MONARQUIA TRADICIONAL

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 A matéria prima para reconstruir o País

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rls
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sex 10 Mar - 3:34:06

Caro Senhores,


mdsantiago escreveu:
Caro Andabata

Já agora qual é o papel que atribui aos partidos nesse seu método de eleição?
É que se vai votar num candidato, isto é numa pessoa que lhe dê garantias, para quê o partido?

Até já

Santiago

Mas qual partido?

O partido de D. Duarte, o partido de D. Rosário, o partido da casa de Loulé?

Ou o partido da Sonae.com, ou o partido da Telefónica....

Partidos haverá sempre....

Mais que não seja haverá os partidos dos interesses, sejam eles quais forem e do €€€€€€.

O que realmente importa, neste momento é dar ferramentas a quem elege de faze-lo realmente em liberdade.
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joe war
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sex 10 Mar - 4:12:25

RLS

Citação :


O que realmente importa, neste momento é dar ferramentas a quem elege de faze-lo realmente em liberdade.

E já agora dar ferramentas a quem será eleito, porque isso é igualmente importante.

Joe war
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rls
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sex 10 Mar - 4:15:41

Caro Joe War

joe war escreveu:
RLS

Citação :


O que realmente importa, neste momento é dar ferramentas a quem elege de faze-lo realmente em liberdade.

E já agora dar ferramentas a quem será eleito, porque isso é igualmente importante.

Joe war

Como alguém disse um dia: " boas leis e poderes não faltam em Portugal".

Falta é quem aplique essas leis e faça bom uso desse poderes....

--------------
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andabata
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sex 10 Mar - 4:55:40

rls escreveu:


Mas qual partido?

O partido de D. Duarte, o partido de D. Rosário, o partido da casa de Loulé?

Ou o partido da Sonae.com, ou o partido da Telefónica....

Partidos haverá sempre....

Mais que não seja haverá os partidos dos interesses, sejam eles quais forem e do €€€€€€.

O que realmente importa, neste momento é dar ferramentas a quem elege de faze-lo realmente em liberdade.

Sem dúvida. Mas a existência de partidos formais tem interesse. Desde logo porque pelo menos alguns desses clubes de influências se tornam públicos. Alías, seria engraçado que o chefe de estado pudesse determinar que uma qq. instituição fosse forçada a ter que se representar perante o estado/comunicação social, a ter que votar no parlamento, só para que a posição dessa instituição passasse a ser pública... Os partidos, enquanto instituições com objectivos expressos de poder, servem para que esses objectivos venham à tona.
Servem igualmente para que os seus membros tenham mais facilidade em expressar opiniões ideológicas, ainda que dentro do espartilho partidário: sem um partido, uma opinião como as colocadas neste fórum poderia facilmente ser motivo para perseguição patronal, económica, etc. Embora a pertença a um partido não o evite, sempre simplifica o processo: os líderes partidários não se limitam mandar: são também testas-de-ferro das opiniões dos inscritos.

Ah! E sem dúvida feliz pela promoção a Guarda-Marinha. Espero que não me venha má-sorte com o posto, mas faço votos de subir ao mastro da mezena mal possa para registar as minhas iniciais no topo, como recordação para o dia em que for capitão-de-fragata.
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rls
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MensagemAssunto: Emocracy   Sex 10 Mar - 22:12:13

Ora Viva,

Já que estamos a falar de mudança de sistema, pq não mudar o sistema de eleições....

Parece-me interessante a ideia....


http://emocracia.no.sapo.pt/Emocracy.html

Citação :


EMOCRACY - Rule by Human Emotion

Have you ever think if our election system could be the main cause to society problems?
And if we tried a new one?

Emocracy is something new, maybe someone else already thought about it. Emotion is something that identifies human nature, laws and elections should deal with that. The "Emocracy" word is based on democracy word and emotional intelligence we all have - Emo(tion)cracy. When we vote there are intelligible and non intelligible reasons on the decision we make, there are rational and emotional influences. The vote is not only rational but also a subjective opinion integrated from several sources of information acquired in our daily life. Emocratic election results are different from traditional democracy. Candidates receive absolute classification and visibility results from electors. Emocratic elections feedback can change politic bipolarization and develop thematic emocracy.

"When I talk about voting with Emotion, I don't mean to vote stupidly, with anger and passion, without thinking about the subject, I mean that people must care with their feelings and decide what's the best thing for them, their relatives and their lifes."

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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sab 11 Mar - 0:17:55

Citação :

Como alguém disse um dia: " boas leis e poderes não faltam em Portugal".

Falta é quem aplique essas leis e faça bom uso desse poderes....


Pois, concordo consigo, falta um Rei tradicional numa Monarquia municipal...
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sab 11 Mar - 0:20:13

e já agora parabens pela promoção, não vejo o dia de o tratar por meu caro almirante RLS...

e pelo que vejo está prestes a ser promovido outra vez...isto é que é subir...
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sab 11 Mar - 0:33:08

carissimos

para isto

Citação :

rls wrote:

E os nosso Presidentes de Camara, não chegam? Não servem de exemplo? "Basta ir ao TOTTA", à Suiça, etc, etc.



Os presidentes de câmara são um bom exemplo: temos alguns maus, mas muitos bons e realmente as pessoas fazem-nos saltar quando não estão satisfeitas. Há uma preocupação em atender aos eleitores para ser reeleito. Claro que há quem actue de forma correcta e quem use de todos os truques e mais alguns. Mas realmente, os eleitores sabem que quem está à frente das câmaras depende deles e é com eles que tem de se preocupar - não com os que estão a mais de 100 ou 200 km...

