MONARQUIA TRADICIONAL

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 O passo seguinte

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Mariz
Almirante
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MensagemAssunto: OK   Sex 11 Maio - 15:27:37

Muito bem, estou de acordo, mas porquê ter trabalho se o PPM está ali prontinho é só uma questão de se aderir e lutar pelas mudanças que interessam.

Ou ser mais ambicioso e criar uma organização que aos poucos se afirme dentro de um grande partido como o psd ou o ps, não sejamos ingénuos como é que a maçonaria opera o o opus dei? não é com meia duzia de gatos pingados bem organizados e bem infiltrados?
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 15:46:55

Só vale a pena fazer política se é para a fazer de forma diferente. Os partidos existentes, inclusive o PPM, fazem parte do problema, não da solução. Os vícios entranhados, as ambições desmesuradas, as vaidades incomensuráveis, a corrupção latente, são apenas algumas das razões para nunca nos querermos misturar com eles. Se ainda há uma possibilidade de fazer política sem recorrer à "canhota" terá de ser num projecto sem passado e sem mácula, controlado por pessoas de bem e não por mafiosos e criptomafiosos. Pode ser uma ilusão entre muitas, mas eu nunca mais me misturarei com aquela gente, para quem um lugarzinho, seja numa junta de freguesia, num concelho ou na AR, vale mais do que qualquer princípio.
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 18:35:48

Mas aqui tenho de dizer uma coisa. Os partidos ou associações são feitos de pessoas e o problema reside nas pessoas não nas estruturas, logo qualquer má estrutura pode clivar-se se usada pelas pessoas certas e vice-versa. No entanto sei que para o Português é mais fácil fazer de novo que mudar o que já está feito!
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Lobo
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 19:03:06

O Sr Nuno Cardoso da Silva, tem excelentes ideias na minha opinião, tirando a parte referente ao imperador europeu, cuja ideia que a mim como Português não me agrada lá muito e aqui assumo o meu patriotismo, não de uma maneira egoista, mas talvez mais por se constatar que na actual situação e muito provávelmente futura para Portugal essa ideia não traria nada de bom, no entanto e pelo que se vê penso que deveremos estar conscientes do que se passa no mundo e as actuais conjunturas levam a que a europa se una para fazer frente a eventuais blocos ou polos, no entanto aceito a ideia de uma confederação europeia com respeito pelas nacionalidades e soberanias dos países.

Sr Nuno Cardoso, a grande parte do que aqui dá a conhecer sobre as suas ideias é bastante interessante gostaria de poder ver essas mesmas ideias serem aplicadas, vem-me agora a lembrança dos "laboratórios sociaias", e o que aqui expõe seria muito intressante poder ver aplicado e tirarar conclusões pelo lado prático, no entanto e como o ser humano é por natureza um ser corruptível e como todo o sistema tem as suas falhas...

Sr Nuno Cardoso tem alguma ideia em como divulgar as suas ideias para a população em geral, e metodos e maneiras de as pôr em prática?
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 19:07:25

Lobo escreveu:
...Sr Nuno Cardoso tem alguma ideia em como divulgar as suas ideias para a população em geral, e metodos e maneiras de as pôr em prática?

Marketing multinível!
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 19:09:40

Tentarei comentar os pontos que acho mais relevantes deste tão interessante programa.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
Considerando:

a) que os cidadãos se não interessam pela Europa porque a Europa nada lhes proporciona;
b) que a Europa, tal como funciona, apenas interessa ao mundo empresarial, e neste apenas aos mais competitivos;
c) que os governos e as instituições políticas devem existir sobretudo para benefício dos mais carenciados;
d) que a Europa precisa de marcar uma posição no mundo que seja coerente e distinta da dos Estados Unidos da América;
e) que a Europa, tal como está organizada, pouco mais é do que uma ficção incapaz de servir os objectivos dos europeus;
f) que é urgente criar uma estrutura institucional que sirva os interesses comuns dos europeus sem subverter as identidades nacionais;

Acho deveras interessante e até partilho em grande parte a mesma, sendo que creio que o ponto a) é algo "forte", pois parte-se de um pressoposto sobre o qual creio não se ter uma resposta definitiva.
E na alínea b) onde é de prever que o motor base da Europa fosse o comércio pois foi assim que se conseguiu arrancar, sendo que somente à posteriori esta passa para um projecto político mais abrangente. Sendo que precisamente por não acreditarmos que atingiu o seu estado de maturação é que vêmos programas tal como o do nosso amigo, que são no fundo o que se deseja creio eu.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
Propõem-se os seguintes pontos programáticos para a Europa:

1. Complementar a Europa económica com uma Europa social.
2. Transferir progressivamente para a União Europeia a gestão da assistência médica (Serviços nacionais de saúde) e da segurança social dos diversos estados membros, de forma a disponibilizar uma igualdade de benefícios a todos os europeus, comparável com a igualdade de oportunidades económicas já existente, fruto da união económica e monetária.
3. Caminhar para uma estrutura confederal em que a confederação terá responsabilidades exclusivas nas seguintes áreas: moeda (através do BCE), política e relações externas, defesa e segurança externa, saúde pública, ensino superior, exploração do espaço, desenvolvimento de energias alternativas, segurança social e defesa da concorrência, ficando tudo o resto no âmbito das responsabilidades dos governos nacionais.

