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 Vale a pena ler

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Valdez
Almirante do Império
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MensagemAssunto: Vale a pena ler   Ter 1 Maio - 11:12:23

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?idCanal=0&id=186512

Pedro Namora, Felícia Cabrita e Manuela Moura Guedes são três personalidades que sempre defenderam as vítimas de abusos sexuais da Casa Pia. Três anos depois do escândalo ter sido tornado público, Pedro Namora foi despedido da Câmara Municipal de Odivelas (coordenava o gabinete de Turismo), Felícia Cabrita teve de deixar o ‘Diário de Notícias’ (trabalhava na revista ‘Grande Reportagem’) e Moura Guedes abandonou a apresentação do ‘Jornal Nacional’, da TVI.






Contactado pelo CM, o antigo casapiano confirmou que foi despedido da Câmara de Odivelas – presidida por Susana Amador (Partido Socialista) – mas fez questão de garantir que irá “continuar a dar a cara em defesa” dos jovens que foram abusados sexualmente na instituição que Pina Manique fundou no dia 3 de Julho de 1780.

Já Felícia Cabrita não esconde que o processo Casa Pia pode estar relacionado com a sua saída do ‘Diário de Notícias’. “Fui eu que quis deixar o jornal, mas é minha convicção que, por tudo quanto escrevi relacionado com o processo de pedofilia, iria ser perseguida. Prova disso é que, quando fui tratar da rescisão, disseram-me que não me enquadrava no projecto para a nova revista que o ‘DN’ vai lançar”, disse ao CM a jornalista que, em Novembro de 2002 assinou no semanário ‘Expresso’ a peça que deu origem ao processo Casa Pia.

Sem se deter, Felícia Cabrita acrescentou: “Antes de mim afastaram Joaquim Vieira da direcção da ‘Grande Reportagem’. Acho que ele saiu por causa das crónicas que, sob o título de ‘O Polvo’, escreveu sobre os mandatos presidenciais de Mário Soares e por ter permitido a publicação de escutas do processo Casa Pia que envolviam dirigentes do PS. Demitir Joaquim Vieira de um dia para o outro foi altamente suspeito.”

A jornalista salienta, ainda, estar convicta de que o poder político tentou “tirar” Catalina Pestana da Provedoria da Casa Pia, que está por detrás do “cerrado ataque” que tem sido feito ao procurador-geral da República, Souto Moura, e da saída de Manuela Moura Guedes da apresentação do principal bloco noticioso da TVI.

“No caso da dra. Catalina Pestana só a intervenção do Presidente da República, Jorge Sampaio, impediu que a afastassem da Casa Pia. Quanto a Manuela Moura Guedes é incompreensível o que se passou. Ela é a grande responsável pela brutal audiência do ‘Jornal Nacional’ e, a não ser que falemos em pressões políticas, o seu afastamento não tem qualquer lógica.”

Contactada também pelo CM, Manuela Moura Guedes não quis abordar as razões que a levaram a deixar a apresentação do ‘Jornal Nacional’ da TVI, mas observou que, em relação ao processo Casa Pia está de “consciência tranquila”. “Como sempre, no futuro estarei ao lado das vítimas, sejam elas vítimas da injustiça, da miséria, da fome, do ostracismo ou da pedofilia”, concluiu.

CASA INVADIDA ÀS SETE DA MANHÃ

António Caldeira foi processado por, no blogue Portugal Profundo, ter divulgado peças processuais do caso de pedofilia. O professor universitário diz que tal só aconteceu por sempre ter defendido as vítimas da Casa Pia: “Sinto que o poder judicial é instrumentalizado pelo poder político. Perdeu a sua autonomia e até deixou de ser um poder. Vi a minha casa invadida às sete da manhã. Ainda era de noite. A casa de minha mãe também foi revistada à mesma hora. Nunca mais me esqueço do que fizeram a uma senhora de 78 anos, por causa do filho ter defendido as vítimas de pedofilia na Casa Pia. Nem nunca mais esquecerei o susto que vi nos olhos dos meus dois filhos menores”.

E acrescentou: “Levaram-me o computador com a minha tese de doutoramento, que só devolveram passados sete meses. Sem mandado, revistaram o carro de minha mulher com ela e os meus filhos lá dentro. Vasculharam e imprimiram a minha correspondência electrónica, apesar de a lei não autorizar a apreensão de correspondência para crimes com pena inferior a três anos de cadeia, que era o meu caso.”

A concluir, António Caldeira reafirmou: “Fui alvo de uma perseguição política, por, alegadamente, ter desobedecido a um despacho judicial que estava em segredo de Justiça. No julgamento provei que não conhecia esse despacho. Só tomei conhecimento dele no dia da sentença que me absolveu do crime de desobediência simples”.
Octávio Lopes






http://www.pt.indymedia.org/ler.php?numero=69197&cidade=1



REVISTA “GRANDE REPORTAGEM”
Joaquim Vieira, que foi despedido da Revista, da qual era director, na última semana de Outubro.


O POLVO (1)

Com Soares, já não há moral para criticar Ferreira Torres, Isaltino, Valentim ou Felgueiras.