Muito do desenvolvimento regional teria sido impossível sem presidentes de câmara eleitos: antes do 25 de Abril, o que havia dependia apenas das "cunhas" que cada concelho conseguia meter em Lisboa, os concelhos estavam praticamente estagnados. Claro que agora há desperdício, mas face ao dinheiro utilizado nas câmaras, é um desperdício muito menor do que o da administração central

temos isto
Citação :


Todo o instinto de restauração nacional deve ter por base o Municipalismo. Nele ardem ainda sob o monte de cinzas, as brasas vivas do antigo fogo sagrado.

Luís de Almeida Braga

A dignificação política do nosso País conseguir-se-á quando os homens bons de Portugal se resolverem a arrancar os Municípios das mãos em que caíram, cortando pela raiz o partidismo.

António Sardinha


até já

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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sab 11 Mar - 0:34:29

joe war escreveu:
Citação :

Como alguém disse um dia: " boas leis e poderes não faltam em Portugal".

Falta é quem aplique essas leis e faça bom uso desse poderes....


Pois, concordo consigo, falta um Rei tradicional numa Monarquia municipal...

Caro João,

O mais urgente não é mudar, por mudar. Por exemplo, um dos problemas português é que as reformas do ensino nunca chegam a ser reformas verdadeiras porque acaba sempre por não haver tempo para a verdadeira implementação e avaliação da sua prática. E como tal, afagando os umbigos dos teóricos, com a criação e recriação de mais e mais reformas acabamos sempre por não conseguir ter bom resultados.

O que me parece realmente importante é encontrar força para acabarmos com a corrupção e os "interesses" instalados. Como por exemplo, fez um vereador da CML que denunciou uma má prática, excercida por uma empressa que já tem afectada a si, a exploração um numero enorme de recursos públicos, sabe-se lá em que moldes...

Temos de exigir e lutar por uma verdadeira justiça e um ensino que não se resuma ao "Morangos com Açucar"

Deixo-lhe mais um link, com um exemplo, desta vez já em prática de com podemos mudar este país sem haver a necessidade de se reformar tudo:
www.eb1-ponte-n1.rcts.pt

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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sab 11 Mar - 0:54:32

Caro rls

Apesar de correr o risco de me estar a intrometer nesse dialogo (ou monólogo...pela falta de respostas da outra parte...) que se esforça por manter com um João, gostaria de lhe dar a minha opinião.

Citação :

Por exemplo, um dos problemas português é que as reformas do ensino nunca chegam a ser reformas ...

Estou de acordo consigo. A primeira reforma que é perciso fazer no ensino é... REFORMAR TODOS AQUELES QUE FIZERAM, FAZEM OU PRETENDEM FAZER REFORMAS!!!!

depois e continuando no ensino é perciso quebrar uma regar de ouro do sistema. é perciso acabar com o "QUEM SABE, SABE, QUEM NÃO SABE, ENSINA!!!


Citação :


O que me parece realmente importante é encontrar força para acabarmos com a corrupção e os "interesses" instalados.


continuo a concordar consigo,´no ensino é importantissimo acabar com interesses instalados POR PARTIDOS POLITICOS que tem sido o maior espelho do exercicio de más práticas e de exploração de recursos publicos, e sabe-se bem em que moldes!!!

Citação :

Temos de exigir e lutar por uma verdadeira justiça e um ensino que não se resuma ao "Morangos com Açucar"


Desde que não seja para fazer "ORANGOS COM ACUCAR"...

o importante é que já em 1914 Ramalho Ortigão dizia:
Citação :

Em Portugal somos hoje um povo medonhamente deseducado pela inepta pedagogia que nos intoxica desde o princípio do século XIX até os nossos dias.

até já

Joe War


Última edição por em Sab 11 Mar - 15:27:25, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Sab 11 Mar - 2:07:15

Caro andabata

Quando vi o titulo "...50000 labregos..." pensei que era algum anuncio de algum congresso politico ou desportivo...Alguma coisa da CEE...ou "Americanice"...

Afinal não, era a carne para canhão da Republica

A grande vitória alcançada pelo liberalismo em Evora-Monte foi o que trouxe. liberdade. dos outros decidirem por nós e para nós!

Joe War
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MensagemAssunto: "A Ordem Burguesa" 1ª Parte   Sab 11 Mar - 14:38:45

Caríssimos

"A Ordem Burguesa" 1ª Parte

Citação :

Na instabilidade permanente da nossa vida pública, não é dos homens que nós nos devemos queixar. Falta-nos um poder central que não dependa dos favores da opinião e que, no título indiscutível da sua legitimidade, tenha consigo todo o prestígio de uma autoridade voluntariamente aceite. Por mais que as ideologias republicanas persistam em afirmar o contrário, em Portugal a democracia está nos paroxismos finais, como de resto, em toda a parte.

E se as democracias externamente se nos desmascaram como incapazes duma acção militar eficaz, também de há muito a sua impossibilidade para a solução dos problemas económicos se encontra mais que demonstrada.

