MONARQUIA TRADICIONAL

Nós seremos livres, nosso rei será livre, nossas mãos nos libertarão
 
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 Miguelistas

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Sebasthi
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MensagemAssunto: Miguelistas   Sex 10 Fev - 0:38:26

Quando D. Pedro I do Brasil (e IV de Portugal) proclamou a independencia do Brasil ele já era rei de Portugal?

Como é que D. Miguel, seu irmão, se tornou tb rei?
As ideias dos miguelistas eram absolutistas?
Que legitimidade tinha o maçónico de D. Pedro, conspirador do próprio pai, herege da maior categoria, vergonha da história de Portugal, de por sua filha no trono? E de mandar seu irmão para sempre longe?

Já agora qual a grande diferença entre os liberais e os absolutistas?

Sebasthios.
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Sex 10 Fev - 2:02:44

D. Pedro I do Brasil tornou-se Imperador desse país em 1822. Foi Rei de Portugal, D. Pedro IV poucos mêses em 1826, abdicou dos seus Direitos de Príncipe Herdeiro da Coroa, atribuidos pelo Conselho de Regência presidido pela Infanta Dona Isabel Maria, também filha do falecido Rei D. João VI, à sua filha Dona Maria da Glória - Dona Maria II. Esta deveria ter casado com o seu tio D. Miguel que juraria fidelidade, como o fez, aliás por duas vezes (uma na Áustria e outra já em Portugal) seja à Carta Constitucional outorgada por D. Pedro, seja também à Rainha Dona Maria II.
Mas quando D. Miguel desembarcou em Lisboa, o ambiente era propício, tanto em Portugal, como em Espanha a um retorno à Antiga Ordem, ao Antigo Regime. Assim, D. Miguel também com influencias de sua mãe a Rainha-mãe Dona Carlota Joaquina e seus leais conselheiros que nunca abdicaram da Monarquia típica do Antigo Regime - manda convocar os Três Estados do Reino para decidir sobre a solução da Sucessão ao Trono. D. Miguel é aclamado Rei de Portugal, à maneira Tradicional Portuguesa. Mas a verdade é que o seu reinado não foi muito pacífico e é preciso não esquecer da resistência Liberal na Ilha Terceira, fiel a D. Pedro e a Dona Maria II e à Carta Constitucional.
Quando em 1832, D. Pedro é forçado a abdicar do Trono Imperial Brasileiro, devido a uma revolta, junta-se aos Liberais na Terceira e vai conseguir apoios vindos de França e Inglaterra para reclamar os direitos da filha, Dona Maria II ao Trono de Portugal. Ao vir para Portugal, D. Pedro usou o título de Duque de Bragança. Assim, iniciou uma Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas que acabou com a vitória Liberal em 1834, com a Convenção de Évora-Monte que forçou D. Miguel a partir para um segundo exílio, desta vez sem retorno (pelo menos em vida, porque o corpo foi transladado na década de 60).

Em relação aos Ideais Miguelistas ou Legitimistas, creio que se aproximam bastante daquilo que viria a ser o Integralismo Lusitano e portanto a ideia de uma Monarquia Tradicional, como (mal comparado, claro) com a época em que se reuniam as Cortes seja desde o tempo da Fundação do Reino de Portugal, até 1688 - ano da última reunião de Cortes do Antigo Regime Português.

Como futuro Históriador, não considero D. Pedro um herege, um traidor à pátria, etc... Ele foi um homem do seu tempo, lutou pela Liberdade. Teve uma vida atribulada, curta e talvez injusta, mas penso que todos os Portugueses se devem orgulhar do "Rei Soldado" que lutou brilhantemente pela Liberdade, seja no Brasil, seja em Portugal. É verdade que ele declarou a Independência do Brasil, é verdade que teve repercussões desastrosas na economia Portuguesa no século XIX, mas sinceramente acho que o Brasil, com ou sem D. Pedro tinha-se tornado uma Nação Independente, até porque naquela época já o Império Espanhol da América do Sul estava também a desagregar-se e as ideias de Liberdade já provenientes dos Estados Unidos (independentes desde 1776) levariam a que mais cedo ou mais tarde, esse facto histórico fosse inevitável.