Totalmente de acordo.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
4. Criar impostos europeus sobre o consumo e sobre os rendimentos que possam financiar as responsabilidades confederais, ao mesmo tempo que se reduzem os impostos nacionais, de forma a garantir o não agravamento da carga fiscal total.

Igualmente de acordo, mas não seria preferível por exemplo passar para a Europa Impostos já existentes que à mesma podessem ser atribuídos. Falo por exemplo do Imposto Automóvel, sendo que assim a aquisição de uma viatura em qualquer parte da Europa só seria tributada uma única vez e poder-se-ia evitar a confusão das legalizações das viaturas.

Em todo o caso, ter-se-ia de se ter em conta as realidades económicas de cada País Membro, de modo a que os cidadãos de uma Nação não fossem prejudicados em relação aos demais.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
5. Transformação das instituições europeias de forma a adaptá-las às responsabilidades confederais:
- Responsabilidade legislativa exclusiva do Parlamento Europeu nas áreas confederais;
- Criação de uma segunda câmara do Parlamento Europeu, em que cada Estado-membro terá a mesma representação;
- Transformação da Comissão Europeia num governo confederal com responsabilidades apenas nas áreas de competência confederal;

Creio que este seria o melhor cenário para se implementar um modelo dos "Círculos Uninominais", pois aqui seria de esperar que cada Parlamentar de uma Nação defendessem a sua Nação e não a Europa per si. Pois a função do Governo Central seria a de tentar convencer os representantes Nacionais a apoiarem as suas medidas e não o contrário, ou estarei errado?

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
- Designação de um Imperador hereditário, chefe de estado da confederação, com funções exclusivamente cerimoniais e de representação, sem competências políticas, que ajudasse a criar uma identidade europeia;

Não creio que fosse forçosa a necessidade de uma Monarquia Europeia, mas creio que eventualmente lá se chegaria.
Levanto a questão se seria preferível ter um Modelo estilo Sacro Império Germânico, ou seja Electivo.
Império Germânico/Prussiano com uma Família a assumir essa função (Imperial) mas com as demais Nações a manterem a sua própria Chefia de Estado, sejam estas Monarquias ou Repúblicas.
Ou um sistema mais parecido com um Modelo Austro-Húngaro.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
- Eliminação do Conselho Europeu e sua substituição por conferências de ministros dos governos nacionais para coordenação de políticas que não estejam abrangidas pelas competências da confederação;
6. Criação de forças armadas europeias de intervenção.
7. Admissão da confederação no Conselho de Segurança das Nações Unidas, como membro permanente, em substituição da França e da Grã-Bretanha.

Totalmente de acordo.

Sendo que Esta é uma visão possível e alternativa para a minha ideia de Confederação Ibérica. Sendo que eu apenas rejeitaria nesse caso as Forças Armadas Únicas e todas as situações relativas a uma Chefia de Estado Ibérica. Não creio que fosse necessário nesse caso pelo seu reduzido âmbito.

Um abraço,

IzNoGuud


Última edição por em Seg 14 Maio - 12:30:08, editado 1 vez(es)
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 19:21:08

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
...Se fosse possível criar, num futuro relativamente próximo, uma união de países lusófonos ou, talvez melhor ainda, de todos os países de língua portuguesa e espanhola, e eu deixaria alegremente aos europeus de além-Pirinéus o cuidado de fazerem eles a Europa, sem nós...

Interessante ponto e de igual interesse para ser debatido.

Mas de momento apenas me centrarei numa questão.
O meu caro amigo, veria com bons olhos uma situação onde se refizesse o Reino de Portugal, Brasil (e Algarves)?

Ou seja, uma Monarquia Bicéfala ao melhor estilo Austro-Húngaro, com Governos Nacionais em cada uma das Nações a tratarem das suas Nações e com "Comissões bilaterais" a procurar harmonizar as situações em ambos os lados do Atlântico. Seria um empreendimento titânico, mas interessante não?