Quem diz «democracia» diz «individualismo». Quem diz «individualismo» diz por sua vez «burguesia» e «capitalismo». Na pavorosa confusão mental de que a Europa é vitima há mais de um século, acredita-se ainda que a Revolução Francesa, porque proclamou os Imortais Princípios, abriu às classes pobres uma era nova de emancipação e prosperidade. Se a superstição liberalista não falasse tanto à sentimentalidade das massas, com certeza que não se teria ido tão longe num ludíbrio que encobre a maior das falsidades. Se hoje existe, e em grau tão agudo, urna questão irredutível entre o rico e o pobre, entre o que produz e o que consome, a culpa é precisamente da metafísica mentirosa da Revolução*. A Revolução só deu acesso a arrivistas cobiçosos de oiro e de domínio, a quem faltava a preparação moral da antiga sociedade.

A antiga sociedade fundamentava-se no Sangue e no Trabalho, na Família e na Corporação. A Corporação e a Família eram assim as bases dum acordo permanente das classes, identificadas pelo seu interesse comum com o interesse próprio duma dinastia. Tudo se subverteu, porém, na hora em que pôde mais a oratória duma turba anónima de agitadores. E, de então para cá, correndo sempre atrás de uma miragem que nunca mais se alcança, os homens dividem-se furiosamente na demanda dessa fraternidade por que tanto suspiram, mas da qual cada vez se afastam mais.

Não há dúvida que nos achamos em frente de uma demorada e dolorosa crise. As reivindicações das camadas trabalhadoras crescem ameaçadoras, enegrecendo de apreensões o horizonte já carregado das incertezas mais sombrias. Apregoa-se, vai em século e meio, a soberania do povo e só descobrimos ocupando-lhe o lugar o capitalismo mais desaforado e mais omnipotente.

É o oiro quem manda desbragadamente. Manda a agiotagem como nunca. Reina a bancocracia.

Um feudalismo pior que o outro, visto não conhecer nenhuma limitação de natureza espiritual nem resultar das necessidades históricas de sociedade, - um feudalismo, pior que o outro, escraviza a produção nas suas tenazes de ferro, ao mesmo tempo que entoa a ária estafada dos chamados Direitos do Homem.

A concepção de existência na democracia é materialista. Vem de Voltaire a sua herança filosófica e ninguém melhor a representa do que os aventureiros de 1830, com Thiers e Périer, gritando para os camaradas: - « Enrichissez-vous! Enrichissez-vous!» Deus ficara para os outros. Ficara para os outros, pelo muito que lhes haviam roubado, a lei antiga da honra que sujeitava as fortunas ao interesse da colectividade e que levantara, por isso mesmo, a Vendeia em defesa dos seus nobres, timbrando sempre em cumprir as suas obrigações de boas autoridades sociais.

A Revolução* desembaraçou, ao contrário, a propriedade de tais encargos, que eram seculares. E quem andar um pouco em dia com as coisas da história, verificará que, dos redentores de 89**, os que escaparam à obra purificadora da guilhotina acabaram inevitavelmente príncipes do Império e ministros da Restauração. «Ouça cá, duque de Otranto! - dizia-me duma vez Robespierre…». E nesta anedota celebre de Fouché está contido o parvenu que a Revolução elevou de um salto às culminâncias doiradas do poder.

(*Francesa, **1789 )

Ora as democracias, desenvolvendo por um lado o arrivismo e por outro o amor do lucro, colocam o Estado ao alcance dos ambiciosos que o souberem conquistar e segurar. Cria-se assim a ordem burguesa, bem caracterizada pela maneira sangrenta como se liquidam em democracia as convulsões populares. Luís XVI morreu no cadafalso porque recuou em frente do alvitre de mandar metralhar a canalha de Paris. Por outro tanto caiu nas jornadas de julho a Realeza legitima. Já não acontece o mesmo na França republicana, com Clemenceau ordenando os massacres de Narbonne e de Davreuil, e na «livre-América», com o milionário Carnegie, e autor do tal livro famoso, - A Democracia triunfante, fuzilando por conta própria os seus operários em greve. A ordem burguesa é, pois, a ordem que se defende no Estado unicamente por meio da força e que, não tendo consigo nem um passado nem um futuro, pratica, enquanto lhe é possível, a máxima de Guizot:

- «Governar é aguentar-se no poder».

António Sardinha,... Setembro de 1917...!

até já

joe war

Post dedicado a um enólogo de S. Comba.
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Rodrigo Matias
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MensagemAssunto: Poder da Burguesia   Sab 11 Mar - 18:24:20

Caro Joe War

Muito interessante o que nos apresenta.

Quem diria que no tempo de Sardinha, a Democracia “já era chão que deu uvas”.

Essa observação do autor de realçar uma sociedade com e sem valores morais é da extrema importância para um movimento que quer apresentar uma alternativa ao Regime e Sistema actuais.

Agradeço-lhe por me fazer reflectir sobre esse assunto, e pela tomada de conhecimento de que o rei Luiz XVI recusou “metralhar a canalha de Paris” e depois morre às suas mãos. Dá muito que pensar, não no sentido de não poupar os inimigos ou agir violentamente por precaução, mas no de frisar quem tem valores morais: se o poder da burguesia se o da nobreza.

Rodrigo
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MensagemAssunto: Re: "A Ordem Burguesa" 1ª Parte   Dom 12 Mar - 3:25:03

Citação :


Quem diz «democracia» diz «individualismo». Quem diz «individualismo» diz por sua vez «burguesia» e «capitalismo».

Quem diz democracia diz liberdade individual.