Grato pela atenção.
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Sebhasti
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Sex 10 Fev - 2:44:22

Sendo assim não é novidade da casa de Bragança abdicar do trono a favor de outro da sua família.

Posso considerar D Pedro um herege por varias razões, sendo baptisado:
Não respeitou os costumes católicos;
Lutou a favor dos ideais maçónicos;
Ele próprio parece que pertencia a uma loja;
Acabou por degradar o império;
Perseguiu a igreja;
expulsou ordens religiosas;
desapropriou a igreja;
etc.

Desde sempre o homem vem seguindo modas, e era moda da altura a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade. Disparates do maior tamanho pois disse o Papa Gregério XVI em Mirari Vos: "Dessa fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errônea, digo melhor disparate, que afirma e defende a liberdade de consciência."
A igualdade nos Homens não existe pois cada um tem responsabilidades totalmente diferentes na sociedade alem das desigualdades fisicas características de cada ser vivo deste mundo! E a fraternidade que essa corja maçonica queria fazer era uma falsa fraternidade, pois só há fraternidade entre quem partilha o mesmo pai, no caso dos católicos todos são fraternos pois têm um Pai em comum.

A carta constitucional sendo uma ideia parida desse movimento só pode má, de certeza que o é e que deve cortar poderes ao rei. Neste forum tenho lido uma expressão mto engraçada: "republica coroada". Parece-me que essa constituição não é mais do que um instrumento para essa hibridação horrivel. Era moda da altura fazer constituições coincidentemente hoje tb o é: constituição europeia (ja nao se ouve falar) constituição do PND... constituiçao portuguesa... E antes como se governavam?

Bem, se o Brasil que era um principado e foi elevada a reino pelo D joão VI quando é que será que decidem dar independencia ao reino dos Algarves? Ainda é o único reino que lhe resta.

Sebasthios
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Sab 11 Fev - 2:55:29

Este última intervenção só tenho a algo a dizer a respeito - DISPARATE TOTAL.
Leia a História de Portugal sobretudo o século XIX e aprenda algo de útil.
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Sebasthios
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Sab 11 Fev - 23:31:17

Para isso estou cá: para aprender algo util, a história do meu país.
Obrigado pelo seu excelente conselho, garanto-lhe que o vou seguir.
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MensagemAssunto: Sucessão da representação do título de Duque de Bragança   Sex 17 Mar - 3:00:44

Esta resposta era para "Justiceiro" do Forum Portugal no seu melhor que infelizmente bloqueram o tópico. No então parece-me que se enquadra nesta secção do Fórum Sucessão.


Caro Pedro de Sousa Vieira

Embora, desejássemos fugir ao tema da sucessão e começar a falar de monarquia começando pela sua definição e seguidamente falarmos de Comunidade, Bem Comum, Legitimidade e Legalidade, Propostas de Organização Política, Poderes do Rei, princípios para uma comunidade que essencialmente funcione em sistema continuo, etc. vou tentar dizer-lhe as opiniões que partilho, pois, como sabe, sobre estes assuntos já ninguém consegue ser original.


1 - Quem seria e como seria escolhido o Rei?

R- Neste ponto, a AMT tem dito muito vezes que estamos em vacatura do trono - espaço que medeia entre a morte de um soberano e a aclamação do seguinte -, o termo já é aceite, mas agora precisamos de ser mais objectivos. Na realidade, estamos entre o fim de uma dinastia e o começo de outra e nestas situações o termo correcto é interregno.

Nada nos impõe e nada nos impede que o futuro soberano seja aparentado com os últimos Reis de Portugal. Portanto, quem será o novo rei? Só às Cortes Gerais compete decidir, no entanto, será previsível que o futuro refundador seja aquele que encabece o movimento monárquico que reinstaure a monarquia pois, tal como D. João I, terá a seu lado um Doutor João das Regras. Este João das Regras será capaz de provar que as Cortes Gerais podem depositar neste refundador o Poder Real e este passa a ser o legitimo e legal soberano de Portugal, tal como aconteceu com D. Miguel I. Pois, pela Leis da Sucessão, a partir do momento que D. Pedro IV se torna D. Pedro I, morre para Portugal, mas como tinha descendência segue-se-lhe esta nos Direitos Dinásticos e não o irmão. No entanto, considera-se que D. Miguel I também foi Rei de Portugal. Porquê? Porque compete às Cortes Gerais legitimarem ou não o seu soberano. Claro, para que cheguemos a tal dia, teremos que arranjar primeiro a monarquia.