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
Quanto à questão do Imperador e à minha sugestão da Casa de Habsburgo, lembro que Otão de Habsburgo é filho da Imperatriz Zita da Áustria, cuja mãe era a Infanta Dona Maria Antónia de Bragança. Otão de Habsburgo é bisneto de D. Miguel I, o que faz com que não seja tão "estrangeiro" como poderia recear. Lembro-me de ter estado com ele em Junho de 1974, em Munique, e de ele ter tido palavras de enorme simpatia para com Portugal. Depois, a existência de um Imperador cerimonial na Europa não impediria a possibilidade de termos o nosso próprio Rei. Não esqueçamos que no segundo império alemão, fundado em 1871, havia um Imperador da Alemenha mas havia as várias casas reais nos países constituintes desse império, tais como a Baviera, o Hanover, o Wurtemberg, etc.

Igualmente sou um adepto de Otto Von Habsburg, do qual nutro uma profunda admiração pela sua obra e pessoa.

Um abraço,

IzNoGuud
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 19:46:42

Queria em primeiro lugar agradecer a IzNoGuud - que me parece até ser bastante "Guud"... - a atenção com que leu as minhas propostas e os seus muito construtivos comentários.

Sendo que estamos de acordo em muito, não vejo necessidade de longos comentários, podendo no entanto referir alguns aspectos de pormenor:

1. O facto de achar que a Europa não interessa ao cidadão comum baseia-se no facto da Europa não lhe dar nada que ele consiga ver, e os cidadãos só se interessarem pelo Estado (nacional ou confederal) quando a ele podem recorrer para alguma coisa. Ora seja na educação, na saúde, na segurança social, na segurança interna e externa, na justiça, etc., o cidadão só vê (com umas raríssimas excepções) o Estado nacional. Logo só se interessa pelo estado nacional. Mas se alguns desses serviços públicos e benefícios lhe chegasem via Europa, já se preocuparia com essa Europa e já procuraria participar na sua construção.

2. O Prof. António Figueira tem um conceito muito interessante de federalismo abstracto, que traduz uma triste realidade: a Europa económica fez-se porque beneficia os mais eficientes, mas depois os Estados que mais beneficiam da livre concorrência recusam-se a comparticipar nas despesas sociais que interessam os menos eficientes. A União Europeia ocupa-se, com rigor, do que interessa aos mais ricos, e devolveu aos Estados-membros tudo o que interessaria aos países mais pobres que também estivesse no âmbito comunitário. A minha proposta vai no sentido de gerir em comum tanto o económico como o social. Só assim beneficiam todos.

3. Percebo a sua preocupação com os impostos, mas se não houver impostos europeus nunca mais o orçamento europeu terá os meios para fazer a política confederal a que nos referimos.

4. Círculos uninominais: Sou um acérrimo defensor.

Agradecendo-lhe uma vez mais os seus comentários, atrevo-me a propor-lhe que nos ajude a fazer arrancar com o processo que tornaria possível ir às urnas com um programa semelhante.

Um abraço

Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 19:52:43

Caro Lobo,

Citação :
Sr Nuno Cardoso tem alguma ideia em como divulgar as suas ideias para a população em geral, e metodos e maneiras de as pôr em prática?

A melhor maneira de dar (alguma) visibilidade a este tipo de propostas - para quem não anda a nadar em dinheiro nem convive com a oligarquia - é a participação numa campanha eleitoral. Por isso é que eu acho que deveríamos ter a nossa própria estrutura com capacidade eleitoral (um partido), sabendo que não é nem possível nem desejável tentar pedir apoio a partidos já existentes. É claro que um partido não garante a eficiência na sua utilização, mas sem ele é que não conseguimos fazer nada.
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 21:23:37

Citação :
Gostava de voltar à essência da minha proposta inicial, sobre as vantagens de criar uma estrutura com capacidade eleitoral, para podermos ter uma acção política mais eficaz. Merece que nos reunamos para a discutir?...


Citação :
Por isso é que eu acho que deveríamos ter a nossa própria estrutura com capacidade eleitoral (um partido), sabendo que não é nem possível nem desejável tentar pedir apoio a partidos já existentes. É claro que um partido não garante a eficiência na sua utilização, mas sem ele é que não conseguimos fazer nada.



Caro Dr. Nuno Cardoso da Silva,

Eu sempre fui mais pela acção do que pela palavra, portanto, quando quiserem estou preparadíssimo para a reunião, para discurtirmos o nosso rumo e as acções a concretizar.


Nunca esqueçam a seguinte sigla, AMT ( Acção Monárquica Tradicionalista)... ainda que sendo com uma outra aparência, forma e estrutura!

Não podemos, nem queremos baixar os braços!