Citação :

Na pavorosa confusão mental de que a Europa é vitima há mais de um século, acredita-se ainda que a Revolução Francesa, porque proclamou os Imortais Princípios, abriu às classes pobres uma era nova de emancipação e prosperidade.

E não abriu?

Citação :


A antiga sociedade fundamentava-se no Sangue e no Trabalho, na Família e na Corporação.


No Sangue e Trabalho de muitos e na Família e Corporação de alguns....


Citação :


Não há dúvida que nos achamos em frente de uma demorada e dolorosa crise. As reivindicações das camadas trabalhadoras crescem ameaçadoras, enegrecendo de apreensões o horizonte já carregado das incertezas mais sombrias.



Claro. Tudo eram mais facil com o Sangue, o Trabalho e o Silêncio.

Tentar analizar sistemas pela má prática dos mesmo leva-nos sempre ao velho e eterno dilema: haverá alguma sistema que seja correctamente aplicado e em benefício de todos?

Todos eles cairam por más práticas e não pela beleza da teoria que os sustentava. E os actuais seguem o mesmo caminho.

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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Dom 12 Mar - 4:59:43

Caro rls

Há coisas em que estamos de acordo.
Citação :

Todos eles cairam por más práticas e não pela beleza da teoria que os sustentava. E os actuais seguem o mesmo caminho.

No restante não.
No meu entender está a cometer um erro paquidermico ao concentrar a sua argumentação nesses pontos.

É como olhar para um elefante com uma pulga, ver a pulga e não ver o elefante!...

Mas concordo consigo, este texto é de uma actualidade espantosa e contra o qual é muito complicado argumentar.
Por outro lado, é a sua actualidade que me preocupa porque pode querer significar que evoluímos muito pouco desde então...!

Joe War

P.S. - Noto que o seu estranho dialogo (ou Monologo...) com o tal João findou... espero que não tenha sido por eu me ter metido na conversa!
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MensagemAssunto: Re: "A Ordem Burguesa" 1ª Parte   Dom 12 Mar - 15:03:34

joe war escreveu:

"A Ordem Burguesa" 1ª Parte
Citação :

Na instabilidade permanente da nossa vida pública, não é dos homens que nós nos devemos queixar. Falta-nos um poder central que não dependa dos favores da opinião e que, no título indiscutível da sua legitimidade, tenha consigo todo o prestígio de uma autoridade voluntariamente aceite.

Isto tudo combinado, só pode significar uma autoridade religiosa. Tudo o mais me parece depender dos favores da opinião e ser sempre discutível a sua legitimidade. E quanto a ser voluntariamente aceite, por mais do que meia-dúzia... bem, só mesmo uma autoridade religiosa.

Citação :
E se as democracias externamente se nos desmascaram como incapazes duma acção militar eficaz, também de há muito a sua impossibilidade para a solução dos problemas económicos se encontra mais que demonstrada.

Pelo contrário, não há registo histórico de um tipo de governo mais favorável à evolução económica do que as democracias. Não quer dizer que outros sistema não tenham sido episodicamente mais eficazes, mas nenhum foi sustentadamente mais eficaz.

Citação :
Quem diz «democracia» diz «individualismo».

Estranha associação... pois se na democracia cada indivíduo cede o seu poder em favor do que for decidido pela maioria.

Citação :
Quem diz «individualismo» diz por sua vez «burguesia» e «capitalismo».

Estranha associação... também as monarquias absolutas, as ditaduras republicanas e as teocracias tradicionais podiam ser usadas nesta frase. De facto, o desenvolvimento da burguesia, entendida como o plebeu de posses próprias, por vezes herdadas mas geralmente construídas ou aumentadas por ele próprio, está ligado não à democracia, mas sim à falência do feudalismo agrário, à ascensão das cidades e do comércio. A democracia nada tem a ver com isto...

Citação :

Na pavorosa confusão mental de que a Europa é vitima há mais de um século, acredita-se ainda que a Revolução Francesa, porque proclamou os Imortais Princípios, abriu às classes pobres uma era nova de emancipação e prosperidade. Se a superstição liberalista não falasse tanto à sentimentalidade das massas, com certeza que não se teria ido tão longe num ludíbrio que encobre a maior das falsidades. Se hoje existe, e em grau tão agudo, urna questão irredutível entre o rico e o pobre, entre o que produz e o que consome, a culpa é precisamente da metafísica mentirosa da Revolução*. A Revolução só deu acesso a arrivistas cobiçosos de oiro e de domínio, a quem faltava a preparação moral da antiga sociedade.

O iluminismo e as consequências sociais, entre as quais a Revolução Americana (que antecedeu a francesa em 15 anos e foi muito menos selvagem), trouxeram uma época de prosperidade à generalidade da população, que agora tem um nível de vida incomparavelmente mais próximo das classes altas do que tinha antes.

Citação :
A antiga sociedade fundamentava-se no Sangue e no Trabalho, na Família e na Corporação. A Corporação e a Família eram assim as bases dum acordo permanente das classes, identificadas pelo seu interesse comum com o interesse próprio duma dinastia.

Falso. A antiga sociedade fundamentava-se na inexistência do conceito de estado que protegesse os cidadãos dos perigos externos, tendo evoluído naturalmente do conceito tribal (pois daí vieram as monarquias europeias, não vieram do império romano que sucedera à república e que ela sim, deixara há muito para trás a monarquia romana de herança tribal).
O mais forte, o mais carismático, o que dominasse a força das armas, podia simultaneamente matar ou punir quem se lhe opusesse internamente, mas também proteger a população contra atacantes externos. Por isso era temido, mas tolerado; desprezado por cobrar impostos, mas adorado pela protecção que dava. Todo o sangue, todo o trabalho, existia para a sobrevivência, pois nada mais interessava ao povo, para quem mesmo o pão para a boca faltava com frequência.