2 - Poderia o tal Rosário alguma vez ser Rei de Portugal?

R- Já reparou que nem o próprio se afirma como legitimo herdeiro da Coroa portuguesa? Rosário Poidimani sabe muito bem o que é a monarquia portuguesa e não se vai atrever a fazer figuras tristes, a não ser que queira fazer como eu, irritar-vos um pouco; mas, a sério, estejam descansados.


3 - Sabendo eu que oficialmente todos os títulos nobiliárquicos estão extintos, sendo no entanto reconhecidos oficiosamente (Registo Propriedade Industrial - Marcas e Patentes) como património pessoal, quem é na sua opinião o actual representante do titulo de Duque de Bragança?

R- Esta pergunta fez-me investigar um pouco, e, embora, não ponha tudo o que consegui obter, pois teria que discutir se existe vínculo ou não do título de Duque de Bragança à Casa Real, após a reforma de Mousinho da Silveira, quando extinguiu os morgadios e manteve a excepção do título de Duque de Bragança à Casa Real, e se esse vínculo é quebrado ou não com a Implantação da República.

No entanto, e seguindo o Direito Consuetudinário houve reis que não eram duques de Bragança e Duques de Bragança que não foram reis, sendo, assim, não existe vínculo e se existiu com a reforma de Mousinho da Silveira, duque de Bragança=rei de Portugal, então ninguém se pode assumir como duque de Bragança, pois ao mesmo tempo estava a fazê-lo como rei de Portugal.

Portanto, parto do princípio de que não há vínculo de duque de Bragança com o rei de Portugal, também parto do princípio que um título nobiliárquico português possa ser de um estrangeiro.

A pergunta levanta também outra questão. Se houve ou não extinção do título com a morte de D. Manuel II. Poderemos colocar as duas hipóteses. Se não houve, então o título passaria para o parente mais próximo de D. Manuel II. Se houve extinção, que é o que me parece mais honesto, pois deixou de haver quem possa reconhecer essa transmissão, então passa a haver a representação genealógica do título.

Recapitulando: quebra de vínculo à Casa Real (extinta); estrangeiro pode ser titular; e extinção do título. Assim, passa haver representação genealógica do título pelo parente mais próximo.

Agora, vem a parte que os Srs. não gostam. Tudo indica que Duarte Nuno de Bragança era estrangeiro, aliás, os Srs. nunca conseguiram, nem tentaram fazer prova em contrário, mas acrescento que encontrei referência que o exército austríaco queria incorporar Duarte Nuno de Bragança, o que o salvou foi o Estado Novo, que lhe enviou um passaporte, como fez com alguns judeus, para o livrar do envolvimento no exército nazi. Cai por terra, mais uma vez, o mito da extraterritorialidade dos miguelistas, mas, até aqui, tudo bem. Mesmo sendo estrangeiro ainda podia representar genealogicamente o título. Só que não era o parente mais próximo.

Duarte Nuno de Bragança era primo em 5º grau do Rei D. Manuel II, antes dele havia por parte do Pai (que é o que nos interessa) cinco primos em 2º grau, dez primos em 3º grau e vinte e um primos em 4º grau. Se não falhei nenhum, Duarte Nuno estaria depois dos 36 primos do Rei D. Manuel II (por parte de D. Carlos I e descendentes de D. Maria II, que ao contrário do que por vezes se faz passar não tem de maneira nenhuma descendência extinta, bem pelo contrário, é mais numerosa do que a de seu tio D. Miguel I) além destes, Duarte Nuno de Bragança tinha, ainda acima dele, seis tias. Quebra-se aqui outro mito, o do parente mais próximo.