Temos um papel fundamental a desempenhar, uma missão (ainda que extremamente difícil) a cumprir, temos que avançar da maneira com maior probabilidade de concretização, se é a formação de um partido, que formemos esse mesmo partido para triunfar-mos sobre a reles oligarquia apátria!

Que se marque a reunião!



"...Das palavras aos actos!..."



Ruben Baltazar
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sab 12 Maio - 12:29:46

Caro Sr Nuno Cardoso

Compreendo quando se refere a criação de um partido e penso que a sua ideia em relação a um "partido" não será bem a dos actuais moldes partidários a que estamos habituados, no entanto pergunto será que a ideia de criação de partido é a única a seguir?

Pergunto se não será viável aquilo que já existe (AMT) com as necessárias adaptações para o que se pretende e tem como objectivos?

Movimento por exemplo....

Sr Pedro Reis, ora nem mais Cool
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sab 12 Maio - 12:40:13

Quanto ao imperador europeu herditário que aqui defende, no meu modesto entender acho uma coisa muito semelhante a um Papa, uma especie de pontificado.

Talvez seja do meu parco entender ou de um entendimento mais prático da coisa, mas não vejo no que é que serviria ter um "imperador" apenas com funções representativas (corta fitas e almoços?) e não creio que em termos práticos e nesse sentido for o caminho que um "imperador" europeu fosse apenas um mero "representante"

continua a minha rejeição neste ponto

Quanto aos demais completamente de acordo, no ponto de vista da cidanania prática e participante, não me causava nenhuma crispação ver o serviço nacional de saude, educação e segurança social ser transferido para uma confederação europeia (supranacional) se isso trouxer garantias e melhorias consideraveis para o nível de vida das populações, melhores do que aquelas que actualmente temos, e fechar as portas a possiveis tentativas de "abarbatanço" por parte de entidades privadas com vista única e esclusivamente ao lucro
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sab 12 Maio - 14:13:45

Caro Lobo,

Obrigado pelos seus comentários.

Um movimento político, tal como um exército, tem de ter armas muito diversas ao seu dispor, em função dos objectivos a atingir. A AMT é uma estrutura de pensamento político no seio da qual fazemos as nossas reflexões, discutimos objectivos, estratégias, tácticas e planos de acção. Mas está na altura de diversificarmos os nossos meios. Provavelmente - como o António Matos já várias vezes sugeriu - devíamos ter uma secção para a comunicação social, através da qual alimentássemos os orgãos de comunicação social, sobretudo a imprensa regional, de artigos doutrinários e de análise política. Precisamos de um orgão de Juventude, que está em constituição, para doutrinação junto das populações das escolas secundárias e universidades. E precisamos de um "partido" - ao qual concordo se deva dar a designação de Movimento e não de Partido - para actuar eleitoralmente, sempre que tal acção seja vista como util. Acção essa que tanto pode ser a nível autárquico como a nível do Parlamento Europeu, tendo eu muito mais reservas quanto à sua utilização - a não ser a mais longo prazo - em eleições para a AR. Mas é óbvio que o Movimento deverá ser controlado a partir da AMT.

Quanto ao Imperador para a Europa, a sua função seria dar um rosto humano a uma burocracia, gerar uma simpatia crescente para o projecto europeu e ajudar a criar um sentimento de solidariedade entre os povos europeus. As suas funções seriam a de existir e aparecer, mas com funções tais como a abertura solene do Parlamento Europeu, dar posse formal à Comissão Europeia e talvez até promulgar formalmente a legislação europeia. Tudo isto sem que tivesse quaisquer poderes para alterar fosse o que fosse. Se juntarmos a isto as inaugurações de projectos europeus, a intervenção em iniciativas de acção social, o desenvolvimento de relações humanas a nível mais popular, e teríamos um poderoso agente de unidade europeia na esfera afectiva. Não devíamos ignorar a importância do carisma nos projectos políticos, e um Imperador poderia canalizar esse carisma sem que isso perturbasse o normal desenvolvimento das relações políticas. A designação de um Imperador e a sua entronização solene numa qualquer grande catedral europeia faria mais pela unidade europeia do que milhões de discursos de políticos e burocratas europeus...
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Seg 14 Maio - 14:30:49

Nuno Cardoso da Silva escreveu:

1. O facto de achar que a Europa não interessa ao cidadão comum baseia-se no facto da Europa não lhe dar nada que ele consiga ver, e os cidadãos só se interessarem pelo Estado (nacional ou confederal) quando a ele podem recorrer para alguma coisa. Ora seja na educação, na saúde, na segurança social, na segurança interna e externa, na justiça, etc., o cidadão só vê (com umas raríssimas excepções) o Estado nacional. Logo só se interessa pelo estado nacional. Mas se alguns desses serviços públicos e benefícios lhe chegasem via Europa, já se preocuparia com essa Europa e já procuraria participar na sua construção.

