MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
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 O passo seguinte

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Nuno Cardoso da Silva
Almirante do Império
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MensagemAssunto: O passo seguinte   Qua 9 Maio - 17:06:58

Agora que o nosso forum regressou a uma certa calma digna, acho que é o momento de pensar nos passos a dar a seguir.

Parece-me que deveríamos participar com uma lista de candidatos às eleições para o Parlamento Europeu, já que são as eleições menos dominadas pelos partidos e onde poderíamos ser ouvidos. No entanto, nesta abençoada oligarquia, as candidaturas ao Parlamento Europeu têm de ser apresentadas por partidos políticos. O que é uma aberração e uma prepotência, mas é assim. Portanto acho que deveríamos constituir uma estrutura com capacidade eleitoral - um partido - que poderíamos utilizar sempre que, por razões estratégicas ou tácticas, quiséssemos participar em eleições. O que necessita, se não estou em erro, de 5000 assinaturas.

A constituição de um partido não significaria a obrigação de participar em eleições, mas apenas a faculdade de o fazer, se para tal houvesse razões válidas.

O nome da organização devería ser tão neutro quanto possível, sem a palavra "partido" e sem a designação "monárquico", para evitar reflexos de Pavlov.

O nome que mais me agradaria é:

Movimento Social Português

Mas espero que surjam outras propostas para que se possa escolher. As vantagens que vejo neste nome são o de evitar a designação "partido", o de chamar a atenção para as nossas preocupações sociais sem nos designarmos como "socialistas" - e piscando o olho à doutrina social da Igreja -, o de nos classificar essencialmente como "portugueses" e não como pertencentes a um qualquer "ismo".

Se a constituição de uma organização com capacidade eleitoral for vista como um instrumento estratégico importante, então proporia que nos reuníssemos para decidir o modus operandi do processo.

Fico a aguardar os vossos comentários.

Nuno Cardoso da Silva
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Mariz
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MensagemAssunto: ??????   Qua 9 Maio - 23:06:54

Só não entendo o porquê desta ideia de um partido monarquico se ele já existe e pelo que sei o Senhor até já foi presidente. Não seria mais simples voltar ao partido e desenvolver as suas ideias.

Tanto quanto sei saiu por desentendimentos e intrigas provocadas pelo sr. Bragança, também é publico que o partido está limpo de bragancinhas.

Para quem se identifica com o esquema dos partidos o melhor é mesmo aderir ao PPM e traçar linhas para além da onda ecológica, por exemplo a sua monarquia social!

Ou então criar uma estrutura muito forte ( tipo cavaleiresca) com muitas centenas de pessoas e depois seleccionar alvos dentro dos grandes partidos, substituindo os que estão pelos que queremos que lá devem estar.
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qua 9 Maio - 23:33:50

Caro Senhor Professor Nuno Cardoso da Silva,

Eu percebo a sua proposta, mas o que o faz pensar que seríamos ouvidos no Parlamento Europeu? Se a Europa se tornou numa coutada maçónica, penso que nem “pintados de ouro” nos ouviriam.
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RBaltazar
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 1:13:08

Caro Dr. Nuno Cardoso da Silva,


Aprecio a sua proposta, é uma forma de sairmos da sombra e de sermos ouvidos a nível europeu, ainda que eu esteja um pouco fora do esquema partidário. Para o futuro, é uma grande estratégia, só temos que a realizar.
Embora ainda que seja uma demonstração de que aceitamos (ainda que indirectamente) o jugo republicano e toda a sua oligarquia nojenta, mas se for em prol do nosso movimento e do bem comum, sabem que podem contar comigo.


Contudo, temos que compreender o seguinte:


1º Um partido é sempre um partido, independentemente do nome que se lhe queira dar!

2º No caso de se formar um partido, penso que não seria boa ideia retirar a denominação "monárquico". Somos o que somos, e só temos que assumí-lo. Se formos adiante "mascarados", decerto que não seremos valorizados por isso, e até poderemos ter surpresas. Temos a nossa ideologia e defendê-mo-la! Peço perdão pela expressão, mas ou somos ou não somos!

3º Já que a formação de um partido político é um instrumento estratégico importante, porque não esse partido ser AMT?! O PPM actualmente representa uma facção, por muitas voltas que se possa dar, todos os movimentos representam facções, desde a Causa Real ao PPM, excepto a AMT!



Se for para se formar um partido para se juntar de igual modo a todos os outros não valerá apena!



Aqui deixei as minhas sinceras opiniões!