Afinal com tantos primos em quem recai a representação genealógica do título de duque de Bragança? Pelo que investiguei e que condiz com outros estudiosos, após a morte de D. Manuel II, e seguindo a ordem de no mesmo grau, primeiro o masculino, a representação foi para João Jorge (*1869 +1938) s.s., neto de D. Maria II e filho de Maria Ana casada com o Rei Jorge de Saxe; 2º representante, seu irmão Maximiliano (*1870 +1951) s.s.; 3º representante, Frederico Cristiano, sobrinho do anterior, (*1896 +1968); 4º representante, Maria Ana, filha do anterior, (*1929 ?) e segue-lhe Alexander de Afiff (*1954 - ?). Até Dona Augusta Victória (*1890 +1966) rainha consorte de D. Manuel II e prima em 3º grau, tinha mais direito que Duarte Nuno de Bragança sobre a representação genealógica do título de duque de Bragança.

Quando estiver reinstaurada a monarquia em Portugal, o refundador dirá se confirma a extinção, se converte a representação em título num estrangeiro ou se chama a Portugal o título para retribuí-lo a um português.

Há muito trabalho a fazer e o mais importante é mostrar que rei<monarquia e não rei=monarquia.

Não sei se consegui expressar as nossas ideias. Gostaria de com a vossa ajuda construíssemos o argumentário da monarquia.

Joaquim Filipe
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Qua 11 Jul - 17:56:06

......... importante é mostrar que rei<monarquia e não rei=monarquia.........

Para 1 Miguelista isso não serve !

Para 1 Miguelista ... Dom Duarte é legitimo herdeiro...

"Pedro chose to inherit his title as King of Portugal (Pedro IV) on March 10, 1826, ignoring the restrictions of his own Constitution. He promulgated the Portuguese liberal constitution of April 26, but was forced to abdicate on May 28 from the Portuguese crown in favor of his daughter Maria II" (wikipedia)

Porconseguinte O ramo Miguelista é por direito proprio Herdeiro do TRONO PORTUGUÊS

VIVA DOM DUARTE
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Qua 11 Jul - 19:44:03

Do ponto de vista histórico seria um empobrecimento se o título de Duque de Bragança fosse para o estrangeiro. Mas admito que é uma tese com alguma consistência. É claro que não tendo nenhum dos parentes estrangeiros dos Saxe-Coburgo Bragança reclamado o título, o ideal seria um futuro Rei confirmá-lo no português que estivesse no grau maior de parentesco com o último Duque de Bragança reconhecido. Que D. Duarte Pio reclame a representação do título, dado que não tem concorrentes com melhores direitos, não me incomoda. Incomoda-me apenas que se intitule herdeiro legítimo do Trono e utilize, abusivamente, os títulos privativos da Casa Real. É abusivo os irmãos utilizarem os títulos de Duque de Coimbra e de Viseu. É abusivo chamar Príncipe da Beira ao filho mais velho, etc.
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Qui 12 Jul - 1:18:44

Saxe-Coburgo ...Nao tem nada a haver com Miguelistas caro Sr.

A violinha no saco...

Pra 1 Miguelista a guerra civil pode continuar, se for preciso /....
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MensagemAssunto: A verdade da Moanrquia   Qua 10 Jun - 18:25:52

Na realidade a Monarquia, em si, deve ser Absulutista, embora se diga Monarquia Absulutista para se compreender a Monarquia Liberal.
Reconheço que Dom Duarte "foge" de todo a verdade da Monarquia.
A Família Cadával tem os mesmos "direitos" que a Família dos Braganças e o Senhor Rosário só teria esse direito se mais nenhum herdeiro existice no nosso País.
O Miguelismo é, sem dúvida, o mais "puro e belo". Infelizmente sabe-se pouco sobre Dom Miguel que foi um rei muito bom, inteligente, capaz e humilde para o Povo.
Dom Pedro quis uma Monarquia mais "maçonica" e menos católica.
Como dizia São Tomás de Aquino: «... a Monarquia, como Instituição, é a melhor. (...) Poderá haver republicanos melhores que alguns monaqruicos...»
A Monarquia Tradicional é necessária mas não sei até que ponto os vossos ideias são aconselháveis, porque não se pode fazer da Monarquia uma "ideia humana", cada um pensando á sua maneira. A Monarquia deve ser tal como é. Poderá evoluir mas nunca tentar "aproximar-se" da Republica, como vê-mos actualmente.
Se alguns querem fazer da Monarquia uma Republica Coroada, para que ser a Monarquia? Neste caso teremos que dar razão aos republicanos: não serve de nada.
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MensagemAssunto: Uma questão complicada?   Seg 7 Set - 18:05:46