Tem toda a razão, mas nesse caso estaremos a assumir que passaremos a ter uma "dupla" identidade. 1º enquanto Portugueses, identificando-nos com a Nação e a História e Presente desta (se possível) e uma 2ª enquanto Europeus, ao passarmos para uma identidade Europeia como forma mais fácil de marcar uma posição a nível internacional.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
2. O Prof. António Figueira tem um conceito muito interessante de federalismo abstracto, que traduz uma triste realidade: a Europa económica fez-se porque beneficia os mais eficientes, mas depois os Estados que mais beneficiam da livre concorrência recusam-se a comparticipar nas despesas sociais que interessam os menos eficientes. A União Europeia ocupa-se, com rigor, do que interessa aos mais ricos, e devolveu aos Estados-membros tudo o que interessaria aos países mais pobres que também estivesse no âmbito comunitário. A minha proposta vai no sentido de gerir em comum tanto o económico como o social. Só assim beneficiam todos.

Discordo com a 1ª parte, concordo com a 2ª parte da sua afirmação.
A Europa inicialmente procura por forma de aliciar Estados Membros a participarem. Sendo que é flagrante o caso do Reino Unido que de fornecedor de fundos, passa a receber um "cheque" por já ter contribuído imenso. É no fundo a forma então encontrada de manter a coesão Europeia.
Cada Nação, usou e abusou da forma que conseguiu.
Mas agora é hora de começar a decidir como é que queremos que a Europa seja num futuro próximo. E nesse caso não mais poderão existir casos de excepção.
E daí defendo a sua visão como apresentada na 2ª parte da sua exposição.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
3. Percebo a sua preocupação com os impostos, mas se não houver impostos europeus nunca mais o orçamento europeu terá os meios para fazer a política confederal a que nos referimos.

Precisamente, as Instituíções Europeias necessitam de ser "independentes" e para isso necessitam de recursos.
E dessa forma sou totalmente a favor do redireccionamento de Impostos Nacionais para a Europa.
Ou porque não, da procura do estabelecimento de uma política comum sobre impostos, de modo a que se harmonizem as legislações Nacionais.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
4. Círculos uninominais: Sou um acérrimo defensor.

Tenho as minhas dúvidas quanto à sua funcionalidade a nível Nacional, sendo que melhor antevejo a sua utilização a nível Europeu. Mas creio que este ponto deverá ser mais debatido e expandido de modo a uma melhor percepção por todos.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
Agradecendo-lhe uma vez mais os seus comentários, atrevo-me a propor-lhe que nos ajude a fazer arrancar com o processo que tornaria possível ir às urnas com um programa semelhante...

Eu é que agradeço ao meu amigo, por considerar as minhas críticas/sugestões e participações enquanto merecedoras de algum mérito.
Eu sei perfeitamente o quanto por norma possa me afastar do que é a posição política da AMT, mas tal como o meu amigo parece dar a entender, creio igualmente termos muitos pontos em comum.

Considero que a AMT, tem feito o seu trabalho enquanto espaço que procura criar uma alternativa política, face ao vazio político que o movimento monárquico tem demonstrado.

Posso sugerir, SE a AMT considerar que este espaço não seja o espaço adequado para a apresentação da Proposta que começa a nascer.
A utilização do espaço do http://monarquicos.com, sendo que já foi feita a proposta à Administração da AMT por mail para que este espaço apresente uma página com a sua doutrina no mesmo e porque não apresentar-se uma página com a proposta que está agora a surgir.

Sendo, ou tentando, o espaço monarquicos.com um espaço neutro a nível monárquico, poder-se-ia tentar juntar o máximo de individualidades monárquicas, ou não, independentemente das suas filiações desde que estas estivessem de acordo com o conteúdo do texto.
Esta proposta, poderia ser a primeira pedra do que procura ser um movimento de conciliação entre os monárquicos e uma forma de juntos procurarmos apresentar algo de concreto que procure melhorar o nível dos Portugueses. Ou seja, o de mostrar aos Portugueses que efectivamente o que nos motiva é o seu/nosso bem estar enquanto Portugueses.

Isto claro, se a AMT e seus membros estiverem interessados no que acabei de apresentar, pois trata-se de uma proposta vossa.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Seg 14 Maio - 15:00:12

caro IzNoGuud,

A AMT tem uma doutrina, mas pretende também ser um espaço de reflexão sem preconceitos e sem exclusivismos. As ideias aqui expostas - e que lhe mereceram alguma concordância - são um exemplo do que pretendemos fazer e que, muito provavelmente, não seria realizável em espaços como o PPM ou a Causa Real. Espero que pessoas - monárquicos ou não - que concordem com a necessidade de uma intervenção política mais concreta sobre questões concretas, nos ajudem a criar o instrumento para tal necessário.

