemos em Mafra e andámos pela região a procurar, mas não
encontrámos nada de jeito e era tudo muito caro. E é quando sucede, uma
vez que já conhecia Lanzarote, que nasce a ideia de fazer uma casa na
ilha para passar as férias. Obviamente, houve uma espécie de trauma na
época que colocou a situação noutros termos e noutro plano. Aqui fui
maltratado e censurado pelo Governo... Eu lembro-me de ter ido a Belém
falar com Mário Soares e dizer-lhe: "Vou-me embora", porque nada tinha
sido corrigido, nem foram pedidas desculpas. E quando achava que tinha
a razão do meu lado ao estar contra a proibição de que o meu livro
fosse lev

ado ao júri europeu, foi algo que não suportei.

A fundação

E agora?

Agora,
viverei o que faltar, aquilo que ainda tenho para viver e que com esta
idade não podem ser muitos anos, mas vou tentar vivê-los bem por várias
razões. Não é viver na farra, mas antes como tenho vivido com a Pilar,
que foi algo que eu não podia esperar que me acontecesse quando tinha
63 anos e ela 36, e continuar com o meu trabalho. Vou pôr-me a escrever
outro livro e ver até onde irei, lá chegará o momento em que, ao sentir
que não terei nada para dizer, saberei que o melhor é calar-me.

Mas ainda tem muito para fazer?

Nos
próximos tempos tenho a fundação, algo que estou a viver com muita gana
e veemência, porque é ao mesmo tempo algo que estou a construir mas de
que ao mesmo tempo me vou despedindo - tenho de o assumir, para que é
que hei-de estar aqui com precauções, que é um tempo que é de
despedida, porque o começa a ser -, no sentido de que a fundação é a
vida, o trabalho da Pilar e das pessoas que irão estar ali. Portanto, é
como se eu quisesse deixar um testemunho mais: está aqui a obra e está
aqui uma coisa a que nós chamamos Fundação José Saramago, que para algo
servirá. Dependerá das pessoas que lá estarão, que já estão convidadas,
fazer daquilo algo que valha a pena e que se note na vida cultural e
também na sociedade.

Quanto à sua biblioteca?

Está em
Lanzarote e é para ficar ali. Se um dia a fundação for extinta, os bens
pertencerão à Biblioteca Nacional de Lisboa, mas a biblioteca será
levada para a Universidade de Granada - que já a está a catalogar -,
onde constituirá um núcleo de literatura que tem a ver com a própria
cátedra.




"Quanto mais velho mais livre e quanto mais livre mais radical"

João Paulo Pereira dos Santos, um nome para o novo circo português

O regresso de Quentin Tarantino ao volante de um carro assassino

Teatro, cinema e 'performances' de regresso a Montemor-o-Velho

Delta Tejo ocupa antigo espaço da Festa do Avante
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Qui 19 Jul - 23:10:54

O ditado bom Quanto mais velho mais burro cherry aplica-se às mil maravilhas Laughing
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Sab 21 Jul - 16:36:48

Mais um Texto Gentilmente cedido por Dr. Carlos Luna

EXPRESSO/ECONOMIA, 21-Julho-2007
A CULTURA DE DESISTÊNCIA DESISTÊNCIA QUE
SARAMAGO NOS PROPÕE CONTRA A DUQUESA QUE PREFERIU SER RAINHA
Nicolau
Santos,
EXPRESSO/ECONOMIA, 21-Julho-2007
LISBOA, ESPANHA. A propósito de
nenhum facto evidente, José Saramago, único Prémio Nobel português de
Literatura, lá veio esclarecer o ignaro povo sobre o que ganharíamos em nos
tornarmos uma província espanhola. Esta obsessão de pessoas com
responsabilidades políticas, sociais ou culturais em nos integarmos em Espanha
não é nova: atravessou toda a nossa História e foi defendida por parte das
sucessivas elites do País. Infelizmente para elas, e exceptuando um período
entre 1580 e 1640, o prato da balança pende desde 1143 para os que não querem
esse destino e que estão a ganhar por 824 anos contra 60... Mesmo assim,
Saramago acha que só ganharíamos se trocássemos a independência mais antiga da
Europa pelas benesses que resultariam se Madrid tomasse conta de nós,
deixando-nos, claro, continuar a falar e escrever em português - e mudando o
nome de Espanha para Ibéria. O autor de "Ensaio sobre a Cegueira" não vê o que
se passa com as Autonomias Espanholas. E já esqueceu que é

melhor ser
rainha uma hora do que duquesa toda a vida. (Foto de Saramago de Luiz Carvalho)

:lol:
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Josephus
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Sab 21 Jul - 20:23:47

Um pequeno reparo Diogo

Proclamação é de 25 de julho de 1139 Wink 828 anos cheers
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leònidas_
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Sab 21 Jul - 20:34:17

Ainda vai um dia haver luta por causa da verdadeira data do nascimento de Portugal (são todas verdadeiras, o problema é qual a mais importante)

bem haja
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Diogo Ventura
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Sab 21 Jul - 21:30:53

Josephus escreveu:
Um pequeno reparo Diogo

Proclamação é de 25 de julho de 1139 Wink 828 anos cheers

Caro Josephus
Muito obrigado , é sempre bom estarmos informados (o texto não é da minha responsabilidade).Laughing
Assim como a Nossa Olivença ,lá estou a meter o "bedelho"
Veja a História Caro Amigo www.olivenca.org
O Caro Leónidas ,não deixa de ter razão,sempre somos o País dos "FedyVerr's"
Abraço com amizade:lol:
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Luso
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MensagemAssunto: Re: HISPANISMO   Sex 25 Jan - 15:44:59

Se Portugal se integrasse neste momento como região de Espanha eu certamente me suicidaria.

Porque é que esse saramago não fala no desejo de integração da Galiza a Portugal????

Era bom que os espanhois soubessem por essa pessoa que os Galegos nunca se identificaram como espanhois mas sim como portugueses fora de Portugal,e que agora querem a integração seja ela de que maneira for connosco.

Eu adoraria......

Espanha NUNCA!!!!
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