Penso que talvez, mais que discutir a sucesso do trono português, a prioridade, para já, deva ser discutir uma forma de alteração de regime. Contudo, pela História Diplomática que estudei no curso de ciência política, parece-me que a questão da sucessão, hoje deve ser substancialmente mais fácil que a do séc. XIV (Mestre de Avis). Se be me lembro das minhas investigações, em 1833 - 84, quando D. Miguel ( sua familia e descendentes) foram expulsos de Portugal, o despacho de explusão, assinado por D. Pedro não previa duração do mesmo, tendo vigência ad aeternum. Só assim se compreendia a inclusão de descendentes. Acontece que a figura juridica atribuida a este Despacho foi o de personna non grata, frequentemente utilizada nos meios diplomáticos para punir criminosos de outras nacionalidades que cometem crimes em solo nacional.
Contudo, em 1940 e por uma questão corporativista, o Dr. António Salazar, revogou esse Despacho, num acto de legalidade duvidosa. isto com o intuito de conseguir que os descendentes de D. Miguel (e a sua fortuna) regressassem a Portugal, participando no esforço do pagamento de impostos sobre essa mesma fortuna.
Penso que qualquer investigação séria sobre a sucessão do trono português, terá invariávelmente que partir desta base.
Mas, penso que esta será, nesta época uma falsa questão.
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Qua 23 Set - 0:24:52

um pouco por isso que escreve a AMT se afasta dessa questão ou pelo menos tenta...
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Geraldo José
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MensagemAssunto: Herdeiros de D. Miguel atualmente   Sab 3 Maio - 4:33:43

Só uma pergunta sincera aos amigos conterrâneos portugueses, quem é o legitimo e verdadeiro representante da linha miguelista da Coroa Portuguesa atualmente?


encoberto escreveu:
Esta resposta era para "Justiceiro" do Forum Portugal no seu melhor que infelizmente bloqueram o tópico. No então parece-me que se enquadra nesta  secção do Fórum Sucessão.


Caro Pedro de Sousa Vieira

Embora, desejássemos fugir ao tema da sucessão e começar a falar de monarquia começando pela sua definição e seguidamente falarmos de Comunidade, Bem Comum, Legitimidade e Legalidade, Propostas de Organização Política, Poderes do Rei, princípios para uma comunidade que essencialmente funcione em sistema continuo, etc. vou tentar dizer-lhe as opiniões que partilho, pois, como sabe, sobre estes assuntos já ninguém consegue ser original.


1 - Quem seria e como seria escolhido o Rei?

R- Neste ponto, a AMT tem dito muito vezes que estamos em vacatura do trono - espaço que medeia entre a morte de um soberano e a aclamação do seguinte -, o termo já é aceite, mas agora precisamos de ser mais objectivos. Na realidade, estamos entre o fim de uma dinastia e o começo de outra e nestas situações o termo correcto é interregno.

Nada nos impõe e nada nos impede que o futuro soberano seja aparentado com os últimos Reis de Portugal. Portanto, quem será o novo rei? Só às Cortes Gerais compete decidir, no entanto, será previsível que o futuro refundador seja aquele que encabece o movimento monárquico que reinstaure a monarquia pois, tal como D. João I, terá a seu lado um Doutor João das Regras. Este João das Regras será capaz de provar que as Cortes Gerais podem depositar neste refundador o Poder Real e este passa a ser o legitimo e legal soberano de Portugal, tal como aconteceu com D. Miguel I. Pois, pela Leis da Sucessão, a partir do momento que D. Pedro IV se torna D. Pedro I, morre para Portugal, mas como tinha descendência segue-se-lhe esta nos Direitos Dinásticos e não o irmão. No entanto, considera-se que D. Miguel I também foi Rei de Portugal. Porquê? Porque compete às Cortes Gerais legitimarem ou não o seu soberano. Claro, para que cheguemos a tal dia, teremos que arranjar primeiro a monarquia.


2 - Poderia o tal Rosário alguma vez ser Rei de Portugal?