Ruben Baltazar
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 1:51:16

Mais um assunto a discutir na reunião....assim que o António dê o OK para a mesma!! Razz
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 2:30:21

Não gosto de partidos, mas sem um - mesmo se só de nome - ficamos em fora de jogo permanente, e só nos restaria a acção revolucionária.

As pessoas que fizessem esse partido, porque teriam de ser pessoas de bem, só o utilizariam no quadro das estratégias definidas.

O PPM é tão mau como os outros, apenas em muito pequeno. Não me voltavam a apanhar lá nem que me dessem o meu peso em ouro...

Um partido em que estivermos não precisa da designação de monárquico, pois que, na sua essência, não pode ser senão monárquico. Mas não vale a pena afastar a priori pessoas que podem comungar dos mesmos valores que nós, não sendo monárquicos. O objectivo é salvar Portugal, não é o de restaurar a Monarquia. Essa restauração aparecerá naturalmente se formos melhores, mais honestos, mais patriotas, do que os outros. A estratégia da restauração terá de ser a de convencer os outros portugueses de que se somos bons e somos monárquicos, é porque ser-se monárquico deverá querer dizer ser-se bom. E esperar que eles não olhem muito de perto alguns que nós conhecemos e se intitulam monárquicos...
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 2:34:05

O Conjurado escreveu:
Caro Senhor Professor Nuno Cardoso da Silva,

Eu percebo a sua proposta, mas o que o faz pensar que seríamos ouvidos no Parlamento Europeu? Se a Europa se tornou numa coutada maçónica, penso que nem “pintados de ouro” nos ouviriam.

A questão não é tanto a de sermos ouvidos no Parlamento Europeu, mas sermos ouvidos em Portugal porque estamos no Parlamento Europeu...
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Pedro Reis
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 2:58:30

A ideia é deliciosa.

O erro da república foi ser a escolha por o menor dos males, quando os males não foram devidamente ponderados.

Ao contrário dos nossos confrades pensam, não é essencial restaurar a monarquia sob qualquer forma, o que tem de haver é um projecto de regime, um programa de governo, objectivos claramente definidos quanto ao que é fundamentalmente o superior interesse dos portugueses e uma dedicação canina a estes presuspostos.
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Lobo
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 8:39:25

Assim sim!

estou a gostar do que aqui leio, por favor continuem...
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Mariz
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MensagemAssunto: RE   Qui 10 Maio - 10:47:20

Senhores,

Se não gostam do rumo do PPM, porque não se inscrevem juntam e concorrem como oposição!

O PPM mal ou bem goza da simpatia dos portugueses. Porque não formam um corrente dentro do partido, como existe em todos os partidos grandes.

O PPM é pequeno mas suficientemente atractivo para que os grandes lhe deem espaço na AR.


Eu como sou contra os partidos quanto mais aparecerem pior.

Quanto à revolução, existem muitos tipos e eu sou a favor de uma tipo Gandi!
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Aidé Quental
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 11:03:46

Xõr Matrix

Nã éh ka sua ideia, nã éh má? U PPM até ke podia mudar de nome komo fez o PPD i o CDS, nã ehra preçisso arranjar os 5000 açinatures. O PPM eh mui conhecide eh propagande que nã eh preçize fazer pork todu munde coñeçe.

Pode PPM parlare di outre koisa k nã ecologie komo sisteme sim partidus

mim botar arriba nu PPM

Boa malha Mariz

Sue
Aidé
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 12:17:58

Para vossa apreciação:

Citação :
Pontos programáticos de uma candidatura ao Parlamento Europeu

Considerando:

a) que os cidadãos se não interessam pela Europa porque a Europa nada lhes proporciona;
b) que a Europa, tal como funciona, apenas interessa ao mundo empresarial, e neste apenas aos mais competitivos;
c) que os governos e as instituições políticas devem existir sobretudo para benefício dos mais carenciados;
d) que a Europa precisa de marcar uma posição no mundo que seja coerente e distinta da dos Estados Unidos da América;
e) que a Europa, tal como está organizada, pouco mais é do que uma ficção incapaz de servir os objectivos dos europeus;
f) que é urgente criar uma estrutura institucional que sirva os interesses comuns dos europeus sem subverter as identidades nacionais;

Propõem-se os seguintes pontos programáticos para a Europa:

1. Complementar a Europa económica com uma Europa social.
2. Transferir progressivamente para a União Europeia a gestão da assistência médica (Serviços nacionais de saúde) e da segurança social dos diversos estados membros, de forma a disponibilizar uma igualdade de benefícios a todos os europeus, comparável com a igualdade de oportunidades económicas já existente, fruto da união económica e monetária.
3. Caminhar para uma estrutura confederal em que a confederação terá responsabilidades exclusivas nas seguintes áreas: moeda (através do BCE), política e relações externas, defesa e segurança externa, saúde pública, ensino superior, exploração do espaço, desenvolvimento de energias alternativas, segurança social e defesa da concorrência, ficando tudo o resto no âmbito das responsabilidades dos governos nacionais.
4. Criar impostos europeus sobre o consumo e sobre os rendimentos que possam financiar as responsabilidades confederais, ao mesmo tempo que se reduzem os impostos nacionais, de forma a garantir o não agravamento da carga fiscal total.
5. Transformação das instituições europeias de forma a adaptá-las às responsabilidades confederais:
- Responsabilidade legislativa exclusiva do Parlamento Europeu nas áreas confederais;
- Criação de uma segunda câmara do Parlamento Europeu, em que cada Estado-membro terá a mesma representação;
- Transformação da Comissão Europeia num governo confederal com responsabilidades apenas nas áreas de competência confederal;
- Designação de um Imperador hereditário, chefe de estado da confederação, com funções exclusivamente cerimoniais e de representação, sem competências políticas, que ajudasse a criar uma identidade europeia;
- Eliminação do Conselho Europeu e sua substituição por conferências de ministros dos governos nacionais para coordenação de políticas que não estejam abrangidas pelas competências da confederação;
6. Criação de forças armadas europeias de intervenção.
7. Admissão da confederação no Conselho de Segurança das Nações Unidas, como membro permanente, em substituição da França e da Grã-Bretanha.
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Vasconcellos
Contra-Almirante
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 12:52:57

Assunto: Leiam e pensem!

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como
Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a
ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto,folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco
interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois
reclamam do governo por não limpar os esgotos.

Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é
"muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política,
histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por
semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido,fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.


Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.


Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...


Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?


Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda..

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!


EDUARDO PRADO COELHO
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Lobo
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 16:44:16

então sr vasconcellos, se não gosta tem bom remédio, vá se embora, emigre! como o nome que usa faz jus aquilo que demonstra e já demonstrou por aqui, a porta da rua é serventia gratuita cá da casa, mas se não couber na porta há sempre a janela.

já agora faço aqui uma pergunta, se o PPM tem assim tanto a simpatia dos Portugueses qual é afinal a expressão eleitoral do partido? isto no universo eleitoral!! e já agora o deputado do PPM na AR está lá com que legitimidade eleitoral? será que tem mesmo o nª de votos exigido e adequado para lá ir polir o assento com o fundo das calças? é engraçado estes srs do PPM atacam tanto uns e criticam tanto a república mas sempre que podem "metem-se debaixo da mesma e fazem-lhe favores a baixo preço" é só moralidade!!

Sr Nuno Cardoso, tenho vindo a ler atentamente e acompanhar as ideias que aqui expõe, embora me identificando com a grande parte delas, e partilhando o mesmo sentimento que o sr tem pelos partidos, há um ponto no qual me levanta algumas dúvidas e esse é quando defende um imperador europeu herditário. No que refere a parte herditária não acha que mais cedo ou mais tarde iria haver a tentação de cair numa especie de império da europa onde as identidades inacionais iriam acabar por ser suprimidas e haver uma familia imperial europeia com que a maioria dos povos da europa não se identificaria? não seria mais lógico dentro daquilo que defende haver um império á semelhança do sacro império romano germânico onde os imperadores eram eleitos?
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 17:55:46

Caro Lobo,

Hesitei antes de lançar aqui a ideia de um Imperador para a Europa, porque é fácil transformar essa ideia numa bizarria de monárquico... Vejo um Imperador para a Europa um pouco como o Imperador do Japão, na actualidade, com um papel cerimonial e representativo e sem qualquer poder político. O que elimina quaisquer problemas quanto à sua sucessão hereditária. Não tendo funções políticas, basta que seja uma pessoa séria e conscienciosa, e a hereditariedade nunca fará dele uma figura de contestação.