Um abraço

Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Seg 14 Maio - 15:42:49

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
caro IzNoGuud,

A AMT tem uma doutrina, mas pretende também ser um espaço de reflexão sem preconceitos e sem exclusivismos. As ideias aqui expostas - e que lhe mereceram alguma concordância - são um exemplo do que pretendemos fazer e que, muito provavelmente, não seria realizável em espaços como o PPM ou a Causa Real. Espero que pessoas - monárquicos ou não - que concordem com a necessidade de uma intervenção política mais concreta sobre questões concretas, nos ajudem a criar o instrumento para tal necessário.

Um abraço

Nuno Cardoso da Silva

Nesse caso, meu caro amigo, visto que a AMT prefere manter esta proposta no seu espaço, peço-lhe que conte comigo enquanto Monárquico com uma visão atípica.

Tenho no entanto pena, que não seja interessante a apresentação da proposta pelos seus próprios méritos, tal como seria a intenção ao se criar uma página sobre a mesma. Ficando esta, creio eu, algo limitada ao que será por certo veccionado como a visão de apenas uma facção de entre os Monárquicos.

Muito tenho aprendido com os Senhores e como estou à menos tempo nestas lides, embora desde que me lembre tenha lutado por elas. De bom grado acatarei a vossa refusa e esperarei que juntos possamos todos participar e preencher as lacunas da mesma de modo a que possamos então apresentar uma proposta aos Portugueses.
Afinal, a vossa proposta é boa e só por isso já vale o que vale e por isso mesmo me sinto honrado no vosso convite.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Ter 15 Maio - 12:47:06

Passando para o debate em questão,

Creio que temos de dividir a nossa actuação em 3 âmbitos.

1º Razões do porquê da limitação do acesso ao Parlamento Europeu apenas por Partidos Políticos.

Onde poderemos desde logo apresentar o nosso descontentamento ao público em geral por esta notória falta de democracia no acesso aos órgãos de governação, ainda que Europeus, enquanto não nos conseguimos organizar num Partido de modo a conseguirmos apresentar uma candidatura ao Parlamento Europeu.

2º O que nos leva a querer concorrer.

Onde poderemos frisar a falta dos Partidos em aproximar a Europa, enquanto Instituíções Políticas, ao Cidadão Comum.
O aparente interesse destes em promover apenas o desenvolvimento e manutenção de situações que lhes permitam apresentar ou servir enquanto propostas eleitorais ou de campanha eleitoral, ao invés de se preocuparem com as reais condições dos Cidadãos Europeus.
O facto de os Políticos, estarem mais vocacionados a defender uma visão política Europeia, que no fundo apenas esteja votada para a manutenção e criação de mais cargos políticos e onde o Comum Cidadão tenha cada vez menos voto na matéria, tal como é o caso da presente Constituição, que defende uma visão Federalista da Europa, onde apenas somos tidos e achados para a rectificar e onde há Nações que até isso estavam dispostos a evitar.
E todos os demais pontos que considerarmos válidos, como os já apresentados pelo Nuno Cardoso da Silva.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:

a) que os cidadãos se não interessam pela Europa porque a Europa nada lhes proporciona;
b) que a Europa, tal como funciona, apenas interessa ao mundo empresarial, e neste apenas aos mais competitivos;
c) que os governos e as instituições políticas devem existir sobretudo para benefício dos mais carenciados;
d) que a Europa precisa de marcar uma posição no mundo que seja coerente e distinta da dos Estados Unidos da América;
e) que a Europa, tal como está organizada, pouco mais é do que uma ficção incapaz de servir os objectivos dos europeus;
f) que é urgente criar uma estrutura institucional que sirva os interesses comuns dos europeus sem subverter as identidades nacionais;

3º Apresentarmos então as nossas propostas e soluções.
De onde poderei deixar a título de exemplo o quadro já apresentado por Nuno Cardoso da Silva.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
Propõem-se os seguintes pontos programáticos para a Europa:

1. Complementar a Europa económica com uma Europa social.
2. Transferir progressivamente para a União Europeia a gestão da assistência médica (Serviços nacionais de saúde) e da segurança social dos diversos estados membros, de forma a disponibilizar uma igualdade de benefícios a todos os europeus, comparável com a igualdade de oportunidades económicas já existente, fruto da união económica e monetária.
3. Caminhar para uma estrutura confederal em que a confederação terá responsabilidades exclusivas nas seguintes áreas: moeda (através do BCE), política e relações externas, defesa e segurança externa, saúde pública, ensino superior, exploração do espaço, desenvolvimento de energias alternativas, segurança social e defesa da concorrência, ficando tudo o resto no âmbito das responsabilidades dos governos nacionais.
4. Criar impostos europeus sobre o consumo e sobre os rendimentos que possam financiar as responsabilidades confederais, ao mesmo tempo que se reduzem os impostos nacionais, de forma a garantir o não agravamento da carga fiscal total.
5. Transformação das instituições europeias de forma a adaptá-las às responsabilidades confederais:
- Responsabilidade legislativa exclusiva do Parlamento Europeu nas áreas confederais;
- Criação de uma segunda câmara do Parlamento Europeu, em que cada Estado-membro terá a mesma representação;
- Transformação da Comissão Europeia num governo confederal com responsabilidades apenas nas áreas de competência confederal;

E por aí fora...

Creio no entanto que é prematuro lançar a seguinte situação até que um modelo Confederalista fosse aceite ou desejado pela Europa.

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
- Designação de um Imperador hereditário, chefe de estado da confederação, com funções exclusivamente cerimoniais e de representação, sem competências políticas, que ajudasse a criar uma identidade europeia;

Apesar de eu concordar com o mesmo, o apresentar desde logo de uma Nação "Unida", por muito Confederal que fosse, seria dar um passo além do que os presentes Políticos estão dispostos a dar, mesmo estando nós num presente cada vez mais Federalista.
Estes agem de forma a não dar a entender que caminhamos para uma Nação Única, mas caminham nesse sentido e tentam evitar qualquer situação que tal demonstre de modo a não fragilizar a ligação que tenham com os Cidadãos Nacionais, os quais na sua maioria serão adversos, ainda, a tal ponto.
Não creio dessa forma, que sermos nós a levantar esta questão que tal nos iria beneficiar.
Tanto que a questão da Confederação é precisamente o de manter tanto quanto possível a Independência de cada Nação, sendo apenas entregues a um Governo Central as pastas que sejam consideradas necessárias.
A necessidade de um Governo Central com os devidos "trapos" a si associados é mais uma questão de racionalidade do que outra situação, isto quanto a mim é claro.

Deixo à vossa consideração a minha visão do que deverão ser os passos a seguir.

Um abraço,

IzNoGuud
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Lobo
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 18 Maio - 16:46:16

Talvez irei agora fugir um pouco ao tema ou temas em discussão aqui, mas creio que esta é uma questão que é intressante no ambito da ideia de monarquiua social.

Ultimamente tem andado muito em voga um palavrão novo e o palavrão é felxigurança ou flexisegurança, o termo/conceito vem de um país escandinavo com uma sociedade muito diferente da nossa (Portuguesa para alguns...) com uma mentalidade diferente da nossa entre outras coisas, o conceito pelo que me é dado a entender passa por uma coisa do tipo felixibilidade e liberalização nos despedimentos em troca de subssidios de elevado valor suportados por uma segurança social eficiente e digna, ora por cá subssidios dignos para quem trabalha e segurança social eficiente e digna é aquilo que se vê, e há a tão innevitável constatação que haveria logo por aí quem se aproveitasse em larga escala e fizesse disso um modo de vida passar a viver á pala desses subssídios supostamente elevados descurando a proucura de trabalho, ou seja o típico contribuir o menos possivel mas sacar o mais possível, e por consequencia da referida conclusão há a consequente atitude do vamos apenas adoptar o termo felxi para o geral ficando a segurança reservada apenas para... aquilo que já sobejamente se sabe.

Desculpem-me as poucas palavras mas o tempo infelismente não me é muito.

no entanto gostaria que comentassem e dessem a vossa opinião

cumprimentos
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 18 Maio - 19:03:24

Caro IzNoGuud,

Mais uma vez obrigado pelos seus comentários.

Dado que nenhum partido ou governo de países europeus está disposto a avançar, um milímetro que seja, na construção de uma Europa que reuna a necessidade de união e eficácia e a necessidade de salvaguardar as identidades nacionais, e dado que a nossa sobrevivência colectiva pode depender de o conseguirmos fazer, parece-me que há espaço para surgir um movimento político que não tenha medo de ser lógico e coerente com essas necessidades. Face à paralisia política, quem aparecer com um projecto coerente e bem construído pode vir a tirar dividendos muito interessantes.

Por isso é que me parece urgente avançar para a criação de um movimento com capacidade eleitoral, para poder concorrer às próximas eleições europeias e ganhar algum espaço de manobra, tanto a nível da Europa como a nível nacional. É muito mais fácil levar os eleitores a votarem num partido pequeno nas eleições europeias do que nas eleições para a AR. Mas qualquer sucesso a nível das eleições europeias - nem que fosse um lugarzinho no PE - pode acabar por criar o espaço necessário para uma entrada na AR.