R- Já reparou que nem o próprio se afirma como legitimo herdeiro da Coroa portuguesa? Rosário Poidimani sabe muito bem o que é a monarquia portuguesa e não se vai atrever a fazer figuras tristes, a não ser que queira fazer como eu, irritar-vos um pouco; mas, a sério, estejam descansados.


3 - Sabendo eu que oficialmente todos os títulos nobiliárquicos estão extintos, sendo no entanto reconhecidos oficiosamente (Registo Propriedade Industrial - Marcas e Patentes) como património pessoal, quem é na sua opinião o actual representante do titulo de Duque de Bragança?

R- Esta pergunta fez-me investigar um pouco, e, embora, não ponha tudo o que consegui obter, pois teria que discutir se existe vínculo ou não do título de Duque de Bragança à Casa Real, após a reforma de Mousinho da Silveira, quando extinguiu os morgadios e manteve a excepção do título de Duque de Bragança à Casa Real, e se esse vínculo é quebrado ou não com a Implantação da República.

No entanto, e seguindo o Direito Consuetudinário houve reis que não eram duques de Bragança e Duques de Bragança que não foram reis, sendo, assim, não existe vínculo e se existiu com a reforma de Mousinho da Silveira, duque de Bragança=rei de Portugal, então ninguém se pode assumir como duque de Bragança, pois ao mesmo tempo estava a fazê-lo como rei de Portugal.

Portanto, parto do princípio de que não há vínculo de duque de Bragança com o rei de Portugal, também parto do princípio que um título nobiliárquico português possa ser de um estrangeiro.

A pergunta levanta também outra questão. Se houve ou não extinção do título com a morte de D. Manuel II. Poderemos colocar as duas hipóteses. Se não houve, então o título passaria para o parente mais próximo de D. Manuel II. Se houve extinção, que é o que me parece mais honesto, pois deixou de haver quem possa reconhecer essa transmissão, então passa a haver a representação genealógica do título.

Recapitulando: quebra de vínculo à Casa Real (extinta); estrangeiro pode ser titular; e extinção do título. Assim, passa haver representação genealógica do título pelo parente mais próximo.

Agora, vem a parte que os Srs. não gostam. Tudo indica que Duarte Nuno de Bragança era estrangeiro, aliás, os Srs. nunca conseguiram, nem tentaram fazer prova em contrário, mas acrescento que encontrei referência que o exército austríaco queria incorporar Duarte Nuno de Bragança, o que o salvou foi o Estado Novo, que lhe enviou um passaporte, como fez com alguns judeus, para o livrar do envolvimento no exército nazi. Cai por terra, mais uma vez, o mito da extraterritorialidade dos miguelistas, mas, até aqui, tudo bem. Mesmo sendo estrangeiro ainda podia representar genealogicamente o título. Só que não era o parente mais próximo.

Duarte Nuno de Bragança era primo em 5º grau do Rei D. Manuel II, antes dele havia por parte do Pai (que é o que nos interessa) cinco primos em 2º grau, dez primos em 3º grau e vinte e um primos em 4º grau. Se não falhei nenhum, Duarte Nuno estaria depois dos 36 primos do Rei D. Manuel II (por parte de D. Carlos I e descendentes de D. Maria II, que ao contrário do que por vezes se faz passar não tem de maneira nenhuma descendência extinta, bem pelo contrário, é mais numerosa do que a de seu tio D. Miguel I) além destes, Duarte Nuno de Bragança tinha, ainda acima dele, seis tias. Quebra-se aqui outro mito, o do parente mais próximo.

Afinal com tantos primos em quem recai a representação genealógica do título de duque de Bragança? Pelo que investiguei e que condiz com outros estudiosos, após a morte de D. Manuel II, e seguindo a ordem de no mesmo grau, primeiro o masculino, a representação foi para João Jorge (*1869 +1938) s.s., neto de D. Maria II e filho de Maria Ana casada com o Rei Jorge de Saxe; 2º representante, seu irmão Maximiliano (*1870 +1951) s.s.; 3º representante, Frederico Cristiano, sobrinho do anterior, (*1896 +1968); 4º representante, Maria Ana, filha do anterior, (*1929  ?) e segue-lhe Alexander de Afiff (*1954 - ?). Até Dona Augusta Victória (*1890 +1966) rainha consorte de D. Manuel II e prima em 3º grau, tinha mais direito que Duarte Nuno de Bragança sobre a representação genealógica do título de duque de Bragança.