Fazer a Europa - e para mim a Europa não é um sonho ou um ideal, mas uma urgente necessidade prática - exige gerar uma certa identidade europeia que nos torne todos um pouco mais solidários uns dos outros. Nada melhor do que uma Família Imperial - e desde já lhe digo que as minhas preferências vão para a Família de Habsburgo, com os seus múltiplos laços com a maioria das casas reais da Europa - para implantar alguma afectividade onde, por agora, só há números. Não seria o suficiente para nos fazer transferir as nossas primeiras lealdades do nosso país para a Europa, mas faria com que nos víssemos como algo mais do que uma colecção de egoísmos naconais. E se o Imperador tivesse residências oficiais em vários locais da Europa, e passasse parte do ano em todas elas, isso far-nos-ia sentirmo-nos mais próximos de uma estrutura que, necessariamente, estará sempre algo longe. É um truque, se quiser, mas um truque necessário para gerar uma dinâmica emocional numa construção que não pode ser deixada apenas aos empresários e aos políticos...
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 18:21:03

Meus caros,

É bom ver que o Conceito de Confederação para a Europa, é visto com agrado pela AMT.

Um abraço,

IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 18:40:52

Caro Dr. Nuno Cardoso da Silva,

Eu tenho de discordar da sua ideia.
Originar um partido para sermos ouvidos pelos estrangeiros porque os nacionais não nos ouvem, acho um a ideia errada. Isso só nos afastaria mais do Povo Português.
Não é o sistema que tem de ouvir a nossa voz, mas sim o povo.
Quanto à ideia de um Imperador Europeu, rejeito totalmente essa proposta. Para mim, jamais me identificaria com um imperador que não fosse português. Acho uma falta de respeito pela nossa história e por nós próprios como patriotas.

E quanto à sua posição em relação à Europa, a AMT deixa bem claro o que defende:

Mais concretamente, considera-se:
5.1 Que os objectivos prioritários de política nacional não são servidos pela permanência na União Europeia, pelo que Portugal deveria abandonar essa União dentro de um prazo tão curto quanto possível.
5.2 Que os interesses portugueses na Europa são adequadamente servidos dentro do quadro da EFTA ou do EEE (Espaço Económico Europeu), garantindo o livre acesso aos mercados europeus mas permitindo que Portugal mantenha políticas económicas ajustadas às suas necessidades e ao seu desenvolvimento.
5.3 Que Portugal deve procurar fortalecer os laços económicos e políticos com os outros países lusófonos, procurando fomentar a criação de uma Confederação do Atlântico Sul, que englobe Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e a Guiné-Bissau.
Ora isto é incompatível com a sua proposta.

Cumprimentos,
Bruno Reis
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 19:01:26

Caro Conjurado,

Citação :
Originar um partido para sermos ouvidos pelos estrangeiros porque os nacionais não nos ouvem, acho um a ideia errada. Isso só nos afastaria mais do Povo Português.

Não consigo imaginar onde é que foi buscar que era isso que eu queria. O que eu disse foi que concorrer às eleições para o Parlamento Europeu era uma forma de fazer com que os portugueses nos prestassem atenção. Exactamente o contrário do que sugere...

O problema não está no Imperador, mas sim em saber se a Europa vale ou não vale a pena ser construida. O Imperador seria apenas um instrumento para tornar essa Europa mais sólida DESDE QUE ACHÁSSEMOS QUE ELA VALIA A PENA SER CONSTRUIDA.

Agora, o meu caro amigo tem razão em referir a postura anti-europeia de alguns textos da AMT. Eu também perfilhei esse sentimento anti-europeu mas, depois de alguns anos de reflexão - e dou uma cadeira de Socioeconomia da União Europeia na universidade - fui obrigado a rever a minha anterior posição. Continuo a não me sentir entusiasmado pela Europa, e preferia um futuro exclusivamente lusófono para todos nós, mas o facto é que a Europa, com os seus valores civilizacionais, que são em grande parte também os nossos, se tornou essencial para evitar que o mundo venha a ser vítima das loucuras americanas. É necessário um polo de poder económico, político e militar, que sirva de travão ao imperialismo americano ou, pelo menos, que nos livre das piores consequências desse imperialismo desregrado. Se o não conseguirmos, veremos um mundo cada vez mais polarizado entre os EUA e a China, com uma forte possibilidade de um dia haver uma guerra nuclear entre eles. Logo, precisamos da Europa, mesmo que ela não nos entusiasme. O que é preciso é evitar que a construção necessária da Europa seja feita de tal forma que as nossas identidades nacionais desapareçam.

A minha actual posição é perfeitamente realista, e muito pouco idealista. Não sonho com a Europa. Mas sei que precisamos de afirmar os nossos valores civilizacionais - tão diferentes dos americanos - e só uma Europa unida (mas não uniforme!) pode conseguir.
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O Conjurado
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Qui 10 Maio - 19:44:12

Caro Dr. Nuno Cardoso da Silva,

Agradeço a explicação que deu, fiquei mais aliviado.