Citação :

Tudo se subverteu, porém, na hora em que pôde mais a oratória duma turba anónima de agitadores. E, de então para cá, correndo sempre atrás de uma miragem que nunca mais se alcança, os homens dividem-se furiosamente na demanda dessa fraternidade por que tanto suspiram, mas da qual cada vez se afastam mais.
O Homem, enquanto animal que evoluiu, mas que possui instinto de sobrevivências onde a agressividade não foi eliminada (pelo que alguma vantagem reprodutiva e de sobrevivência traz), não pode verdadeiramente alcançar a fraternidade utópica. Mas pode sem dúvida prosseguir nesse sentido, aproximando-se continuamente. E está sem dúvida mais próximo agora. O que ilude o escritor é que dantes as coisas eram, sem dúvida, muito mais calmas: quem podia, comia; quem não podia, esgravatava. E assim se mantinham ano após ano, sem incómodos nem stresse....

Citação :

Não há dúvida que nos achamos em frente de uma demorada e dolorosa crise. As reivindicações das camadas trabalhadoras crescem ameaçadoras, enegrecendo de apreensões o horizonte já carregado das incertezas mais sombrias. Apregoa-se, vai em século e meio, a soberania do povo e só descobrimos ocupando-lhe o lugar o capitalismo mais desaforado e mais omnipotente.
É o oiro quem manda desbragadamente. Manda a agiotagem como nunca. Reina a bancocracia.

Ou seja: bem-vindo à realidade, Sardinha. O copo não está cheio. Mas antes estava mais ou menos vazio?

Citação :
Um feudalismo pior que o outro, visto não conhecer nenhuma limitação de natureza espiritual nem resultar das necessidades históricas de sociedade, - um feudalismo, pior que o outro, escraviza a produção nas suas tenazes de ferro, ao mesmo tempo que entoa a ária estafada dos chamados Direitos do Homem.

Estafada ária? Só se estafada por ter trabalhdo muito e ainda muito tiver que trabalhar. De facto, depois da linha de inverdades, falsidades e cegueira com que o texto vinha, só faltava um ataque aos Direitos do Homem...

Citação :
(...)

Não vale a pena comentar alguns parágrafos onde basicamente prossegue a diarreia mental inconsequente que nada acrescenta ao texto anterior...

Citação :
E quem andar um pouco em dia com as coisas da história, verificará que, dos redentores de 89**, os que escaparam à obra purificadora da guilhotina acabaram inevitavelmente príncipes do Império e ministros da Restauração. «Ouça cá, duque de Otranto! - dizia-me duma vez Robespierre…». E nesta anedota celebre de Fouché está contido o parvenu que a Revolução elevou de um salto às culminâncias doiradas do poder. (*Francesa, **1789 )

E que diferença faz, se dante havia príncipes e ministros, que tenha voltado a haver? O que interessa é perceber que na imitação monárquica que se seguir, com o "imperador" Napoleão, estava-se já a caminhar para o conceito realmente importante, de "estado dos cidadãos", porque feito em função deles, não em função do governante. De facto, o estado moderno já não é o "estado do monarca", nem sequer "do governante". Não quer isto dizer que não possa ser usurpado, mas de facto, que agora quando o governante o usa em seu proveito está a cometer uma usurpação. Dantes, estava apenas a desfrutar o que era seu ou existia em sua função. Por isso é que tudo mudou... sem outra revolução.

Citação :
Ora as democracias, desenvolvendo por um lado o arrivismo e por outro o amor do lucro, colocam o Estado ao alcance dos ambiciosos que o souberem conquistar e segurar.

Exactamente. O estado gerido pelos mais capazes de o conquistarem, não pelos que o recebem ao colo, sem lhe poderem dar o real valor. Acontece que o estado já não é de quem o conquista... diferença fundamental.

Citação :
Cria-se assim a ordem burguesa, bem caracterizada pela maneira sangrenta como se liquidam em democracia as convulsões populares.
Como aliás sempre acontecera dantes.

Citação :
Luís XVI morreu no cadafalso porque recuou em frente do alvitre de mandar metralhar a canalha de Paris. Por outro tanto caiu nas jornadas de julho a Realeza legitima.

Luís XVI perdera o apoio de grande parte do exército. Podia ter feito correr mais sangue a estrebuchar, mas não ia conseguir virar os acontecimentos.

Citação :
Já não acontece o mesmo na França republicana, com Clemenceau ordenando os massacres de Narbonne e de Davreuil, e na «livre-América», com o milionário Carnegie, e autor do tal livro famoso, - A Democracia triunfante, fuzilando por conta própria os seus operários em greve. A ordem burguesa é, pois, a ordem que se defende no Estado unicamente por meio da força e que, não tendo consigo nem um passado nem um futuro, pratica, enquanto lhe é possível, a máxima de Guizot:

- «Governar é aguentar-se no poder».

O Estado teria sempre de ser defendido por meio da força, não se pode defender um estado na utopia de que um dia, "todos estaremos de acordo". Veja-se o que deram as tentativas de comunismo. A diferença é que se defende a segurança do estado e o funcionamento do estado, não a pessoa do governante e suas propriedades.