Além da brigada do reumático que é agora a sua comissão, outra faceta distingue esta candidatura de Mário Soares a Belém das anteriores: surge após a edição de Contos Proibidos – Memórias de Um PS Desconhecido, do seu ex-companheiro de partido Rui Mateus. O livro, que noutra democracia europeia daria escândalo e inquérito judicial, veio a público nos últimos meses do segundo mandato presidencial de Soares e foi ignorado pelos poderes da República. Em síntese, que diz Mateus? Que, após ganhar as primeiras presidenciais, em 1986, Soares fundou com alguns amigos políticos um grupo empresarial destinado a usar os fundos financeiros remanescentes da campanha. Que a esse grupo competia canalizar apoios monetários antes dirigidos ao PS, tanto mais que Soares detestava quem lhe sucedeu no partido, Vítor Constâncio (um anti-soarista), e procurava uma dócil alternativa a essa liderança. Que um dos objectivos da recolha de dinheiros era financiar a reeleição de Soares. Que, não podendo presidir ao grupo por razões óbvias, Soares colocou os amigos como testas-de-ferro, embora reunisse amiúde com eles para orientar a estratégia das empresas, tanto em Belém como nas suas residências particulares. Que, no exercício do seu «magistério de influência» (palavras suas, noutro contexto), convocou alguns magnatas internacionais – Rupert Murdoch, Silvio Berlusconi, Robert Maxwell e Stanley Ho – para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo, a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal. Note-se que o «Presidente de todos os portugueses» não convidou os empresários a investir na economia nacional, mas apenas no seu grupo, apesar de os contribuintes suportarem despesas da estada. Que moral tem um país para criticar Avelino Ferreira Torres, Isaltino Morais, Valentim Loureiro ou Fátima Felgueiras se acha normal uma candidatura presidencial manchada por estas revelações? E que foi feito dos negócios do Presidente Soares? Pela relevância do tema, ficará para próximo desenvolvimento.


O POLVO (2)

A ética política é um valor permanente, e as suas violações não prescrevem.

A rede de negócios que Soares dirigiu enquanto Presidente (ver esta coluna na anterior GR) foi sedeada na empresa Emaudio, agrupando um núcleo de próximos seus, dos quais António Almeida Santos, eterna ponte entre política e vida económica, Carlos Melancia, seu ex-ministro, e o próprio filho, João. A figura central era Rui Mateus, que detinha 60 mil acções da Fundação de Relações Internacionais (subtraída por Soares à influência do PS após abandonar a sua liderança), as quais eram do Presidente mas de que fizera o outro fiel depositário na sua permanência em Belém – relata Mateus em Contos Proibidos. Soares controlaria assim a Emaudio pelo seu principal testa-de-ferro no grupo empresarial. Diz Mateus que o Presidente queria investir nos media: daí o convite inicial para Silvio Berlusconi (o grande senhor da TV italiana, mas ainda longe de conquistar o governo) visitar Belém. Acordou-se a sua entrada com 40% numa empresa em que o grupo de Soares reteria o resto, mas tudo se gorou por divergências no investimento. Soares tentou então a sorte com Rupert Murdoch, que chegou a Lisboa munido de um memorando interno sobre a sua associação a «amigos íntimos e apoiantes do Presidente Soares», com vista a «garantir o controlo de interesses nos media favoráveis ao Presidente Soares e, assumimos, apoiar a sua reeleição». Interpôs-se porém outro magnata, Robert Maxwell, arqui-rival de Murdoch, que invocou em Belém credenciais socialistas. Soares daria ordem para se fazer o negócio com este. O empresário inglês passou a enviar à Emaudio 30 mil euros mensais. Apesar de os projectos tardarem, a equipa de Soares garantira o seu «mensalão». Só há quatro anos foi criminalizado o tráfico de influências em Portugal, com a adesão à Convenção Penal Europeia contra a Corrupção. Mas a ética política é um valor permanente, e as suas violações não prescrevem. Daí a actualidade destes factos, com a recandidatura de Soares. O então Presidente ficaria aliás nervoso com a entrada em cena das autoridades judiciais - episódio a merecer análise própria.


O POLVO (3)