Quando estiver reinstaurada a monarquia em Portugal, o refundador dirá se confirma a extinção, se converte a representação em título num estrangeiro ou se chama a Portugal o título para retribuí-lo a um português.

Há muito trabalho a fazer e o mais importante é mostrar que rei
Não sei se consegui expressar as nossas ideias. Gostaria de com a vossa ajuda construíssemos o argumentário da monarquia.

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NunoRamos
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MensagemAssunto: O Pedro Brasileiro nunca foi Rei de Portugal.   Dom 7 Fev - 19:34:31

Meu caro Sebasthios,

O traidor Pedro Brasileiro nunca foi Rei de Portugal. Pois, para se ser Rei de Portugal, tem de ser-se Aclamado numas Côrtes Gerais legítimas, tal como foi EL-Rei Dom Miguel I. Ora, o traidor ao cometar a maior traição da nossa história, dando a independência ao Brasil e pegando em armas contra Portugal e o Rei, perdeu todos os direitos à coroa para si e todos os seus descendentes. Ficou assim conhecido para a história, por ter ganho a guerra "civil", que de civil nada teve, pois foi uma luta de estrangeiros contra o Rei e o povo de Portugal e cuja capitulação o Senhor Dom Miguel I só assinou para que não morressem mais portugueses contra as baionetas estrangeiras da Quadrupla-Aliança.
As ideias Miguelistas eram Tradicionalistas, ou seja a manutenção das liberdades Forais e Municipais, permitindo assim que a Nação se administrasse a si mesma.
Legitimidade, não tinha nenhuma, apenas o fez pela força das armas. A legitimidade estava toda com Dom Miguel I. Aliás, foi o nosso último Rei legítimo, foi justamente Dom Miguel I.

A Legitimidade do Senhor Dom Miguel I ao trono de Portugal.

A grande diferença entre os Liberais e os Miguelistas ou Legitimistas, é que os primeiros, sendo membros da Franco-Maçonaria, quiseram roubar o poder que o povo e o Rei possuíam, para si mesmos, no intuito de escravizarem esse mesmo povo. Coisa que infelizmente conseguiram, através da mentira da democracia e da outra mentira da "liberdade, igualdade e fraternidade". Enquanto os Legitimistas queriam que o povo continuasse a ter o poder de decidir sobre os seus destinos e ao mesmo tempo um Rei que amasse a Pátria e dela cuidasse juntamente com o Seu povo.

A verdadeira Monarquia Foral.


Cordialmente,
Nuno Ramos.

Sebasthi escreveu:
Quando D. Pedro I do Brasil (e IV de Portugal) proclamou a independencia do Brasil ele já era rei de Portugal?

Como é que D. Miguel, seu irmão, se tornou tb rei?
As ideias dos miguelistas eram absolutistas?
Que legitimidade tinha o maçónico de D. Pedro, conspirador do próprio pai, herege da maior categoria, vergonha da história de Portugal, de por sua filha no trono? E de mandar seu irmão para sempre longe?

Já agora qual a grande diferença entre os liberais e os absolutistas?

Sebasthios.
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MensagemAssunto: Dom Duarte seria o legítimo herdeiro, se...    Dom 7 Fev - 19:48:53

Josephus escreveu:
......... importante é mostrar que rei
Para 1 Miguelista isso não serve !

Para 1 Miguelista ... Dom Duarte é legitimo herdeiro...

"Pedro chose to inherit his title as King of Portugal (Pedro IV) on March 10, 1826, ignoring the restrictions of his own Constitution. He promulgated the Portuguese liberal constitution of April 26, but was forced to abdicate on May 28 from the Portuguese crown in favor of his daughter Maria II" (wikipedia)

Por conseguinte O ramo Miguelista é por direito proprio Herdeiro do TRONO PORTUGUÊS

VIVA DOM DUARTE

Texto do meu amigo Carlos Albuquerque (basta clicar no link).

As traições de S.A.R.
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MensagemAssunto: Re: Miguelistas   Hoje à(s) 18:22:10

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