Citação :
António Sardinha,... Setembro de 1917...!

Vernaculamente:
Eh carapau! Abre os olhos antes de nadar, porque pela maneira como falas deves tê-los fechados...
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joe war
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Seg 13 Mar - 12:02:03

Caro Andabata

A isto é que se chama uma resposta exaustiva.
Grato por ter respondido ao desafio

Citação :



Quote:

Na instabilidade permanente da nossa vida pública, não é dos homens que nós nos devemos queixar. Falta-nos um poder central que não dependa dos favores da opinião e que, no título indiscutível da sua legitimidade, tenha consigo todo o prestígio de uma autoridade voluntariamente aceite.



Isto tudo combinado, só pode significar uma autoridade religiosa. Tudo o mais me parece depender dos favores da opinião e ser sempre discutível a sua legitimidade. E quanto a ser voluntariamente aceite, por mais do que meia-dúzia... bem, só mesmo uma autoridade religiosa.

Não estou de acordo.
Basta olhar para o que se passa aqui ao lado, para dar um exemplo. Quando falamos do Rei D. J. Carlos não estamos nem por sombras a falar de uma autoridade religiosa e no entanto as outras características referidas encontram-se bem presentes. Quanto à meia dúzia que define como sendo o limite… bom mais do que isso estavam á porta da Assembleia da Republica no dia da tomada de posse de Cavaco Silva… só para ver os Príncipes Espanhóis!. Muito disto é histeria da revistas cor de rosa, eu sei, mas dá que pensar!
Existem outros exemplos em que as respectivas casas reais reúnem consensos alargados junto das respectivas populações.


Citação :



Quote:
E se as democracias externamente se nos desmascaram como incapazes duma acção militar eficaz, também de há muito a sua impossibilidade para a solução dos problemas económicos se encontra mais que demonstrada.


Pelo contrário, não há registo histórico de um tipo de governo mais favorável à evolução económica do que as democracias. Não quer dizer que outros sistema não tenham sido episodicamente mais eficazes, mas nenhum foi sustentadamente mais eficaz.


Não estou de acordo.
Grande parte das democracias, desde a antiguidade, caiu devido a problemas económicos e fiscais. Com isto não quero dizer que seja anti-democrata.
Grande parte das Monarquias caiu devido a revoluções, geralmente instigadas por países rivais ou por sociedades secretas.

Citação :



Quem diz «democracia» diz «individualismo».


Estranha associação... pois se na democracia cada indivíduo cede o seu poder em favor do que for decidido pela maioria.


Não estou de acordo com a sua interpretação do texto. O autor não se estava a referir a isso, mas sim ao facto de, por se estar a apoiar a democracia no materialismo, isso conduzir ao individualismo e não ao dito bem comum. Eu li isso como uma ironia do autor!

Citação :

O iluminismo e as consequências sociais, entre as quais a Revolução Americana (que antecedeu a francesa em 15 anos e foi muito menos selvagem), trouxeram uma época de prosperidade à generalidade da população, que agora tem um nível de vida incomparavelmente mais próximo das classes altas do que tinha antes.

Não é isso que dizem as estatísticas. O fosso entre ricos e pobres é cada vez maior.

Citação :



A antiga sociedade fundamentava-se na inexistência do conceito de estado que protegesse os cidadãos dos perigos externos, tendo evoluído naturalmente do conceito tribal (pois daí vieram as monarquias europeias, não vieram do império romano que sucedera à república e que ela sim, deixara há muito para trás a monarquia romana de herança tribal).
O mais forte, o mais carismático, o que dominasse a força das armas, podia simultaneamente matar ou punir quem se lhe opusesse internamente, mas também proteger a população contra atacantes externos. Por isso era temido, mas tolerado; desprezado por cobrar impostos, mas adorado pela protecção que dava. Todo o sangue, todo o trabalho, existia para a sobrevivência, pois nada mais interessava ao povo, para quem mesmo o pão para a boca faltava com frequência.

Considero este argumento faccioso.
Ao contrario do que afirma, a monarquia é posterior à república.
As Monarquias Europeias formaram-se a partir da desagregação do Império Romano.

Citação :

O mais forte, o mais carismático, o que dominasse a força das armas, podia simultaneamente matar ou punir quem se lhe opusesse internamente, mas também proteger a população contra atacantes externos. Por isso era temido, mas tolerado; desprezado por cobrar impostos, mas adorado pela protecção que dava.

Neste aspecto estou de acordo consigo, mesmo hoje continua a ser assim. Isto é uma boa definição para o sistema Americano.

Citação :

Todo o sangue, todo o trabalho, existia para a sobrevivência, pois nada mais interessava ao povo, para quem mesmo o pão para a boca faltava com frequência.

Devido à falência provocada pelo neo-libralismo isto hoje está a passar-se um pouco por todo lado, não é exclusivo de nenhum sistema. No meu ponto de vista é mais resultado do facto do “poder absoluto corromper absolutamente”.

Para que a minha resposta igualmente exaustiva não o deixe igualmente exausto, vou fazer aqui uma pausa.

Até já

Joe war
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Nuno Cardoso da Silva
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MensagemAssunto: Conselho de Regência   Dom 2 Abr - 13:59:05

Isto está muito morto, por estas bandas... Vamos lá tentar reanimar a conversa.