De facto numa perspectiva futura a Europa tem de se afirmar. Mas como podemos observar, a Europa iniciada no Tratado de Roma está condenada. A nossa cultura tem semelhanças, mas, felizmente ainda existem muitas diferenças, diferenças essas que nos fazem únicos no mundo.
Quanto ao Imperador Europeu qualquer que seja o seu grau de poder, recuso totalmente essa ideia. Portugal é representado por portugueses, nunca por estrangeiros.
De facto a China vai disputar, sem dúvida alguma, com os EUA o papel de grande potência económica, o século XXI pertence à China, os americanos e os europeus que se preparem.
Eu não consigo confiar nesse projecto chamado Europa, somos antigos de mais para permitir que isso aconteça.
Penso que o futuro de Portugal não se encontra na Europa, mas sim no rumo tomado há 500 anos por D. João II.
Com a adesão à Europa vendemos a nossa dignidade. Os dinheiros que de lá recebemos além de pagarem auto-estradas defeituosas criaram-nos uma situação de dependência e vassalagem nunca antes vista. É um ultraje. Prezo muito a nossa independência, mas infelizmente a verdade é que por estarmos tão dependentes do estrangeiro agora “não podemos viver sem ele”. É necessário criar a alternativa.
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Vasconcellos
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 0:36:57

Sr. Lobo

O PPM tem mais votos que as organizações como a Causa Real, logo tem mais legitimidade!
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Lobo
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 2:12:30

Sr vasconcellos

a causa real alguma vez porventura se apresentou a votos em alguma eleição nacional?

sinceramente, não mas muito sinceramente, o que aqui diz e apresenta só faz sentido numa anedota!

legitimidade eleitoral da treta!!!
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 11:40:03

Caro Conjurado,

Se fosse possível criar, num futuro relativamente próximo, uma união de países lusófonos ou, talvez melhor ainda, de todos os países de língua portuguesa e espanhola, e eu deixaria alegremente aos europeus de além-Pirinéus o cuidado de fazerem eles a Europa, sem nós. É porque a política é a arte do possível que não podemos ficar excessivamente presos ao desejável que não é possível. A Europa é necessária e é possível. Façamo-la, e se algum dia o mundo hispânico se organizar, então podemos sempre recorrer à "jangada de pedra" e mudarmo-nos para onde estiver o nosso coração.

Quanto à questão do Imperador e à minha sugestão da Casa de Habsburgo, lembro que Otão de Habsburgo é filho da Imperatriz Zita da Áustria, cuja mãe era a Infanta Dona Maria Antónia de Bragança. Otão de Habsburgo é bisneto de D. Miguel I, o que faz com que não seja tão "estrangeiro" como poderia recear. Lembro-me de ter estado com ele em Junho de 1974, em Munique, e de ele ter tido palavras de enorme simpatia para com Portugal. Depois, a existência de um Imperador cerimonial na Europa não impediria a possibilidade de termos o nosso próprio Rei. Não esqueçamos que no segundo império alemão, fundado em 1871, havia um Imperador da Alemenha mas havia as várias casas reais nos países constituintes desse império, tais como a Baviera, o Hanover, o Wurtemberg, etc.
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 11:46:35

Gostava de voltar à essência da minha proposta inicial, sobre as vantagens de criar uma estrutura com capacidade eleitoral, para podermos ter uma acção política mais eficaz. Merece que nos reunamos para a discutir?...
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Vasconcellos
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MensagemAssunto: RE   Sex 11 Maio - 12:21:47

Sr. Nuno Cardoso da Silva,

Com o fartum que o povo tem de politicos e partidos, sem dinheiro como é que o senhor vai colocar as coisas de pé?

Qual é a diferença das suas propostas que vão assim de um dia para o outro cativar as pessoas?

Obrigado, Vasconcellos
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Re: O passo seguinte   Sex 11 Maio - 12:54:56

Vasconcellos escreveu:
Sr. Nuno Cardoso da Silva,

Com o fartum que o povo tem de politicos e partidos, sem dinheiro como é que o senhor vai colocar as coisas de pé?

Qual é a diferença das suas propostas que vão assim de um dia para o outro cativar as pessoas?

Obrigado, Vasconcellos

As questões de ordem prática são relevantes mas acho que podem ser resolvidas - tal como podem nunca ser resolvidas... Mas a primeira questão é: devemos nós controlar um instrumento de acção política que nos permita intervenção eleitoral sempre que tal for considerado util? Se sim, então temos de nos debruçar sobre o assunto.
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