A empresa Emaudio, dirigida na sombra pelo Presidente Soares, arrancou pouco após a sua eleição (ver esta coluna na anterior GR) e, segundo Rui Mateus em Contos Proibidos, contava «com muitas dezenas de milhares de contos ‘oferecidos’ por [Robert] Maxwell (...), consideráveis verbas oriundas do ‘ex-MASP’ e uma importante contribuição de uma empresa próxima de Almeida Santos». Ao nomear governador de Macau um homem da Emaudio, Carlos Melancia, Soares permite juntar no território administração pública e negócios privados. Acena-se a Maxwell a entrega da estação pública de TV local, com a promessa de fabulosas receitas publicitárias. Mas, face a dificuldades técnicas, o inglês, tido por Mateus como «um dos grandes vigaristas internacionais», recua. O esquema vem a público, e Soares acusa os gestores da Emaudio de lhe causarem perda de popularidade, anuncia-lhes alterações ao projecto e exige a Mateus as acções de que é depositário e permitem controlar a empresa. O testa-de-ferro, fiel soarista, será cilindrado – tal como há semanas sucedeu noutro contexto a Manuel Alegre. Mas antes resiste, recusando devolver as acções e emperrando a reformulação do negócio. E, quando uma empresa alemã reclama por não ter contrapartida dos 50 mil contos (250 mil euros) pagos para obter um contrato na construção do novo aeroporto de Macau, Mateus propõe o envio de um fax a Melancia exigindo a devolução da verba. O governador cala-se. Almeida Santos leva a mensagem a Soares, que também se cala. Então Mateus dá o documento a O Independente, daqui nascendo o «escândalo do fax de Macau». Em plena visita de Estado a Marrocos, ao saber que o Ministério Público está a revistar a sede da Emaudio, o Presidente envia de urgência a Lisboa Almeida Santos (membro da sua comitiva) para minimizar os estragos. Mas o processo é inevitável. Se Melancia acaba absolvido, Mateus e colegas são condenados como corruptores. Uma das revelações mais curiosas do seu livro é que o suborno (sob o eufemismo de «dávida política») não se destinou de facto a Melancia mas «à Emaudio ou a quem o Presidente da República decidisse». Quem, afinal, devia ser réu?


O POLVO (4)

Ao investigar o caso de corrupção na base do «fax de Macau» (ver esta coluna na anterior edição), o Ministério Público entreviu a dimensão da rede de negócios então dirigida pelo presidente Soares desde Belém. A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano, procurador-geral adjunto da República, que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o próprio Soares. Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então procurador-geral da República, Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a caixa de Pandora, implicando uma investigação ao financiamento dos partidos políticos, não só do PS mas também do PSD – há quase uma década repartindo os governos entre si. A previsão era catastrófica: operação «mãos limpas» à italiana, colapso do regime, república dos juízes. Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém, optou pela versão mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o governador de Macau, Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros. Entretanto, já Robert Maxwell abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares, explicando a decisão em carta ao próprio Presidente. Mas logo a seguir surge Stanley Ho a querer associar-se ao grupo soarista, intenção que, segundo relata Rui Mateus em Contos Proibidos, o magnata dos casinos de Macau lhe comunica «após consulta ao Presidente da República, que ele sintomaticamente apelida de boss.» Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares, durante uma «presidência aberta» que este efectua na Guarda. Acrescenta Mateus no livro que o grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina (uma empresa portuguesa arregimentada por Almeida Santos) no gigantesco projecto de assoreamento e desenvolvimento urbanístico da baía da Praia Grande, em Macau, lançado ainda por Melancia, e onde estavam «previstos lucros de alguns milhões de contos». Com estas operações, esclarece ainda Mateus, o presidente fortalecia uma nova instituição: a Fundação Mário Soares. Inverosímil? Nada foi desmentido pelos envolvidos, nem nunca será.


O POLVO (CONCLUSÃO)

O anúncio da recandidatura de Soares veio acordar velhos fantasmas

As revelações de Rui Mateus sobre os negócios do Presidente Soares, em Contos Proibidos (ver anteriores edições desta coluna), tiveram impacto político nulo e nenhuns efeitos. Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela «traição» a Soares (uma tese académica elaborada depois por Edite Estrela, ex-assessora de imprensa em Belém, revelou as estratégias de sedução do Presidente sobre uma comunicação social que sempre o tratou com indulgência). Da parte dos soaristas, imperou a lei do silêncio: comentar o tema era dar o flanco a uma fragilidade imprevisível. Quando o livro saiu, a RTP procurou um dos visados para um frente-a-frente com Mateus – todos recusaram. A omertà mantém-se: o desejo dos apoiantes de Soares é varrer para debaixo do tapete esta história (i)moral da III República, e o próprio, se inter- rogado sobre o assunto, dirá que não fala sobre minudências, mas sobre os grandes problemas da nação. Com a questão esquecida, Soares terminaria em glória uma histórica carreira pública, mas o anúncio da sua recandidatura veio acordar velhos fantasmas. O mandatário, Vasco Vieira de Almeida, foi o autor do acordo entre a Emaudio e Robert Maxwell. Na cerimónia do Altis, viam--se figuras centrais dos negócios soaristas, como Almeida Santos ou Ilídio Pinho, que o Presidente fizera aliar a Maxwell. Dos notáveis próximos da candidatura do «pai da pátria», há também homens da administração de Macau sob tutela de Soares, como António Vitorino e Jorge Coe-lho, actuais eminências pardas do PS, ou Carlos Monjardino, conselheiro para a gestão dos fundos soaristas e presidente de uma fundação formada com dinheiros de Stanley Ho. Outros ex-«macaenses» influentes são o ministro da Justiça, Alberto Costa, que, como director do Gabinete de Justiça do território, interveio para minorar os estragos de um caso judicial que destapou as ligações entre o soarismo e a Emaudio, ou o presidente da CGD por nomeação de Sócrates, Santos Ferreira, que o governador Melancia pôs à frente das obras do aeroporto de Macau. Será o polvo apenas uma bela teoria da conspiração?
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