PROPOSTA:

1. Proponho que se constitua um Conselho de Regência que assuma a representação do princípio monárquico em Portugal, e que assuma a direcção do movimento monárquico, ficando responsável por definir as estratégias de actuação.

2. Numa primeira fase esse Conselho de Regência devia ser constituído por 12 a 15 académicos monárquicos, não porque os académicos sejam intrínsecamente melhores do que as outras pessoas, mas porque estão mais habituados a aceitar e a considerar pontos de vista diferentes sem se excitarem.

3. O Conselho de Regência poderia ser assessorado por um Conselho Monárquico, constituído por representantes dos vários movimentos e tendências monárquicas.

4. O Conselho de Regência elaboraria um plano estratégico e um plano de acção, tendentes a promover a Monarquia como alternativa, e iniciaria um trabalho de sistematização doutrinária e a preparação de um projecto de Constituição Monárquica, baseada na Tradição monárquica.

Apenas como referência, assinalo que entre os académicos monárquicos temos pessoas como os Professores Martim de Albuquerque, Oliveira Ascensão, Adelino Maltez, Mendo Castro Henriques, Alexandre de Sá, Marco António Monteiro de Oliveira, Gonçalo Ribeiro Teles, etc., pelo que um Conselho de Regência que os conseguisse englobar seria um corpo de alta qualidade intelectual, garantia de eficácia, coisa que o movimento monárquico há muito perdeu.

Solicitam-se comentários e sugestões.
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Rodrigo Matias
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MensagemAssunto: trabalhinho de sapa   Dom 2 Abr - 18:48:08

Caros Senhores

Concordo que se faça alguma coisa, aliás ando sempre a dizer isso ao grupo da AMT da minha Universidade. Neste momento sei que é quase impossível que participe permanentemente, só o fará esporadicamente porque andam com trabalhos de doutoramento, pelo menos três elementos, e não vão poder animar ou manifestar-se sobre estes temas. No entanto, tento ser correia de transmissão das conversas à hora de almoço.

Sobre este tema, como é Domingo e só durante a semana é que terei oportunidade de discutir este assunto, limito-me ao que me parece.

Concordo com a “república de nobres” para o Conselho de Regência, mas temo que esses professores não sejam suficientemente isentos e puxem a brasa à sua sardinha. Exponho: um meu receio, é que não aceitem Duarte de Bragança como um qualquer cidadão português sem direito automático ao trono; o outro, é que não vejam na Monarquia Tradicional o sistema a propor e queiram antes impor a sua monarquia, a moderna, a constitucional, com a cáfila dos partidos políticos.

Sinceramente, por muito bons monárquicos que sejam, ou se afirmem, não estou a ver nem a creditar que um Mendo Castro Henriques, um Gonçalo Ribeiro Telles, tenham tomates para afirmar que a sociedade se deva organizar prescindindo dos partidos políticos. Por outro lado, parece-me que esses senhores já estão demasiado subservientes a Duarte de Bragança que quererão fazer-lhe sempre a vénia julgando que estão a fazê-la ao futuro rei. No fundo, têm o seu candidato. Enquanto, não se acabar com esta mania obsessiva de que Duarte de Bragança é duque nunca mais há sossego e progresso na conquista das mentes necessárias para a reinstauração. Aqui, concordo plenamente com Ana Rita Bibar.

Se o Conselho de Regência for constituído por gente sã, independentemente de ser ou não conceituada, a longo prazo, e, por consistência da mensagem, ganharão credibilidade. Com gente conhecida corre-se o risco de abrir brechas quando os seus interesses estiverem em jogo. Desculpem a franqueza, mas gente conhecida dos médias não tem credibilidade: hoje, dizem isto, amanhã, dizem aquilo. Os políticos actuais não têm credibilidade.

A Acção do Conselho de Regência, desculpem a sugestão, terá que ser como a dos revolucionários antes da Revolução Francesa, com pessoas capazes de trabalhar desinteressadamente, o que me parece quase impossível. Ler, Escrever e Falar, falar, falar. Aqui será mostrar o lado belo da monarquia, como é que ela funcionaria, e mostrar as mazelas e contradições da república.

Periodicamente, manifestar opinião sobre os assuntos do dia a dia. Criar grupos de fazedores de opinião. Os fóruns monárquicos deviam servir para o treino da escrita dos assuntos a enviar primeiro para jornais regionais. Vejo muito trabalho de longo prazo, tenhamos a paciência dos revolucionários da Revolução Francesa que durante 40 anos prepararam-se para que no dia da tomada da Bastilha os oficiais de serviço em Versalhes fossem todos da maçonaria. Trabalho de sapa é preciso. “…as nossas mãos nos libertarão”. Então, não é o lema da AMT?

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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Dom 2 Abr - 20:55:08

Os nomes de académicos que referi foram apenas a título de exemplo, e até me esforcei por indicar alguns com quem habitualmente não concordo. Porque acho que um Conselho de Regência terá de ter gente muito diferenciada, mas capaz de procurar consensos. Também aqui há que correr alguns riscos... Para que sejamos diferentes, logo à partida...
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Dom 2 Abr - 23:37:53

Vivam todos

Dr Cardoso da Silva
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Então é assim…

Em primeiro lugar, não poderia concordar mais com a ideia do Conselho de Regência!
No aspecto formal parece-me que ela engloba tudo aquilo que de facto a Monarquia precisa para dar um passo em frente.
A ideia de remeter o D. Duarte para o lugar que lhe compete e de onde, até por força da discussão da Sucessão, ele tem andado arredado, também me parece correcta.