Por isso volto a sugerir uma reunião num futuro próximo, para debater isto cara a cara e, se tal for a vontade dos presentes, iniciar o processo de recolha de assinaturas. Parece-me um passo essencial que nos dará um instrumento que muito útil poderá vir a ser no futuro.

Um abraço

Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 18 Maio - 19:19:47

Caro Lobo,

A ideia da "flexisegurança" pouco mais é do que uma manobra desesperada para salvar o fundamentalismo neo-liberal num contexto de erosão crescente da segurança social. Face a uma exclusão social crescente, resultante de um capitalismo neo-liberal totalmente descontrolado, procura-se salvar esse capitalismo sacrificando cada vez mais quem trabalha. A "flexisegurança" é muito mais "flexi" do que "segurança", e procura convencer quem trabalha por conta de outrém que é possível salvar os postos de trabalho e garantir alguma segurança social à custa da precarização crescente dos vínculos laborais. O que é uma ilusão. Como costumo dizer aos meus alunos de economia, dada a crescente capacidade tecnológica dos chineses e indianos, só conseguiremos concorrer com eles à custa de uma aproximação crescente das nossas condições laborais das que vigoram na China e na Índia... Se eles se aproximam cada vez mais dos nossos níveis de competência profissional e ganham muitíssimo menos, teremos de reduzir os nossos custos do factor trabalho aos níveis deles, se quisermos salvar a globalização.

É óbvio que a alternativa é acabar com a globalização, reduzindo a liberdade de comércio a regiões onde os países têm niveis de desenvolvimento semelhante. Ou seja, a Europa, a América do Norte, a América Latina, a África, etc., constituiriam cada uma uma região onde a liberdade de comércio é possível porque não há grandes divergências de desenvolvimento entre os países que as constituem. O que se traduziria, para a Europa, numa pequena subida do custo de vida mas também numa preservação dos postos de trabalho e dos sistemas de segurança social. O que é muito mais interessante do que qualquer pseudo-flexisegurança. Também aqui poderíamos aparecer com alternativas políticas susceptiveis de conquistar uma parte do eleitorado, porque os partidos existentes estão todos inquinados pelo pensamento neo-liberal.
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sab 19 Maio - 12:23:44

Nuno Cardoso da Silva escreveu:
...Por isso volto a sugerir uma reunião num futuro próximo, para debater isto cara a cara e, se tal for a vontade dos presentes, iniciar o processo de recolha de assinaturas. Parece-me um passo essencial que nos dará um instrumento que muito útil poderá vir a ser no futuro...

Caro Nuno Cardoso da Silva estou totalmente de acordo consigo, mas como por norma as pessoas demoram sempre muito tempo até se conseguir avançar.
Pedia-lhe que fosse o Sr. a arrancar com o processo, devido à sua experiência e até carisma no meio monárquico e não só.
Eu tanto quanto possível estarei disponível para ajudar, não podendo é comprometer-me com presenças físicas em reuniões devido à minha limitada capacidade de dispor de tempo por razões profissionais.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 7 Jun - 13:59:21

Como português e como monárquico considero essencial que haja uma candidatura ao Parlamento Europeu, em 2009, influenciada por nós. Não sou um entusiasta visceral de uma Europa unida, mas acho que os perigos que enfrentamos no mundo de hoje - em grande parte derivados das políticas irracionais dos Estados Unidos - exigem uma Europa unida e forte, não só do ponto de vista económico mas também político e militar. Se não quisermos ou formos capazes de criar um instrumento de intervenção eleitoral - o já proposto por mim Movimento Social Português -, vou ter de tentar que o PCTP/MRPP aceite apadrinhar uma candidatura ao Parlamento Europeu encabeçada por mim ou por alguém que veja a construção da Europa de forma semelhante à minha. Julgo que só teríamos a perder se tivéssemos de depender do PCTP para isso, pelo que insisto na necessidade de criarmos o nosso próprio instrumento. Mas, para decidirmos de coisas deste tipo, precisamos de realizar urgentemente o nosso encontro. Para cortar o nó górdio das nossas hesitações, proponho ao nosso amigo José Tomaz Mello Breyner, como nosso anfitrião, que determine uma data em Julho para nos receber, e aparece quem quiser.
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 7 Jun - 17:44:47

Caro Professor

A vossa data é a minha. Estou às ordens.

Um abc

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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 7 Jun - 22:26:55

Quando quiserem!
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 7 Jun - 22:53:18

Um sábado ou um domingo?
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Hoje à(s) 10:52:37

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