O que me parece um erro enorme e descabido é meter académicos a dirigir seja o que for!
Dr Cardoso da Silva, se os académicos estivessem de uma forma geral aptos para dirigirem algo, dirigiam as respectivas academias! Tenho serias duvidas que os nossos académicos estejam abertos a aceitarem pontos de vista diferentes, porque tenho como certo que a generalidade das nossas academias são das instituições mais conservadoras e ortodoxas da nossa sociedade!

Por outro lado ou talvez por isso, os académicos e as academias estão altamente descredibilizados estando a generalidade dos Portugueses, no meu ponto de vista, cada vez mais descrente que daqui venha algo com real proveito!

Depois e como diz o Rodrigo a maior parte dos políticos e dirigentes que temos tido são académicos e reconheça-se a coerência, tem tratado o País e os respectivos problemas de uma forma… académica!

Dizia um grande amigo meu que para tirar um curso superior de engenharia só tinha consultado 2 livros. O “Praticamente Teórico” e “A Teoria da Prática”…sendo esta no meu entender a imagem de marca do saber dos académicos, “muito saber que nada sabe fazer…”

O Rodrigo continua a por o dedo na ferida ao dizer que esses académicos já estão ligados ao movimento Monárquico hà longo tempo e no entanto… os resultados continuam escassos.

Enfim, Dr Cardoso da Silva, a sua ideia teoricamente é boa….mas é puramente académica!

Citação :



Se o Conselho de Regência for constituído por gente sã, independentemente de ser ou não conceituada, a longo prazo, e, por consistência da mensagem, ganharão credibilidade. Com gente conhecida corre-se o risco de abrir brechas quando os seus interesses estiverem em jogo. Desculpem a franqueza, mas gente conhecida dos médias não tem credibilidade: hoje, dizem isto, amanhã, dizem aquilo. Os políticos actuais não têm credibilidade.

A Acção do Conselho de Regência, desculpem a sugestão, terá que ser como a dos revolucionários antes da Revolução Francesa, com pessoas capazes de trabalhar desinteressadamente, o que me parece quase impossível. Ler, Escrever e Falar, falar, falar. Aqui será mostrar o lado belo da monarquia, como é que ela funcionaria, e mostrar as mazelas e contradições da república.

Periodicamente, manifestar opinião sobre os assuntos do dia a dia. Criar grupos de fazedores de opinião. Os fóruns monárquicos deviam servir para o treino da escrita dos assuntos a enviar primeiro para jornais regionais. Vejo muito trabalho de longo prazo, tenhamos a paciência dos revolucionários da Revolução Francesa que durante 40 anos prepararam-se para que no dia da tomada da Bastilha os oficiais de serviço em Versalhes fossem todos da maçonaria. Trabalho de sapa é preciso. “…as nossas mãos nos libertarão”.

Esta também é a minha perspectiva ou melhor, é PRATICAMENTE… a minha!

Um abraço

Joe war
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Seg 3 Abr - 3:17:26

Há académicos e há académicos... Eu estou, naturalmente, a pensar nos... académicos...

Fora brincadeiras, mal estaríamos se não pudéssemos encontrar uma dúzia de académicos, honestos, intelectualmente competentes, capazes de pôr o interesse comum acima das suas pequenas idiossincracias... É evidente que sou suspeito, já que a minha actividade principal tem sido, nos últimos 12 anos, a docência universitária. Mas também por isso sei que há académicos capazes de desempenhar cabalmente a missão de conselheiros num Conselho de Regência. Em tempos, algumas das grandes figuras monárquicas foram Braga da Cruz, Cabral de Moncada, Fezas Vital, Jacinto Ferreira, Barrilaro Ruas, etc., todos académicos. Acho que devíamos evitar os preconceitos contra os intelectuais. Há-os bons e há-os maus, como em todas as esferas de actividade.
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Seg 3 Abr - 10:14:50

Dr Cardoso Da Silva

Porque não aproveitar o Conselho de Regencia para fazer um especie de "Comissão Permanente" das Cortes?
Neste caso, a sua constituição já deveria ser mais proxima daquilo que se defende para as Cortes. Á primeira vista matava-se vários coelhos de uma só cajadada.

Um abraço

joe war
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Seg 3 Abr - 11:14:32

Caro Joe,

Como dizem os ingleses, "one step at a time...". Primeiro o Conselho de Regência, e depois talvez qualquer coisa que se aproximasse de uma Comissão Permanente.

Mais opiniões?...
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Seg 3 Abr - 20:20:10

Dr. Cardoso da Silva

Peço desculpa mas se calhar não me fiz entender. A minha ideia era ao criar o Conselho de Regência cria-lo à imagem das cortes, constituído por uma quantidade de membros que espelhasse o que se pretendesse para as cortes, dando assim ao Conselho de Regência um papel similar ao das comissões permanentes.

Isto é, o conselho de regência deveria ter uma estrutura similar à que se defende para as Cortes, mantendo o espírito e as proporções sem manter as quantidades.

O que se defende para as Cortes é o que consta da “Questão Real”, documento que pode facilmente encontrar para download no site da AMT ( muito feliz muito feliz muito feliz )…

Grato pela atenção

Joe War
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MensagemAssunto: Re: A matéria prima para reconstruir o País   Hoje à(s) 0:50:43

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